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	<title>União &#8211; Darcy Francisco</title>
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		<title>Uma melhor distribuição de recursos é possível?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Mar 2017 14:03:00 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[Há uma crença generalizada de que os estados e municípios estão desequilibrados porque a arrecadação tributária é concentrada na União e que a solução para os primeiros seria a redistribuição dessa carga. Para certificar-me disso, fiz uma análise do assunto, que passo a sintetizá-la. Pelo demonstrativo da Carga Tributária no Brasil em 2015, da Receita [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="line-height: 150%; text-align: justify;"></div>
<div style="line-height: 150%; text-align: justify;">Há uma crença generalizada de que os estados e municípios estão desequilibrados porque a arrecadação tributária é concentrada na União e que a solução para os primeiros seria a redistribuição dessa carga. Para certificar-me disso, fiz uma análise do assunto, que passo a sintetizá-la.</div>
<div style="line-height: 150%; text-align: justify;"></div>
<div style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 1.0cm;">Pelo demonstrativo da Carga Tributária no Brasil em 2015, da Receita Federal,  do total da arrecadação, num montante de R$ 1.928 bilhões, a União foi responsável por 68,3%; os estados, por 25,4% e os municípios, por 6,4%.</div>
<div style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 1.0cm;"></div>
<div style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 1.0cm;">Porém, a União transfere parte das receitas aos estados e municípios. Os estados fazem o mesmo com os municípios que estão em seu território. O resultado final contemplou a União com 55,6%, os estados com 25,1% e os municípios, com 19,3% (dados de 2014).</div>
<div style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 1.0cm;"></div>
<div style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 1.0cm;">Ocorre que do total da receita da União, 51,2% destinam-se ao Orçamento da Seguridade Social (previdência, saúde e assistência social), que apresentou um déficit de R$ 237 bilhões em 2016, e  continua deficitário, quando dele se excluem as desvinculações ( DRU) e os inativos da União.</div>
<div style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 1.0cm;"></div>
<div style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 1.0cm;">Do restante do orçamento federal, depois de deduzido o que cabe aos estados e aos municípios (16,4%), as vinculações com a educação e os tributos com destinação específica (16,3%), restam como recursos livres 18,3%, que corresponde a 12,52% da carga tributária nacional, bem diferente da participação na arrecadação que é de  68,3%. Segundo estudos de 2003,  da Secretaria do Orçamento Federal,  o percentual dos recursos livres nos tributos da União é ainda menor: 12,9%. E reduziu de lá para cá.</div>
<div style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 1.0cm;"></div>
<div style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 1.0cm;">Isso é o que resta para a União financiar os gastos de todos os ministérios, exceto os mantidos pela Seguridade Social, para pagar pessoal ativo,  inativo e pensionistas, fazer investimentos, cobrir o déficit da Seguridade Social e,  ainda,  formar superávit primário, sem o que a dívida fica insustentável.</div>
<div style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 1.0cm;"></div>
<div style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 1.0cm;">Diante disso, achamos que estados e municípios devem  parar de alimentar a ilusão quanto uma melhor redistribuição da carga tributária nacional, a menos que ocorra aumento de tributação, o que só prejudicaria os mais pobres!</div>
<div style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 1.0cm;">Publicado no Jornal do Comércio de 02/03/2017.<br />
Para ler no jornal, clique <a href="http://www.ejornais.com.br/jornal_do_comercio_rs.html">aqui.</a></div>
<p>Para ler o texto em PDF, com tabela e gráficos, clique <a href="http://financasrs.com.br/arquivos/Espacos_recursos1">aqui</a>.</p>
<div style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 1.0cm;"></div>
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		<title>Resposta à pergunta que todos fazem: O que Tarso faria?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Feb 2015 16:40:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Leitura rápida]]></category>
		<category><![CDATA[Crise fiscal]]></category>
		<category><![CDATA[Finanças públicas]]></category>
		<category><![CDATA[União]]></category>
