<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>PIB &#8211; Darcy Francisco</title>
	<atom:link href="https://darcyfrancisco.com.br/tag/pib/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://darcyfrancisco.com.br</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Sun, 19 Feb 2023 14:01:06 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.7.3</generator>
	<item>
		<title>Brasil:  a foto e o filme</title>
		<link>https://darcyfrancisco.com.br/2023/02/19/brasil-a-foto-e-o-filme/</link>
					<comments>https://darcyfrancisco.com.br/2023/02/19/brasil-a-foto-e-o-filme/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 19 Feb 2023 14:01:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Leitura rápida]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Déficit público]]></category>
		<category><![CDATA[Finanças públicas]]></category>
		<category><![CDATA[Governo Federal]]></category>
		<category><![CDATA[PIB]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://financasrs.com.br/?p=22683</guid>

					<description><![CDATA[O texto a seguir é retirado em grande parte de texto maior, citado &#160;no final, “Déficit estrutural do Brasil”, onde constam as tabelas e gráficos comprobatórios do que é referido aqui.&#160; Alguns itens foram atualizados para 2022, com base nos sites próprios. A FOTO O governo atual costuma dizer que recebeu uma herança maldita, o [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>O texto a seguir é retirado em grande parte de texto maior, citado &nbsp;no final, “Déficit estrutural do Brasil”, onde constam as tabelas e gráficos comprobatórios do que é referido aqui.&nbsp; Alguns itens foram atualizados para 2022, com base nos sites próprios.</em></p>



<p><strong>A FOTO</strong></p>



<p>O governo atual costuma dizer que recebeu uma herança maldita, o que, no entanto, não encontra amparo na realidade dos números, estando também em desacordo com o que dizem alguns economistas que apoiam o governo, como André Lara Resende, quando afirma que as finanças não estão tão mal assim, pelo contrário, citando o superávit primário de R$ 126 bilhões ou 1,3% do PIB, a dívida bruta a 73,5% do PIB, entre outros indicadores positivos. Para sermos mais exatos, destacamos que o superávit citado é de todo o setor público, o do Governo Federal foi R$ 59,7 bilhões, 0,6% do PIB.</p>



<p>Além desses, outros indicadores deixados fazem da herança não tão maldita assim, como o PIB com taxas de  3%, taxa de desocupação 7,9%, a menor de uma longa série histórica; taxa de inflação de 5,79%, embora acima da meta, menor que a de vários países da União Europeia, da América Latina e até dos Estados Unidos, gastos primários excepcionalmente estabilizados.  Mas para a foto ficar completa faz necessário citar aspectos negativos que dizem respeitos à falta de recursos no orçamento da Saúde e da Educação e de outros setores.</p>



<p>Também faltaram recursos para a compensação de parte da arrecadação de ICMS perdida pelos estados e municípios, em função das mudanças introduzidas pela Lei Complementar n° 194/2022, embora parte dela, talvez a maioria, seria feita mediante desconto nas prestações da dívida para com a União, conforme previsto na própria lei.</p>



<p>Entretanto, o déficit aludido de R$ 300 bilhões deixado pelo governo passado é fantasia. Até porque parte dele decorre das promessas feitas em campanha, algumas delas por ambos os candidatos, como o a do aumento real do salário-mínimo e a da mudança da Tabela do Imposto de Renda, promessas essas inviáveis para ambos os candidatos. Por isso, atendidas agora, somente em parte.</p>



<p>O governo informa que buscará os recursos para os benefícios que concedeu no pente-fino no bolsa família, porque houve muita concessão indevida. O auxílio Brasil atinge 21,6 milhões de famílias. Informam que o número de pessoas que passam fome no Brasil é de 33 milhões, mas há informações de que 58,7% da população (em torno de 133 milhões) passam por alguma insegurança alimentar. Então, a serem verdadeiras essas informações, o aludido pente-fino vai apenas mudar o nome do beneficiário, não reduzindo despesa.</p>



<p>Compõem também do aludido déficit, o aumento do auxílio Brasil (novamente bolsa família), prometido por ambos e mais o adicional de R$ 150,00 criado pelo governo atual, a cada beneficiário, por filho até seis anos. O governo passado também praticou na mesma política, ao aumentar a assistência social de uma média história de 9% dos gastos da Seguridade Social para 14%, sem contar o ano de 2020 (ano da covid), com 28,8%.&nbsp; Mas a crítica que existia e ainda existe é a de que ele não atendeu às necessidades da população carente.</p>



<p>Cada governo que entra acha que o anterior lhe deixou uma herança maldita. O que ocorre, na realidade, é o grande <strong>déficit estrutural</strong> brasileiro, que parece que preferem esconder, tratado a seguir.&nbsp;</p>



<p><strong>O FILME</strong></p>



<p>Os fatos citados na primeira parte são a <strong>FOTO </strong>do momento atual ou do passado recente. . Mas o Brasil tem grandes problemas estruturais gerados com o passar do tempo, _<strong>O</strong> &nbsp;<strong>FILME, </strong>que destacamos como principais os seguintes<strong>:</strong></p>



<p><strong>1. Crescimento econômico recorrentemente baixo</strong></p>



<p>O baixo crescimento econômico talvez esteja na raiz da maioria dos demais problemas. Depois de grande crescimento econômico em décadas passadas, até 1980, com taxas superiores às da América Latina e do mundo, o Brasil entrou numa fase que parece interminável de baixo crescimento econômico (Giambiagi et al. obra cit. 2011. &nbsp;Apêndice Estatístico Tabela 1, p. 246). &nbsp;</p>



<p>Entre 1985 e 2022, durante 38 anos, o Brasil cresceu numa média de 2,3% ao ano. Encurtando mais esse lapso de tempo para 20 anos, entre&nbsp; 2003 e 2022, a taxa de crescimento baixa para apenas 2%. É verdade que houve alguns períodos que apresentaram crescimentos maiores, mas que foram reduzidos ou anulados por crescimentos menores e até negativos, cada um deles com suas causas específicas, que fogem ao objetivo deste texto sua descrição e análise (IBGE, Apud. IPEA Data. Cálculos próprios).</p>



<p><strong>2. Carga tributária alta, mas insuficiente:</strong></p>



<p>Junto com o aumento de gastos, o baixo crescimento do País é um dos fatores que levaram a carga tributária de 24,5% do PIB em 1980, para 30,4% em 2000, para 33,9% em 2021.</p>



<p>E apesar desse enorme valor, a receita não está concentrada na União (embora para o senso comum diga o contrário), porque depois das transferências aos demais entes federados lhe resta em torno de 50%. No entanto, 33% é vinculado à Seguridade Social, sendo, ainda, insuficiente. Apesar disso, a Seguridade Social apresenta muitas deficiências, principalmente na Saúde, com mazelas por todas conhecidas. Na Previdência, 61% recebe um salário mínimo.</p>



<p>Com isso, restam menos de 17% para as demais atribuições da União, distribuídas entre 37 ministérios e secretarias e demais órgãos autônomos. E, ainda, cobrir o déficit da Seguridade Social e fazer superávit primário. Diante disso, o déficit só é evitado, quando ocorrem receitas extras e controle de despesas, como o imposto pelo teto de gatos, mas deixando lacunas de atendimento em diversas áreas, como ocorreu em 2022.</p>



<p><strong>3. Seguridade Social deficitária e grandes mazelas sociais</strong></p>



<p>Formada pela Previdência, Saúde e Assistência Social, cujo déficit gerado em 2022 foi de <strong>R$ 276,4 bilhões</strong>, menor que o do ano anterior, que fora de R$ 288,4 bilhões. Em 2021 foram comprometidos com Seguridade Social 80,3% da receita líquida do Governo Geral, baixando para 75% em 2022.&nbsp; Esse déficit é o excedente da receita própria da Seguridade que é coberta por recursos do Tesouro Nacional.</p>



<p>A despesa da Seguridade Social em 2022 ficou assim distribuída: <strong>benefícios do RGPS: 57,8%; aposentadorias dos servidores federais: 8,8%; abono salarial e seguro desemprego: 4,8%; assistência social: 14,3%; Saúde: 14,3%; e diversos itens: 3,4%.</strong></p>



<p><strong>4. Previdência social com déficits altos e crescentes:</strong></p>



<p>Composta pelo Regime Geral (INSS) e do Regime Próprio de Previdência dos Servidores (RPPS).</p>



<p>Nesse assunto há uma enorme confusão entre reflexo financeiro no total da despesa e a injustiça remuneratória. Ocorre que a União suporta um déficit de R$ 98 bilhões para atender 1,171 milhões aposentados e pensionistas, num valor médio de R$ 93.200. Já no Regime Geral, para atender mais de 36 milhões de beneficiários, o déficit médio é de R$ 6.700, quase 14 vezes menos.</p>



<p>Entretanto, quando se verifica o crescimento desses déficits, se constata que o déficit do RPPS (dos servidores federais) <strong>decresceu de 1,2% do PIB em 2012 para 1% em 2022</strong>.Já o déficit do INSS passou e <strong>0,8% do PIB para 2,7%,</strong> no mesmo período.&nbsp; Multiplicou-se por mais de 3 vezes.</p>



<p>Além disso, as últimas reformas tenderão a segurar o crescimento do déficit do <strong>RPPS</strong>, pelo fim da aposentadoria integral (mantido o direito adquirido para os que ingressaram até 31/12/2003 e para os já aposentados), pela média na apuração dos benefícios, pela aposentadoria complementar e pelo aumento da alíquota de contribuição previdenciária &nbsp;</p>



<p>&nbsp;Já no <strong>INSS</strong>, também as reformas reduzirão despesa, mas ainda permanece a grande influência do crescimento vegetativo dos beneficiários e dos reajustes reais dos benefícios.</p>



