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	<title>IPE &#8211; Darcy Francisco</title>
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		<title>Mudança nos precatórios, um equívoco</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Mar 2013 12:17:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Leitura rápida]]></category>
		<category><![CDATA[Finanças públicas]]></category>
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					<description><![CDATA[O Supremo Tribunal Federal (STF) acabou de julgar inconstitucional a Emenda Constitucional n° 62,  que permitia o pagamento parcelado dos precatórios judiciais com o estabelecimento de percentuais em função da receita corrente líquida dos Estados, sendo 1,5% no caso do RS. O STF é a mais alta corte jurídica do País, cujas decisões nunca podemos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="line-height: normal; margin: 1em 0px; text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">O Supremo Tribunal Federal (STF) acabou de julgar inconstitucional a Emenda Constitucional n° 62, <span style="mso-spacerun: yes;"> </span>que permitia o pagamento parcelado dos precatórios judiciais com o estabelecimento de percentuais em função da receita corrente líquida dos Estados, sendo 1,5% no caso do RS. </span></div>
<p><span style="font-size: 12pt;">O STF é a mais alta corte jurídica do País, cujas decisões nunca podemos <span style="mso-spacerun: yes;"> </span>deixar de obedecê-las, porque vivemos num estado democrático de direito, que tomara seja para todo o sempre. Isso, no entanto, não nos tira o direito de discordar dos reflexos econômico-financeiros e até sociais de suas decisões. </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt;">Os Estados devem R$ 94 bilhões em precatórios judiciais, a maioria deles oriunda da pensão integral sem a respectiva contribuição para tal, instituída na constituição <i style="mso-bidi-font-style: normal;">cidadã</i> de 1988. Esse fato, só no RS criou uma despesa adicional superior a R$ 800 milhões anuais e um montante de precatórios de R$ 5,1 bilhões, se assim considerarmos a parcela do IPE na dívida <span style="mso-spacerun: yes;"> </span>total do Estado com esse item (R$ 8,775 bilhões, segundo balanço geral de 2011 p.129). </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt;">Se os Estados não estivessem pagando os precatórios porque não querem, a decisão do STF seria positiva, mas não o fazem porque não podem. No caso do RS, que tem um déficit potencial, se cumprir tudo o que manda a legislação, de 13% da receita, até mesmo o percentual citado é pesado. </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt;">Como os Estados não poderão pagar mais do que vêm pagando por disposição da Emenda citada, com a declaração de sua inconstitucionalidade, nem isso será pago mais, com todas as consequências sociais daí resultantes. </span></p>
<div style="line-height: normal; margin: 1em 0px; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt;">E o pior de tudo é que está se gestando uma cifra de igual valor pelo não cumprimento do piso nacional do magistério, tudo isso por edição de leis ou decisões administrativas inconsequentes. </span></div>
<div style="line-height: normal; margin: 1em 0px; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt;">Está surgindo uma ideia de federalizar a dívida de precatórios, como se o aumento de encargos da federação não resultasse em prejuízo de todos, especialmente daqueles estados que foram mais cuidadosos na gestão de suas contas, evitando a criação desses esqueletos.</span></div>
<div style="line-height: normal; margin: 1em 0px; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt;">Além disso, é bom não vender essa ilusão para a população, porque a União não iria assumir uma conta que representa mais de 2% do PIB nacional. Quem pariu<span style="mso-spacerun: yes;">  </span>Mateus que o embale. </span></div>
<div style="line-height: normal; margin: 1em 0px; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt;">Cada vez mais firmo minha convicção de que o maior problema brasileiro não é a corrupção, mas a irresponsabilidade fiscal. Os precatórios na sua origem confirmam isso. </span></div>
<div style="line-height: normal; margin: 1em 0px; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"></div>
<div style="line-height: normal; margin: 1em 0px; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt;">Publicado na Zero Hora de 19/03/2013.</span></div>
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		<title>Demagogia é o agente silencioso do mal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Oct 2009 11:55:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Leitura rápida]]></category>
		<category><![CDATA[Finanças públicas]]></category>
		<category><![CDATA[IPE]]></category>
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					<description><![CDATA[Há muito tempo venho defendendo uma ideia de que a corrupção, por mais abominável que seja, não é a principal causa de nossas mazelas, nem da crise financeira do setor público. A principal causa está na demagogia e na irresponsabilidade fiscal. Enquanto a primeira nos leva os milhões, as duas últimas nos levam os bilhões. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://1.bp.blogspot.com/_Xk_aVHB8UlQ/SwIJT6GNulI/AAAAAAAAAKE/rCo6D4nrg2E/s1600/corruption.jpg"><img decoding="async" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5404892740415502930" style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px; height: 136px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Xk_aVHB8UlQ/SwIJT6GNulI/AAAAAAAAAKE/rCo6D4nrg2E/s200/corruption.jpg" alt="" border="0" /></a>Há muito tempo venho defendendo uma ideia de que a corrupção, por mais abominável que seja, não é a principal causa de nossas mazelas, nem da crise financeira do setor público. A principal causa está na demagogia e na irresponsabilidade fiscal. Enquanto a primeira nos leva os milhões, as duas últimas nos levam os bilhões.</p>
