Darcy FranciscoDarcy FranciscoDarcy Francisco
  • quem sou
  • posts
  • estatísticas fiscais
  • outros autores
  • publicações
  • vídeos
  • contato
Font ResizerAa
Font ResizerAa
Darcy FranciscoDarcy Francisco
  • quem sou
  • posts
  • estatísticas fiscais
  • outros autores
  • publicações
  • vídeos
  • contato
pesquisar
  • quem sou
  • posts
  • estatísticas fiscais
  • outros autores
  • publicações
  • vídeos
  • contato
Follow US
© 2022 Foxiz News Network. Ruby Design Company. All Rights Reserved.
EconomiaLivros

Por que umas nações são ricas e outras, pobres?

Darcy Francisco
Last updated: junho 8, 2026 12:21 pm
Darcy Francisco
Share
SHARE

A teoria predominante sobre a existência de nações ricas e pobres é a DAS INSTITUIÇÕES, o que nunca me convenceu completamente. Lendo o livro Armas, Germes e Aço, de autoria da Jared Diamon, encontrei no posfácio uma teoria que me convenceu mais, ainda, com alguns questionamentos. Por isso, resolvi fazer um resumo e publicar, porque muitos estudiosos se interessam pelo assunto. Vamos lá. 

Começa ele destacando que UM DOS PROBLEMAS CENTRAIS DA ECONOMIA DIZ RESPEITO À POBREZA e À RIQUEZA NAS NAÇÕES. Nos países ricos, como Estados Unidos e Noruega, a renda anual per-capita é quatrocentas vezes mais alta que a dos países pobres, como a Tanzânia e o Iêmen. Por que alguns países são ricos e outros, pobres?

Inicialmente, o autor fez uma comparação entre a Holanda e a Zâmbia, país africano. Diz ele, se um extraterrestre tivesse visitado a Holanda, diria “Que país desafortunado! Só tem desvantagens!”

A Holanda tem um inverno longo e um verão curto, de modo que os fazendeiros só podem fazer um plantio ao ano. Não possui recursos minerais valiosos. É baixa e plana, não possuindo represas ou poder hidrelétrico e tem que importar carvão e petróleo. E, ainda, faz fronteira com a Alemanha que a invadiu em 1940. Um terço das terras holandesas está abaixo do nível do mar e corre o risco de ser inundado. Por isso o extraterrestre pôde concluir que a Holanda era uma país muito pobre.

Dirigindo-se à Zâmbia, o extraterrestre constatou que, ao contrário da Holanda, Zâmbia não precisa comprar petróleo ou carvão para gerar energia, porque possui energia elétrica abundante, gerada por grandes represas, é muito rica em minerais, especialmente em cobre. O clima é quente e permite várias colheitas por ano. Não há lutas entre tribos. Nunca foi invadida por um país vizinho. Possui eleições livres e valoriza a educação.

Então, quem teria a renda média mais alta: a Holanda ou a Zâmbia?

A renda média da Holanda é 33 vezes mais alta que a da Zâmbia. Além das diversas diferenças na vida entre um holandês e um zambiano, este tem uma expectativa de vida de 41 anos e o primeiro, o holandês, de 78 anos.

Se os recursos naturais não bastam para tornar um país rico e outro pobre, o que é preciso, então?

Alguns economistas atribuem às INSTITUIÇÕES HUMANAS, leis, códigos de comportamento, governos locais, entre outras razões.

A razões convincentes sobre as importâncias das instituições de que são exemplos países que antes eram únicos e se separaram e hoje gozam de muitas diferenças quanto ao desenvolvimento: Coreia do Norte e Coréia do Sul. Alemanha, mesmo unificada depois, ainda mantém diferenças. Também na ilha de São Domingos, no Caribe, há duas nações, em que uma, a República Dominicana, mesmo sem ser um país rico, é seis vezes mais próspero do que o outro país, o Haiti.

Em resumo, as instituições que motivam as pessoas a trabalhar, de modo a elevarem a riqueza nacional são as seguintes: “ausência de barreiras comerciais, ausência de corrupção, baixo risco de assassinato, controle da inflação, cumprimento de contratos, efetividade do governo, estado de direito, incentivos e oportunidades de investimento de capital, livre fluxo de capital, livre troca de moedas, oportunidades educacionais e proteção dos direitos individuais e de propriedade.”

De fato, as instituições citadas propiciam o desenvolvimento. Muitos economistas consideram que a explicação baseada nas instituições não está errada, mas não é completa, em dois aspectos.

Dois aspectos que faltam na tese das instituições

  1. Primeiro aspecto

O primeiro aspecto são os fatores geográficos. O autor cita como exemplo a África, dividindo-a entre os países tropicais e as áreas temperadas. O segundo fator é se tem acesso ao mar ou a rio navegável que vá até o oceano.

