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	<title>Resultado primário &#8211; Darcy Francisco</title>
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		<title>O estados estão nadando em dinheiro &#8211; II</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Dec 2021 13:13:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Recentemente publicamos um texto denominado “Os estados estão nadando em dinheiro”, onde apuramos que, depois de um déficit de R$ 168 milhões em 2019, foi apurado no final do exercício de 2020 num superávit de R$ 36 bilhões, que subiu para R$ 76 bilhões no primeiro semestre do exercício corrente.&#160; Retomando o estudo com a [&#8230;]]]></description>
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<p>Recentemente publicamos um texto denominado “Os estados estão nadando em dinheiro”, onde apuramos que, depois de um déficit de R$ 168 milhões em 2019, foi apurado no final do exercício de 2020 num superávit de R$ 36 bilhões, que subiu para R$ 76 bilhões no primeiro semestre do exercício corrente.&nbsp; Retomando o estudo com a publicação dos dados do 5° bimestre, nos deparamos com um superávit de R$ 124,6 bilhões.&nbsp;</p>



<p>Estados altamente deficitários, como Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e outros apresentaram expressivos superávits.</p>



<p>O mesmo pode ser dito em relação ao resultado primário, em que a soma global dos estados alcançou R$ 134,1 bilhões ou 18% da RCLe e quase três vezes o valor do serviço da dívida.</p>



<p>O fator negativo foi o alto déficit do governo federal, com resultado nominal superior a R$ 1 trilhão, com alto reflexo no endividamento, embora tenha reduzido sensivelmente em 2021,  conforme tratado ao longo deste texto.</p>



<p>Ocorreram diversos fatores que propiciaram essa melhora extraordinária das contas dos estados, nos exercícios 2020 e 2021. São eles as medidas decorrentes da Lei Federal nº 173/2020, para o enfrentamento do coronavírus, como ajuda financeira em valor expressivo, a suspensão da dívida com a União até o final do ano 2020 e a possibilidade de reestruturação de dívidas com organismos multilaterais e, principalmente, o congelamento da folha de pagamento (ou praticamente isso) até o final do exercício de 2021.&nbsp;</p>



<p>No exercício de 2021, o fator principal foi o crescimento expressivo da receita própria, explicado pelo extraordinário crescimento da arrecadação do ICMS, principal tributo, que sofreu os efeitos da alta dos preços por atacado e também da inflação e de uma lenta recuperação na economia. O IGP-DI, em cuja formação entram os preços por atacado, numa proporção de 60%, cresceu mais de 30% no período. Os preços dos combustíveis e energia elétrica também contribuíram para o fenômeno, assim como, o auxílio emergencial do Governo Federal, por beneficiar uma faixa da população com alta propensão a consumir.</p>



<p>Outro fator determinante dessa explosão da receita foi o crescimento nominal do PIB de 14,6% nos 12 meses anteriores a outubro de 2021.</p>



<p>O <strong>Estado do RS fez grandes reformas,</strong> <strong>como a suspensão das vantagens temporais, a alteração do quadro do magistério e a reforma da previdência, que se seguiu a da previdência complementar, e a privatização da CEEE, gerando grande crescimento da arrecadação do ICMS, antes não recolhida pela empresa.&nbsp; </strong>Nos demais estados também houve reformas, mas desconhecemos seu conteúdo e dimensão. &nbsp;As reformas, no entanto, surtirão maior efeito com o decorrer do tempo, <strong>sendo o que assegurará o equilíbrio futuro das contas públicas</strong>, porque reduziram sensivelmente o alto crescimento vegetativo da folha, que anulava o incremento da receita, que acompanha o PIB, com baixo crescimento potencial.&nbsp;</p>



<p>No entanto, mesmo que a reformas tenham também contribuído para essa transformação, o extraordinário aumento da arrecadação, primeiro o das transferências, depois o das receitas próprias, paralelamente com grande contenção da despesa, explicam mais esse fenômeno no curto prazo.</p>



<p>Finalizando, podemos dizer que só sairemos definitivamente dessa situação desagradável com crescimento econômico e com governos responsáveis (não populistas), que mantenham o que foi feito e, ainda, o aprofundem em certos aspectos.</p>



<p>Par ler o texto completo <a href="https://darcyfrancisco.com.br/wp-content/uploads/2021/12/ESTADOS-NADANDO-EM-DINHEIRO-II.pdf">clique aqui.</a></p>
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