<p>A despesa do<strong> INSS</strong> passou de <strong>3,2%</strong> dos gastos do Governo Central em 1991, para <strong>8,2% em 2021</strong>, por três principais razões: crescimento vegetativo médio de 2,6% desde 2006; razão beneficiário/contribuinte de 1,4 e por sua incidência em 61% das aposentadorias, e em quase todos os benefícios da LOAS/RMV e de vários outros auxílios. Qualquer aumento real concedido, mesmo que altamente <strong>meritório</strong>, junto com o crescimento vegetativo, produz grande incremento na despesa.</p>



<p><strong>5. Radical transformações no mercado de trabalho com altos reflexos na arrecadação previdenciária</strong></p>



<p>Está havendo uma radical transformação do emprego formal nas relações de trabalho, como:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Autônomos e firmas,</li><li>Transformação de trabalhadores em pessoas jurídicas (PJ), a denominada “pejotização”,</li><li>Trabalho por empreitada sem local e horário fixos,</li><li>Os empregados passam a ter preferência por ser empreendedores.</li><li>Problema da automação.</li></ul>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Matéria publicada na Revista Conjuntura Econômica de fevereiro de 2019, denominada <em>Previdência sem Providência</em>, de José Roberto Afonso e de Juliana Damasceno de Sousa mostram isso, dando como exemplo o fato de enorme aumento da participação dos contribuintes que ganham até três pisos previdenciários, de 21% para 82% entre 1998 e 2007;&nbsp; e a redução de 31,8% para apenas 2,4% para os que ganham acima de dez pisos.</p>



<p>&nbsp;<strong>Consequências</strong>: <strong>queda da arrecadação previdenciária, ente outras.</strong></p>



<p><strong>6. Desonerações fiscais em grandes proporções</strong></p>



<p>O valor dos gastos tributários ou desonerações fiscais diferem muito, conforme os critérios considerados em tempos distintos, mesmo que não haja alteração da fonte, no caso a Receita Federal do Brasil.</p>



<p>Numa análise anteriormente feita, envolvendo o período 2002-2018, os dados apurados são da mesma fonte que apresenta os dados do período 2007 até 2019, mas são bem diferentes dos anteriores, especialmente até 2013</p>



<p>Embora não tenha encontrado mais esses dados na fonte, o livro <em>“Erros do passado, soluções para o futuro</em>”, de Afonso Celso Pastore, na p.235, traz um gráfico que retroage ao ano 2000, informando também <strong>que as renúncias fiscais, de uma média de 1,5% do PIB no período 2000-2005,&nbsp; foram para algo entre 2,5% e 3% no período 2008-2009, e para uma elevação muito maior, em torno de 4,5% do PIB em 2014-2015. </strong>Pelo PIB de 2021, esse último percentual importa num montante de <strong>R$ 400 bilhões</strong>, aproximadamente.</p>



<p>Ainda, segundo o mesmo autor, a arrecadação começou a <strong>cair em 2014, mesmo antes da recessão, levando à queda dos superávits primários, abrindo um déficit primário recorrente, que levou a perda de sua classificação como “grau de investimento”.</strong></p>



<p>Somente três casos, Simples Nacional (28,5%); Deduções e Reduções do Imposto de Renda PF (15,7%) e Zona Franca de Manaus (8,6%) são responsáveis por mais de 52% do valor total das desonerações.</p>



<p><strong>7. Gastos primários do Governo Central com crescimento incompatível com o equilíbrio macroeconômico</strong></p>



<p>Os gastos primários (sem os juros)desde 1991 sempre apresentaram um crescimento maior que o do PIB, em todos os governos, mesmo nos períodos de maior crescimento da economia, até 2016. A partir desse ano, com o teto de gastos, reduziram de 23,6% para 22,9% em 2022, mesmo tendo alcançado em 2020 29,6%, devido à pandemia da covid-19. Houve uma grande redução na participação de da despesa de pessoal, mas isso decorreu em grande parte ao congelamento imposto pela Lei Complementar n° 173/2000. Essa despesa baixou de 4,10% para 3,40% do PIB, de 2016 para 2022.</p>



<p><strong>8. Altos déficits primários e nominais e altos juros</strong></p>



<p>Tomando somente o Governo Central, do ano de 2006 até 2013, em oito anos, houve superávit primário. Após ocorreu uma sucessão de déficits durante mais oito anos, que só foram eliminados em 2022, produto da grande recessão, que começou em 2014. Todo o setor público, englobando estados e municípios, a situação é semelhante, só que com resultados um pouco melhores.</p>



<p>Ocorre que mesmo no período superavitário, foram cobertos apenas 50% dos juros, em média. Isso mostra a tendência para o crescimento da dívida, porque sempre se acumulam juros ao saldo devedor, parcial ou integralmente.&nbsp; O valor dos juros da dívida correspondeu, em média, no período 2006-2021, a 4,3% do PIB, sendo a maioria incorporados ao saldo devedor da dívida.</p>



<p>Em 2022, o Governo Central apurou um superávit de R$&nbsp; 59.701 milhões (0,6% do PIB) , &nbsp;sendo no setor público bem &nbsp;maior,&nbsp; R$&nbsp; 125.994 milhões (1,3% do PIB), mas o juros da dívida foram de R$ 586.427 milhões (6% do PIB). O déficit nominal foi de R$ 460.433 milhões (4,7% do PIB), o que representa crescimento da dívida pública. Mesmo com superávit primário, pouco mais de 21% dos juros puderam ser pagos. A preocupação é manter a razão dívida/PIB, o que geralmente não é possível, e não evita o&nbsp; aumento do endividamento.</p>



<p>As causas dos déficits estão nos resultados primários insuficientes e nos altos juros da dívida. Esse é um dos grandes problemas brasileiros.</p>



<p><strong>9. Dívida pública alta e crescente como causa e efeito dos altos juros</strong></p>



<p>Em função desses déficits continuados, a dívida bruta do governo geral (DBGG), que é a dívida da União, estados e municípios, exceto Banco Central e estatais, que estava em 51,5% do PIB em 2013, foi para 65,5% em 2015, cresceu para 75,3% em 2018, atingiu 86,9% em 2020, com a pandemia, decrescendo depois para 73,5% em 2022. É um valor sustentável, mas em termos absolutos foi de R$ 7,225 trilhões. Mas o maior problema não é a dívida em si, mas o custo dos juros, que dependem também da taxa Selic, cuja fixação depende muito da situação fiscal.</p>



<p>Por isso, a boa condução das finanças públicas é fundamental para o equilíbrio macroeconômico.</p>



<p>A dívida líquida do setor púbico (DLSP), que é o balanceamento entre as dívidas e os créditos do setor público não financeiro mais a dívida líquida do Banco Central. Ela apresentou um comportamento semelhante, passando de 30,5% do PIB em 2013 para 52,8% em 2018 e 57,5% em 2022, num total de R$ 5,658 trilhões.</p>



<p><strong>10. Transição demográfica, o inimigo invisível e inconciliável</strong></p>



<p>A transição demográfica é um fato que não é levado em conta pelos governos, e, no entanto, e representa um grave problema para o futuro.</p>



<p>Paul Taylor, escritor americano, autor do “The Next América”, falando a respeito da transformação social e etária dos Estados Unidos, disse: <em>“A mudança demográfica é um drama em câmara lenta”</em>.</p>



<p>O mesmo pode ser dito do Brasil com, ainda, um agravante que, ao contrário dos Estados Unidos e de vários outros países, que enriqueceram antes de envelhecer, tudo indica que nos <strong>manteremos pobres antes de envelhecermos</strong>. <strong>Seremos um país de velhos pobres</strong>.</p>



<p>A população está crescendo a um ritmo cada vez menor, devendo em 2047  atingir&nbsp;&nbsp; 233.233.670 habitantes, segundo o IBGE, quando passará a decrescer. &nbsp;&nbsp;</p>



<p>A população com 65 anos ou mais dobrará entre 2022 e 2050, passando de 10,5% para 21,9%. O envelhecimento da população, além do problema previdenciário, produz aumento dos gastos com saúde e assistência social.</p>



<p>Roberto Campos, economista que foi Ministro do Planejamento, dentre tantas frases importantes, cunhou mais esta: “<em>O Brasil é um país que não perde a oportunidade de perder oportunidades</em>”.</p>



<p>O crescimento de uma economia ocorre pelos trabalhadores existentes, pela produtividade, entre outros fatores. Se não for possível adicionar novos trabalhadores tem que aumentar a produção dos existentes &#8211; a produtividade &#8211; o que é feito com a adição de mais equipamentos e treinamento dos que deles fazem uso. Isso depende também de melhorias na educação.</p>



<p>Em 2018 findou o <strong>bônus demográfico</strong> quando a taxa de crescimento da população total passa a ser maior que a da população em idade ativa.</p>



<p>Com o fim do bônus demográfico, a única forma de aumentar a renda <em>per capita</em> do Brasil nas próximas décadas será por meio da elevação da produtividade do trabalhador. Pois não aproveitamos a oportunidade de aumentar a nossa renda <em>per-capita</em> pelo bônus demográfico.&nbsp; <strong>Perdemos mais essa oportunidade</strong>, confirmando o que diz a frase citada, no início.</p>



<p><strong>Referências</strong></p>



<p><strong>Afonso</strong> – José Francisco. <strong>Souza</strong> – Juliana Damasceno. <em>Revista Conjuntura Econômica</em>, fevereiro, 2019, p. 26/30. Previdência sem Providência.</p>



<p><strong>BANCO CENTRAL DO BRASIL</strong>.NFSP. Disponível em IPEA: https://www.bcb.gov.br/estatisticas/tabelas especiais</p>



