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	<title>Darcy Francisco &#8211; Darcy Francisco</title>
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		<title>RS &#8211; um estado condenado ao fracasso</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Aug 2026 14:29:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Finanças Públicas]]></category>
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					<description><![CDATA[Darcy Francisco Carvalho dos Santos e Júlio Francisco Gregory BrunetEconomistas. Nosso Estado, como se não chegasse os problemas climáticos que, por secas ou enchentes, prejudicam nossa principal atividade econômica, a agricultura, existem os negacionistas do desenvolvimento econômico. Esses negacionistas fazem de tudo para inviabilizar os investimentos produtivos. Foi assim com a Ford, há mais de [&#8230;]]]></description>
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<p class="has-text-align-right"><em>Darcy Francisco Carvalho dos Santos e Júlio Francisco Gregory Brunet</em><br>Economistas.</p>



<p>Nosso Estado, como se não chegasse os problemas climáticos que, por secas ou enchentes, prejudicam nossa principal atividade econômica, a agricultura, existem os negacionistas do desenvolvimento econômico.</p>



<p>Esses negacionistas fazem de tudo para inviabilizar os investimentos produtivos. Foi assim com a Ford, há mais de 25 anos e agora querem impedir um investimento, só equivalente à GM, que modificou totalmente para melhor a cidade de Gravataí, gerando empregos, desenvolvendo outros ramos da atividade econômica, aumentando a arrecadação de impostos, quando passou a ocupar o 4º lugar no ICMS, ficando só atrás de Porto Alegre, Canoas e Caxias do Sul. Refiro à fábrica da CMPC em Barra do Ribeiro, que poderia seguir o exemplo de Guaíba, onde igual&nbsp; fábrica fez com que o município ocupe &nbsp;a 5ª posição na arrecadação do ICMS.</p>



<p>Como se isso não bastasse, há problemas na aprovação do projeto de construção do Porto de Arroio do Sal, que fica no norte do Estado, porto esse que reduzirá o custo de logística da principal região produtora, evitando que levasse os produtos até o sul do Estado, com todos os problemas de decorrentes do transporte, tais como custo, tempo, poluição e o risco de acidentes. Santa Catarina, com 1/3 da área do RS tem oito portos e nós não podemos ter dois.</p>



<p>Não existem problemas ambientais com a CMPC. Se existissem, eles teriam ocorrido em Guaíba. Para autorizar tem que ouvir 86 associações quilombolas, os indígenas de todo o Estado, inclusive os que residem nas regiões distantes. Tem que ouvir sete mil pescadores de diversas localidades. Dizem que é a lei, mas então outros estados brasileiros possuem leis diferentes? Nada disso, o que está ocorrendo é falta de vontade de aprovar esses projetos.</p>



<p> Estado do RS tem uma participação dos inativos e pensionistas de 60% da folha de pagamentos e uma alta dívida. Essas e outras despesas são incomprimíveis. Só existe uma solução, que é o aumento da arrecadação, que em hipótese algumas pode vir de aumento de impostos. Precisa vir do desenvolvimento econômico. E para suprir as necessidades do Estado, precisa um nível de investimentos que só pode ser alcançado com aumento real de 20% na arrecadação.  </p>



<p>Nosso Estado era a quarta economia do País, hoje somos a quinta, ficando atrás do Paraná e logo em seguida ficaremos atrás de Santa Catarina. Para isso, basta continuar esses negacionismos.</p>
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		<title>Inequação orçamentária do Estado do RS &#8211; analítico</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Aug 2026 17:31:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[A inequação orçamentária é um assunto que era muito tratado há anos. Ultimamente, as circunstâncias se modificaram, mas tendo em vista a permanência das vinculações da receita, o fenômeno ainda existe. Retomo o assunto novamente, diante do déficit constante da LDO para 2027 e de estudos próprios que apontam essa possibilidade. A inequação orçamentária é [&#8230;]]]></description>
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<p>A inequação orçamentária é um assunto que era muito tratado há anos. Ultimamente, as circunstâncias se modificaram, mas tendo em vista a permanência das <strong>vinculações da receita,</strong> o fenômeno ainda existe. Retomo o assunto novamente, diante do déficit constante da LDO para 2027 e de estudos próprios que apontam essa possibilidade.</p>



<p>A <strong>inequação orçamentária</strong> é uma outra maneira de dizer que a despesa do Estado não cabe dentro da sua receita, cuja causa básica é uma receita insuficiente com alta vinculação, cuja maior despesa, a com previdência, não pode ser considerada como despesa para cumprimento dessa vinculação.</p>



