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	<title>Finanças públicas &#8211; Darcy Francisco</title>
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		<title>RS: a despesa que não cabe na receita</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Apr 2026 15:05:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Finanças públicas]]></category>
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					<description><![CDATA[No final da década de 1990, ouvi do governador à época que a despesa do Estado não cabia dentro de sua receita, afirmativa essa que considerei tão verdadeira, que nunca mais esqueci. De lá para cá, decorridos 30 anos, mesmo diante das várias reformas feitas, a da previdência e a administrativa que reduziram sensivelmente o [&#8230;]]]></description>
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<p>No final da década de 1990, ouvi do governador à época que a despesa do Estado não cabia dentro de sua receita, afirmativa essa que considerei tão verdadeira, que nunca mais esqueci.</p>



<p>De lá para cá, decorridos 30 anos, mesmo diante das várias reformas feitas, a da previdência e a administrativa que reduziram sensivelmente o crescimento vegetativo da folha de pagamentos, novas ocorrências pioraram a situação.</p>



<p>O PIB cresceu em média apenas 1,6% ao ano, 0,7% menor que o do País, cujo crescimento foi de 2,3%. No acumulado de 2000 para cá, o crescimento foi de 177,6% para o País e de apenas 149% para o Estado, numa diferença de 28,6%. E a arrecadação tem no PIB seu maior reflexo.</p>



<p>Nesse período, mesmo que o déficit previdenciário tenha caído de R$ 17 para R$ 10 bilhões entre 2018 e 2025, os aportes previdenciários do Estado continuam altos, na ordem R$ 10 bilhões anuais ou 14,5% da receita corrente líquida, o segundo do Brasil. A dívida estadual, relativamente a segunda maior do País, diante dos resíduos e ocorrências, e pela insuficiência de resultado primário, tornou-se impagável.</p>



<p>O ICMS cresce muito pouco anualmente e a maior transferência federal, o FPE, com as alterações de 2013, o índice que já era muito baixo, de 2,35%, reduziu-se para 1,26% em 2024, depois de ter sido 1,05% em 2023. Isso torna o crescimento anual da receita corrente líquida muito baixo, apenas 1,9%, nos últimos 15 anos.</p>



<p>O novo acordo para a dívida, o Propag, seria muito bom, se o Estado formasse superávit primário suficiente para honrá-lo, que não forma.&nbsp; Como se isso não bastasse, agora tem que complementar os recursos para a manutenção do ensino, porque não pode mais usar a despesa com inativos e pensionistas que é mais de 60% da folha.&nbsp; Também não pode usar as despesas do IPE com a saúde para complementar a exigência legal. Há também os precatórios. Tudo isso, junto com a dívida, elevam a comprometimento adicional da receita corrente líquida a patamar superior a 10%.</p>



<p>Precisamos aumentar a receita, o que só será possível com uma política que enfrente os <strong>problemas climáticos, principalmente as secas</strong>, porque não fossem eles, nosso PIB cresceria igual ou até mais que o do País. Temos tmbém que recuperar o índice perdido do FPE.</p>



<p>Diante de tudo isso, se não forem sanadas as deficiências citadas, podemos afirmar, taxativamente, que a <strong>despesa do Estado caberá cada vez menos dentro de sua receita.&nbsp;</strong></p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="605" height="592" src="https://darcyfrancisco.com.br/wp-content/uploads/2026/04/artigo.jpeg" alt="" class="wp-image-25736"/></figure></div>]]></content:encoded>
					
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		<title>Compromissos extras do Estado neste e nos próximos governos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Mar 2026 22:43:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estado do RS]]></category>
		<category><![CDATA[Finanças públicas]]></category>
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					<description><![CDATA[O Estado dispunha em 31/12/2024 de R$ 14,165 bilhões em bancos, sendo R$ 12,586 bilhões pertencentes ao Poder Executivo, mas é dinheiro de estoque, que tende a se acabar, à medida que vai sendo usado. É ilusão contar com esse tipo de recursos para financiar gastos correntes ao longo de um período. O Propag apresenta [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O Estado dispunha em 31/12/2024 de R$ 14,165 bilhões em bancos, sendo R$ 12,586 bilhões pertencentes ao Poder Executivo, mas é dinheiro de estoque, que tende a se acabar, à medida que vai sendo usado. É ilusão contar com esse tipo de recursos para financiar gastos correntes ao longo de um período.</p>