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					<description><![CDATA[A pergunta que todos fazem é qual o plano que o governador Tarso tinha para o segundo mandato,  caso ele se reelegesse, tendo em vista que ele lutou intensamente para isso. Então, não dá para dizer que ele preparou uma bomba-relógio para o próximo governador, até mesmo porque acreditamos que ele não seria capaz de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">A pergunta que todos fazem é qual o plano que o governador Tarso tinha para o segundo mandato,  caso ele se reelegesse, tendo em vista que ele lutou intensamente para isso. Então, não dá para dizer que ele preparou uma bomba-relógio para o próximo governador, até mesmo porque acreditamos que ele não seria capaz de uma atitude dessas. </span></div>
<div style="line-height: 150%; text-align: justify;"></div>
<div style="line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">Como também nos questionamos muito a respeito desse fato, procuramos  buscar essa resposta em um artigo de autoria do governador publicado na Zero Hora de 02/11/2014, p.27, logo depois das eleições,  sob o título “Dívida e Saída da Crise”. </span></div>
<div style="line-height: 150%; text-align: justify;"></div>
<div style="line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">Inicialmente, depois de reconhecer democraticamente como legítima a vitória do adversário,  faz uma <b>apologia aos gastos</b> <b>e uma crítica às medidas de austeridade</b>, cujos dois parágrafos transcrevemos:</span></div>
<div style="line-height: 150%; text-align: justify;"></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 42.55pt; text-align: justify;"><i><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">A proposta, para resolver o impasse, acolhida pela maioria eleitoral, está baseada na “redução de gastos”. É uma visão originária do pensamento econômico predominante, hoje, na Europa já afastada da social-democracia. </span></i></div>
<div style="line-height: 150%; text-align: justify;"></div>
<div style="line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">Mais adiante  diz o seguinte:</span></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 42.55pt; text-align: justify;"><i><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">O projeto vencedor não especificou como enfrentaria o desafio, mas não sonegou a informação principal: adotará políticas de “austeridade”  no Estado, análogas às políticas aplicadas na Espanha, em Portugal e na Grécia, que hoje tem gerado recessão econômica e taxas de desemprego que alcançam até 45% entre a juventude. </span></i></div>
<div style="line-height: 150%; text-align: justify;"></div>
<div style="line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">Antes de continuar na análise do artigo, cabe fazer a seguinte consideração:  Governo nenhum deixa de aplicar recursos se dispor deles, porque é na aplicação de recursos que ele concretiza suas realizações, pelo menos, a maioria delas. Ninguém agrada a população com austeridade orçamentária, mas sim com gastos. O povo é imediatista, não importam as consequências. </span></div>
<div style="line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;"> No caso do Rio Grande,  com um déficit superior a R$ 5 bilhões, com todos os recursos extras esgotados,  como também a margem para contrair novos empréstimos, como o governo vai continuar gastando? Nem que queira, não poderá fazer. </span></div>
<div style="line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">O próprio governador Tarso sabe  disso, pois só conseguiu governar e conceder altos  reajustes salariais  porque dispôs de R$ 7,1 bilhões do caixa único (sendo R$ 5,7 bilhões dos depósitos judiciais) e mais de R$ 4 bilhões de empréstimos e ainda concedeu os maiores índices desses reajustes em novembro/2014, com os maiores  reflexos no  período governamental seguinte. </span></div>
<div style="line-height: 150%; text-align: justify;"></div>
<div style="line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">Esses reajustes concedidos no final do governo anterior e ainda parcelados até 2018 geraram e gerarão despesas permanentes porque são cumulativos, e os recursos que a viabilizaram no período anterior estão esgotados, inclusive o limite de endividamento.  </span></div>
<div style="line-height: 150%; text-align: justify;"></div>
<div style="line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">Depois de dizer que não concorda com a redução de gastos e que o Estado do RS tem servidores a menos principalmente nas áreas de segurança e educação, com o que concordamos  quanto ao primeiro caso,  faz uma afirmativa com o que também concordamos, especialmente, quando à previdência, que transcrevemos a seguir:</span></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 42.55pt; text-align: justify;"><i><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">O Rio Grande tem, na verdade, servidores de menos, principalmente nas áreas de segurança e educação e os valores que pesam nas contas públicas são as custosas aposentadorias da alta burocracia estatal, consideradas “direitos adquiridos” com valores para os quais os beneficiários não contribuíram proporcionalmente.</span></i></div>
<div style="line-height: 150%; text-align: justify;"></div>
