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	<title>Orçamento público &#8211; Darcy Francisco</title>
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		<title>Proposta orçamentária para 2022 &#8211; conclusão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Oct 2021 17:42:32 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Orçamento público]]></category>
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					<description><![CDATA[Este texto é a CONCLUSÃO sobre a Proposta Orçamentária do Estado do RS para 2022, tendo no final um link para a leitura do texto completo. A Proposta Orçamentária para 2022 apresenta um déficit orçamentário de R$ 3,169 bilhões que, acrescido da reserva orçamentária de R$ 1,272 bilhões e das receitas orçamentárias que foram subestimadas, [&#8230;]]]></description>
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<p>Este texto é a<strong> CONCLUSÃO</strong> sobre a Proposta Orçamentária do Estado do RS para 2022, tendo no final um<em> link</em> para a leitura do texto completo.</p>



<p>A Proposta Orçamentária para 2022 apresenta um déficit orçamentário de R$ 3,169 bilhões que, acrescido da reserva orçamentária de R$ 1,272 bilhões e das receitas orçamentárias que foram subestimadas, na ordem de R$ 3 bilhões e deduzido do reajuste do magistério de 1,3 bilhão, resulta num déficit de R$ 196 milhões. Considerando que a dívida com a União não deverá ser paga no exercício em causa, estimada em R$ 3,6 bilhões, tem-se um superávit financeiro de aproximadamente R$ 3,4 bilhões.</p>



<p>&nbsp;Mas essa suspensão de pagamento da dívida não é permanente, porque, a menos que haja um plano B, a dívida deverá ser paga ou refinanciada pelo Regime de Recuperação Fiscal, porque essa suspensão de pagamento já acresceu a seu saldo devedor R$ 19 bilhões.</p>



<p>Embora as receitas correntes tenham sido estimadas com 14,8% de acréscimo nominal, esse acréscimo é calculado sobre a Proposta Orçamentária anterior, cuja realização  ficará muito além ´previsão. A previsão da Proposta para 2022 é igual à realização provável e ajustada de 2021. Por isso, a reestimamos em R$ 3 bilhões a mais (6,3%).&nbsp;</p>



<p>Em 2022 haverá muitas reivindicações salariais, sendo a maior a do magistério (R$ 1,3 bilhões), que é igual à reserva orçamentária. As demais poderão ser cobertas com o próprio orçamento, cuja dotação de pessoal está superestimada.</p>



<p>Há, no entanto, a vedação de considerar os inativos e pensionistas no cálculo da MDE, com reflexo de R$ 3 bilhões, e possibilidade de ter que pagar os precatórios judiciais (15,3 bilhões), até 2029, o que corresponde a quase R$ 2 bilhões por ano.</p>



<p>&nbsp; Quanto à vedação citada no caso do MDE, mesmo que a PGE, desobrigue o Estado, conforme noticiado, as transferências ao Fundeb e a alta participação de inativos e pensionistas reduzem a pouco mais da metade do valor constitucional o valor efetivamente aplicado na educação estadual.</p>



<p>Já na Saúde, embora sucessivos governos tenham incluído nos 12% as transferências ao IPERGS (1,76% ou R$ 701 milhões em 2022), nada garante que, depois das carências detectadas no tratamento da pandemia em curso, o governo do Estado não tenha que rever esse critério.</p>



<p>Decorrentes do congelamento da LC 173/2020, da ajuda federal, de um crescimento inédito da arrecadação do ICMS, do não pagamento da dívida e das reformas da previdência e dos quadros de pessoal, o Estado só não saiu da crise devido aos passivos que possui. Mas isso tem muito da bolha que ocorreu em todos os estados.</p>



<p>As reformas continuarão surtindo seus efeitos com o decorrer do tempo. Mas a garantia do sucesso das políticas fiscais depende de governos sérios (não populistas) e de crescimento econômico. Precisam repassar a inflação integral aos servidores, sem a concessão de reajustes reais abusivos.Pa</p>