<p>O Propag apresenta grande vantagem, conforme se observa na Tabela 3 do Anexo, mas devido à <strong>insuficiência de resultado primário, </strong>o Estado do RS não tem como cumpri-lo, só na hipótese de não recolher o FEF, e assim mesmo, será com muita dificuldade, ainda mais com os problemas climáticos, que tem reduzido significativamente a receita. O Propag reduz o juro a zero, mas cria a contribuição de 2% para o FEF, Fundo de Equalização Fiscal. É como dar com uma mão e retirar com a outra.</p>



<p>Além dos problemas climáticos, são grandes complicadoras as decisões em nível federal, que não levam em conta as peculiaridades de cada estado, como foi o caso da Emenda Constitucional 108/2000, que vedou o uso da despesa com inativos e pensionistas na comprovação do MDE (educação). No caso do RS, onde na educação, para uma folha de 100, os inativos e pensionistas são 62, fica proibitivo cumprir esse dispositivo, por mais meritório que seja. O acordo com o FNDE/MEC para cumpri-lo em 15 anos, diante de tantos outros compromissos não será possível cumpri-lo, com o passar do tempo.</p>



<p>Além disso, vinculação de receita afronta tudo o que se pode pensar de racionalidade do gasto, por manter constante no tempo um mesmo percentual de receita, quando a realidade causal teve enorme alteração (Ver no final um apêndice sobre vinculações da receita).</p>



<p>Além disso, se continuarmos criando despesas excessivas, sejam em nível federal, como internamente, principalmente pelos Outros Poderes, que se concedem aumentos salariais gigantescos, virando as costas para a realidade financeira do Estado, a situação ficará, ainda, mais difícil.</p>



<p>Outro grande problema são os precatórios judiciais que, apesar dos pagamentos ocorridos, que não foram poucos, aumentam o saldo.</p>



<p>O atual governo fez a reforma da previdência igual à federal, além disso, eliminou todas as vantagens funcionais por tempo de serviço, alterou o quadro</p>



<p>de carreira do magistério, mas os resultados tem um limite, que é o direito adquirido. Mesmo assim, houve grande redução no déficit previdenciário.</p>



<p>Se me perguntassem <strong>três macro-sugestões </strong>para o Estado do RS, citaria:</p>



<p>Aderir ao Propag, mas sem o FEF, porque com ele, seria mais um acordo não cumprido, devido ao reduzido superávit primário. Mesmo assim, vai depender muito do crescimento da receita.</p>



<p>Acelerar o combate aos efeitos das mudanças climáticas, como irrigação, no tocante às secas e fazendo o que precisa ser feito quanto às enchentes.</p>



<p>Segurar o aumento de despesas, não só no Poder Executivo, mas principalmente, nos demais Poderes.</p>



<p><strong><a href="https://darcyfrancisco.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Compromissos-extras-do-Estado-2025-2034.pdf">Leia o estudo completo aqui.</a></strong></p>
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		<title>O colapso das contas federais em 2027</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Dec 2025 14:37:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Finanças Públicas]]></category>
		<category><![CDATA[Finanças públicas]]></category>
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					<description><![CDATA[Como o próprio nome indica, despesas obrigatórias são aquelas cuja obrigação de pagamento não decorre de decisões momentâneas do administrador, mas de condições pré-estabelecidas em leis, decretos, acordos, contratos, entre outras. As discricionárias são as que dependem do alvedrio do administrador. À medida que vão crescendo as despesas obrigatórias, restam menos recursos para as despesas [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Como o próprio nome indica, despesas obrigatórias são aquelas cuja obrigação de pagamento não decorre de decisões momentâneas do administrador, mas de condições pré-estabelecidas em leis, decretos, acordos, contratos, entre outras. As discricionárias são as que dependem do alvedrio do administrador.</p>



<p>À medida que vão crescendo as despesas obrigatórias, restam menos recursos para as despesas discricionárias. Por exemplo, de janeiro a outubro do corrente, os benefícios previdenciários cresceram em termos reais 4%; pessoal e encargos sociais, 3,8%;&nbsp;&nbsp; outras despesas obrigatórias, 5,5%,&nbsp; e os benefícios de prestação continuadas, 9,7%. E a causa maior disso está no crescimento real do salário-mínimo a que está vinculada mais da metade dos itens citados. Outras causas importantes são a vinculação à receita da despesa com educação e saúde e o crescimento vegetativo das variáveis envolvidas.</p>



<p>O arcabouço fiscal fixou um limite de crescimento real da despesa em 2,5%. E, como se vê, a maioria dos itens obrigatórios cresceram muito acima disso.&nbsp;</p>