<div style="line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">Depois de citar uma série de realizações, muitas delas questionáveis e que deixamos de abordar para não nos alongarmos muito, o governador  passa a dar as sugestões para o período de transição, após se expressar da seguinte forma: </span></div>
<div style="line-height: 150%; text-align: justify;"></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 35.45pt; text-align: justify;"><i><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">Eis o sumário do nosso “programa de transição” que só poderia (ou poderá) dar certo com uma conexão direta com o governo federal.</span></i><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">..</span></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 35.45pt; text-align: justify;"></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 35.45pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">Não vamos transcrever na íntegra por economia de espaço.</span></div>
<div style="line-height: 150%; text-align: justify;"></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 36.0pt; mso-list: l0 level1 lfo1; text-align: justify; text-indent: -18.0pt;"><!-- [if !supportLists]--><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; mso-fareast-font-family: Arial;">1)<span style="font-size: 7pt; font-stretch: normal; line-height: normal;">    </span></span><!--[endif]--><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">Promover aqui um crescimento econômico para o próximo período de, em média, 4% ao ano para fazer subir a arrecadação. </span></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 36.0pt; mso-list: l0 level1 lfo1; text-align: justify; text-indent: -18.0pt;"><!-- [if !supportLists]--><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; mso-fareast-font-family: Arial;">2)<span style="font-size: 7pt; font-stretch: normal; line-height: normal;">    </span></span><!--[endif]--><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">Votar o PLC 99/2014, abatendo R$ 15 bilhões do estoque da dívida, obtendo US$ 1 bilhão para investimentos em infraestrutura.</span></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 36.0pt; mso-list: l0 level1 lfo1; text-align: justify; text-indent: -18.0pt;"><!-- [if !supportLists]--><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; mso-fareast-font-family: Arial;">3)<span style="font-size: 7pt; font-stretch: normal; line-height: normal;">    </span></span><!--[endif]--><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">Em janeiro de 2015 construir com o governo federal um rebaixamento nas prestações da dívida, em torno de R$ 800 milhões anuais.</span></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 36.0pt; mso-list: l0 level1 lfo1; text-align: justify; text-indent: -18.0pt;"><!-- [if !supportLists]--><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; mso-fareast-font-family: Arial;">4)<span style="font-size: 7pt; font-stretch: normal; line-height: normal;">    </span></span><!--[endif]--><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">Usar os excedentes dos depósitos judiciais para aplicar os 12% em saúde.</span></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 36.0pt; mso-list: l0 level1 lfo1; text-align: justify; text-indent: -18.0pt;"><!-- [if !supportLists]--><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; mso-fareast-font-family: Arial;">5)<span style="font-size: 7pt; font-stretch: normal; line-height: normal;">    </span></span><!--[endif]--><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">Receber da União o valor de R$ 146 milhões do fundo de incentivo às exportações devido ao Estado.</span></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 36.0pt; mso-list: l0 level1 lfo1; text-align: justify; text-indent: -18.0pt;"><!-- [if !supportLists]--><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; mso-fareast-font-family: Arial;">6)<span style="font-size: 7pt; font-stretch: normal; line-height: normal;">    </span></span><!--[endif]--><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">Buscar no fundo de compensação previdenciária R$ 1 bilhão, devido pela União ao Estado.</span></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 36.0pt; mso-list: l0 level1 lfo1; text-align: justify; text-indent: -18.0pt;"><!-- [if !supportLists]--><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; mso-fareast-font-family: Arial;">7)<span style="font-size: 7pt; font-stretch: normal; line-height: normal;">    </span></span><!--[endif]--><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">Receber da União uma demanda antiga de R$ 1 bilhão, decorrentes de investimentos em estradas federais.</span></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 36.0pt; mso-list: l0 level1 lfo1; text-align: justify; text-indent: -18.0pt;"><!-- [if !supportLists]--><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; mso-fareast-font-family: Arial;">8)<span style="font-size: 7pt; font-stretch: normal; line-height: normal;">    </span></span><!--[endif]--><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">Créditos tributários de R$ 1,5 bilhão, que podem ser antecipados.</span></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 36.0pt; text-align: justify;"></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 36.0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">Analisemos sinteticamente caso a caso:</span></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 36.0pt; text-align: justify;"></div>