<p>Para DLSP e DLGG – Estatísticas. Tabelas Especiais</p>



<p><strong>Giambia</strong>gi, Fabio; <strong>Villela</strong>, André; <strong>Castro,</strong> Lavínia Barros de; e<strong> Hermann</strong>, Jennifer. <strong><em>Economia Brasileira Contemporânea</em> </strong>[1945 – 2010]. Rio de Janeiro: Elsevier, 2011.</p>



<p><strong>PASTORE</strong> – Afonso Celso. <em>Erros do Passado e Soluções para o Futuro</em>. Editora Shwarcz S.A. São Paulo – SP, 2021.</p>



<p><strong>Santos</strong>, Darcy Francisco Carvalho dos. <strong><em>Déficit Estrutural do Brasil</em></strong>. Disponível no endereço a seguir: <a href="http://financasrs.com.br/2022/12/03/deficit-estrutural-brasileiro/">&nbsp;(financasrs.com.br)</a></p>



<p><strong>NOTA:</strong> Demais obras e textos consultados constam na publicação do mesmo autor, <em>Déficit estrutural do Brasil</em>, referida acima.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://darcyfrancisco.com.br/2023/02/19/brasil-a-foto-e-o-filme/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Ausência de uma visão holística</title>
		<link>https://darcyfrancisco.com.br/2020/07/09/ausencia-de-uma-visao-holistica/</link>
					<comments>https://darcyfrancisco.com.br/2020/07/09/ausencia-de-uma-visao-holistica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2020 13:51:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Leitura rápida]]></category>
		<category><![CDATA[Coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[PIB]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://financasrs.com.br/?p=9176</guid>

					<description><![CDATA[Toda a sociedade brasileira está passando por essa tragédia sanitária provocada pela covid-19, com um saldo de mais de 1.600 mil ocorrências e 65 mil mortes (em 5/7/2020). Por isso, a saúde deve ser a nossa primeira preocupação, mas não podemos esquecer da economia, cuja queda &#160;significa menos produção, menos emprego e renda e menor [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Toda a sociedade brasileira está passando por essa tragédia sanitária provocada pela covid-19, com um saldo de mais de 1.600 mil ocorrências e 65 mil mortes (em 5/7/2020).</p>
<p>Por isso, a saúde deve ser a nossa primeira preocupação, mas não podemos esquecer da economia, cuja queda &nbsp;significa menos produção, menos emprego e renda e menor arrecadação de tributos. No final, teremos menos recursos para a saúde também.</p>
<p>De 2011 a 2019 o PIB nacional cresceu apenas 6,5%. Como para 2020 está prevista uma queda igualmente de 6,5%, isso significa que neste ano estaremos com o mesmo PIB de 2010 e a população 8,5% maior. Portanto, estaremos 8,5% mais pobres, ou 9,1% segundo a previsão do FMI.</p>
<p>O governo federal, a exemplo de outros países fez a sua parte, no tocante à distribuição de recursos, para empresas, pessoas necessitadas e para os demais entes federados. E é bom que se diga que, talvez, nenhum país esteja recém saindo (se é que se pode dizer assim) de uma das maiores recessões de sua história.</p>
<p>A ajuda financeira a estados e municípios, considerando a suspensão do pagamento das dívidas, &nbsp;alcançou R$ 120 bilhões. A metade desse valor está sendo repassada em dinheiro, sendo R$ 37 aos estados e 23 bilhões aos municípios. Os estados&nbsp; receberão os valores líquidos. Por isso, não haverá distribuição aos municípios.</p>
<p>Mas, agora há um projeto na Câmara Federal, &nbsp;de n° 3165/2000, para repassar ao Fundo Nacional de Educação (FNDE),&nbsp; a importância de R$ 31 bilhões, destinada a estados e municípios para aplicar na educação básica. Certamente pelo apelo popular da medida, será aprovada por ampla maioria. Nada contra a medida em si, pelo seu alto alcance social.</p>
<p>No entanto, é bom que se mostre a real situação das contas públicas, exposta pelo secretário Mansueto de Almeida, em entrevista recente. O país que vinha reduzindo seu déficit fiscal, deverá passar de um déficit primário de R$ 61 bilhões em 2019 para R$ 828,6 bilhões, indo de 0,9% para 12% do PIB. O déficit nominal, se mantidos os juros de 2019, irá para 17% do PIB. A dívida pública bruta deverá alcançar 100% do PIB.</p>
<p>Em valor, o citado déficit nominal deverá alcançar&nbsp; R$ 1,2 trilhão. Colocando todos os algarismos é assustador: R$ 1.200.000.000.000,00, só num ano.</p>
<p>Por tudo isso está faltando aos senhores deputados uma &nbsp;visão holística da realidade do país.</p>
<p>Publicado no Jornal do Comércio em 9/7/2020. Par ler no jornal clique <a href="https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/opiniao/2020/07/746881-ausencia-de-uma-visao-holistica.html">aqui.</a></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://darcyfrancisco.com.br/2020/07/09/ausencia-de-uma-visao-holistica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A realidade escondida</title>
		<link>https://darcyfrancisco.com.br/2014/07/18/a-realidade-escondida/</link>
					<comments>https://darcyfrancisco.com.br/2014/07/18/a-realidade-escondida/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Jul 2014 12:18:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Leitura rápida]]></category>
		<category><![CDATA[Finanças públicas]]></category>
		<category><![CDATA[PIB]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://financasrs.com.br/2014/07/18/a-realidade-escondida/</guid>

					<description><![CDATA[Decisões políticas do atual governo estão transformando em insustentável a situação financeira do Estado. O resultado primário, que é a poupança para pagar a dívida, depois de alcançar, em valores atuais, R$ 2,8 bilhões em 2008, caiu para R$ 623 milhões em 2013, devendo se transformar num déficit próximo a R$ 1 bilhão no ano [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://3.bp.blogspot.com/-Dnp5vz44hPQ/U9EcMSwpWVI/AAAAAAAAAgo/d9DbXKbvKQs/s1600/mao_ZH.PNG"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="http://3.bp.blogspot.com/-Dnp5vz44hPQ/U9EcMSwpWVI/AAAAAAAAAgo/d9DbXKbvKQs/s1600/mao_ZH.PNG" width="320" height="220" border="0" /></a></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"></div>
<p>Decisões políticas do atual governo estão transformando em insustentável a situação financeira do Estado. O resultado primário, que é a poupança para pagar a dívida, depois de alcançar, em valores atuais, R$ 2,8 bilhões em 2008, caiu para R$ 623 milhões em 2013, devendo se transformar num déficit próximo a R$ 1 bilhão no ano corrente, segundo dados oficiais do próprio governo.</p>
<p>O gasto com pessoal deverá ultrapassar 70% da receita líquida no próximo período governamental, tendo como causa a concessão de reajustes salariais a categorias representativas de servidores, muitos até novembro de 2018, em percentuais bem superiores ao do crescimento provável da receita. Tudo isso, sem pagar o piso do magistério, formando, em decorrência, grande passivo trabalhista.</p>
<p>O déficit de caixa médio anual previsto para o próximo governo será bem superior a R$ 4 bilhões e o cheque especial, chamado “caixa único”, estará raspado até o final do ano. Só dos depósitos judiciais que nem pertencem ao Estado foram sacados pelo atual governo R$ 5,1 bilhões. Embora constando dos relatórios da Secretaria da Fazenda, essas evidências não aparecem no discurso oficial. A estratégia política encontrada é se refugiar em números de crescimentos conjunturais do PIB estadual – que nada tem a ver com as ações do governo estadual &#8211; e da “atração de investimentos”, descolando-se do drama fiscal que se avizinha.</p>
<p>Seja quem for, o próximo governador, ele terá enorme dificuldade para manter a folha de pagamento em dia e cumprir os reajustes salarias já concedidos. Isso sem falar na recuperação dos investimentos e da melhoria dos serviços públicos, sabidamente insuficientes e de baixa qualidade.</p>
<p>Mantida a atual política financeira, não haverá outro caminho a não ser vender ativos públicos ou elevar a carga tributária, medidas que manteriam os políticos gaúchos no autoengano, de gastar mais do que se pode. Enquanto não mudar essa mentalidade, não haverá solução definitiva para o RS.</p>
<p><a style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;" href="http://wp.clicrbs.com.br/opiniaozh/2014/07/18/artigo-a-realidade-escondida/?topo=13,1,1,,,13" target="_new" rel="noopener noreferrer"><img decoding="async" src="http://2.bp.blogspot.com/-ggtDA2wquZQ/U3aLk6Ej_HI/AAAAAAAAAfM/1cfXFBy6s1I/s1600/Screen+Shot+05-16-14+at+07.04+PM.PNG" width="50" height="33" border="0" /></a>Publicado na <a href="http://wp.clicrbs.com.br/opiniaozh/2014/07/18/artigo-a-realidade-escondida/?topo=13,1,1,,,13" target="_new" rel="noopener noreferrer">Zero Hora</a> de 18/07/2014.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://darcyfrancisco.com.br/2014/07/18/a-realidade-escondida/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Aplicação de 10% do PIB em educação: uma lei para não ser cumprida</title>
		<link>https://darcyfrancisco.com.br/2014/06/04/aplicacao-de-10-do-pib-em-educacao-uma-lei-para-nao-ser-cumprida/</link>
					<comments>https://darcyfrancisco.com.br/2014/06/04/aplicacao-de-10-do-pib-em-educacao-uma-lei-para-nao-ser-cumprida/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Jun 2014 16:50:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Leitura rápida]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Finanças públicas]]></category>
		<category><![CDATA[PIB]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://financasrs.com.br/2014/06/04/aplicacao-de-10-do-pib-em-educacao-uma-lei-para-nao-ser-cumprida/</guid>