<p>As despesas discricionárias corresponderam a 19,7% em 2017 e 20,6% do total em 2018; caíram para 8,3%, em 2024 e 7,9% em 2025 (até outubro). As despesas obrigatórias representam 91% do total da despesa.</p>



<p>O Gráfico 1, com dados do Ministério do Planejamento, mostra que em 2026 a parcela do orçamento livre para aplicar em despesas discricionárias é de R$ 83,1 bilhões, decrescendo para -R$ 10,9 bilhões em 2027, quando começa o colapso das contas públicas, que se acentuará em 2028 e 2029, alcançando, respectivamente, -R$ 87,3 e&nbsp; &#8211; R$ 154,2, numa evolução de R$ 79 bilhões anuais, se nada for feito para modificar essa situação. Precisa de grande ajuste fiscal, o que dificilmente será feito.</p>



<p>As despesas obrigatórias com saúde, educação, pessoal, previdência, entre outras, absorverão todo o orçamento da União, não restando recursos para manter em funcionamento vários serviços, como energia dos prédios públicos, alimentação, etc. Isso se processará de forma gradual e já começou com a falta de combustíveis para aviões da FAB e outros cortes.</p>



<p>No Brasil, há décadas, os gastos primários sobem acima do PIB, estabilizando apenas no período 2017-2019, devido ao teto de gastos. Após essa data, além da retomada, essa tendência foi incrementada, devido à enorme sanha populista e gastadora do atual governo.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><img decoding="async" width="1024" height="649" src="https://darcyfrancisco.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-1024x649.png" alt="" class="wp-image-25688" style="width:459px;height:auto"/></figure></div>]]></content:encoded>
					
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		<title>Indicações ao Supremo Federal, um escárnio!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Nov 2025 18:09:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Estado do RS]]></category>
		<category><![CDATA[Finanças públicas]]></category>
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					<description><![CDATA[As indicações ao Supremo Tribunal Federal – STF sempre tiveram algum grau de pessoalidade, mas o Presidente Lula vem usando e abusando dessa prerrogativa, ao indicar amigos e companheiros políticos, sem observar um dos requisitos principais, que é o notável saber jurídico. Foi assim com Cristiano Zanin, seu advogado pessoal.&#160; Flávio Dino, embora membro do [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>As indicações ao Supremo Tribunal Federal – STF sempre tiveram algum grau de pessoalidade, mas o Presidente Lula vem usando e abusando dessa prerrogativa, ao indicar amigos e companheiros políticos, sem observar um dos requisitos principais, que é o notável saber jurídico. Foi assim com Cristiano Zanin, seu advogado pessoal.&nbsp; Flávio Dino, embora membro do Ministério Público no passado, atualmente era político, tanto que o Presidente Lula comemorou a indicação de um comunista para o STF</p>



<p>Com esse mesmo vício, sem ao menos ter sido aprovado em concurso de juiz, foi a indicação de Dias Toffoli, que atualmente vem demonstrando ser especialista na soltura de corruptos, acabando com a Lava-Jato, que tanto moralizou o País.</p>



<p>E agora, está indicando outro amigo sem a característica de notável saber jurídico, o Sr. Jorge Messias. Como a aposentadoria compulsória ocorre aos 75 anos, tendo ele 45, ficará mais 30 anos na função.</p>



<p>Nada contra a pessoa do indicado, mas à não observância aos critérios estabelecidos pela Constituição. Se são exigidos certos requisitos para a função é porque houve estudos precedentes que indicaram essa necessidade. Além de tudo o que deve nortear as referidas escolhas são as características técnicas, que conduzam ao bem estar da sociedade e não à premiação ou retribuição por favores pessoais, até por que interesses pessoais e públicos não podem ser confundidos.</p>



<p>O ilustre jurista Celso Antônio Bandeira de Melo, referindo-se às indicações para os tribunais de contas, que não é diferente das nomeações para o Supremo Federal, assim se expressou:</p>



<p>“Somos afetivos, somos sentimentais, somos apaixonadamente partidários e atribuímos aos liames de lealdade, de amizade muito maior e importância que a rigidez das regras do Direito. Alguém que é nomeado por outrem guardará sempre _ e essa é uma característica, sobre certos aspectos, até muito simpática do povo brasileiro _ as limitações que decorrem da gratidão e induzem à tolerância”.</p>



