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	<title>Municípios &#8211; Darcy Francisco</title>
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		<title>Situação orçamentária dos municípios: expansão de recursos esgotada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Oct 2020 19:31:52 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Municípios]]></category>
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					<description><![CDATA[O setor público, União, estados e municípios precisam se dar conta que o tempo das vacas gordas no serviço público acabou. Isso porque o crescimento da receita é uma função da expansão do PIB, que depende principalmente de dois fatores: crescimento populacional e produtividade. O crescimento populacional a cada ano vem se reduzindo, devendo estagnar [&#8230;]]]></description>
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<p>O setor público, União, estados e municípios precisam se dar conta que o tempo das vacas gordas no serviço público acabou. Isso porque o crescimento da receita é uma função da expansão do PIB, que depende principalmente de dois fatores: crescimento populacional e produtividade.</p>



<p>O crescimento populacional a cada ano vem se reduzindo, devendo estagnar daqui a duas décadas. A produtividade é muito reduzida no Brasil, devido falta de poupança para a introdução de novos equipamentos no processo produtivo, educação de baixa qualidade&nbsp; e todas as questões relacionadas ao equilíbrio macroeconômico, déficit público recorrente e dívida pública alta e crescente. Esses fatores também dificultam o investimento externo.</p>



<p>Veja o texto completo <a href="https://darcyfrancisco.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Situacao-orcamentaria-dos-municipios.pdf">aqui.</a></p>
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		<title>Município de Porto Alegre: execução orçamentária de janeiro-agosto de 2020, superávit ou déficit?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Oct 2020 12:51:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Leitura rápida]]></category>
		<category><![CDATA[Finanças Porto Alegre]]></category>
		<category><![CDATA[Finanças públicas]]></category>
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					<description><![CDATA[O Demonstrativo Resumido da Execução Orçamentária do Município de Porto Alegre, peça criada pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), &#160;relativo ao período janeiro-agosto de 2020, apresenta um resultado orçamentário de R$ 883,1 milhões no período, pelo critério da despesa liquidada e um déficit de R$ 160,5 milhões pelo critério da despesa empenhada, desconsiderando as transferências [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O Demonstrativo Resumido da Execução Orçamentária do Município de Porto Alegre, peça criada pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), &nbsp;relativo ao período janeiro-agosto de 2020, apresenta um resultado orçamentário de R$ 883,1 milhões no período, pelo critério da despesa liquidada e um déficit de R$ 160,5 milhões pelo critério da despesa empenhada, desconsiderando as transferências internas, o que me parece ser mais correto. Incluindo as transferências, os valores citados passam para R$ &nbsp;880,9 &nbsp;milhões e – R$ 257,0 milhões, respectivamente. O presente artigo aborda essa questão e analisa o desempenho da execução orçamentária no período em tela.</p>



<p>Veja o artigo completo <a href="https://darcyfrancisco.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Municipio-de-Porto-Alegre-Execucao-orcamentaria-de-jan-ago2020-superavit-ou-deficit.pdf">aqui</a>.</p>



<p></p>
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		<title>O peso das decisões políticas (municípios)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Sep 2020 19:19:02 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Municípios]]></category>
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					<description><![CDATA[Aristóteles, há mais de 2.300 anos, &#160;já dissera que o homem é um animal político, o que se comprova ainda hoje. Na administração pública, tudo o que é feito segue muito mais a critérios políticos do que a técnicos. Se, por um lado, isso pode levar à prática da justiça, por outro, muitas injustiças são [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Aristóteles, há mais de 2.300 anos, &nbsp;já dissera que o homem é um animal político, o que se comprova ainda hoje. Na administração pública, tudo o que é feito segue muito mais a critérios políticos do que a técnicos. Se, por um lado, isso pode levar à prática da justiça, por outro, muitas injustiças são praticadas para atender interesses políticos.</p>



<p>Faço essa introdução para ingressar propriamente no assunto, que é a análise do comportamento da receita municipal, especialmente na relação entre as receitas tributárias, hoje denominadas de impostos, taxas e contribuições de melhorias, e a receita corrente líquida – RCL. Pela nova classificação contábil, todas as receitas derivadas desses itens, como dívida ativa, multa e juros é neles enquadrados. Isso torna mais evidente a análise que farei.</p>



