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	<title>Responsabilidade fiscal &#8211; Darcy Francisco</title>
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		<title>Redução do ICMS é irresponsabilidade fiscal e contra o RRF</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 May 2022 22:56:23 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Responsabilidade fiscal]]></category>
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					<description><![CDATA[A não observância dos princípios da responsabilidade fiscal está por trás dessa redução das alíquotas do ICMS aprovada por quase unanimidade, dia 25/05.  A redução de impostos é uma medida salutar, mas desde que acompanhada de redução de despesa, sem o que surgem os déficits que acabam em mais impostos ou inflação, no futuro. Além [&#8230;]]]></description>
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<p>A não observância dos princípios da responsabilidade fiscal está por trás dessa redução das alíquotas do ICMS aprovada por quase unanimidade, dia 25/05.  A redução de impostos é uma medida salutar, mas desde que acompanhada de redução de despesa, sem o que surgem os déficits que acabam em mais impostos ou inflação, no futuro.</p>



<p>Além de tudo,  está sendo feita uma medida paliativa, porque a solução dos preços dos combustíveis está na redução do preço do petróleo e da cotação do dólar. A redução do ICMS é apenas coadjuvante.</p>



<p>Estão dando com uma mão e retirando com outra. Propiciam a adesão ao Regime de Recuperação fiscal e, ao mesmo tempo, retiram as condições para cumpri-lo. O equilíbrio de uma balança não se faz num prato só..</p>



<p>Os estados estão com muito dinheiro, mas isso decorreu de uma bolha de arrecadação oriunda de vários fatores, como a inflação, o congelamento da folha de pagamento pela lei federal n° 173/2020, condição para ajuda federal em 2020, e das reformas feitas, que terão maiores efeitos com o passar do tempo.</p>



<p>As últimas reformas e o Regime de Recuperação Fiscal encaminharam o Estado para o equilíbrio futuro, o que significa pagar a dívida, fazer investimentos e melhorar a educação, principalmente, além da saúde e da segurança. Sem boa educação não vamos a lugar nenhum, cujos altos recursos são apenas aparentes, porque 62% da folha &nbsp;destinam-se ao pagamento dos servidores &nbsp;inativos.</p>



<p>A unificação das alíquotas dos produtos é uma medida correta, mas não se pode simplesmente, retirar bilhões dos estados e municípios, sem uma compensação. Precisava haver uma equalização, com a alíquota básica.   Mais tarde pode ocorrer uma recoposição, aumentando a arrecadação, mas nada disso é garantido.  </p>



<p>Essa compensação não pode vir da União, porque é o ente mais sufocado, &nbsp;pela insuficiência de recursos. Ao contrário do que pensam, retirando as transferências obrigatórias lhe resta 50% da carga tributária, da qual 35% pertence à seguridade social, que ainda apresenta uma déficit de R$ 288 bilhões, que precisam ser pagos com os &nbsp;15% restantes do Tesouro, que tem&nbsp; inúmeros compromissos, com mais de 40 ministérios e secretarias e os Poderes e órgãos de cara manutenção.</p>



<p>Além do mais, as pessoas tem a memória curta e já esqueceram das “perdas” da Lei Kandir que, depois de anos de luta, conseguiram um ressarcimento, com valores muito inferiores aos que pleiteavam e, ainda, parcelados até o ano 2037, embora, em nosso entendimento, nunca houvesse as &#8220;perdas&#8221; , pelos menos nas condições e valores reclamados.</p>



<p>&nbsp;Com a palavra o egrégio Senado Federal</p>
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