<p>Conforme comentado no final, a Emenda Constitucional n° 108/2020 vedou a utilização da despesa com inativos e pensionistas para comprovar os 25% da RLIT (receita líquida de impostos e transferências), para o que faltava em 2025 6,6%. Na realidade, o percentual aplicado nesse ano foi de 29,58%, portanto 11,24% acima do valor considerado como correto pela disposição constitucional acima referida, que era 18,34%. (Dados do BGE de 2025, p.79) Na prática, já é aplicado 29,58% e quando forem realizados os 6,6% faltantes, o total do comprometimento vai para 36,24%, sendo 25% de vinculação e <strong>11,24% de despesa obrigatória, que passará para a condição de despesa fixa</strong>.</p>



<p><a href="https://darcyfrancisco.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Inequacao-orcamentaria-do-RS_2026-_analitico-1.docx">Confira o estudo completo aqui.</a></p>
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		<title>A inequação orçamentária do Estado</title>
		<link>https://darcyfrancisco.com.br/2026/08/18/a-inequacao-orcamentaria-do-estado-2/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Aug 2026 23:34:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Finanças Públicas]]></category>
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					<description><![CDATA[Quem faz as leis para estados e municípios cumprirem não conhece o funcionamento das finanças púbicas desses entes. Nem todos eles são iguais, mas todos passam por situações semelhantes. Tomo o Estado do RS que, apesar de reformas feitas, a soma de suas despesas ultrapassa em muito 100% da receita. Em 2020, foi editada a [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Quem faz as leis para estados e municípios cumprirem não conhece o funcionamento das finanças púbicas desses entes. Nem todos eles são iguais, mas todos passam por situações semelhantes. Tomo o Estado do RS que, apesar de reformas feitas, a soma de suas despesas ultrapassa em muito 100% da receita.</p>



<p>Em 2020, foi editada a Emenda Constitucional n°108, que vedou a utilização da despesa com inativos e pensionistas na comprovação da manutenção e desenvolvimento do ensino (MDE), cujo mínimo deveria ser 25% da receita líquida de impostos e transferências (RLIT). Impediu, como isso, a utilização da maior despesa do Estado, que corresponde a 60% da folha de pagamentos.</p>



<p>Senão, vejamos:</p>



<p>Tomamos o ano de 2025 (último balanço). Nesse ano foi aplicado em MDE 29,58% da RLIT, mas somente 18,34% não continha a despesa que fora vedada seu uso. A diferença de 11,24% (29,58%-18,34%) continuará sendo paga, mais o acréscimo de 6,66% para completar os 25% de despesa vinculada, que era de 18,34%. Com isso, o total da despesa com educação em relação à referida RLIT será de 36,24%.</p>



<p>Da mesma forma, a despesa com saúde, que alcançou 12,53%, mas somente 9,83% estavam dentro dos critérios estabelecidos; faltaram 2,7%, que tem que ser acrescidos aos 12,53%, somando 15,23%.&nbsp; A principal causa dessa vedação foi a utilização das despesas com o IPE-Saúde, que não tem atendimento universal.</p>



<p>Com isso, a despesa com essas duas funções passará para 51,47% da RLIT (36,24%+15,23%). Precisa ser destacado que o principal responsável pelo aumento de despesa é a vinculação da receita e o alto gasto com previdência que, ainda, não é considerado despesa para efeito de vinculação.</p>



<p>Deve ser destacado que os acréscimos acima referidos, mediante acordo em que fez parte o Ministério Púbico RS, terão prazo para serem cumpridos integralmente. Mas, dia chegará que terão que ser cumpridos.</p>



<p>Não é que sejamos contra a aplicação de recursos em educação e saúde, pelo contrário, são funções que necessitam de recursos. Os problemas que existem são de duas ordens.</p>



<p>Um deles é que a despesa não deve decorrer de aumento de receita, mas das necessidades a serem atendidas.</p>



<p>O outro é que, somando todas as vinculações de receita mais as despesas que independem de vinculação mais um nível mínimo de investimentos, o total vai muito além de 100% da receita, conforme citado no início. Daí a inequação orçamentária.</p>