<p>Em 2019, considerando todos os municípios, a média da receita tributária foi de 22,6% de sua RCL. Mas isso obedece a uma variação que vai de 60% a 1,2%, com uma mediana de 7,9%, que é o percentual do município que ocupa a posição mediana, ou seja, de n° 248 do “ranking”, na ordem inversa da relação receita tributária/RCL.</p>



<p>Como é sabido, os municípios maiores são os que têm condições de arrecadar mais, porque dispõem de maior base arrecadatória, tanto do Imposto sobre Serviços, como do Imposto Predial e Territorial Urbano &#8211; IPTU. Diante disso, era de se esperar que nos dez primeiros nessa relação estivessem, no mínimo, os cinco maiores municípios do Estado.</p>



<p>Pois, não é o que ocorre. Entre os dez com a maior relação citada, como era de esperar, está Porto Alegre, com 41,5%. E os outros quatro municípios maiores, na ordem são: Caxias do Sul, &nbsp;na 14ª posição; Canoas, na 48ª; &nbsp;Santa Maria, 12ª; e Pelotas, na 23ª na referida relação. Isso comprova a afirmativa inicial.</p>



<p>Nas primeiras posições estão&nbsp; os municípios praianos e serranos. Em primeiro lugar, como 60%, está Xangri-lá, seguido de Capão da Canoa, com 49%, Gramado, com 48,4%; Arroio do Sal, com 45° e Torres, com 40,2%. E essa arrecadação é marcada fortemente pelo IPTU.</p>



<p>Os critérios são meramente políticos, porque os proprietários dos imóveis, ao não residir neles, estão distantes do fisco e, ainda, não votam nos municípios onde eles (os imóveis) estão localizados. Isso é uma prova da força das decisões políticas. É uma constatação. Não a levem como crítica.</p>



<p>Par ver a tabela anexa, clique <a href="https://darcyfrancisco.com.br/wp-content/uploads/2020/09/Municipios-gauchos-_-razao-entre-receita-tributaria-e-a-RCL-2019.xlsx">aqui.</a></p>
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		<title>Contas do Município de Porto Alegre, 2008 &#8211; a junho 2020</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Sep 2020 17:48:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Leitura rápida]]></category>
		<category><![CDATA[Municípios]]></category>
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					<description><![CDATA[A atual administração fez um ajuste nas contas do Município, tanto pelo lado da receita, como o da despesa. Pelo lado da receita foi aumentada a arrecadação do IPTU, do ISQN, &#160;das taxas e da receita de contribuições, embora uma parte do acréscimo constante das demonstrações documentos contábeis se deva à mudança de critério ocorrida [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A atual administração fez um ajuste nas contas do Município, tanto pelo lado da receita, como o da despesa. Pelo lado da receita foi aumentada a arrecadação do IPTU, do ISQN, &nbsp;das taxas e da receita de contribuições, embora uma parte do acréscimo constante das demonstrações documentos contábeis se deva à mudança de critério ocorrida a partir de 2018.</p>



<p>Já pelo lado da despesa, foram eliminados os adicionais de tempo de serviço e transformados os triênios&nbsp; de 5% a cada três anos, para 3% a cada 5 anos. Para ter uma ideia dessa redução basta citar que em 15 anos havia um acréscimo de 25 que baixou para 9%. Os efeitos mais imediatos ocorreram no lado da receita, enquanto os da despesa ocorrem de&nbsp; forma mais lenta.</p>



<p>O mesmo pode ser dito da reforma da previdência, com a implantação da previdência complementar. A adaptação à reforma federal tramita na Câmara de Vereadores. Trata-se de uma necessidade, já que em três anos, 2017-2019,&nbsp; os encargos previdenciários cresceram 22 vezes mais que a contribuição dos servidores.</p>



<p>A necessidade de reformas, tratada em item especial, decorre da queda do crescimento do PIB, do que depende, basicamente, a arrecadação dos entes públicos, o que torna indispensável a contenção do crescimento vegetativo da&nbsp; folha de pagamento, o maior gasto do setor público, junto com os juros, mas estes são consequências.&nbsp; O município de Porto Alegre, por dever pouco, não despende muitos recursos com juros.</p>