<ol style="margin-top: 0cm;" start="1" type="1">
<li style="line-height: 150%; mso-list: l1 level1 lfo2; text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">Segundo as previsões dos institutos especializados e dos principais  economistas nacionais, o crescimento do PIB  de 2015 será negativo e o de 2016 muito baixo, talvez menos de 1%. E a média histórica do R$ nos últimos 15 anos foi de 2,7%, mesmo que nesse período tenha ocorrido o “boom das commodities”. </span></li>
<li style="line-height: 150%; mso-list: l1 level1 lfo2; text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">O PLC da dívida foi votado e transformado em lei,  mas até agora não foi regulamentada e  deverá demorar,  devido à nova orientação do Ministério da Fazenda. Além disso, até 2016, o limite de endividamento, se existir, será muito baixo, pelas razões já analisadas em diversos textos nossos.</span></li>
<li style="line-height: 150%; mso-list: l1 level1 lfo2; text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">A redução da prestação da dívida, que é muito importante para o Estado, mas pela mesma razão do item anterior, dificilmente sairá  nos próximos anos, devido à grande crise fiscal por que passa o setor público brasileiro,   que apresentou no ano passado um déficit nominal de 6,7% do PIB,  um dos mais altos do mundo, dobrando em relação ao ano anterior.</span></li>
<li style="line-height: 150%; mso-list: l1 level1 lfo2; text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">Os excedentes dos depósitos judiciais serão insuficientes  para pagar os encargos  calculados com base na Selic  (11,75%) sobre um saldo aproximado de R$ 10 bilhões dos quais R$ 7,7 bilhões já foram gastos pelo Estado, sendo 73%  pelo governo passado. O valor não gasto é relativo à reserva técnica de 15% e um reduzido saldo em torno de R$ 300 milhões. </span></li>
<li style="line-height: 150%; mso-list: l1 level1 lfo2; text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">Receber R$ 146 milhões do incentivo às exportações. Pelo valor,  trata-se da Lei Kandir, que costuma vir todos os anos,  embora sem atualização. </span></li>
<li style="line-height: 150%; mso-list: l1 level1 lfo2; text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">Quanto ao fundo de compensação previdenciária, é pouco  provável, para não dizer impossível,  que vá ingressar R$ 1 bilhão, quando  a média recebida nos últimos dez anos tenha ficado inferior a R$ 50 milhões anuais, em valores atualizados.</span></li>
<li style="line-height: 150%; mso-list: l1 level1 lfo2; text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">Quanto à indenização pela execução de estradas federais é uma antiga reivindicação que vem desde o  governo Simon e, nos últimos anos, tem servido para inflar os orçamentos sem que nunca tenha ingressado um centavo. </span></li>
<li style="line-height: 150%; mso-list: l1 level1 lfo2; text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">Créditos tributários na ordem de R$ 1,5 bilhão, que podem ser antecipados. Não sabemos do que se trata. </span></li>
</ol>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 36.0pt; text-align: justify;"></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 36.0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">Concluindo, se as soluções eram essas, não havia solução, apenas desejos e  intenções. </span></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="line-height: 150%; text-align: justify;"></div>
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		<title>Pré-sal financia excesso de gastos</title>
		<link>https://darcyfrancisco.com.br/2010/11/08/pre-sal-financia-excesso-de-gastos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Nov 2010 10:29:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Leitura rápida]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Finanças públicas]]></category>
		<category><![CDATA[Petrobras]]></category>
		<category><![CDATA[União]]></category>
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					<description><![CDATA[Como a imprensa tem divulgado, a União cedeu à Petrobras cinco bilhões de barris de petróleo da camada pré-sal por R$ 74,8 bilhões, dos quais R$ 42,9 bilhões foram utilizados na capitalização da estatal, destinando R$ 31,9 bilhões ao aumento do superávit primário, que estava muito inferior à meta, em decorrência do excesso de gastos. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Como a imprensa tem divulgado, a União cedeu à Petrobras cinco bilhões de barris de petróleo da camada pré-sal por R$ 74,8 bilhões, dos quais R$ 42,9 bilhões foram utilizados na capitalização da estatal, destinando R$ 31,9 bilhões ao aumento do superávit primário, que estava muito inferior à meta, em decorrência do excesso de gastos.</p>