<p>O presidente Lula tem, no máximo, mais um mandato, pelo avançado da idade, mas deixará o STF aparelhado, com cinco indicações de escolhas pessoais, que poderão ser um entrave aos futuros governantes. Além disso, a crise fiscal que atravessará o País no próximo governo e nos vindouros exigirá cada vez mais um STF que prime pelas decisões técnicas e não políticas.</p>



<p>Que o Senado, ao votar a atual indicação, observe esses requisitos.</p>



<p></p>
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		<title>Populismo: “como nunca antes na história deste País”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Oct 2025 13:19:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Finanças Públicas]]></category>
		<category><![CDATA[Finanças públicas]]></category>
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					<description><![CDATA[A maioria da população não tem noção do rumo a que está indo o País. A expansão razoável do PIB não é o resultado de um programa consistente de crescimento, que não existe, mas dá a impressão de que o País está bem. A redução do desemprego deve-se mais às mudanças na legislção ocorrida no [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A maioria da população não tem noção do rumo a que está indo o País. A expansão razoável do PIB não é o resultado de um programa consistente de crescimento, que não existe, mas dá a impressão de que o País está bem. A redução do desemprego deve-se mais às mudanças na legislção ocorrida no goverrno Temer, boas para aumentar o nível de emprego, mas não tão boas para os empregados. Há um crescimento da ocupação que está sendo chamado de “uberização”.</p>



<p>O setor público brasileiro está acumulando ao saldo devedor da dívida quase um trilhão de juros anualmente. Acumulando, porque são pagos mediante novas dívidas. A dívida bruta está em R$ 9,5 trilhões ou 77,6% do PIB. Outro grande problema é o déficit das estatais, que acumula R$ 18,5 bilhões desde 31/12/2022.</p>



<p>A seguridade social (previdência, saúde e assistência social), alcança cerca de 85% da receita líquida do governo e cresceu a um taxa de 8,5% acima da inflação no período 2010-2023, mesmo com as enormes carências na área da saúde. &nbsp;Para 2027 está previsto &nbsp;um “shutdown”, situação em que faltam recursos para atender as necessidades básicas para o funcionamento na máquina pública. &nbsp;</p>



<p>E, apesar desse cenário assustador, o governo vem criando uma série de benesses, com os olhos na próxima eleição. &nbsp;&nbsp;</p>



<p>Não é que essa políticas sejam nocivas à sociedade, pelo contrário, são positivas, num País de tanta pobreza. O problema é o crescimento dos déficits, cuja consequência é o aumento da dívida e dos juros, que já atingem patamares insustentáveis, conforme citado acima.  Além disso, sem recursos orçamentários, sendo usados para tal recursos de outros fundos.</p>



<p>Alguns dos populismos citados: Programa pé-de-meia, para manter o aluno na escola; gás para todos; luz de graça para um enorme contingente de pessoas; nova linha de crédito para a classe média adquirir casa própria; linha de crédito também para construir um banheiro ou uma garagem; promessa da passagem urbana grátis; isenção do Imposto de Renda a quem ganha menos de R$5.000,00 com redução até R$ 7.350,00.</p>



<p>Repetindo, poucos seriam contra a esses benefícios, desde que existissem recursos e não estivéssemos à véspera de um colapso das contas públicas. Isso parece muito bom, mas no longo prazo, nem tão longo assim, teremos a volta da  inflação, endividamento insuportável e aumento de impostos. É dar com uma mão e tirar com a outra.</p>
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		<title>Margens para investir dos estados com destaque para o Rio Grande do Sul</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Jul 2025 16:43:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Dívida pública]]></category>
		<category><![CDATA[Finanças públicas]]></category>
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					<description><![CDATA[Este texto visa comparar as margens para investir dos estados nos triênios 2014-2016 e 2022-2024, com destaque para o Estado do Rio Grande do Sul A dívida consolidada dos estados (DC) alcançou em 2024 R$ 1,191 trilhão, sendo R$ 911,4 bilhões a dívida consolidada líquida (DCL).&#160; Em proporção da receita corrente líquida (RCL), a maior [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Este texto visa comparar as margens para investir dos estados nos triênios 2014-2016 e 2022-2024, com destaque para o Estado do Rio Grande do Sul</p>



<p>A dívida consolidada dos estados (DC) alcançou em 2024 R$ 1,191 trilhão, sendo R$ 911,4 bilhões a dívida consolidada líquida (DCL).&nbsp;</p>



<p>Em proporção da receita corrente líquida (RCL), a maior dívida líquida era a do Estado do Rio de Janeiro, 211,32%, seguido do Estado do Rio Grande do Sul, com 184,67%.&nbsp; Dívida líquida é a dívida bruta deduzida das disponibilidades de caixa.</p>