<p></p>



<p>P<a href="https://darcyfrancisco.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Proposta-orcamentaria-para-2022.pdf" data-type="URL" data-id="https://darcyfrancisco.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Proposta-orcamentaria-para-2022.pdf">ara lero texto completo clique aqui.</a></p>
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		<title>O orçamento pode ser deficitário, sim</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jul 2019 14:48:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Leitura rápida]]></category>
		<category><![CDATA[Orçamento público]]></category>
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					<description><![CDATA[A apresentação do orçamento com déficit não é inédita em nosso Estado. O economista Aod Cunha, quando Secretário da Fazenda, na proposta orçamentária de 2008, adotou esse procedimento. No entanto, uma coalização contra a verdade na época frustrou seu intento, ao obter uma decisão judicial no sentido de manter o orçamento com déficit oculto Os [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A apresentação do orçamento com déficit não é inédita em nosso Estado. O economista Aod Cunha, quando Secretário da Fazenda, na proposta orçamentária de 2008, adotou esse procedimento. No entanto, uma coalização contra a verdade na época frustrou seu intento, ao obter uma decisão judicial no sentido de manter o orçamento com déficit oculto</p>
<p>Os déficits estaduais ainda não foram eliminados por interpretações que acabam retirando a eficácia das leis, como é o caso da despesa com pessoal na lei de responsabilidade fiscal.</p>
<p>A lei n° 4320/64 que estatui normas para os orçamentos da União, estados e municípios, a bíblia da contabilidade pública, em artigo 2°, assim se expressa:</p>
<p>“A Lei do Orçamento conterá a discriminação da receita e despesa de forma a evidenciar a política econômica financeira e o programa de trabalho do Governo, obedecidos os princípios de unidade, universalidade e anualidade.’</p>
<p>Como vemos, entre os princípios que o orçamento deve obedecer não consta o do equilíbrio. Em nenhum lugar isso está escrito. O que há é uma tradição de apresentá-lo equilibrado.</p>
<p>Há nisso uma confusão com a contabilidade, onde os débitos devem ser iguais aos créditos, em obediência ao princípio das partidas dobradas, que estabelece que não há devedor sem credor.</p>
<p>A lei e responsabilidade fiscal, em seu artigo 4, diz que a lei de diretrizes orçamentária disporá sobre o equilíbrio entre receita e despesa. Dispor sobre o equilíbrio da receita e despesa não significa igualá-las, quando elas são desiguais. O sentido da lei não é apresentá-las iguais, mas propugnar por sua igualdade. Tanto isso é verdade que em seu artigo 9° ela estabelece a limitação empenho quando a receita é insuficiente para cobrir a despesa.</p>
<p>A quem interesse esconder os déficits, se eles existem? Por que eliminá-los mediante receitas fictícias? Se existe um problema e queremos resolvê-lo, nada melhor que identificá-lo e torná-lo conhecido de todos.</p>
<p>Se não está escrito em nenhum lugar e se esconder a informação correta é prejudicial ao interesse público, porque então dar uma falsa impressão de equilíbrio orçamentário se esse equilíbrio não existe?</p>
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		<title>Estado, esse desconhecido</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Nov 2018 11:49:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Leitura rápida]]></category>
		<category><![CDATA[Orçamento público]]></category>
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					<description><![CDATA[Para entender as finanças estaduais basta fazer uma continha simples, assim: Da cada 100 arrecadados, 50 é gasto automaticamente ou tem destinação específica. As demais despesas correspondem a 65, restando, portanto, 15 a descoberto. Só que para gerar esses 15 necessita aumentar em mais de 25. E isso não ocorre de uma hora para outra. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Para entender as finanças estaduais basta fazer uma continha simples, assim: Da cada 100 arrecadados, 50 é gasto automaticamente ou tem destinação específica. As demais despesas correspondem a 65, restando, portanto, 15 a descoberto. Só que para gerar esses 15 necessita aumentar em mais de 25. E isso não ocorre de uma hora para outra. Precisa de um longo período de aumento de receita e de contenção de despesa.</p>
<p>Essa situação estava melhorando, mas retrocedeu a partir de 2011, quando, a folha de pessoal dobrou de valor, ao passar de R$ 13,4 bilhões para 27,1 bilhões em 2017, em decorrência do excesso de reajustes salariais, especialmente na Segurança, estendidos até é 2018,  da implantação dos subsídios na remuneração e dos  gastos previdenciários, quando a inflação foi de 54%. Desse  aumento, parcela de R$ 5,5 bilhões ocorreu no governo atual, sem que decorresse  de  decisão sua.</p>
<p>Nem o reajuste das alíquotas de ICMS (R$ 2,3 bilhões) e a suspensão do pagamento da dívida (R$ 4 bilhões) foram suficientes para evitar o atraso da folha do pessoal do Poder Executivo, que também não recebeu reajustes salariais, exceto os que foram concedidos no governo anterior.</p>
<p>Agora está na Assembleia o pleito de reajuste dos demais Poderes, os únicos que vem sendo compensados pela inflação passada e recebem os pagamentos em dia. É verdade que, embora eles recebam as maiores remunerações, não foram os responsáveis por esse crescimento exagerado da folha acima citado.</p>
<p>Seria justo atender esse pleito, se, no mínimo, o Estado estivesse conseguindo pagar em dia os demais servidores. Mas não é isso que está acontecendo. Além disso, há outro pleito para o reajuste automático dos membros de Poderes.</p>
<p>Tudo isso seria defensável, numa situação de equilíbrio orçamentário, em que os orçamentos fossem elaborados respeitando as necessidades de todos os Poderes e que o repasse dos recursos financeiros obedecesse ao ingresso efetivo dos recursos e não uma previsão orçamentária que não se realiza.</p>
<p>Enquanto não nos apercebemos de tudo disso, continuaremos em crise. Precisamos acima de tudo entender melhor o Estado que, para a maioria das pessoas e dos que exercem uma função pública,  é um grande desconhecido.</p>
<p>Artigo publicado na Zero Hora em 07/11/2018.</p>
<p>&nbsp;</p>
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