					<description><![CDATA[Transcrevo a seguir o artigo publicado na Zero Hora de 05/07/2012, sob o título  &#8220;Mais uma lei só para o papel&#8221; e também o cálculo que demonstra matematicamente essa impossibilidade. O legislador brasileiro pensa que, ao aumentar a destinação de recursos orçamentários, automaticamente estará aumentando a capacidade de investimentos do governo, como se dinheiro pudesse [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">Transcrevo a seguir o artigo publicado na Zero Hora de 05/07/2012, sob o título  &#8220;<strong>M</strong><b>ais uma lei só para o papel&#8221; </b>e também o cálculo que demonstra matematicamente essa impossibilidade.</span><br />
<span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"><br />
</span><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">O legislador brasileiro pensa que, ao aumentar a destinação de recursos orçamentários, automaticamente estará aumentando a capacidade de investimentos do governo, como se dinheiro pudesse ser criado por mera disposição legal. A lei é somente uma precondição para que se possam realizar as coisas na administração pública, mas é só isso.</p>
<p>Com base nessa crença criam-se leis vinculadas à receita, cujos percentuais somados às despesas obrigatórias excedem, em muitas vezes, a 100% da receita líquida, como acontece no RS e na própria União, que precisa desvincular os recursos da seguridade social para que isso não aconteça.</p>
<p>É o caso agora do Plano Nacional de Educação – II PNE (2011-2020) recentemente aprovado pela Câmara Federal, elevando a aplicação de recursos em educação dos atuais 5% para 10% do PIB, três pontos acima da intenção do governo, que era de 7%.<br />
Não se discute o mérito dessa medida, porque não se questiona a necessidade de ampliar os recursos para a educação, que é a base do desenvolvimento. O que se questiona é a eficácia dessa lei, que poderá ser mais uma enganação, porque a maioria dos estados e municípios não consegue pagar nem o piso do magistério.</p>
<p>Em primeiro lugar, a lei não tem caráter impositivo, é apenas um plano de intenções e metas, sem definir qual a participação de cada ente da federação. A meta 20 do PNE, que trata dos recursos, faz referência ao pré-sal, que é um recurso que está ainda no fundo mar, há 7 mil metros de profundidade.</p>
<p>O mais agrave ainda é que não se trata só de aumentar o valor dos recursos para a educação, mas o percentual do PIB, cujos tributos lhe consomem hoje 35%. Então, para aumentar 5 pontos na educação, tem-se que tirar esse valor de outro lugar ou aumentar a carga tributária, que já é alta demais.</p>
<p>O Brasil é um país que gasta excessivamente com previdência, em torno de 11% a 12% de seu PIB, o mesmo que gastam países como Reino Unido, Holanda e Espanha, que têm o triplo da população em idade acima de 60 anos. Só em pensão por morte gasta em torno de 3%, quando dos países da OCDE despendem 0,8%. Mas a maioria não concorda em mudar isso.</p>
<p>Mantidos constantes os outros gastos, necessitaria aumentar o PIB em 20% em termos reais, o que seria justo, mas talvez improvável.</p>
<p>Por tudo isso, é bem provável que seja mais uma lei só para ficar no papel.</p>
<p>Publicado na Zero Hora de 05/07/2012.</span></p>
<div><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"> </span></div>
<div style="background: white; line-height: 13.8pt; text-align: justify; text-indent: 21.3pt; margin: 0cm 7.0pt 0cm 42.55pt;"><b><span style="color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"> </span></b></div>
<div style="background: white; line-height: 13.8pt; text-align: justify; text-indent: 21.3pt; margin: 0cm 7.0pt 0cm 42.55pt;"><b><span style="color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; mso-bidi-font-size: 12.0pt;">Cálculo demonstrativo</span></b></div>
<div style="background: white; line-height: 13.8pt; text-align: justify; text-indent: 21.3pt; margin: 0cm 7.0pt 0cm 42.55pt;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"> </span></div>
<div style="background: white; line-height: 13.8pt; text-align: justify; text-indent: 21.3pt; margin: 0cm 7.0pt 0cm 42.55pt;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"><b><span style="color: #333333; mso-bidi-font-size: 12.0pt;">Aumento necessário do PIB para cumprir os 10% em educação.</span></b></span></div>
<div style="background: white; line-height: 13.8pt; text-align: justify; text-indent: 21.3pt; margin: 0cm 7.0pt 0cm 42.55pt;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"> </span></div>
<div style="background: white; line-height: 13.8pt; text-align: justify; text-indent: 21.3pt; margin: 0cm 7.0pt 0cm 42.55pt;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"><span style="color: #333333; mso-bidi-font-size: 12.0pt;">CT = 35  </span></span></div>
<div style="background: white; line-height: 13.8pt; text-align: justify; text-indent: 21.3pt; margin: 0cm 7.0pt 0cm 42.55pt;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"><span style="color: #333333; mso-bidi-font-size: 12.0pt;">CE =5</span></span></div>
<div style="background: white; line-height: 13.8pt; text-align: justify; text-indent: 21.3pt; margin: 0cm 7.0pt 0cm 42.55pt;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"><b><span style="color: #333333; mso-bidi-font-size: 12.0pt;">Onde</span></b><span style="color: #333333; mso-bidi-font-size: 12.0pt;">:</span></span></div>
<div style="background: white; line-height: 13.8pt; text-align: justify; text-indent: 21.3pt; margin: 0cm 7.0pt 0cm 42.55pt;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"><b><span style="color: #333333; mso-bidi-font-size: 12.0pt;">CT</span></b><span style="color: #333333; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"> = carga tributária</span></span></div>
<div style="background: white; line-height: 13.8pt; text-align: justify; text-indent: 21.3pt; margin: 0cm 7.0pt 0cm 42.55pt;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"><b><span style="color: #333333; mso-bidi-font-size: 12.0pt;">CE</span></b><span style="color: #333333; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"> = carga tributária destinada à educação</span></span></div>
<div style="background: white; line-height: 13.8pt; text-align: justify; text-indent: 21.3pt; margin: 0cm 7.0pt 0cm 42.55pt;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"><span style="color: #333333; mso-bidi-font-size: 12.0pt;">Então, nos 35%, se 5% já são destinados à educação, 30% já são destinados às demais finalidades, nos três níveis de governo.</span></span></div>
<div style="background: white; line-height: 13.8pt; text-align: justify; text-indent: 21.3pt; margin: 0cm 7.0pt 0cm 42.55pt;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"><span style="color: #333333; mso-bidi-font-size: 12.0pt;">Então:</span></span></div>
<div style="background: white; line-height: 13.8pt; text-align: justify; text-indent: 21.3pt; margin: 0cm 7.0pt 0cm 42.55pt;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"><span style="color: #333333; mso-bidi-font-size: 12.0pt;">PIB = 100</span></span></div>
<div style="background: white; line-height: 13.8pt; text-align: justify; text-indent: 21.3pt; margin: 0cm 7.0pt 0cm 42.55pt;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"><span style="color: #333333; mso-bidi-font-size: 12.0pt;">CE = 10% PIB</span></span></div>
<div style="background: white; line-height: 13.8pt; text-align: justify; text-indent: 21.3pt; margin: 0cm 7.0pt 0cm 42.55pt;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"><span style="color: #333333; mso-bidi-font-size: 12.0pt;">CT = 30 + 0,10 PIB</span></span></div>
<div style="background: white; line-height: 13.8pt; text-align: justify; text-indent: 21.3pt; margin: 0cm 7.0pt 0cm 42.55pt;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"><span style="color: #333333; mso-bidi-font-size: 12.0pt;">CT = 0,35 PIB (mantida a atual)</span></span></div>
<div style="background: white; line-height: 13.8pt; text-align: justify; text-indent: 21.3pt; margin: 0cm 7.0pt 0cm 42.55pt;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"><span style="color: #333333; mso-bidi-font-size: 12.0pt;">Igualando as equações, tem-se:</span></span></div>
<div style="background: white; line-height: 13.8pt; text-align: justify; text-indent: 21.3pt; margin: 0cm 7.0pt 0cm 42.55pt;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"><span style="color: #333333; mso-bidi-font-size: 12.0pt;">30 + 0,10 PIB = 0,35 PIB</span></span></div>
<div style="background: white; line-height: 13.8pt; text-align: justify; text-indent: 21.3pt; margin: 0cm 7.0pt 0cm 42.55pt;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"><span style="color: #333333; mso-bidi-font-size: 12.0pt;">0,35 PIB – 0,10 PIB = 30</span></span></div>
<div style="background: white; line-height: 13.8pt; text-align: justify; text-indent: 21.3pt; margin: 0cm 7.0pt 0cm 42.55pt;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"><span style="color: #333333; mso-bidi-font-size: 12.0pt;">0,25 PIB = 30</span></span></div>
<div style="background: white; line-height: 13.8pt; text-align: justify; text-indent: 21.3pt; margin: 0cm 7.0pt 0cm 42.55pt;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"><span style="color: #333333; mso-bidi-font-size: 12.0pt;">PIB = 30/0,25 = 120</span></span></div>
<div style="background: white; line-height: 13.8pt; text-align: justify; text-indent: 21.3pt; margin: 0cm 7.0pt 0cm 42.55pt;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"><span style="color: #333333; mso-bidi-font-size: 12.0pt;">Então:</span></span></div>
<div style="background: white; line-height: 13.8pt; text-align: justify; text-indent: 21.3pt; margin: 0cm 7.0pt 0cm 42.55pt;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"><span style="color: #333333; mso-bidi-font-size: 12.0pt;">100 para 120 = 20%</span></span></div>
<div style="background: white; line-height: 13.8pt; text-align: justify; text-indent: 21.3pt; margin: 0cm 7.0pt 0cm 42.55pt;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"><span style="color: #333333; mso-bidi-font-size: 12.0pt;">Conclusão:</span></span></div>
<div style="background: white; line-height: 13.8pt; text-align: justify; text-indent: 21.3pt; margin: 0cm 7.0pt 0cm 42.55pt;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"><span style="color: #333333; mso-bidi-font-size: 12.0pt;">Para  aumentar 5% do PIB em educação (5% para 10%), sem reduzir outros itens,  será preciso aumentar 20% o PIB, o que levaria anos e nesse período todos os demais itens teriam que ser <b>congelados</b>.  Com isso, <b>sua relação com o PIB decresceria</b> e possibilitaria aumentar a educação.</span></span></div>
<div style="background: white; line-height: 13.8pt; text-align: justify; text-indent: 21.3pt; margin: 0cm 7.0pt 0cm 42.55pt;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"><span style="color: #333333; mso-bidi-font-size: 12.0pt;">Como isso será possível esse congelamento,  se:</span></span></div>
<div style="background: white; line-height: 13.8pt; text-align: justify; text-indent: -18.0pt; margin: 0cm 7.0pt 0cm 42.55pt;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"><span style="color: #333333; mso-bidi-font-size: 12.0pt;">a)</span><span style="color: #333333; font-size: 7.0pt;">    </span><span style="color: #333333; mso-bidi-font-size: 12.0pt;">Na previdência, os beneficiários crescem entre 3% e 4% ao ano;</span></span></div>
<div style="background: white; line-height: 13.8pt; text-align: justify; text-indent: -18.0pt; margin: 0cm 7.0pt 0cm 42.55pt;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"><span style="color: #333333; mso-bidi-font-size: 12.0pt;">b)</span><span style="color: #333333; font-size: 7.0pt;">    </span><span style="color: #333333; mso-bidi-font-size: 12.0pt;">Na assistência social, o crescimento dos beneficiários é de 6 a 7%;</span></span></div>
<div style="background: white; line-height: 13.8pt; text-align: justify; text-indent: -18.0pt; margin: 0cm 7.0pt 0cm 42.55pt;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"><span style="color: #333333; mso-bidi-font-size: 12.0pt;">c)</span><span style="color: #333333; font-size: 7.0pt;">    </span><span style="color: #333333; mso-bidi-font-size: 12.0pt;">A infraestrutura em termos de estradas, portos, aeroportos, tudo precisa de mais recursos;</span></span></div>
<div style="background: white; line-height: 13.8pt; text-align: justify; text-indent: -18.0pt; margin: 0cm 7.0pt 0cm 42.55pt;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"><span style="color: #333333; mso-bidi-font-size: 12.0pt;">d)</span><span style="color: #333333; font-size: 7.0pt;">    </span><span style="color: #333333; mso-bidi-font-size: 12.0pt;">A saúde necessita de recursos adicionais, etc.</span></span></div>
<div style="background: white; line-height: 13.8pt; text-align: justify; text-indent: -18.0pt; margin: 0cm 7.0pt 0cm 42.55pt;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"><span style="color: #333333; mso-bidi-font-size: 12.0pt;">e)</span><span style="color: #333333; font-size: 7.0pt;">    </span><span style="color: #333333; mso-bidi-font-size: 12.0pt;">Muitas despesas crescem de acordo com a receita (que acompanha o PIB), como: as transferências aos entes subnacionais, as aplicações em saúde e educação pelos Estados e Municípios e o pagamento do acordo da dívida com a União.</span></span></div>
<div style="background: white; line-height: 13.8pt; text-align: justify; text-indent: 21.3pt; margin: 0cm 7.0pt 0cm 42.55pt;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"><span style="color: #333333; mso-bidi-font-size: 12.0pt;">A redução de despesa para possibilitar esse aumento é possível, mas demorada e com alto custo político, como é o caso da reforma da previdência, com aumento da idade mínima para as aposentadorias especiais (mulheres, professores, servidores da  segurança pública e militares) e com alteração nos critérios de concessão de pensões.</span></span></div>
<div style="background: white; line-height: 13.8pt; text-align: justify; text-indent: 21.3pt; margin: 0cm 7.0pt 0cm 42.55pt;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"><span style="color: #333333; mso-bidi-font-size: 12.0pt;">O único item que decresce são as matrículas e é este espaço que deve ser utilizado para aumentar os recursos “per-capita” para a educação.</span></span></div>
<div style="background: white; line-height: 13.8pt; text-align: justify; text-indent: 21.3pt; margin: 0cm 7.0pt 0cm 42.55pt;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"> </span></div>
<div style="background: white; line-height: 13.8pt; text-align: justify; text-indent: 21.3pt; margin: 0cm 7.0pt 0cm 42.55pt;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"><b><span style="color: #333333; mso-bidi-font-size: 12.0pt;">Conclusão:</span></b></span></div>
<div style="background: white; line-height: 13.8pt; text-align: justify; text-indent: 21.3pt; margin: 0cm 7.0pt 0cm 42.55pt;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"><span style="color: #333333; mso-bidi-font-size: 12.0pt;">Não havendo redução de outras despesas, o aumento de qualquer percentual de despesa em função do PIB sem aumentar a carga tributária  só seria  possível  congelando os demais itens, o que significa sua redução em termos de participação na carga tributaria. No caso em tela, a participação dos demais itens passaria para 25% (30/120).</span></span></div>
<div style="background: white; line-height: 13.8pt; text-align: justify; text-indent: 21.3pt; margin: 0cm 7.0pt 0cm 42.55pt;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"><span style="color: #333333; mso-bidi-font-size: 12.0pt;">Dito de outra forma,  para aumentar a participação da educação sem que reduza a participação dos demais itens, <b>só aumentando a carga tributária</b>.</span></span></div>
<div style="background: white; line-height: 13.8pt; text-align: justify; text-indent: 21.3pt; margin: 0cm 7.0pt 0cm 42.55pt;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"> </span></div>
<div style="background: white; line-height: 13.8pt; text-align: center; text-indent: 21.3pt; margin: 0cm 7.0pt 0cm 42.55pt;" align="center"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"><span style="color: #333333; mso-bidi-font-size: 12.0pt;">Porto Alegre, 30 de junho de 2013.</span></span></div>
<div style="background: white; line-height: 13.8pt; text-align: center; text-indent: 21.3pt; margin: 0cm 7.0pt 0cm 42.55pt;" align="center"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"><span style="color: #333333; mso-bidi-font-size: 12.0pt;">Darcy Francisco Carvalho dos Santos</span></span></div>
<div style="background: white; line-height: 13.8pt; text-align: center; text-indent: 21.3pt; margin: 0cm 7.0pt 0cm 42.55pt;" align="center"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"><span style="color: #333333; mso-bidi-font-size: 12.0pt;">Economista.</span></span></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="margin: 0cm 7.0pt 0cm 42.55pt;"></div>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://darcyfrancisco.com.br/2014/06/04/aplicacao-de-10-do-pib-em-educacao-uma-lei-para-nao-ser-cumprida/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A economia e as contas públicas não vão bem</title>
		<link>https://darcyfrancisco.com.br/2014/02/27/a-economia-e-as-contas-publicas-nao-vao-bem/</link>
					<comments>https://darcyfrancisco.com.br/2014/02/27/a-economia-e-as-contas-publicas-nao-vao-bem/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Feb 2014 14:20:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Leitura rápida]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[PIB]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://financasrs.com.br/2014/02/27/a-economia-e-as-contas-publicas-nao-vao-bem/</guid>