<p>No trimestre 2022-2024, os seis estados que apresentaram mais alta margem para investir em percentual da RCLe foram<strong>: Espírito Santo, Mato Grosso, Amapá, Paraíba, Roraima e Maranhão. </strong>São os estados que, teoricamente, estavam em melhor situação econômico-financeira<strong>.</strong></p>



<p>Contrariamente, os seis estados que estavam em pior situação, porque apresentaram a menor margem para investir foram<strong> Piauí, Pernambuco, Acre, Distrito Federal, Rio Grande do Norte e Amazonas.</strong></p>



<p>Os estados menores do Norte e do Nordeste têm sua receita corrente inflada pelas transferências (três casos, 68%), o que facilita o aumento da margem para investir, embora isto nem sempre ocorra.&nbsp;</p>



<p>&nbsp;Os investimentos, com alterações ao longo do período, perfizeram uma média de 12% da RCLe, o que foi ajudado pela redução do serviço da dívida e com a participação das receitas de capital. Estas últimas foram importantes, mas a maior parte do resultado foi decorrente da geração própria de recursos.</p>



<p>O Estado do RS há anos ocupava os piores lugares na maioria do indicadores econômico-financeiros<strong>.&nbsp; </strong>Atualmente, ainda, tem o maior <strong>déficit na previdência</strong>, cujo motivo principal é a alta razão entre inativos (inclui pensionistas) e ativos (68/32).&nbsp;&nbsp; É o segundo Estado em <strong>endividamento</strong>, quando medido em prcentual da RCL, conforme tratado no item 4, cuja relação DCL/RCL foi de 184,67%, em 2024. Os acordos da dívida, as liminares junto ao STF em 2017, para suspender o pagamento das prestações, reduziram o valor do serviços da dívida, mas implicaram um aumento maior do saldo devedor.&nbsp;</p>



<p>&nbsp;Em 2024, a despesa com pessoal alcançou 57,70% da RCLe<a href="#_ftn1" id="_ftnref1">[1]</a>. O que aumentou mais foram as ODC, não só no RS, como nos demais estados, conforme já referido.&nbsp;</p>



<p>Podemos concluir que os estados, de um modo geral, estão numa situação econômico-financeira razoável, bem melhor que oito anos antes, período 2014-2016. Na média, aumentaram a margem para investir de 3,30% no período 2014-2016 para 9,81% no triênio 2022-2024.</p>



<p>O Estado do RS, embora tenha melhorado suas finanças nos últimos anos, tem três grandes problemas a enfrentar no futuro: o pagamento da dívida, cumprimento do acordo junto ao FNDE/MEC para completar a vinculação com MDE (educação), aumentando R$ 242,3 milhões a cada ano e a complementação da vinculação com saúde pública, estimado em R$ 1,5 bilhão.</p>



<p>Na nossa opinião, impossível de cumprir todas essas obrigações, por serem altas e diante das repetidas quedas de arrecadação, decorrentes das mudanças climáticas e outras causas.</p>



<p><a href="https://darcyfrancisco.com.br/wp-content/uploads/2025/07/Margens_para_investir_nos_trienios_2014-16_e_2022-241.pdf">Veja o estudo completo aqui.</a></p>



<p>NOTA: Onde estiver escrito renda-per-capita, leia-se renda domiciliar-per-capita.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p><a href="#_ftnref1" id="_ftn1">[1]</a> Não coincide com os dados oficiais, que são calculados com a exclusões previstas na LRF e outras.</p>
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		<item>
		<title>Contas estaduais do Estado do Rio Grande do Sul 2024</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Mar 2025 19:17:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estado do RS]]></category>
		<category><![CDATA[Finanças públicas]]></category>
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					<description><![CDATA[Durante anos, escrevi sobre as finanças estaduais, sempre apontando como causa básica da crise a alta despesa com pessoal, motivada principalmente pela previdência; outra causa era a dívida pública. A previdência, com déficits decrescentes, se ainda não está solucionada, está equacionada. Nunca seria solucionada imediatamente, quando para cada 100 servidores, 61 são aposentados ou pensionistas, [&#8230;]]]></description>
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<p>Durante anos, escrevi sobre as finanças estaduais, sempre apontando como causa básica da crise a alta despesa com pessoal, motivada principalmente pela <strong>previdência; outra causa era a dívida pública.</strong></p>