<p>Publicado no Jornal do Comércio, em 19/08/2026.</p>



<p></p>
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		<title>Quanto custa perder a CMPC?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 12:27:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Finanças Públicas]]></category>
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					<description><![CDATA[Foi publicado neste jornal um artigo do Presidente da Agapan, onde se posicionou contrário à implantação da CMPC, porque, em vez de aumentar a arrecadação de ICMS, daria prejuízo ao Estado, citando a Lei Kandir. A baixa arrecadação do ICMS é verdade, é uma das causas da crise das finanças do Estado, mas ela não [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="704" height="617" src="https://darcyfrancisco.com.br/wp-content/uploads/2026/07/darcy.jpeg" alt="" class="wp-image-25793" style="width:423px;height:auto"/></figure></div>


<p>Foi publicado neste jornal um artigo do Presidente da Agapan, onde se posicionou contrário à implantação da CMPC, porque, em vez de aumentar a arrecadação de ICMS, daria prejuízo ao Estado, citando a Lei Kandir.</p>



<p>A baixa arrecadação do ICMS é verdade, é uma das causas da crise das finanças do Estado, mas ela não está na Lei Kandir, que só reduziu a arrecadação nos quatro anos seguintes a sua edição (1996 a 1999), quando a arrecadação perdeu participação no PIB. Ademais, com a reforma tributária, não haverá mais tributação na exportação, porque a nesma se dará no destino.</p>



<p>É claro que precisamos defender o meio-ambiente. Sem ele não teremos vida no planeta. No entanto, não podemos virar as costas ao progresso e ao desenvolvimento. Temos que conjugar as duas coisas. O impacto do investimento dessa empresa equivale a 3,5% do PIB estadual, semelhante à GM, segundo cálculos.</p>



<p>Os altos déficits têm origem também na reduzida receita, que vai piorar, se impedirmos a instalação de empreendimentos no Estado. &nbsp;</p>



<p>O Estado, necessita aumentar muito a arrecadação para enfrentar os seguintes compromissos:</p>



<p>Volta do pagamento da dívida que, embora com os benefícios do programa Propag, superará R$ 4 bilhões anuais.</p>



<p>A alta despesa com previdência, cujo regime de repartição adotado sobre&nbsp; a integralidadade das remunerações até 2016 tornou-se totalmente inviável ao longo do tempo. Em 1970 havia 76 servidores ativos pra 24 inativos e pensionistas, numa razão 3/1, hoje tem 40 ativos para 60 inativos e pensionistas, numa razão de 0,67/1.</p>



<p>Além disso, em função da Emenda Constitucional n° 108/2020, o Estado não poderá mais usar a despesa com inativos e pensionistas no mínimo de 25%, que devem ser aplicados no ensino. Terá que complementar ao longo de 15 anos, quando atingirá R$ 3,6 bilhões anuais.</p>



<p>Também para cumprir vinculações constitucionais, terá que aumentar sua contribuição para a saúde, que não pode mais fazer uso dos recursos aplicados no IPE, o que em seguida ultrapassará R$ 1 bilhão e continuará a crescer. Valor semelhante, o Estado terá que despender com precatórios judiciais.</p>



<p>Ao contrário do que cita o referido artigo, um empreendimento como a CMPC vai gerar emprego e renda para essa população tão desassistida, além do aumento da arrecadação.</p>



<p>Não podemos continuar nesse negacionismo para todo o empreendimento que pretende se instalar no Estado. Por isso, Paraná já nos passou e, em seguida, será vez de Santa Catarina.</p>



<p></p>
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		<item>
		<title>Uso indevido do FGTS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jun 2026 12:28:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diversos]]></category>
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					<description><![CDATA[Em 1966, foi criado FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), destinado a facilitar as demissões que eram muito dispendiosas para o empregador e acabavam prejudicando o próprio trabalhador, e para financiar a construção de imóveis. Tomando a segunda finalidade, vemos que o sistema foi altamente positivo. Os chamados conjuntos habitacionais do BNH espalharam-se [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Em 1966, foi criado FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), destinado a facilitar as demissões que eram muito dispendiosas para o empregador e acabavam prejudicando o próprio trabalhador, e para financiar a construção de imóveis.</p>



<p>Tomando a segunda finalidade, vemos que o sistema foi altamente positivo. Os chamados conjuntos habitacionais do BNH espalharam-se pelas cidades brasileiras, atendendo as pessoas mais necessitadas.</p>