					<description><![CDATA[O PIB braseiro entre 1995 e 2002 cresceu mais ou menos igual ao da América Latina, mas menos que o do mundo. Entre 2003-2010 foram iguais, tanto o crescimento do PIB brasileiro como o da América Latina, que cresceram mais que o do mundo. A partir de 2011 o PIB brasileiro passou a crescer a [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">O PIB braseiro entre 1995 e 2002 cresceu mais ou menos igual ao da América Latina, mas menos que o do mundo. Entre 2003-2010 foram iguais, tanto o crescimento do PIB brasileiro como o da América Latina, que cresceram mais que o do mundo. A partir de 2011 o PIB brasileiro passou a crescer a uma taxa média que representa a metade da América Latina e bem menor que a do mundo. </span></div>
<div style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">A carga tributária aumentou de 17,40% do PIB em 1960 para 37,13% em 2012 (35,85%, segundo a Receita Federal). A participação da União (56,9%)  manteve-se mais ou menos estável, com leve declínio, embora tenha aumentado sua parcela em relação ao PIB, de 10,4% para 21,14%. </span></div>
<div style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">Com essa participação no PIB nacional, a União consegue investir pouco mais de 1% do PIB e pagar a metade dos juros da dívida, porque seus gastos primários expandem-se sem cessar, passando de 13,71% do PIB em 1991 para 22,92% em 2013. </span></div>
<div style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">O superávit primário, que a poupança para pagar a dívida, apresentou sensível declínio nos últimos dois anos, mesmo ajudado por receitas extras e contabilidade criativa. O resultado mensal em 12 meses passou de 2,4% do PIB em janeiro/2012 para 1,6% em dezembro/2014, percentual esse que baixa para 0,9%, quando se retira as receitas extras. Isso fez o governo federal segurar  da alteração do acordo da dívida dos estados e municípios ou desistir dele. </span></div>
<div style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">Isso decorre de um crescimento muito maior das despesas do que da receita, que sofre os efeitos do baixo crescimento da economia. </span></div>
<div style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">O baixo superávit primário, aliado ao aumento da taxa Selic e às operações de crédito com juros subsidiados estão elevando o valor da dívida pública, que entre 2010 e 2013 cresceu 14,3% no valor bruto. </span></div>
<div style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">Mas o grande problema brasileiro, como dos Estados e também dos municípios é o previdenciário, tanto no serviço público, como no Regime Geral. O déficit do Regime Próprio dos Servidores federal, que alcança em torno de um milhão de beneficiário,  é maior que do Regime Geral, que beneficia 27 milhões. O problema está é no crescimento, porque enquanto o primeiro cresce a uma taxa de 1,9% o segundo cresce  a 6,17% tomado como base o ano de 2000.</span></div>
<div style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">As últimas reformas da previdência fizeram algumas modificações importantes, principalmente no setor público, mas deixaram algumas lacunas, como a manutenção das regras vigentes para os atuais servidores, a precocidade das aposentadorias e a generosidade das pensões. Como fator agravante, passamos por um envelhecimento acentuado da população.</span></div>
<div style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">As contas externas estão se deteriorando, com a redução do resultado comercial,  que está contribuindo para o alto déficit em transações correntes, que em 2013 pela primeira vez desde 2003, superou o valor do ingresso de capital, gerando déficit no balanço de pagamentos. As reservas, porém, são bastante altas, de quase R$ 400 bilhões.</span></div>
<div style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">Outro problema sério é a Petrobrás, com redução de lucros, aumento de endividamento. Mesmo que tenham ocorrido aumentos de combustíveis acima da inflação, os preços continuam insuficientes para cobrir a diferença  da parte  que é importada. </span></div>
<div style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">Os combustíveis não sobem mais porque estão sendo usados como meio de combate à inflação, que caso eles fossem reajustados adequadamente  superaria o teto da meta, que é 6,5%.</span></div>
<div style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">O nível de emprego é o principal fator positivo na atual conjuntura, mas se deve principalmente à transição demográfica e, segundo alguns economistas,  à preferência dos jovens em se manterem fora da população economicamente ativa,  para estudarem ou simplesmente por ficarem na dependência dos pais, cuja  renda maior está possibilitando  isso. </span></div>
<div style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"></div>
<div style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;"> Par ler o texto completo em pdf clique <b><a href="http://financasrs.com.br/arquivos/A%20economia%20nao%20vai%20bem.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer">AQUI</a>. </b></span></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="line-height: 150%; text-align: center; text-indent: 21.3pt;" align="center"></div>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://darcyfrancisco.com.br/2014/02/27/a-economia-e-as-contas-publicas-nao-vao-bem/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Porque Mantega segurou a renegociação (artigo ZH)</title>
		<link>https://darcyfrancisco.com.br/2013/11/26/porque-mantega-segurou-a-renegociacao-artigo-zh/</link>
					<comments>https://darcyfrancisco.com.br/2013/11/26/porque-mantega-segurou-a-renegociacao-artigo-zh/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Nov 2013 09:20:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Leitura rápida]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[PIB]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://financasrs.com.br/2013/11/26/porque-mantega-segurou-a-renegociacao-artigo-zh/</guid>