<p>O Município aumentou o resultado orçamentário de R$ 23,5 milhões em 2016 para R$ 573,1 milhões em 2019. Isso, no entanto, é enganoso, porque grande parte de resultado o gestor municipal não dispõe dele, porque pertence ao fundo de previdência em capitalização e ao DMAE. Além disso tem que cobrir os déficits dos demais entes. Na prática, havia&nbsp; déficits, que foram&nbsp; reduzidos de R$ 422,4 milhões em 2016 para R$ 66,2 milhões em 2019.</p>



<p>Para ler todo o texto, com tabela e gráficos, clique<a href="https://darcyfrancisco.com.br/wp-content/uploads/2020/09/Evolucao-financas-2008-2020.pdf"> aqui.</a></p>
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		<title>Previdência municipal: a grande bomba</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 Feb 2019 21:54:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Leitura rápida]]></category>
		<category><![CDATA[Municípios]]></category>
		<category><![CDATA[Previdência social]]></category>
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					<description><![CDATA[O principal indicador do equilíbrio de um sistema previdenciário no regime de repartição, o mais usual, é quantidade de servidores ativos para cada um servidor inativo ou pensionista. Nos regimes próprios públicos são necessários mais de quatro e no INSS, mais de três. No entanto, só existem 1,3 no regime próprio dos servidores federais, 1,1 [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O principal indicador do equilíbrio de um sistema previdenciário no regime de repartição, o mais usual, é quantidade de servidores ativos para cada um servidor inativo ou pensionista.</p>
<p>Nos regimes próprios públicos são necessários mais de quatro e no INSS, mais de três. No entanto, só existem 1,3 no regime próprio dos servidores federais, 1,1 nos regimes próprios estaduais e 1,6 no INSS.</p>
<p>Nos municípios existem quatro servidores ativos para um inativo ou pensionista, aparentemente um equilíbrio. No entanto, no caso, estamos sendo traídos pela média. Mas, o maior problema dos municípios é outro.</p>
<p>Se tomarmos o Anuário da Previdência – Suplemento da Previdência do Servidor Público, de 2017, veremos que existe uma série enorme de municípios que, para corrigir o desequilíbrio atuarial, criaram alíquotas suplementares que, somadas às normais, superam 40% e até 50%, em muitos casos.</p>
<p>Numa amostra selecionada de 33 municípios entre os que adotaram as alíquotas suplementares, a média da contribuição patronal foi de 38%.</p>
<p>Sem condições de cumprir com essas alíquotas, os municípios não terão as mínimas condições de pagar as aposentadorias no futuro, pelo menos, no valor estabelecido em lei.</p>
<p>O maior desequilíbrio está nos municípios médios e pequenos. Esses municípios deveriam recolher para o INSS. No entanto, os prefeitos optaram pelo imediatismo. . Para fugir do recolhimento ao INSS, criaram regimes próprios, só que não honraram com a contribuição patronal, tendo que depois corrigir o desequilíbrio, mediante altas alíquotas.</p>
<p>Ora, se não conseguiram recolher a contribuição normal, como vão cumprir com uma alíquota de contribuição muito maior, mais do que o dobro das normais em muitos casos? E a situação deve se agravar com o aumento do número de beneficiários em ritmo maior do que o de contribuintes, o que sói ocorrer.</p>
<p>Uma sugestão que deixo para a reforma da previdência que está próxima é que esse problema seja resolvido, caso contrário, no futuro,  mais do que uma bomba financeira, poderá haver uma catástrofe social.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Abrindo os números da Prefeitura</title>
		<link>https://darcyfrancisco.com.br/2018/07/08/abrindo-os-numeros-da-prefeitura/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Jul 2018 23:28:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Leitura rápida]]></category>
		<category><![CDATA[Déficit público]]></category>
		<category><![CDATA[Municípios]]></category>
		<category><![CDATA[Previdência social]]></category>
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					<description><![CDATA[Sem entrar no mérito das propostas da Administração Municipal, o que muitos já fizeram, inclusive eu, em outra oportunidade, vou analisar a situação financeira do Município. Para alguns, o Município é superavitário, as informações da Prefeitura são mentirosas e o secretário da Fazenda é incompetente, quando se sabe que se trata de uma pessoa  muito [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Sem entrar no mérito das propostas da Administração Municipal, o que muitos já fizeram, inclusive eu, em outra oportunidade, vou analisar a situação financeira do Município.</p>