<p>Nas contas dos trabalhadores eram creditados juros, embora reduzidos, que lhe formavam uma poupança e financiavam a casa própria, sua e dos demais trabalhadores. &nbsp;No entanto, ideias “brilhantes” resolveram liberar o FGTS para as mais variadas finalidades, como aniversário, com destaque ultimamente para os empréstimos pessoais que, além de eliminarem a poupança do trabalhador, fazem ele pagar juros pelo uso do que é seu. Tais juros podem ser baixos, se comparados ao mercado, mas eles variam para patamar de até 80% superior à taxa Selic.</p>



<p>O FGTS tinha que ser um recurso sagrado para o trabalhador dispor no final de sua vida, quando fraqueassem suas forças, mas por interesses que não sei quais, serão usados para pagar contas e outros usos, na idade quando tinha condições de lutar para tal. Será que isso foi pensando no trabalhador ou em interesses inconfessáveis? &nbsp;Deixo aqui a pergunta.</p>
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		<item>
		<title>O regime de repartição da previdência não se sustenta</title>
		<link>https://darcyfrancisco.com.br/2026/06/20/o-regime-de-reparticao-da-previdencia-nao-se-sustenta/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 20 Jun 2026 13:34:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Previdência]]></category>
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					<description><![CDATA[Para falar sobre este tema, comecemos pela previdência do Estado do RS, que possui dois regimes, o de repartição ou repartição simples e o de capitalização. O primeiro deixou de incidir sobre o a remuneração integral do servidor a partir de 19/08/2016, quando foi estabelecida a previdência complementar, com base no regime de capitalização, para [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Para falar sobre este tema, comecemos pela previdência do Estado do RS, que possui dois regimes, o de repartição ou repartição simples e o de capitalização. O primeiro deixou de incidir sobre o a remuneração integral do servidor a partir de 19/08/2016, quando foi estabelecida a previdência complementar, com base no regime de capitalização, para as parcelas excedentes ao teto do INSS, hoje no total de R$ 8.475,55.</p>



<p>No regime de repartição, os atuais servidores pagam a previdência dos que estão aposentados. Tomando-se a alíquota máxima até o teto, que é 14%, para manter o equilíbrio seriam necessários 3 a 4 servidores, considerando a contribuição dos servidores e a patronal.</p>



<p>Esse patamar só era possível em 1970, quando os ativos eram 76% e os aposentados e pensionistas, 24%. De lá para cá essa razão se inverteu, ao ponto de ser 40/60, razão 0,67 depois de 2020.</p>



<p>Porque acontece isso? Porque as pessoas vão se aposentando e não há como repô-las, porque o custo seria insustentável e não tem sentido para o Estado, criar uma despesa de 100 para ficar com 14 de contribuição.</p>



<p>O que acontece com o Estado hoje? Como recebe apenas 9,4% do total do déficit previdenciário, tomando como base a alíquota maior (0,67 x 14%), tem que arcar com todo o restante. Por isso que o Estado, tendo feito uma reforma previdenciária profunda, somente em décadas vai resolver esse problema. Até então terá que enfrentá-lo com carga tributária alta, mantida ou aumentada.</p>



<p>Não sou fã do regime de capitalização, aquele que os beneficiários contribuem para sua própria aposentadoria, mas é o único que pode se sustentar ao longo do tempo. &nbsp;Por isso, entendo que os defensores do regime de repartição não pararam para pensar nas implicações desse regime, como as acima citadas.</p>



<p>Tomemos o Governo Federal que, sem considerar estatais e o INSS, apresentou um superávit em 12 meses até abril/26 de R$ 226,9 bilhões. As estatais e o INSS formaram um déficit, respectivamente, de R$ 9,3 bilhões e R$ 344,2 bilhões. Conjugando tudo, no final restou um déficit primário no nível federal de R$ 126,5 bilhões. A título de esclarecimento, isso não tem nada ver com o déficit nominal, quando se acrescem os juros, que ultrapassam 1,1 trilhão de no mesmo período.</p>



<p>Então, o grande culpado desse déficit é o regime de repartição do INSS, aliado a má gestão e aos aumentos reais do salário mínimo ao que os benefícios estão indexados.</p>



<p></p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>O Estado, os clubes de futebol e os déficits</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2026 18:29:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estado do RS]]></category>
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					<description><![CDATA[Artigo publicado no Jornal do Comércio.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" width="575" height="517" src="https://darcyfrancisco.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Jc.jpeg" alt="" class="wp-image-25783"/></figure></div>