					<description><![CDATA[A notícia de que o governo federal não se empenhará mais para aprovação das mudanças no acordo da dívida dos estados e municípios caiu como um balde de água fria nos planos de investimento dessas unidades federadas, especialmente em nosso Estado. Na realidade, o que está por trás dessa mudança de atitude do Ministro é [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center;" align="center"></div>
<div style="margin-bottom: 9.6pt; mso-add-space: auto; text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"><span style="font-size: 12pt;">A notícia de que o governo federal não se empenhará mais para aprovação das mudanças no acordo da dívida dos estados e municípios caiu como um balde de água fria nos planos de investimento dessas unidades federadas, especialmente em nosso Estado. </span></div>
<div style="text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"><span style="font-size: 12pt;">Na realidade, o que está por trás dessa mudança de atitude do Ministro é uma série de fatos no tocante à economia nacional. </span><span style="font-size: 12.0pt;">O principal deles são as contas públicas federais que vêm se deteriorando. As despesas crescem num ritmo muito superior ao das receitas, que sofrem a influência do baixo crescimento do PIB. No corrente exercício, em termos reais, as receitas cresceram 1,7% e as despesas, 6,7%.</span></div>
<div style="text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"><span style="font-size: 12.0pt;">No acumulado de 12 meses, em setembro, o superávit primário do Governo Central foi de 2,4% do PIB em 2011, decrescendo para 1,69% em 2002 e para 1,23% em 2013. O superávit primário, que é a poupança para pagar os juros da dívida, correspondeu deles apenas 58,3%, 48,1% e 33,1%, respectivamente, nos períodos citados, incorporando à dívida a parte não paga.</span></div>
<div style="text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"><span style="font-size: 12.0pt;">Além disso, esse superávit vem sendo inflado por uma série de truques contábeis que se convencionou chamar de contabilidade criativa, que está minando a confiança nas contas públicas. </span></div>
<div style="text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"><span style="font-size: 12.0pt;">O governo federal autorizou novas operações de crédito aos já endividados Estados, na ordem de R$ 89 bilhões, para cuja realização, em muitos casos, dependem de espaço fiscal que as mudanças em causa propiciariam. Como isso significa mais endividamento e mais despesas para os estados, não foi bem visto pelo mercado. </span></div>
<div style="text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"><span style="font-size: 12.0pt;">A inflação vem sendo segurada de forma artificial, como ocorre com a contenção dos preços dos combustíveis e como ocorreu com a redução das tarifas de energia elétrica na antecipação da renovação dos contratos das concessionárias, entre outros casos. Não fosse isso, ela estaria num patamar bem superior. </span></div>
<div style="text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"><span style="font-size: 12.0pt;">O déficit em transações correntes está crescendo muito, alcançando em 12 meses US$ 82 bilhões ou 3,67% do PIB.</span></div>
<div style="text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"><span style="font-size: 12.0pt;">Diante de tantas práticas e situações adversas, o mercado passou a ver o Brasil com olhos diferentes, reduzindo a confiança até então existente. </span></div>
<div style="text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"><span style="font-size: 12.0pt;">Talvez o Ministro Mantega tenha feito uma retirada estratégica, mesmo em prejuízo de seu aliado e maior beneficiário, o Prefeito de São Paulo. Como o essa mudança tem origem em seu próprio Ministério, espera-se que ele a retome oportunamente. </span></div>
<div style="text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"><span style="font-size: 12.0pt;"> </span></div>
<div style="text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"><span style="font-size: 12.0pt;"> </span></div>
<div style="text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"><span style="font-size: 12.0pt;"><i><b>Publicado na Zero Hora de 26/11/2013</b></i></span></div>
<p>&nbsp;</p>
<div>
<p><!-- [if !supportFootnotes]--></p>
<hr align="left" size="1" width="33%" />
<p><!--[endif]--></p>
<div></div>
</div>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://darcyfrancisco.com.br/2013/11/26/porque-mantega-segurou-a-renegociacao-artigo-zh/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O mito do Pibão</title>
		<link>https://darcyfrancisco.com.br/2013/09/12/o-mito-do-pibao/</link>
					<comments>https://darcyfrancisco.com.br/2013/09/12/o-mito-do-pibao/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Sep 2013 16:06:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Leitura rápida]]></category>
		<category><![CDATA[Finanças públicas]]></category>
		<category><![CDATA[PIB]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://financasrs.com.br/2013/09/12/o-mito-do-pibao/</guid>

					<description><![CDATA[O governo estadual acaba de anunciar, com grande pompa, o extraordinário crescimento do PIB estadual no segundo trimestre do corrente ano, o que, de fato merece comemoração. Sobre o mesmo período do ano anterior, o crescimento foi de 15%, sendo 3,9% da indústria, 3,4% nos serviços e 111,7% na agropecuária. Já, nos últimos quatro trimestres [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;">O governo estadual acaba de anunciar, com grande pompa, o extraordinário crescimento do PIB estadual no segundo trimestre do corrente ano, o que, de fato merece comemoração. Sobre o mesmo período do ano anterior, o crescimento foi de 15%, sendo 3,9% da indústria, 3,4% nos serviços e 111,7% na agropecuária. Já, nos últimos quatro trimestres sobre igual período anterior, o crescimento foi de 4,4% para o PIB, -1,1% para a indústria, 2,4% para os serviços e 42,9% para a agropecuária.</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;">Na realidade, a causa disso está no sucesso da agropecuária que, mesmo representando pouco mais de 10% do PIB estadual, o complexo industrial a ela ligado atinge perto de 30%. <span style="text-indent: 21.3pt;">A economia do RS depende muito da agropecuária. Quando ocorrem secas, o PIB reduz-se, chegando a ser negativo, como aconteceu no ano passado, quando a agropecuária caiu 46,4%. No segundo trimestre daquele ano foi negativo, na ordem de 6,8%, o que também explica o alto crescimento deste ano, que incidiu sobre uma base deprimida.</span></div>
<div style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"></div>
<div style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"></div>
<div style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;">Os governadores ficam numa posição muito favorável nessa situação. Quando o PIB não cresce ou cai, a culpa é de São Pedro ou do comércio internacional. Quanto o crescimento ocorre, o mérito é deles.</div>
<div style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"></div>
<div style="text-align: justify; text-indent: 18.0pt;">A verdade é que o governo da ocasião não tem muita influência no crescimento do PIB estadual, que vai depender muito mais da taxa de câmbio, dos preços internacionais, das condições climáticas, especialmente num Estado, como o nosso, com grande participação do agronegócio. Sua influência maior está no enfrentamento do problema climático onde é possível à atividade humana e no crédito, subsidiariamente.</div>
<div style="text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"></div>
<div style="text-align: justify; text-indent: 18.0pt;">No longo prazo, no entanto, a ação dos governos pode ser marcante, na ampliação e melhora da infraestrutura, na melhoria da qualidade da educação e da saúde e na atração de investimentos.</div>
<div style="text-align: justify; text-indent: 18.0pt;">Uma prova disso foi o Governo de Leonel Brizola (1959-1962), considerado pela maioria como o melhor período governamental dos últimos 50 anos. Nele, a taxa média do PIB estadual foi de 4,9%, pouco mais da metade da do PIB nacional, que foi de 7,7%.</div>
<div style="text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"></div>
<div style="text-align: justify; text-indent: 18.0pt;">Brizola não fez crescer tanto o PIB de sua época, mas as obras que fez e as ações que desenvolveu estão refletindo até hoje no crescimento do PIB estadual. Por isso, os eventuais crescimentos do PIB não são indicadores adequados para avaliar governos, mas os reflexos no futuro do que fizeram ou deixaram de fazer.</div>
<div style="text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"></div>
<div style="text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"><b> Publicado na Zero Hora, de 12/09/2013.</b></div>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://darcyfrancisco.com.br/2013/09/12/o-mito-do-pibao/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>2</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Mal em Matemática</title>
		<link>https://darcyfrancisco.com.br/2013/07/16/mal-em-matematica/</link>
					<comments>https://darcyfrancisco.com.br/2013/07/16/mal-em-matematica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jul 2013 23:36:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Leitura rápida]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[PIB]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://financasrs.com.br/2013/07/16/mal-em-matematica/</guid>