<p>A previdência, com déficits decrescentes, se ainda não está solucionada, <strong>está equacionada</strong>. Nunca seria solucionada imediatamente, quando para cada 100 servidores, 61 são aposentados ou pensionistas, restando apenas 39 de servidores ativos.</p>



<p>As principais medidas determinadas pelas reformas foram as aposentadorias pela média e limitadas ao teto do Regime Geral, hoje em R$ 8.157,41. Para o excedente desse valor foi instituída a aposentadoria complementar, facultativa e em contribuição definida, com alíquota patronal de &nbsp;7,5%. Também merece destaque a alteração nas pensões introduzida pela Lei estadual n° 13.135/2015 e após pela Emenda Constitucional n° 103/2019.</p>



<p>O enorme contingente de inativos e servidores admitidos antes das mudanças, que continua com o direito adquirido à integralidade e à paridade com os ativos, torna a transição é lenta e gradual.</p>



<p>Quanto à <strong>dívida, </strong>a situação ficou muito difícil, especialmente porque de 2017 para cá pouco foi pago da mesma, aumentando seu saldo devedor. Se considerarmos cinco anos de liminar, mais cinco do escalonamento do Regime de Recuperação Fiscal (RRF) e três das enchentes, teremos 13 anos sem pagamento. Além disso, durante 16 anos, de 1998 a 2014, pagamos somente 70% do objeto do acordo de 1998, restando 30% como resíduos. &nbsp;&nbsp;</p>



<p>Atualmente, o grande problema da crise das finanças decorre da <strong>reduzida receita</strong>, ante à despesa existente, com grande aumento das outras despesas correntes.</p>



<p>O período 2010-2018 foi deficitário, pela queda da receita, pelo exesso de gastos com pessoal criado no período 2011-2014, e pelo serviço da dívida que, mesmo não pago, fez parte da despesa. A partir de 2021, com a redução do serviço da dívida, as finanças passaram a ser superavitárias com altos investimentos.</p>



<p>Se não forem enfrentados os problemas climáticos, o Estado terá muita dificuldade para pagar a dívida sem que com juros sejam muito reduzidos ou zerados.</p>



<p><a href="https://darcyfrancisco.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Contas-do-Estado-de-2024.pdf">Leia o artigo completo aqui.</a></p>



<p><a href="https://gauchazh.clicrbs.com.br/opiniao/noticia/2025/04/continua-a-duvida-as-financas-estaduais-tem-saida-cm8z0pohj000u016xtlcorybf.html">Este artigo foi publicado na edição do dia 02/04/2025 do Jornal Zero Hora. Leia aqui o artigo.</a></p>
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		<title>A gastança dos governos do PT</title>
		<link>https://darcyfrancisco.com.br/2025/03/24/a-gastanca-dos-governos-do-pt/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Mar 2025 19:15:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Finanças públicas]]></category>
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					<description><![CDATA[*Por: Darcy Francisco Carvalho dos Santos e Júlio Francisco Gregory Brunet O atual governo vive um paradoxo, porque, ao lado de um bom crescimento econômico e desemprego em queda, passa por um período em que apela constantemente para manobras orçamentárias para reduzir os déficits, embora, com isso, não se livre do grande crescimento da dívida [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>*Por: Darcy Francisco Carvalho dos Santos e Júlio Francisco Gregory Brunet</em></p>



<p>O atual governo vive um paradoxo, porque, ao lado de um bom crescimento econômico e desemprego em queda, passa por um período em que apela constantemente para manobras orçamentárias para reduzir os déficits, embora, com isso, não se livre do grande crescimento da dívida pública, que tem origem na ausência de superávit primário efetivo, cuja causa maior é o excesso de gastos.</p>



<p>A dívida bruta do governo geral (DBGG) passou de 71,7% do PIB em dezembro/2022 para 76,1%, R$ 9 trilhões, em dezembro/2024, seis pontos percentuais do PIB em dois anos. Em 2013, <strong>quando havia a formação de superávit primário</strong>, a dívida bruta era de R$ 2,7 trilhões ou 51,5% do PIB. Resumindo: em 11 anos, entre 2013 e 2024, a DBGG mais do que triplicou (3,27 vezes).&nbsp;</p>



<p>Tomando-se somente a dívida pública federal, ela passou de R$ 6.520 bilhões em 2022 (59,6% PIB), para R$ 7.316 bilhões em 2023 (61,9% PIB), <strong>aumentando quase R$ 800 bilhões num ano (2,3% do PIB)</strong>.</p>