<p><em>Artigo publicado no Jornal do Comércio.</em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Por que umas nações são ricas e outras, pobres?</title>
		<link>https://darcyfrancisco.com.br/2026/06/08/por-que-umas-nacoes-sao-ricas-e-outras-pobres/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 12:21:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
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					<description><![CDATA[A teoria predominante sobre a existência de nações ricas e pobres é a DAS INSTITUIÇÕES, o que nunca me convenceu completamente. Lendo o livro Armas, Germes e Aço, de autoria da Jared Diamon, encontrei no posfácio uma teoria que me convenceu mais, ainda, com alguns questionamentos. Por isso, resolvi fazer um resumo e publicar, porque [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A teoria predominante sobre a existência de nações ricas e pobres é a <strong>DAS INSTITUIÇÕES</strong>, o que nunca me convenceu completamente. Lendo o livro <strong>Armas, Germes e Aço</strong>, de autoria da Jared Diamon, encontrei no <strong>posfácio</strong> uma teoria que me convenceu mais, ainda, com alguns questionamentos. Por isso, resolvi fazer um resumo e publicar, porque muitos estudiosos se interessam pelo assunto. Vamos lá.&nbsp;</p>



<p>Começa ele destacando que <strong>UM DOS PROBLEMAS CENTRAIS DA ECONOMIA DIZ RESPEITO À POBREZA e À RIQUEZA NAS NAÇÕES. </strong>Nos países ricos, como Estados Unidos e Noruega, a renda anual per-capita é quatrocentas vezes mais alta que a dos países pobres, como a Tanzânia e o Iêmen. Por que alguns países são ricos e outros, pobres?</p>



<p>Inicialmente, o autor fez uma comparação entre a Holanda e a Zâmbia, país africano. Diz ele, se um extraterrestre tivesse visitado a Holanda, diria “<em>Que país desafortunado! Só tem desvantagens!”</em></p>



<p>A Holanda tem um inverno longo e um verão curto, de modo que os fazendeiros só podem fazer um plantio ao ano. Não possui recursos minerais valiosos. É baixa e plana, não possuindo represas ou poder hidrelétrico e tem que importar carvão e petróleo. E, ainda, faz fronteira com a Alemanha que a invadiu em 1940. Um terço das terras holandesas está abaixo do nível do mar e corre o risco de ser inundado. Por isso o extraterrestre pôde concluir que a Holanda era uma país muito pobre.</p>



<p>Dirigindo-se à Zâmbia, o extraterrestre constatou que, ao contrário da Holanda, Zâmbia não precisa comprar petróleo ou carvão para gerar energia, porque possui energia elétrica abundante, gerada por grandes represas, é muito rica em minerais, especialmente em cobre. O clima é quente e permite várias colheitas por ano. Não há lutas entre tribos. Nunca foi invadida por um país vizinho. Possui eleições livres e valoriza a educação.</p>



<p>Então, quem teria a renda média mais alta: a Holanda ou a Zâmbia?</p>



<p>A renda média da Holanda é 33 vezes mais alta que a da Zâmbia. Além das diversas diferenças na vida entre um holandês e um zambiano, este tem uma expectativa de vida de 41 anos e o primeiro, o holandês, de 78 anos.</p>



<p>Se os recursos naturais não bastam para tornar um país rico e outro pobre, o que é preciso, então?</p>



<p>Alguns economistas atribuem às <strong>INSTITUIÇÕES HUMANAS,</strong> leis, códigos de comportamento, governos locais, entre outras razões.</p>



<p>A razões convincentes sobre as importâncias das instituições de que são exemplos países que antes eram únicos e se separaram e hoje gozam de muitas diferenças quanto ao desenvolvimento: Coreia do Norte e Coréia do Sul. Alemanha, mesmo unificada depois, ainda mantém diferenças. Também na ilha de São Domingos, no Caribe, há duas nações, em que uma, a República Dominicana, mesmo sem ser um país rico, é seis vezes mais próspero do que o outro país, o Haiti.</p>



<p>Em resumo, as instituições que motivam as pessoas a trabalhar, de modo a elevarem a riqueza nacional são as seguintes: “<em>ausência de barreiras comerciais, ausência de corrupção, baixo risco de assassinato, controle da inflação, cumprimento de contratos, efetividade do governo, estado de direito, incentivos e oportunidades de investimento de capital, livre fluxo de capital, livre troca de moedas, oportunidades educacionais e proteção dos direitos individuais e de propriedade.”</em></p>