					<description><![CDATA[Estamos descambando para o delírio. Os movimentos sociais reivindicam direitos de toda ordem, sem a preocupação de como atender esses direitos. Querem 10% do PIB para a saúde e também para a educação, além de passe livre nos ônibus. Tudo isso dever vir acompanhado do fim do fator previdenciário e do reajuste de todos os [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt;">Estamos descambando para o delírio. Os movimentos sociais reivindicam direitos de toda ordem, sem a preocupação de como atender esses direitos. </span></div>
<div style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12.0pt;">Querem 10% do PIB para a saúde e também para a educação, além de passe livre nos ônibus. Tudo isso dever vir acompanhado do fim do fator previdenciário e do reajuste de todos os benefícios previdenciários pela variação do salário mínimo, que acompanha a do PIB. Se tudo isso fosse atendido teríamos que elevar a já alta carga tributária de 35% para mais de 50% do PIB. </span></div>
<div style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12.0pt;">Com o fim do fator previdenciário, as aposentadorias voltarão a ser com valor integral aos 50 anos ou pouco mais, quando no mundo todo estão em 65 anos ou mais. Será que assim não ficará mais difícil de gerar recursos para a educação e a saúde? Reflitamos sobre isso e mais: hoje há seis pessoas em idade de trabalhar para uma em idade de aposentadoria. Ali em 2030 serão pouco mais de três.</span></div>
<div style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12.0pt;">Todo acréscimo de despesa em relação ao PIB, para não aumentar a carga tributária, depende de duas condições impossíveis para o caso brasileiro: redução de despesa ou seu congelamento. </span></div>
<div style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12.0pt;">A carga tributária é repartida entre União, Estados e Municípios. Esses últimos passam por enormes dificuldades financeiras, porque têm que atender encargos crescentes, muitos deles de iniciativas federais, de que são exemplo as aplicações em saúde e o piso nacional do magistério, ambos ainda não cumpridos pelos estados. </span></div>
<div style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12.0pt;">Fiquemos com a União, que detém quase 60% da arrecadação nacional. Mesmo assim, está indo gradativamente para uma situação fiscal insustentável. Isso pode ser exemplificado como base numa análise do crescimento das despesas indexadas ao salário mínimo (portanto, ao PIB), constante da Revista Conjuntura Econômica do mês de junho. </span></div>
<div style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12.0pt;">Nesse estudo vamos ver que entre 2003 e 2012, a inflação foi de 62%,  período em que o abono desemprego cresceu 369%, os benefícios previdenciários (INSS), 195% e os benefícios assistenciais, 556%. Todos esses benefícios crescerão ainda mais se atendidas essas reivindicações. </span></div>
<div style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12.0pt;">Temos que melhorar a educação e a saúde, isso é inquestionável. Mas para isso temos que buscar a eficiência na prestação dos serviços, como também mais recursos, mas sem  reivindicar o impossível. </span></div>
<div style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12.0pt;">Diante de tudo isso, dá para concluir que estão corretos os indicadores educacionais quando apontam que estamos muito mal em Matemática!</span></div>
<div style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12.0pt;"><br />
<!-- [if !supportLineBreakNewLine]--><br />
<!--[endif]--></span></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://darcyfrancisco.com.br/2013/07/16/mal-em-matematica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O peso das aposentadorias especiais</title>
		<link>https://darcyfrancisco.com.br/2013/05/13/o-peso-das-aposentadorias-especiais/</link>
					<comments>https://darcyfrancisco.com.br/2013/05/13/o-peso-das-aposentadorias-especiais/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 May 2013 17:35:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Leitura rápida]]></category>
		<category><![CDATA[Finanças públicas]]></category>
		<category><![CDATA[PIB]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://financasrs.com.br/2013/05/13/o-peso-das-aposentadorias-especiais/</guid>

					<description><![CDATA[Como é sabido, o maior problema das finanças estaduais é o previdenciário.  O déficit em 2012 foi de R$ 6,162 bilhões. Quando acrescido da contribuição patronal, esse valor se eleva para R$ 7,655 bilhões, o que corresponde a cerca de 31% da receita corrente líquida. Numa outra comparação, veremos que o valor  líquido despendido com [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"><span style="font-family: Arial;">Como é sabido, o maior problema das finanças estaduais é o previdenciário.<span style="mso-spacerun: yes;">  </span>O déficit em 2012 foi de R$ 6,162 bilhões. Quando acrescido da contribuição patronal, esse valor se eleva para R$ 7,655 bilhões, o que corresponde a cerca de 31% da receita corrente líquida.</span></span></div>
<div style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"><span style="font-family: Arial;">Numa outra comparação, veremos que o valor <span style="mso-spacerun: yes;"> </span>líquido despendido com previdência pelo Estado atingiu no ano passado 2,6% do PIB, 60% a mais do que o aplicado em educação e saúde, juntas, que foi 1,6%. </span></span></div>
<div style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"><span style="font-family: Arial;">A criação de um fundo de previdência pelo Governo do Estado foi uma medida importante e necessária, mas não o suficiente para resolver o problema, <span style="mso-spacerun: yes;"> </span>nem no longo prazo. </span></span></div>
<div style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"><span style="font-family: Arial;">Necessita ser feito um movimento junto com os demais Estados para alterar a Constituição Federal, visando à modificação da idade mínima e o tempo mínimo de contribuição, porque atualmente 87% dos servidores estaduais são contemplados com aposentadoria precoce. O número de 87% decorre do fato de que 73% estão na educação e na saúde e dos 27% restantes, a metade, aproximadamente, é mulher.</span></span></div>
<div style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"><span style="font-family: Arial;">São aposentados <span style="mso-spacerun: yes;"> </span>com tempo de contribuição de 25 e 30 anos, com idade mínima de 50 anos, o magistério, <span style="mso-spacerun: yes;"> </span>e a segurança, esta sem idade mínima. Na Brigada Militar não há idade mínima e a mulher ainda de se aposenta com 25 anos de contribuição. <span style="mso-spacerun: yes;"> </span></span></span></div>
<div style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"><span style="font-family: Arial;">O crescimento da despesa com previdência decorrente da aposentadoria precoce pode ser demostrada pelo fato de que em dezembro/1999 58,7% da despesa com inativos na Administração Direta era com educação e saúde, percentual esse que cresceu para 67,2% em dezembro/2012, mesmo sendo setores que não recebem as <span style="mso-spacerun: yes;"> </span>maiores remunerações. </span></span></div>
<div style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"><span style="font-family: Arial;">Com essa regra de idade mínima e tempo de contribuição não há equilíbrio previdenciário, <b style="mso-bidi-font-weight: normal;">nem no regime de capitalização</b>. Considerando a relação 2 por 1 na contribuição, sem considerar pensões e outros itens <span style="mso-spacerun: yes;"> </span>administrativos e atuariais, com uma taxa de juros de 3% e considerando a média das maiores remunerações <span style="mso-spacerun: yes;"> </span>de 80% do período contributivo <span style="mso-spacerun: yes;"> </span>(de acordo com <span style="mso-spacerun: yes;"> </span>nova regra), a contribuição do servidor necessária seria:<span style="mso-spacerun: yes;">  </span>para <span style="mso-spacerun: yes;"> </span>o homem, <span style="mso-spacerun: yes;"> </span>9%; para a mulher 14%; <span style="mso-spacerun: yes;"> </span>para o professor, 13,4%; <span style="mso-spacerun: yes;"> </span>e para a professora, 20%. O total necessário deve ser multiplicado por três. </span></span></div>
<div style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"><span style="font-family: Arial;">Para se ter a ideia do reflexo das aposentadorias <span style="mso-spacerun: yes;"> </span>precoces, basta olhar<span style="mso-spacerun: yes;">  </span>a Tabela no final, onde se constata que entre 2011 e 2012 aumentaram 2.256 servidores na segurança, mas apenas 651 serviram para aumentar o contingente de ativos. Uma quantidade equivalente a 2,5<span style="mso-spacerun: yes;">  </span>vezes (1.605) destinou-se a repor os que se aposentaram. </span></span></div>
<div style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"><span style="font-family: Arial;">Na Brigada Militar, onde há tantas carências, ingressaram 1.182, mas apenas 482 representou aumento efetivo do número de policiais. Quase uma vez e meia, 700 servidores, foram para suprir as aposentadorias. </span></span></div>
<div style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"><span style="font-family: Arial;">Nos países do primeiro mundo a idade mínima está em torno de 65, e até 67 anos, para ambos os sexos. E mesmo assim estão em crise. </span></span></div>
<div style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"><span style="font-family: Arial;">Pode ser feita uma mudança, respeitando a expectativa de direito do período já trabalhado. O pior é não fazer a mudança. </span></span></div>
<div style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"><span style="font-family: Arial;">Sem alterarmos as regras previdenciárias, no tocante à precocidade das aposentadorias não teremos solução para a educação,<span style="mso-spacerun: yes;">  </span>para <span style="mso-spacerun: yes;"> </span>segurança e para as finanças estaduais. Aposentadoria precoce só pode ser mantida com desconto no valor da aposentadoria. </span></span></div>
<div style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://2.bp.blogspot.com/-4jpcCICAU5g/UZEkRez4VrI/AAAAAAAAAZw/UFSs4XDIMRk/s1600/Aposentadorias+especiais.PNG"><img decoding="async" src="http://2.bp.blogspot.com/-4jpcCICAU5g/UZEkRez4VrI/AAAAAAAAAZw/UFSs4XDIMRk/s320/Aposentadorias+especiais.PNG" width="320" height="133" border="0" /></a></div>
<div style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"></div>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://darcyfrancisco.com.br/2013/05/13/o-peso-das-aposentadorias-especiais/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Deterioração das contas públicas federais</title>
		<link>https://darcyfrancisco.com.br/2013/05/01/deterioracao-das-contas-publicas-federais/</link>
					<comments>https://darcyfrancisco.com.br/2013/05/01/deterioracao-das-contas-publicas-federais/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 May 2013 20:14:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Leitura rápida]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[PIB]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://financasrs.com.br/2013/05/01/deterioracao-das-contas-publicas-federais/</guid>

