Em 1966, foi criado FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), destinado a facilitar as demissões que eram muito dispendiosas para o empregador e acabavam prejudicando o próprio trabalhador, e para financiar a construção de imóveis.
Tomando a segunda finalidade, vemos que o sistema foi altamente positivo. Os chamados conjuntos habitacionais do BNH espalharam-se pelas cidades brasileiras, atendendo as pessoas mais necessitadas.
Nas contas dos trabalhadores eram creditados juros, embora reduzidos, que lhe formavam uma poupança e financiavam a casa própria, sua e dos demais trabalhadores. No entanto, ideias “brilhantes” resolveram liberar o FGTS para as mais variadas finalidades, como aniversário, com destaque ultimamente para os empréstimos pessoais que, além de eliminarem a poupança do trabalhador, fazem ele pagar juros pelo uso do que é seu. Tais juros podem ser baixos, se comparados ao mercado, mas eles variam para patamar de até 80% superior à taxa Selic.
O FGTS tinha que ser um recurso sagrado para o trabalhador dispor no final de sua vida, quando fraqueassem suas forças, mas por interesses que não sei quais, serão usados para pagar contas e outros usos, na idade quando tinha condições de lutar para tal. Será que isso foi pensando no trabalhador ou em interesses inconfessáveis? Deixo aqui a pergunta.