<p>De fato, as instituições citadas propiciam o desenvolvimento. Muitos economistas consideram que a explicação baseada nas instituições não está errada, mas não é completa, <strong>em dois aspectos</strong>.</p>



<p><strong>Dois aspectos que faltam na tese das instituições</strong></p>



<ol style="list-style-type:lower-alpha" class="wp-block-list">
<li><strong>Primeiro aspecto</strong></li>
</ol>



<p>O primeiro aspecto são os fatores geográficos. O autor cita como exemplo a África, dividindo-a entre os países tropicais e as áreas temperadas. O segundo fator é se tem acesso ao mar ou a rio navegável que vá até o oceano.</p>



<p>Diz o autor que a conclusão salta aos olhos: dos 38 países tropicais, 37 são mais pobres que qualquer um país de clima temperado. Somente o Gabão tem riqueza comparável.&nbsp; Em ambos os conjuntos, tropical ou temperado, os países costeiros são, em média, 50% mais ricos que aqueles que não têm acesso ao mar.</p>



<p>O autor pergunta porque a geografia tem efeito tão intenso sobre a riqueza nacional. Ele mesmo responde que as doenças são mais prováveis nos trópicos que nos climas temperados, sejam doenças infecciosas, como a malária, ou a dengue, sejam doenças causadas por parasitas.&nbsp; Os habitantes passam tempo sem trabalhar e morrem mais cedo, o que se reflete na produção. &nbsp;A agricultura tropical tem produtividade menor, em razão dos solos inférteis e a maior abundância de pragas e doenças veterinárias. <strong>Minha opinião: o centro-oeste brasileiro desmente um pouco essa teoria</strong>.</p>



<p>Diz o autor que as desvantagens de ausência de litoral é que o transporte por via terrestre é cerca de sete vezes mais caro do que o transporte por mar ou rio navegável. <strong>Minha opinião</strong>: <strong>uma pena que o Brasil dispõe desse recurso e usufrui pouco.</strong></p>



<p>Quanto à ligação com o mar, cita a Bolívia como o país mais pobre da América do Sul, é tropical e sem acesso ao mar. Os países de clima temperado, Argentina, Chile e Uruguai são os mais ricos do que qualquer um dos noves países tropicais. Esses efeitos geográficos frequentemente superam os efeitos das instituições más. A Argentina é um exemplo disso.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Segundo aspecto</strong></li>
</ul>



<p>Porque alguns países possuem boas instituições e outros não? Por que a Holanda possui instituições que promovem o crescimento nacional mais efetivamente que as instituições da Zâmbia? Foi apenas um acidente aleatório e imprevisível?</p>



<p>Sobre as causas, ele defende a tese de que não podemos pegar apenas <strong>as causas próximas, devemos buscar as causas últimas </strong>(valor evolutivo, o porquê), como se fosse um tratamento psicoterápico, quando cita uma passagem de sua esposa, psicóloga clínica, com um paciente.</p>



<p>Voltando ao assunto em questão, para buscar as origens das instituições boas, precisamos pesquisar as profundas <strong>origens</strong> <strong>das instituições complexas</strong>, boas ou ruins, em qualquer sociedade humana.</p>



<p><strong>Origens das instituições complexas</strong></p>



<p>Há 13.000 anos os homens viviam como caçadores-coletores e não como fazendeiros ou criadores de gado, não estocavam alimentos, os buscavam no dia a dia para o consumo imediato<strong>. </strong>Não havia instituições complexas. Como elas surgiram nos últimos 13.000 anos?</p>



<p>As <strong>instituições complexas</strong> surgiram do desenvolvimento de sociedades sedentárias e densamente povoadas, com excedentes estocáveis de alimentos (milho, queijo, batatas, por exemplo) tornados possíveis pela<strong> agricultura</strong>. A causa última das instituições complexas é a agricultura e a causa última <a href="#_edn1" id="_ednref1">[i]</a>mais próxima são as sociedades sedentárias densamente povoadas e os excedentes estocáveis de comida resultantes da agricultura.</p>



<p>Continua o autor: Excedentes podem ser usados para alimentar especialistas não produtores de alimentos, como reis, banqueiros, escritores e professores. Assim, a agricultura foi um pré-requisito para o desenvolvimento de instituições complexas das sociedades modernas: feudos e estados, burocracia, governo centralizado e tudo mais que dispomos numa sociedade moderna. Isso não seria possível com caçadores-coletores, que eram nômades.</p>



