<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>ICMS &#8211; Darcy Francisco</title>
	<atom:link href="https://darcyfrancisco.com.br/tag/icms/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://darcyfrancisco.com.br</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Mon, 09 Dec 2024 13:31:52 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.7.3</generator>
	<item>
		<title>ICMS – Ainda estamos abaixo de 2014</title>
		<link>https://darcyfrancisco.com.br/2024/12/09/icms-ainda-estamos-abaixo-de-2014/</link>
					<comments>https://darcyfrancisco.com.br/2024/12/09/icms-ainda-estamos-abaixo-de-2014/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Dec 2024 13:31:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Finanças Públicas]]></category>
		<category><![CDATA[Finanças públicas]]></category>
		<category><![CDATA[ICMS]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://darcyfrancisco.com.br/?p=24998</guid>

					<description><![CDATA[O curto prazo é interessante, porque é nele que estamos vivendo, mas nunca devemos esquecer o passado, que é a nossa base de comparação. José Ingenieros já dizia: “La vida humana representa, la mayor parte de las veces, uma equación entre el passado e el futuro”. Quem examina a arrecadação do ICMS DE 2024 tem [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O curto prazo é interessante, porque é nele que estamos vivendo, mas nunca devemos esquecer o passado, que é a nossa base de comparação. José Ingenieros já dizia: “<em>La vida humana representa, la mayor parte de las veces, uma equación entre el passado e el futuro</em>”.</p>



<p>Quem examina a arrecadação do ICMS DE 2024 tem uma surpresa agradável, porque ela cresceu em relação ao exercício anterior 11,4% nominais e 9,5% reais. E, muita gente, com base nisso, já acha que o governo pode atender a todas às reivindicações da sociedade.</p>



<p>E é aí que devemos observar o comportamento do passado, nos últimos dez anos: 2014 a 2023, conforme tabela a seguir:</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="794" height="442" src="https://darcyfrancisco.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image-2.png" alt="" class="wp-image-24999" style="width:594px;height:auto"/></figure></div>


<p>No período 2014-2023, o ICMS <strong>cresceu apenas 2,7%</strong> em valores reais. E se compararmos com 2019, ano anterior à pandemia, houve um <strong>decréscimo real de 1,2%.</strong></p>



<p>Devemos considerar que um ano qualquer não deve ser tomado de forma estática, mas tomá-lo com base sua possível evolução no período.</p>



<p>Consideremos que de 2014 a 2023 o ICMS devesse crescer <strong>um mínimo de 2% reais ao ano</strong>, para compensar o crescimento vegetativo da folha, mesmo que as últimas reformas o tenham reduzido muito. No entanto, além dele, outras despesas sempre tendem a crescer. <em>Gasto público é como unha: cresce todo o dia e precisa ser cortada continuamente</em>.</p>



<p>Com base nisso, em 10 anos, o ICMS deveria ter crescido 21,90%, caso em que ele seria em 2014 R$ 56.070,6 mil. Com isso, o ICMS de 2024, estimado em R$ 51.552,8 mil, ficaria 8,1% abaixo do primeiro (Tabela 2).</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img decoding="async" width="678" height="402" src="https://darcyfrancisco.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image-3.png" alt="" class="wp-image-25000" style="width:596px;height:auto"/></figure></div>


<p><strong>Conclusão</strong>: ainda necessitamos crescer muito mais a arrecadação do ICMS, que significa crescer mais nossa economia. A alta a arrecadação do corrente ano é apenas um passo rumo à caminhada maior.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://darcyfrancisco.com.br/2024/12/09/icms-ainda-estamos-abaixo-de-2014/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Influência na arrecadação da redução das  alíquotas do ICMS no RS e demais estados  em 2022</title>
		<link>https://darcyfrancisco.com.br/2023/06/26/influencia-na-arrecadacao-da-reducao-das-aliquotas-do-icms-no-rs-e-demais-estados-em-2022/</link>
					<comments>https://darcyfrancisco.com.br/2023/06/26/influencia-na-arrecadacao-da-reducao-das-aliquotas-do-icms-no-rs-e-demais-estados-em-2022/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Jun 2023 21:34:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Leitura rápida]]></category>
		<category><![CDATA[Arrecadação tributária]]></category>
		<category><![CDATA[ICMS]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://financasrs.com.br/?p=22830</guid>

					<description><![CDATA[A redução das alíquotas sobre produtos seletivos (combustíveis, energia e telecomunicações e outros) a partir de julho de 2022 implicaram perda de arrecadação para muitos estados e municípios. A maioria dos estados continuou crescendo a arrecadação, mas com redução em relação ao 1° semestre do ano e alguns apresentaram grande redução, conforme descrito a seguir. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A redução das alíquotas sobre produtos seletivos (combustíveis, energia e telecomunicações e outros) a partir de julho de 2022 implicaram perda de arrecadação para muitos estados e municípios. A maioria dos estados continuou crescendo a arrecadação, mas com redução em relação ao 1° semestre do ano e alguns apresentaram grande redução, conforme descrito a seguir.</p>



<p>Em termos reais, as receitas correntes, que haviam crescido em 2021 sobre 2020, 9,5%, baixaram para 5,5% em 2022 sobre 2021. Houve seis estados com crescimento real entre 2021 e 2022, acima de 10%, sendo: 16,1% (PA) a 10,2% (CE). Santa Catarina foi o segundo em crescimento da receita corrente (14,1%).</p>



<p>Outros 16 estados apresentaram crescimento real da receita corrente entre 9,7% (AC) e 5,9% (SE).  Apenas 5 estados cresceram bem menos, começando com 0,7% (RJ), 0,3% (MG), -2,2 (DF), -3% (AL), e -,8,2% (RS</p>