Diz o autor que a conclusão salta aos olhos: dos 38 países tropicais, 37 são mais pobres que qualquer um país de clima temperado. Somente o Gabão tem riqueza comparável.  Em ambos os conjuntos, tropical ou temperado, os países costeiros são, em média, 50% mais ricos que aqueles que não têm acesso ao mar.

O autor pergunta porque a geografia tem efeito tão intenso sobre a riqueza nacional. Ele mesmo responde que as doenças são mais prováveis nos trópicos que nos climas temperados, sejam doenças infecciosas, como a malária, ou a dengue, sejam doenças causadas por parasitas.  Os habitantes passam tempo sem trabalhar e morrem mais cedo, o que se reflete na produção.  A agricultura tropical tem produtividade menor, em razão dos solos inférteis e a maior abundância de pragas e doenças veterinárias. Minha opinião: o centro-oeste brasileiro desmente um pouco essa teoria.

Diz o autor que as desvantagens de ausência de litoral é que o transporte por via terrestre é cerca de sete vezes mais caro do que o transporte por mar ou rio navegável. Minha opinião: uma pena que o Brasil dispõe desse recurso e usufrui pouco.

Quanto à ligação com o mar, cita a Bolívia como o país mais pobre da América do Sul, é tropical e sem acesso ao mar. Os países de clima temperado, Argentina, Chile e Uruguai são os mais ricos do que qualquer um dos noves países tropicais. Esses efeitos geográficos frequentemente superam os efeitos das instituições más. A Argentina é um exemplo disso.

  • Segundo aspecto

Porque alguns países possuem boas instituições e outros não? Por que a Holanda possui instituições que promovem o crescimento nacional mais efetivamente que as instituições da Zâmbia? Foi apenas um acidente aleatório e imprevisível?

Sobre as causas, ele defende a tese de que não podemos pegar apenas as causas próximas, devemos buscar as causas últimas (valor evolutivo, o porquê), como se fosse um tratamento psicoterápico, quando cita uma passagem de sua esposa, psicóloga clínica, com um paciente.

Voltando ao assunto em questão, para buscar as origens das instituições boas, precisamos pesquisar as profundas origens das instituições complexas, boas ou ruins, em qualquer sociedade humana.

Origens das instituições complexas

Há 13.000 anos os homens viviam como caçadores-coletores e não como fazendeiros ou criadores de gado, não estocavam alimentos, os buscavam no dia a dia para o consumo imediato. Não havia instituições complexas. Como elas surgiram nos últimos 13.000 anos?

As instituições complexas surgiram do desenvolvimento de sociedades sedentárias e densamente povoadas, com excedentes estocáveis de alimentos (milho, queijo, batatas, por exemplo) tornados possíveis pela agricultura. A causa última das instituições complexas é a agricultura e a causa última [i]mais próxima são as sociedades sedentárias densamente povoadas e os excedentes estocáveis de comida resultantes da agricultura.

Continua o autor: Excedentes podem ser usados para alimentar especialistas não produtores de alimentos, como reis, banqueiros, escritores e professores. Assim, a agricultura foi um pré-requisito para o desenvolvimento de instituições complexas das sociedades modernas: feudos e estados, burocracia, governo centralizado e tudo mais que dispomos numa sociedade moderna. Isso não seria possível com caçadores-coletores, que eram nômades.

Porque a Nigéria não desenvolveu instituições complexas como na Noruega? Pela bastante desigual distribuição pelo mundo de plantas e animais selvagens, porém domesticáveis, que se concentravam em cerca de nove regiões, as quais se tornaram pátrias de agricultura independente. Dessas pátrias, a agricultura se expandiu para outras áreas, mais rapidamente nos eixos Leste-Oeste do que nos eixos Norte-Sul. Desde de 4 mil anos existiu estado e seus subprodutos na China, mas apenas 30 anos na Nova Guiné.

A Holanda pratica a agricultura há 7.500 anos; a Zâmbia, há apenas 2 mil. A Holanda possui escrita há 2 mil anos; a Zâmbia, há quarenta. A Holanda possui governo independente há 500 anos; Zâmbia há apenas quarenta.

A longa história da agricultura e das instituições complexas que ela tornou possível é parte das razões pelas quais a Holanda é muito mais rica que Zâmbia. A outra parte dessas razões é que a Holanda está situada no litoral de uma zona temperada e a Zâmbia tem clima tropical e isolada do mar.

Nos anos 1960, Coreia do Sul, Gana e Filipinas eram países pobres. Apesar das apostas erradas dos diplomatas americanos, 60 anos depois, a Coreia do Sul, localizada numa zona temperada, gosa de uma prosperidade de primeiro mundo; Gana e Filipinas, países tropicais, permanecem pobres. Na Coreia do Norte o governo opressivo desperdiçou essa vantagem histórica.