<p>Para alguns, o Município é superavitário, as informações da Prefeitura são mentirosas e o secretário da Fazenda é incompetente, quando se sabe que se trata de uma pessoa  muito bem preparada para o cargo que ocupa.</p>
<p>Mas vamos aos dados.</p>
<p>De fato, quem examinar o balanço do Município de Porto Alegre  verá que ele apurou em 2017 um superávit orçamentário (lucro, se fosse uma empresa), de R$ 163.6 milhões ou 3% da receita corrente.</p>
<p>À primeira vista, parece descabido afirmar que está deficitário um ente que, para cada 100 de despesa, arrecadou 103 de receita.</p>
<p>No entanto, quando abrimos os números, a situação é outra. Se retirarmos do superávit citado os recursos carimbados (56,5 milhões) e os superávits do DMAE (R$ 125,5 milhões) e do  sistema previdenciário em capitalização (R$ 313,3 milhões), a conta fica negativa em  R$ 331,7 milhões.</p>
<p>Isso porque os recursos carimbados tem destinação específica, os do DMAE lhe pertencem, por se tratar de uma autarquia, e os recursos do Previmpa capitalizados são destinados à formação de um fundo que só pode ser utilizado para pagamentos de benefícios previdenciários dos servidores a ele vinculados. A administração municipal não dispõe livremente desses recursos, por uma questão legal e atuarial.</p>
<p>Se no caso do fundo previdenciário, a Prefeitura não pode dispor do superávit apurado, no plano financeiro que contempla os servidores que já estavam no quadro quando da criação do Previmpa, ela tem que complementar os recursos que faltam para integralizar a despesa com os benefícios, que ficarem inferior às contribuições arrecadadas. Esse fundo apresentou um déficit de R$ 128,3 milhões no exercício, porque a despesa cresceu em 2017 R$ 135,2 milhões e a arrecadação apenas 6,9 milhões.</p>
<p>Por tudo isso é que não podemos  ler um jornal só pelas manchetes, nem um livro pelo sumário. Temos que abri-los se não quisermos enganar e ser enganados!</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-8736 aligncenter" src="http://financasrs.com.br/wp-content/uploads/2018/07/Capturar-300x242.png" alt="" width="300" height="242" /></p>
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		<title>O dilema das finanças municipais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Oct 2012 16:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Leitura rápida]]></category>
		<category><![CDATA[Municípios]]></category>
		<category><![CDATA[Política fiscal]]></category>
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					<description><![CDATA[Os municípios, na sua maioria, passam por dificuldades financeiras, cuja causa é atribuída à concentração das receitas na União (o que está certo) e pela redução de sua participação na carga tributária nacional (o que não é exato). As causas dessa difícil situação financeira são tratadas mais adiante. A carga tributária nacional, passou de 17,4% [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">Os municípios, na sua maioria, passam por dificuldades financeiras, cuja causa é atribuída à concentração das receitas na União (o que está certo) e pela redução de sua participação na carga tributária nacional (o que não é exato). As causas dessa difícil situação financeira são tratadas mais adiante.</span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">A carga tributária nacional, passou de 17,4% do PIB em <span style="mso-spacerun: yes;"> </span>1960 para 35% em 2010, conforme se verifica na<span style="mso-spacerun: yes;">  </span>tabela no final. No rol das receitas<span style="mso-spacerun: yes;">  </span>estão incluídos a partilha do salário-educação e a redistribuição do Fundef/Fundeb, mas não inclui<span style="mso-spacerun: yes;">   </span>as<span style="mso-spacerun: yes;">  </span>relativas aos SUS, à merenda escolar e aos convênios. </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">Nesse período, a arrecadação própria dos municípios passou de 0,8% do PIB para 2,12%, com uma participação no total nacional de 1,1% para 6,42%. Incluindo as transferências da União e dos estados, a participação dos Municípios<span style="mso-spacerun: yes;">  </span>passou de 6,6% para 18,3%, tendo quase triplicado, embora o número deles tenha passado de 2.765 em 1980 para 5.565 em 2010, mais do que o dobro. Os Estados, por seu