					<description><![CDATA[Conforme se observa na tabela no final, comparando-se janeiro-março do corrente ano como igual período do ano passado, as contas públicas federais apresentaram sensível deterioração. A receita líquida, depois de deduzida a parcela dos municípios, cresceu apenas 3,3% no período, o que significou um decréscimo real de 3,1%. Por outro lado, a despesa, cresceu 11,5%, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">Conforme se observa na tabela no final, comparando-se janeiro-março do corrente ano como igual período do ano passado, as contas públicas federais apresentaram sensível deterioração. </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">A receita líquida, depois de deduzida a parcela dos municípios, cresceu apenas 3,3% no período, o que significou um decréscimo real de 3,1%. Por outro lado, a despesa, cresceu 11,5%, numa diferença de 8,2 pontos percentuais. </span><br />
<span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">A queda da receita tem duas<span style="mso-spacerun: yes;">  </span>causas: a redução do ritmo de crescimento da economia e as desonerações fiscais, do IPI, da CIDE e da contribuição sobre a folha de pagamento,<span style="mso-spacerun: yes;">  </span>com reflexo na previdência. </span></p>
<div style="line-height: 150%; margin: 1em 0px; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">A despesa com pessoal e encargos sociais foi o grupo que menos cresceu nominalmente: apenas 4,2%, o que representou uma queda real de 2,3%, também compensando o período de “vacas gordas” do Governo Lula. </span></div>
<div style="line-height: 150%; margin: 1em 0px; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">A despesa do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) <span style="mso-spacerun: yes;"> </span>foi o item de maior crescimento, <span style="mso-spacerun: yes;"> </span>na ordem de 28,7%, por onde corre o seguro desemprego, o que é contraditório com uma economia em pleno emprego. </span></div>
<div style="line-height: 150%; margin: 1em 0px; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">Quanto às demais despesas de custeio, com um crescimento nominal <span style="mso-spacerun: yes;"> </span>de 18,9%, trata-se de um problema altamente preocupante, porque aponta para <span style="mso-spacerun: yes;"> </span>rigidez orçamentária da despesa, que constitui um dos maiores empecilhos para o equilíbrio orçamentário. Já as outras despesas de capital (investimentos) apresentaram um crescimento nominal de 7,4%, o que significa leve crescimento real, de apenas 0,8% e uma redução em relação ao PIB nominal, que cresceu 9,4% no período. </span></div>
<p><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">O grupo LOAS/RMV<span style="mso-spacerun: yes;">  </span>continua sua marcha ascensional continua, embora tenha alto significado social, porque beneficia o idoso e as pessoas com deficiência.</span></p>
<div style="line-height: 150%; margin: 1em 0px; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">Por fim, com alta representatividade orçamentária estão os benefícios previdenciários (INSS), com um crescimento nominal de 14,3%, passando de 6,8% para 7,1% do PIB no período.</span></div>
<div style="line-height: 150%; margin: 1em 0px; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">Quanto ao resultado primário total, houve um decréscimo real 45% no período. O Tesouro Nacional, embora decrescente, apresentou um<span style="mso-spacerun: yes;">  </span>superávit de R$ 34,6 bilhões. O grande problema é o déficit do Regime Geral (INSS) e dentro dele o da previdência rural, já que a urbana apresentou superávit, embora pela metade, em relação ao exercício anterior. O INSS apresentou um déficit primário de quase R$ 15 bilhões que, se mantida a tendência, alcançará R$ 60 bilhões no exercício. </span></div>
<div style="line-height: 150%; margin: 1em 0px; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">O déficit previdenciária do setor público no trimestre (R$ 14 bilhões), beneficiando apenas um milhão de pessoas, é quase igual ao do Regime Geral, que beneficia mais de 26 milhões de pessoas. O problema do INSS é o crescimento da despesa, que em 1991 representava 3,4% do PIB. Tomando-se <span style="mso-spacerun: yes;"> </span>somente o déficit, isoladamente, deixa-se de considerar que a contribuição que financia esses gastos faz parte da carga tributária, como qualquer outro tributo. Entre 1923 e 2009, a contribuição previdenciária dos empregados foi multiplicada por três e a das empresas, por sete. </span></div>
<div style="line-height: 150%; margin: 1em 0px; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">De qualquer forma, as aposentadorias no setor público são de valor excessivo, mas é um problema que, aos poucos, está sendo corrigido, com alterações introduzidas pelas Emendas Constitucionais 20/98 e 41/2003, principalmente agora com a adoção do Regime Previdenciário Complementar, pelo Governo Federal.<span style="mso-spacerun: yes;">  </span>Para isso, no entanto, há um longo período de transição, que decorre do direito adquirido. </span></div>
<p><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"> </span><b style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">Nova política em relação ao superávit primário</span></b></p>
<p><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">Segundo o jornal Valor Econômico de 29/04/2013, p.A3, há uma nova orientação para formação de superávit primário, que não mais só da necessidade de pagar a dívida, mas do desempenho da economia. Sobre o assunto, o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin assim se expressa:</span></p>
<div style="line-height: 150%; margin: 1em 0px; text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">“Estamos deixando claro desde o início que para 2013 e 2014 _ e provavelmente será essa a política do governo para 2015 e 2016 _ que o superávit primário será sempre uma variável da economia e não mais da dívida pública em si”. </span></div>
<div style="line-height: 150%; margin: 1em 0px; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">Para isso,<span style="mso-spacerun: yes;">  </span>o governo continuará abatendo da meta de superávit primário os investimentos e as desonerações. Ora, sendo o superávit primário uma poupança para pagar a dívida, os abatimentos citados não o aumentam, apenas o maquiam. Trata-se de mais uma contabilidade criativa, mais<span style="mso-spacerun: yes;">  </span>um “me engana que eu gosto”, porque a dívida pública crescerá da mesma forma, porque não foram gerados recursos para seu pagamento. </span></div>
<div style="line-height: 150%; margin: 1em 0px; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">Em função disso é que o superávit primário do Governo Central, num<span style="mso-spacerun: yes;">  </span>período de doze meses caiu de 2,44% do PIB em março/2011 para 2,39% em março/2012 e para 1,59%, em março/2013. </span></div>
<div style="line-height: 150%; margin: 1em 0px; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">Se os juros voltarem a crescer,<span style="mso-spacerun: yes;">  </span>o resultado será o crescimento acentuado da dívida, cuja expansão depende de dois fatores: <span style="mso-spacerun: yes;"> </span>taxa de juros _que a aumenta _ e superávit primário _que a reduz. </span></div>
<p><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">Quando se incluem estados, municípios e estatais, o resultado primário nos últimos doze meses caiu de 3,21% do PIB para 1,99. Em decorrência, o resultado nominal (crescimento da dívida)<span style="mso-spacerun: yes;">  </span>passou de 2,4% para 2,83% do PIB, embora com alguma redução dos juros. </span></p>
<div style="line-height: 150%; margin: 1em 0px; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">Se a economia não voltar a crescer em ritmo que propicie um crescimento bem maior da arrecadação, poderemos entrar em série crise fiscal, principalmente porque nos últimos anos aumentaram muito as despesas de custeio!</span></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://4.bp.blogspot.com/-S3vir2ep2PU/UYF3mXjM6xI/AAAAAAAAAZc/Q-TiCtzmdXc/s1600/Res.fiscal+GC+03-2013.PNG"><img loading="lazy" loading="lazy" decoding="async" src="http://4.bp.blogspot.com/-S3vir2ep2PU/UYF3mXjM6xI/AAAAAAAAAZc/Q-TiCtzmdXc/s320/Res.fiscal+GC+03-2013.PNG" width="320" height="247" border="0" /></a></div>
<div style="line-height: 150%; margin: 1em 0px; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"></div>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://darcyfrancisco.com.br/2013/05/01/deterioracao-das-contas-publicas-federais/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