<p>O superávit primário é a poupança destinada ao pagamento dos juros da dívida, que, somente no governo central, no período janeiro a setembro do corrente ano, somaram R$ 91,8 bilhões. Como o citado superávit foi de R$ 55,7 bilhões, o déficit resultante de R$ 36,1 bilhões foi incorporado ao estoque da dívida, que resultará em mais juros no futuro.<br />
Para se ter uma ideia do que representa esses valores, basta citar que a duplicação de 88,5 km da BR-101 no RS, incluindo a construção de um túnel, tem um custo final avaliado em R$ 1 bilhão.</p>
<p>Destaca-se, ainda, que, se não fosse o recurso gerado pela operação Petrobras, a poupança formada corresponderia a pouco mais de um quarto do valor dos juros devidos. Isso quer dizer que o governo foi buscar na venda de um produto que está no mar há sete mil metros de profundidade, a maior parte dos meios necessários para o pagamento dos juros da dívida.</p>
<p>Por outro lado, nunca antes na história desse país, a arrecadação do Tesouro Nacional havia crescido tanto, ou seja, 11,2% reais, nos primeiros nove meses do ano. Mas como a despesa cresceu 11,4%, o governo lançou mão de recursos que se realizarão muitos anos depois, para pagar despesas do presente. Só no mês de setembro, não fossem esses recursos extras, teria havido um déficit primário (sem considerar os juros) de quase R$ 6 bilhões.</p>
<p>E não se diga que esse aumento de despesa decorreu somente dos investimentos, que cresceram, é verdade, 50%, mas também dos gastos correntes que aumentaram 21%.<br />
Destaca-se também que esse extraordinário crescimento da arrecadação federal não se refletiu no valor das transferências a estados e municípios, cuja taxa de crescimento foi menos da metade da dele.</p>
<p>Ainda bem que a nova Presidente se comprometeu com responsabilidade fiscal, o que é diametralmente oposto à situação descrita.</p>
<p><em>Publicado no Jornal do Comércio de 8/11/2010.</em></p>
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		<title>Um semestre sem investimentos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Sep 2008 01:45:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Muito se tem acusado o Governo Federal pelos gastos excessivos, que passaram de menos de 10% do PIB em 1991 para mais de 17% em 2007, percentual esse que seria bem maior não fossem as alterações nos critérios de cálculo do produto. O mais grave, ainda, é o fato de esse crescimento ser representado basicamente [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://1.bp.blogspot.com/_Xk_aVHB8UlQ/SM-rqtCB0zI/AAAAAAAAADU/7CnxAP6hytM/s1600-h/Investimentos+GF.png"><img decoding="async" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5246600841040876338" style="float: left; margin: 0px 10px 10px 0px; cursor: hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Xk_aVHB8UlQ/SM-rqtCB0zI/AAAAAAAAADU/7CnxAP6hytM/s320/Investimentos+GF.png" alt="" border="0" /></a>Muito se tem acusado o Governo Federal pelos gastos excessivos, que passaram de menos de 10% do PIB em 1991 para mais de 17% em 2007, percentual esse que seria bem maior não fossem as alterações nos critérios de cálculo do produto.</p>
<p>O mais grave, ainda, é o fato de esse crescimento ser representado basicamente por gastos correntes, já que os investimentos, além de reduzidos, são declinantes, pois passaram de 1,2% do PIB para apenas 0,4% no mesmo período. Essa é uma tendência histórica que se acentuou no período 2004-2007, quando o crescimento real das despesas primárias, isto é, sem os juros, ultrapassou 9%, acompanhando a evolução da receita que apresentou comportamento semelhante.</p>
<p>Entretanto, no primeiro semestre do corrente ano em relação a igual período do ano anterior, a situação modificou-se e para melhor, pois o crescimento real dos gastos primários foi de 4,5% e o da receita, de 10,2%, propiciando uma expansão de 37% do resultado primário, que é a poupança feita para o pagamento dos juros da dívida, com uma parcela destinada à formação do fundo soberano. A maioria das grandes despesas, como pessoal e benefícios previdenciários, apresentou crescimento bem inferior ao da receita. As que apresentaram índices superiores ao da receita têm pouca representatividade na despesa total. Tudo estaria muito bem, se não fosse a reduzida realização dos investimentos por parte do Governo Central, de apenas 2,43% da dotação par ao exercício!</p>
<div>Isso pode ser observado nas demonstrações financeiras da União, onde se constata que para uma dotação de R$ 40,1 bilhões para o exercício, foram liquidados apenas 976 milhões até o mês de junho. As tão propaladas obras do PAC devem estar sendo feitas pelas estatais e pelos demais entes federados com financiamentos federais, já que com recursos do Tesouro Federal não estão sendo realizadas.O montante de investimentos do Governo Central comparados com o PIB representa tão somente 0,07%, permitindo concluir que foi um semestre sem investimentos.</div>
<div></div>
<div><em>Publicado no JC em agosto/2008</em></div>
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