turno, foram os que mais perderam, ao passarem de 34% do PIB <span style="mso-spacerun: yes;"> </span>em 1960 para<span style="mso-spacerun: yes;">  </span>para 24,7% em 2010. </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">As dificuldades dos Municípios decorrem, basicamente,<span style="mso-spacerun: yes;">  </span>de dois fatores. Pelo lado da receita, a dependência das transferências, especialmente as federais, onde o Fundo de Participação dos Municípios – FPM representa para os pequenos municípios até 90% de sua receita total, representando para a metade dos municípios do RS mais de 50%, em média, <span style="mso-spacerun: yes;"> </span>de sua arrecadação. <span style="mso-spacerun: yes;"> </span></span><br />
<span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">O FPM tem como fonte o Imposto sobre Produtos Industrializados &#8211; IPI e o Imposto de Renda, <span style="mso-spacerun: yes;"> </span>sobre os quais o governo federal concede desonerações, como instrumento de política econômica. Em veículos as isenções ou reduções do IPI provocaram queda<span style="mso-spacerun: yes;">  </span>na arrecadação de 41,5% de janeiro a setembro de 2012 sobre igual período ano anterior. O mesmo acontece com a chamada CIDE combustíveis, onde há participação dos municípios, cuja queda de arrecadação entre janeiro e agosto do corrente ano foi de quase 63% em relação a igual período do exercício anterior. </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">Os municípios maiores, com mais base econômica, sofrem mais os efeitos da queda do ritmo de crescimento do ICMS, do qual participam em ¼ da arrecadação. </span></p>
<div style="line-height: 150%; margin: 1em 0px; mso-add-space: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">Diga-se de passagem, <span style="mso-spacerun: yes;"> </span>que essas transferências não decorrem de favor, mas da participação dos municípios, segundo critérios estabelecidos em lei, de impostos arrecadados em seus territórios, <span style="mso-spacerun: yes;"> </span>impostos esses que só podem ser tratados de forma centralizada. <span style="mso-spacerun: yes;"> </span></span></div>
<p><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">Talvez a maior causa da crise dos municípios esteja no lado da despesa, com a constante criação em Brasília de obrigações, sem levar em conta a peculiaridades locais. Além da educação básica,<span style="mso-spacerun: yes;">   </span>na saúde deve ser aplicado 15% da receita de impostos e transferências, percentual esse que na prática é muito maior, porque recai nos municípios a omissão dos estados que aplicam menos da metade dos 12% que lhes são atribuídos pela mesma legislação. </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">Como a população está mais próxima das administrações municipais, é lá que chegam todas as demandas por serviços públicos. Além do ensino fundamental que cabe prioritariamente aos municípios, caberá a eles o atendimento progressivo até 2016 de toda a demanda por pré-escola. Some-se a isso, sem discutir o mérito, <span style="mso-spacerun: yes;"> </span>o piso nacional do magistério e o cumprimento da lei de resíduos sólidos, em que há promessa de ajuda da União, mas que envolverá recursos próprios. </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">Neste ano, em função da queda da arrecadação, os prefeitos terão grande dificuldade para fechar suas contas, porque a lei de reponsabilidade fiscal estabelece que nos últimos oito meses antes de terminar o mandato, só podem ser realizadas despesas que puderem ser pagas dentro do exercício e, se isso não for possível, deverão deixar disponibilidade financeira para tal. Esse dispositivo, em muito boa hora,<span style="mso-spacerun: yes;">  </span>veio sanear a prática anteriormente existente de deixar despesa para o sucessor pagar, inviabilizando as futuras administrações. Mas criou-se <span style="mso-spacerun: yes;"> </span>mais uma dificuldade para os administradores. </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">A lição que fica disso tudo é que o governo federal, incluindo o Congresso Nacional, ao editarem leis, não podem virar as costas para os demais entes federados, que dispõem geralmente de orçamentos apertados para o desempenho de suas atribuições. Ainda bem que o governo federal manifestou disposição de ajudar os Municípios no encerramento de mandato dos atuais prefeitos. </span></p>
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