<p>Porque a Nigéria não desenvolveu instituições complexas como na Noruega? Pela bastante desigual distribuição pelo mundo de plantas e animais selvagens, porém domesticáveis, que se concentravam em cerca de nove regiões, as quais se tornaram pátrias de agricultura independente. Dessas pátrias, a agricultura se expandiu para outras áreas, mais rapidamente nos eixos Leste-Oeste do que nos eixos Norte-Sul. Desde de 4 mil anos existiu estado e seus subprodutos na China, mas apenas 30 anos na Nova Guiné.</p>



<p>A Holanda pratica a agricultura há 7.500 anos; a Zâmbia, há apenas 2 mil. A Holanda possui escrita há 2 mil anos; a Zâmbia, há quarenta. A Holanda possui governo independente há 500 anos; Zâmbia há apenas quarenta.</p>



<p>A longa história da agricultura e das instituições complexas que ela tornou possível é parte das razões pelas quais a Holanda é muito mais rica que Zâmbia. A outra parte dessas razões é que a Holanda está situada no litoral de uma zona temperada e a Zâmbia tem clima tropical e isolada do mar.</p>



<p>Nos anos 1960, Coreia do Sul, Gana e Filipinas eram países pobres. Apesar das apostas erradas dos diplomatas americanos, 60 anos depois, a Coreia do Sul, localizada numa zona temperada, gosa de uma prosperidade de primeiro mundo; Gana e Filipinas, países tropicais, permanecem pobres. Na Coreia do Norte o governo opressivo desperdiçou essa vantagem histórica.</p>



<p><strong>CONCLUSÃO</strong></p>



<p>A teoria de que são as <strong>INSTITUIÇÕES</strong> que explicam as razões porque existem nações desenvolvidas, ricas, e nações subdesenvolvidas, pobres, é aceita, mas como uma <strong>verdade parcial</strong> para as razões que justificam a situação atual das nações. Para explicar esse fato é preciso acrescer <strong>mais dois aspectos, que são os fatores geográficos e as origens das instituições complexas</strong>.</p>



<p>Quanto aos fatores geográficos, o autor destaca a localização dos países, na zona tropical e na temperada. E entre eles, se têm ou não acesso ao mar ou a rio navegável que vá até o oceano. E dá diversos exemplos tomando a África e a América do Sul, como referência, para justificar sua assertiva.</p>



<p>Quanto às instituições, ele destaca a agricultura como a origem das instituições complexas, sedentárias, em substituição ao comportamento nômade dos catadores-coletores, que buscavam apenas o alimento necessário para a subsistência diária.</p>



<p>Já a agricultura permitiu a formação de estoque de alimentos e, com isso, a geração de organizações sedentárias. Esses excedentes puderam ser usados para alimentar especialistas não produtores de alimentos, como reis, banqueiros, escritores e professores. Assim, a agricultura foi um pré-requisito para o desenvolvimento das instituições complexas das sociedades modernas: feudos e estados, burocracia, governo centralizado e tudo mais que dispomos numa sociedade moderna. Isso não seria possível com caçadores-coletores, que eram, na maioria, nômades.</p>



<p>Diz o autor que alguns economistas citam a Revolução Gloriosa ocorrida na Inglaterra em 1688 como causa das instituições que propiciaram o crescimento econômico da Grã-Bretanha, o país mais rico do mundo durante muito tempo. Será que ela é a causa do crescimento da Grã-Bretanha moderna? A revolução demitiu o rei James e colocou em seu lugar o rei William, enfraquecendo o poder real e aumentando o poder parlamentar. No entanto, atribuir esse fato à riqueza da Grã-Bretanha é cair na armadilha de focar nas causas próximas e ignorar as causas últimas (os porquês).</p>



<p>Não é essa a causa do desenvolvimento da Inglaterra. Se a revolução tivesse ocorrido em Zâmbia, seria ela rica e a Grã-Bretanha pobre hoje? Claro que não. Isso porque a agricultura chegou a Grã-Bretanha há 5.500 anos e a Zâmbia há apenas 2.000. A Grã-Bretanha foi unificada sob o Império Romano por volta dos anos 80 e Zâmbia, sob o Império Britânico nos anos 1890.</p>



<p>Além do mais, a Grã-Bretanha possui terras férteis, tem clima temperado e tem acesso ao mar, até porque é uma ilha. A Zâmbia é tropical, não tem terras férteis, nem acesso ao mar.</p>