<p>Os gastos primários, desde a década de 1990, sempre cresceram acima do PIB, exceto no período 2017-2022, devido ao teto de gastos. De 1991 a 2017, passaram de 13,7% do PIB para 22,9%% em 2022, subindo para 23,2% em 2023.</p>



<p>E o mais marcante é que em todos os períodos governamentais, eles cresceram acima do PIB e acima da receita, exceto quanto à receita em 1999-2002 e 2019-2022. Resumindo, em todos os governos petistas os gastos primários cresceram acima do PIB e acima da receita.</p>



<p>As despesas obrigatórias apresentam grande crescimento, esmagando o espaço das discricionárias, ameaçando&nbsp;&nbsp; um “shutdown”, situação em que o governo fica sem recursos para as despesas de funcionamento.</p>



<p>O maior responsável por esse excesso de gastos são os gastos com o INSS, que cresceram de 3,36% do PIB em 1991 para 8,20%, em 2023.</p>



<p>Mas outros casos contribuem para o aumento de gastos, em menor dimensão, porém muito mais injustos: São eles as emendas parlamentares, que consomem 1/3 dos recursos discricionários disponíveis, e os excessos dos Poder Judiciário, que remunera seus membros muito acima do&nbsp; teto constitucional. O Judiciário brasileiro é o mais caro do mundo, comprometendo 1,3% do PIB, enquanto nos países emergentes é 0,5% e nos países desenvolvidos, 0,3%, segundo o Tesouro Nacional.</p>



<p>O resultado desse excesso de gastos, além da formação de restos a pagar, a alta geração de juros, que eleva nosso endividamentos às nuvens e a níveis minimamente insustentáveis os investimentos. Segundo o economista Raul Velloso, a taxa de investimentos em infraestrutura, de 5,1% do PIB em 1987, caiu para apenas 0,6%, em 2023. Não há desenvolvimento sem investimentos.</p>



<p>O teto de gastos que, na medida do possível reduzia os gastos, foi substituído pelo arcabouço fiscal, cujas regras propostas não conduzem ou conduzem muito lentamente à meta almejada de redução do déficit primário e formação do tão necessário superávit.</p>



<p>A queda do déficit em 2024 foi mais o produto de uma grande elevação da arrecadação, uma verdadeira “derrama”,&nbsp; e de manobras contábeis, em que despesas desse exercício foram antecipadas para 2023 distorcendo os dois exercícios. Foi uma espécie de pedalada “às avessas”.</p>



<p>A PEC do corte de gastos, que, na realidade, era corte do crescimento futuro, o pouco efeito que teve foi anulado em 2024.</p>



<p>O grande crescimento da arrecadação ocorrido em 2024 foi da&nbsp; ordem de <strong>R$ 326 bilhões, ou 13,9% nominais ou 9% reais, </strong>sobre o ano anterior<strong>.</strong>&nbsp;</p>



<p>O Imposto de Importação aumentou 43,4% nominais ou 37,1% reais; o IPI, 42,2% e 36,2% reais. O Imposto de Renda, o maior de todos de competência da União, aumentou 12,8% nominais e 8,1% reais. O COFINS aumentou 25,4% e 20,2%, respectivamente. O PIS/PASEP, 22,6% e 17,5%.</p>



<p>A receitas não administradas pela Receita Federal aumentaram 8,3% e 3,6%, reais. Destacam-se dividendos e participações com 44,9% e 38%, respectivamente. Todos esses números são do Boletim do Tesouro Nacional, de dezembro/2024.</p>



<p>Os dados no decorrer do tempo comprovam que mesmo com alta arrecadação, gastos excessivos só levam a mais endividamento e menos desenvolvimento. Se não houver uma mudança de mentalidade nesse sentido estaremos cada vez mais condenados ao atraso.</p>



<p><a href="https://darcyfrancisco.com.br/wp-content/uploads/2025/03/A-gastanca-dos-governos-do-PT-v.16-03-25-1.pdf">Leia o estudo completo aqui.</a></p>
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		<title>Entrevista: os desafios fiscais do RS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jan 2025 13:07:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Finanças públicas]]></category>
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					<description><![CDATA[Em entrevista ao Jornal do Comércio, publicada nesta quinta-feira, 16, tive a oportunidade de analisar, sob a ótica do cenário atual, alguns dos principais temas que es tiveram no centro de meus estudos ao longo dos últimos anos. Entre eles, a nova lei de renegociação das dívidas dos estados com a União, batizada de Programa [&#8230;]]]></description>
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<p>Em entrevista ao <em>Jornal do Comércio</em>, publicada nesta quinta-feira, 16, tive a oportunidade de analisar, sob a ótica do cenário atual, alguns dos principais temas que es tiveram no centro de meus estudos ao longo dos últimos anos. Entre eles, a nova lei de renegociação das dívidas dos estados com a União, batizada de Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), recém-sanciona da com vetos pelo governo federal.</p>