<p>Não resta dúvida que o desvio de recursos do DETRAN causou prejuízo não só ao erário, mas também à nossa autoestima de gaúchos, porque sempre afirmamos, com orgulho, que não havia corrupção no Rio Grande do Sul, que sempre foi vista como uma prática de outras regiões do País.</p>
<p>Isso, no entanto, não autoriza ninguém afirmar que o problema das finanças do RS, como, de resto, do setor público em geral está na corrupção. O maior problema da crise dos governos está na irresponsabilidade fiscal e na demagogia.</p>
<p>E isso se prova aqui no RS, apenas com um exemplo: a pensão integral do IPE. A integralidade das pensões concedida generosamente pela Constituição de 1988 importa num acréscimo de gasto anual de R$ 500 milhões.</p>
<p>Se dividirmos essa importância por doze, teremos mais de R$ 41 milhões, o que significa mensalmente um gasto adicional equivalente ao desvio de recurso do DETRAN. Se considerarmos, ainda, o montante de pensões que estão em precatórios judiciais, em torno de R$ 3 bilhões, teremos gerado um montante de recursos equivalente a 75 vezes o valor surrupiado do citado órgão.</p>
<p>Mesmo que o pagamento integral das pensões tenha feito justiça em alguns casos, não cabe gerar uma despesa que perdurará por décadas, sem que tenham sido criados os recursos correspondentes. É nisso que vai o dinheiro que falta à saúde, à educação e à segurança pública.<br />
É por tudo isso que um candidato para merecer nosso voto não basta ser honesto. Além de honesto, deve ser vigilante e responsável na discussão e votação de leis que criam despesa.<br />
.</p>
<p>JORNAL DO COMÉRCIO, 20/10/2009.</p>
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		<title>Corrupção ou irresponsabilidade fiscal?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Jun 2006 12:37:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Leitura rápida]]></category>
		<category><![CDATA[Finanças públicas]]></category>
		<category><![CDATA[IPE]]></category>
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					<description><![CDATA[Os sucessivos escândalos noticiados nos últimos dois anos, sobretudo em nível federal, fazem recrudescer aquela convicção de que o maior mal do nosso país é a corrupção. Registre-se, entretanto, que embora a corrupção traga muitos prejuízos e cause a indignação social, não é ela a principal responsável pelo desvio e/ou aplicação indevida dos recursos públicos, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os sucessivos escândalos noticiados nos últimos dois anos, sobretudo em nível federal, fazem recrudescer aquela convicção de que o maior mal do nosso país é a corrupção.<br />
Registre-se, entretanto, que embora a corrupção traga muitos prejuízos e cause a indignação social, não é ela a principal responsável pelo desvio e/ou aplicação indevida dos recursos públicos, com todas as conseqüências sociais daí resultantes.<br />
Uma prova eloqüente dessa afirmativa é o caso do RS, onde os índices de corrupção estão entre os menores do país. No entanto, o Estado apresenta a pior situação financeira do País. A principal causa desta situação está na irresponsabilidade fiscal ou, até mesmo, na demagogia.<br />
Durante mais de 30 anos, nosso Estado apresentou altos déficits primários, mesmo que, em épocas passadas, a causa tenha sido os grandes investimentos.<br />
Na verdade, sempre gastamos muito mais do que arrecadamos. Concedemos vantagens a servidores, incompatíveis com um regime de economia estável. Aliás, bastou que a hiper-inflação acabasse para que a dimensão da crise aparecesse.<br />
Um exemplo gritante: porque 70% do montante de R$ 3 bilhões devido pelo Estado de precatórios judiciais é de responsabilidade do IPE? Porque a Constituição Federal de1988 determinou que a pensão por morte do servidor fosse integral, ou seja, 100% da última remuneração, embora não houvesse a correspondente contribuição para tanto.<br />
A contribuição existente era para o pagamento de uma pensão em torno da metade da última remuneração, ou pouco mais, conforme fosse o número de dependentes do servidor falecido.<br />
A própria dívida do Estado é conseqüência dos déficits contínuos e sistemáticos, eis que dívida não é outra coisa senão o estoque de déficits acumulados, acrescido de juros.<br />
O grande problema do Estado é a despesa com servidores inativos &#8211; pela sua dimensão e crescimento. Com certeza, este problema não existiria hoje, se há alguns anos tívessemos formado um fundo para essa finalidade. Mas não havia ambiente político para a aprovação de uma medida dessa ordem em nosso Estado.<br />
Concluindo, se hoje chegamos a condição de ter que despender a metade do que arrecadamos para pagar compromissos assumidos no passado, com a previdência e com adívida, a causa está nas decisões e omissões ocorridas ao longo dos anos, nem sempre condizentes com o interesse público.A corrupção é um problema grave, mas a demagogia e a irresponsabilidade fiscal, ainda são mais nocivas.</p>
<p><em>Publicado em Zero Hora, de 05/06/2006</em></p>
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