<p>&nbsp;As razões que explicam esse fato são muitas, que não estão citadas por se tratar de um resumo. Quem se interessar pelo assunto mais aprofundado deve buscar as informações junto à fonte citada.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p><a href="#_ednref1" id="_edn1">[i]</a> <strong>Causas próximas </strong>são os fatores diretos ou mecanismos imediatos que desencadeiam um evento (o &#8220;como&#8221; acontece). <strong>Causas últimas</strong> são os motivos profundos, as razões evolutivas ou de propósito que explicam por que aquele evento existe (o &#8220;porquê&#8221;). [<a href="https://www.passeidireto.com/pergunta/194096465/o-que-distingue-causas-proximais-de-causas-ultimas">1</a>]</p>



<p><strong>FONTE: GOOGLE</strong></p>



<p><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p><strong>DIAMOND</strong> – Jared – Armas, Germes e Aço. Editora Record. Rio de Janeiro – São Paulo. 2025.</p>



<p><strong>Epílogo</strong> – Futuro da História Humana como uma Ciência</p>



<p><strong>Posfácio.2017</strong> – Países Pobres e Ricos à luz de Armas, Germes e Aço.</p>



<p></p>
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		<title>RS: Um estado cuja despesa não cabe na receita</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 20:55:30 +0000</pubDate>
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<p><a href="https://darcyfrancisco.com.br/wp-content/uploads/2026/06/RS-Estado-cuja-despesa-nao-cabe-na-receita-2-8.pptx">Veja a apresentação completa aqui.</a></p>
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		<title>O Estado, os clubes de futebol e os déficits</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 19:00:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O Estado do Paraná, com 71% da área do Rio Grande do Sul e com população levemente maior, tem um PIB 6% maior; Santa Catarina, com um terço da área e 73% da população, tem o equivalente a 80% do PIB do RS. Esses estados têm climas semelhantes, quando conjugamos latitude e altitude, todos têm [&#8230;]]]></description>
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<p>O Estado do Paraná, com 71% da área do Rio Grande do Sul e com população levemente maior, tem um PIB 6% maior; Santa Catarina, com um terço da área e 73% da população, tem o equivalente a 80% do PIB do RS.</p>



<p>Esses estados têm climas semelhantes, quando conjugamos latitude e altitude, todos têm excelente produção agrícola, industrial e turística. Por que, então, o Estado do RS, que era a quarta economia do País, foi superado pelo Estado do PR e continua correndo atrás?</p>



<p>Se as condições acima citadas não explicam as razões dessa queda, há duas outras que devem explicá-las.</p>



<p>O Estado do RS financiou déficits por endividamento  durante várias décadas e formou uma dívida líquida que alcança 174% de sua receita corrente líquida (RCL). Já em Santa Catarina, a dívida líquida é de 23,3% da RCL e Paraná nem possui dívida líquida. É credor líquido, na ordem de 4,9%.</p>



<p>Os aportes previdenciários para cobrir os déficits são de 14,5% da RCL no RS; de 9,2% em SC e de 8,8% no PR.</p>



<p>É claro que os problemas climáticos, principalmente as secas, têm prejudicado muito o Estado do RS. Mas esses problemas poderiam ser amenizados por várias alternativas, mas que demandam recursos financeiros, que um estado endividado e com grandes déficits não os possui.</p>



<p>Fazendo uma comparação com o futebol, que está em evidência, em época de Copa do Mundo, tomamos os nossos dois principais clubes, Grêmio e Inter, eles que anos atrás disputavam títulos ou as primeiras colocações em certames nacionais, hoje estão lutando para não cair para a segunda divisão, para o que precisam ficar entre os quatro últimos da tabela de classificação.</p>



<p>É verdade que dois ou três clubes destacam-se em relação aos demais, por arrecadarem mais. Se ficássemos abaixo só desses a situação estaria explicada. Mas estamos abaixo de quase todos. O que está acontecendo com nossos clubes?</p>



<p>A resposta a isso é a mesma que cabe ao Estado: Déficits altos e sucessivos. Moral da história: nenhuma entidade, seja comercial, industrial, esportiva ou qualquer outra atividade, se mantém gastando mais do que arrecada.</p>



<p>Para o serviço público foi criada a lei de responsabilidade fiscal, que tantos tentam descumpri-la para continuarem fazendo déficits. Nas demais atividades, mesmo sem lei, deveria ser uma prática inseparável da administração. Fora disso, não há salvação.</p>
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