CONCLUSÃO

A teoria de que são as INSTITUIÇÕES que explicam as razões porque existem nações desenvolvidas, ricas, e nações subdesenvolvidas, pobres, é aceita, mas como uma verdade parcial para as razões que justificam a situação atual das nações. Para explicar esse fato é preciso acrescer mais dois aspectos, que são os fatores geográficos e as origens das instituições complexas.

Quanto aos fatores geográficos, o autor destaca a localização dos países, na zona tropical e na temperada. E entre eles, se têm ou não acesso ao mar ou a rio navegável que vá até o oceano. E dá diversos exemplos tomando a África e a América do Sul, como referência, para justificar sua assertiva.

Quanto às instituições, ele destaca a agricultura como a origem das instituições complexas, sedentárias, em substituição ao comportamento nômade dos catadores-coletores, que buscavam apenas o alimento necessário para a subsistência diária.

Já a agricultura permitiu a formação de estoque de alimentos e, com isso, a geração de organizações sedentárias. Esses excedentes puderam ser usados para alimentar especialistas não produtores de alimentos, como reis, banqueiros, escritores e professores. Assim, a agricultura foi um pré-requisito para o desenvolvimento das instituições complexas das sociedades modernas: feudos e estados, burocracia, governo centralizado e tudo mais que dispomos numa sociedade moderna. Isso não seria possível com caçadores-coletores, que eram, na maioria, nômades.

Diz o autor que alguns economistas citam a Revolução Gloriosa ocorrida na Inglaterra em 1688 como causa das instituições que propiciaram o crescimento econômico da Grã-Bretanha, o país mais rico do mundo durante muito tempo. Será que ela é a causa do crescimento da Grã-Bretanha moderna? A revolução demitiu o rei James e colocou em seu lugar o rei William, enfraquecendo o poder real e aumentando o poder parlamentar. No entanto, atribuir esse fato à riqueza da Grã-Bretanha é cair na armadilha de focar nas causas próximas e ignorar as causas últimas (os porquês).

Não é essa a causa do desenvolvimento da Inglaterra. Se a revolução tivesse ocorrido em Zâmbia, seria ela rica e a Grã-Bretanha pobre hoje? Claro que não. Isso porque a agricultura chegou a Grã-Bretanha há 5.500 anos e a Zâmbia há apenas 2.000. A Grã-Bretanha foi unificada sob o Império Romano por volta dos anos 80 e Zâmbia, sob o Império Britânico nos anos 1890.

Além do mais, a Grã-Bretanha possui terras férteis, tem clima temperado e tem acesso ao mar, até porque é uma ilha. A Zâmbia é tropical, não tem terras férteis, nem acesso ao mar.

 As razões que explicam esse fato são muitas, que não estão citadas por se tratar de um resumo. Quem se interessar pelo assunto mais aprofundado deve buscar as informações junto à fonte citada.


[i] Causas próximas são os fatores diretos ou mecanismos imediatos que desencadeiam um evento (o “como” acontece). Causas últimas são os motivos profundos, as razões evolutivas ou de propósito que explicam por que aquele evento existe (o “porquê”). [1]

FONTE: GOOGLE

REFERÊNCIAS

DIAMOND – Jared – Armas, Germes e Aço. Editora Record. Rio de Janeiro – São Paulo. 2025.

Epílogo – Futuro da História Humana como uma Ciência

Posfácio.2017 – Países Pobres e Ricos à luz de Armas, Germes e Aço.

Share This Article
Email Copy Link Print
Previous Article RS: Um estado cuja despesa não cabe na receita
Leave a Comment

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

pesquisar

categorias

Apresentações Artigo em revista especializada Diversos Economia Estado do RS Finanças Públicas Leitura rápida Livros Municípios Outras publicações Outros Autores Vídeos

mais posts

  • Por que umas nações são ricas e outras, pobres?
  • RS: Um estado cuja despesa não cabe na receita
  • O Estado, os clubes de futebol e os déficits
  • As distorções do FPE e o pagamento da dívida
  • IDH do Brasil “muito alto”, uma vergonha!
  • O Estado do RS levará décadas para sair da crise fiscal
  • Emendas parlamentares: necessidade de redução

You Might Also Like

Economia

Projeto Enrola Novamente

By Darcy Francisco
Economia

Entrevista: os desafios fiscais do RS

By Darcy Francisco

Caixa único, depósitos judiciais e precatórios

By Darcy Francisco

Crise dos regimes próprios municipais

By Darcy Francisco
2025 © Darcy Francisco. Todos os direitos reservados.
  • quem sou
  • posts
  • estatísticas fiscais
  • outros autores
  • publicações
  • vídeos
  • contato
Welcome Back!

Sign in to your account

Username or Email Address
Password

Lost your password?