<p><a href="https://darcyfrancisco.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Jornal-do-Comercio.pdf">Confira a entrevista completa aqui.</a></p>
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		<title>E o “teto” virou “piso”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Astor Wartchow]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Dec 2024 12:54:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Outros Autores]]></category>
		<category><![CDATA[Finanças públicas]]></category>
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					<description><![CDATA[(*) Astor Wartchow No ânimo de atender às exigências fiscais, mais precisamente o corte e o controle de gastos, o governo federal apresentou o Projeto de Emenda Constitucional (PEC) nº 45. Porém, ao tentar incluir na pauta de votações, foi surpreendido por uma série de reações contrárias, inclusive de parlamentares e partidos da base aliada.Direcionado [&#8230;]]]></description>
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<p><strong>(*) Astor Wartchow</strong></p>



<p>No ânimo de atender às exigências fiscais, mais precisamente o corte e o controle de gastos, o governo federal apresentou o Projeto de Emenda Constitucional (PEC) nº 45. Porém, ao tentar incluir na pauta de votações, foi surpreendido por uma série de reações contrárias, inclusive de parlamentares e partidos da base aliada.<br>Direcionado ao funcionalismo público, a PEC nº 45 trata de limitação de supersalários, frequentemente “anabolizados” por inúmeros penduricalhos. Aliás, o modesto e popular título &#8211; &#8220;penduricalho&#8221; &#8211; sugere a minimização da gravidade dos fatos. Porém, pelo contrário, são “penduricalhos” de alto valor.<br>Trata-se de um conjunto de verbas não remuneratórias, assim afirmadas pelas partes interessadas! Logo, argumento suficiente para não integrarem o teto salarial (R$ 44 mil mensais). Ironicamente, o &#8220;teto&#8221; virou &#8220;piso&#8221;!<br>Isentas de Imposto de Renda, verbas não remuneratórias seriam, por exemplo: auxílios para alimentação, saúde, moradia, ajudas de custo natalidade e pré-escolar, etc…. Mas há muito outros casos e exemplos de valores adicionais.<br>Importa destacar que também há o abono de permanência, valor pago àqueles servidores que já poderiam estar aposentados, mas seguem na ativa. O pagamento funciona como um estímulo à continuidade na ativa.<br>Não à toa, as carreiras do Poder Judiciário e do Poder Executivo, principalmente, reagiram à proposta governamental, inclusive com ameaças de aposentadorias imediatas e em massa.<br>O que resultaria em circunstância que poderia fragilizar a prestação dos respectivos serviços públicos, haja vista que a recomposição de pessoal exige demorados concursos públicos. Ou seja, é uma chantagem!<br>Entre as privilegiadas categorias e servidores que reagiram, veremos: desembargadores, juízes e membros do Ministério Público, das Defensorias Públicas, dos Tribunais Regionais e Federais de Contas, Tribunais do Trabalho e Eleitorais, entre outros.<br>No âmbito do Poder Executivo federal destacam-se a Advocacia-Geral da União (AGU), a Procuradoria-Geral Federal (PGF), a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN)) e do Banco Central.<br>Por extensão e mobilização, a &#8220;pandemia&#8221; dos &#8220;penduricalhos” alcança as carreiras similares nos estados e nos municípios, seja nos governos estaduais e nas prefeituras, nas assembleias legislativas e nas câmaras de vereadores. Aliás, importante observar que a maioria dessas &#8220;vantagens&#8221; contempla servidores ativos e inativos, em todos os órgãos citados.<br>Aos que acreditam que exagero, sugiro que pesquisem nos respectivos portais de transparência dos poderes de Estado (apesar dos obstáculos) acerca da realidade financeira e o conjunto dos &#8220;penduricalhos&#8221;.<br>Em resumo, submetido a limitados serviços públicos de saúde, de educação e de segurança, espremido entre o salário mínimo e o &#8220;teto&#8221; do INSS, e na quilométrica fila do SUS, pergunto: por que o cidadão e contribuinte deveria pagar esse conjunto de privilégios para as elites do serviço público?</p>



<p></p>
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