<p>No entanto, a redução das alíquotas não foi a única causa da queda da receita em 2022, porque 11 estados apresentaram crescimento real da <strong>receita tributária</strong> (que depende da ação de cada Estado) sobre o ano anterior, embora com redução sobre o primeiro semestre, quando alíquotas não estavam reduzidas.  Mas, em 5 estados, entre eles o RS, houve grande decréscimo na receita tributária, decréscimo esse que já era grande no 1° semestre.</p>



<p>O Estado do RS ficou em último lugar no crescimento da receita tributária, cuja causa está na seca do ano passado, que reduziu em 45,6% o PIB da agropecuária, implicando numa queda de 5,1% no PIB estadual. Vale lembrar que em 2005, uma perda de 26,8% na agropecuária e de 2,7% no PIB estadual levou a um aumento de alíquota de 25% para 30% nos produtos seletivos.</p>



<p>Mas não foi só isso. Nas receitas de transferências, nosso Estado ficou no último lugar também, em decorrência da alteração no índice do Fundo de Participação do Estados – FPE, pela LC n 143/2013, que reduziu nossa já reduzida participação de 2,35% parar 1,52%, e com critérios adicionais que fizeram baixar ainda mais a cada ano, implicando uma perda da arrecadação, de R$ 2,5 bilhões no ano em 2022. </p>



<p>Não somos daqueles que vêm o Estado do RS prejudicado em tudo em relação à União, até porque temos hospitais e universidades federais em maior quantidade de que qualquer outro estado. No caso do FPE não há palavra no que defina adequadamente o tratamento dispensado ao RS, pelos parlamentares federais.</p>



<p>Diante de tudo, podemos afirmar que estão bem encaminhados quase todos os grandes problemas pelo lado da despesa, mas restam dois problemas enormes na receita:  as secas e o FPE.  As secas, periodicamente, se repetem, com grandes prejuízos à economia e às finanças estaduais.</p>



<p>O problema da seca cabe aos executivos estaduais resolverem. Já o caso do FPE depende de nossos parlamentares federais, que precisam tentar uma revisão dos critérios de distribuição do Fundo, para voltar, no mínimo, ao índice de 2015, que já era ruim. Se o Nordeste tem problemas (e tem), nosso Estado também tem várias regiões deprimidas econômico e socialmente.</p>



<p><a href="https://darcyfrancisco.com.br/wp-content/uploads/2023/06/INFLUENCIA-DA-REDUCAO-NOS-ESTADOS-DAS-ALIQUOTAS-DE-ICMS-EM-2022-4.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener" data-type="URL" data-id="https://darcyfrancisco.com.br/wp-content/uploads/2023/06/INFLUENCIA-DA-REDUCAO-NOS-ESTADOS-DAS-ALIQUOTAS-DE-ICMS-EM-2022-4.pdf">Acesse o estudo completo aqui.</a></p>



<p>Este estudo serviu como principal fonte para a matéria da Zero Hora de 03/07/2023. <a href="https://gauchazh.clicrbs.com.br/politica/noticia/2023/07/rs-teve-maior-perda-de-receita-corrente-entre-estados-em-2022-cljj2r5zn00ff0156c4dmx2s9.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener" data-type="URL" data-id="https://gauchazh.clicrbs.com.br/politica/noticia/2023/07/rs-teve-maior-perda-de-receita-corrente-entre-estados-em-2022-cljj2r5zn00ff0156c4dmx2s9.html">Confira a reportagem aqui.</a></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://darcyfrancisco.com.br/2023/06/26/influencia-na-arrecadacao-da-reducao-das-aliquotas-do-icms-no-rs-e-demais-estados-em-2022/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O ICMS sobre os combustíveis pode ter uma solução fácil</title>
		<link>https://darcyfrancisco.com.br/2022/02/07/o-icms-sobre-os-combustiveis-pode-ter-uma-solucao-facil/</link>
					<comments>https://darcyfrancisco.com.br/2022/02/07/o-icms-sobre-os-combustiveis-pode-ter-uma-solucao-facil/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Feb 2022 20:06:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Leitura rápida]]></category>
		<category><![CDATA[Combustíveis]]></category>
		<category><![CDATA[ICMS]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://financasrs.com.br/?p=22260</guid>

					<description><![CDATA[Por: Darcy Francisco Carvalho dos Santos[1] e Júlio Francisco Gregory Brunet[2] Há um modo simples de evitar a perda dos estados, sem sobrecarregar os contribuintes com reajustes acima da inflação: limitar o reajuste do ICMS dos combustíveis à variação do IPCA, que é o índice oficial de inflação e dos planos de ajuste fiscal dos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Por: Darcy Francisco Carvalho dos Santos<a href="#_ftn1">[1]</a> e Júlio Francisco Gregory Brunet<a href="#_ftn2">[2]</a></em></p>



<p>Há um modo simples de evitar a perda dos estados, sem sobrecarregar os contribuintes com reajustes acima da inflação: limitar o reajuste do ICMS dos combustíveis à variação do IPCA, que é o índice oficial de inflação e dos planos de ajuste fiscal dos estados.</p>



<p>O ICMS é o principal tributo brasileiro, responsável por 70% da receita corrente dos estados e boa parte da receita dos municípios. Os combustíveis, com uma participação entre 15% e 20% da arrecadação total são alvo de alíquotas especiais em função de seu peso e inelasticidade.</p>



<p>As duas principais causas do aumento do preço dos combustíveis estão no aumento do preço do petróleo que junto com&nbsp; &nbsp;taxa de câmbio originaram uma variação de 91,6% (12 meses, até novembro de 2021). Nos últimos três anos, a variação de preço e dólar foi 82%. Com o IPCA de 19,3%, no período, houve um crescimento real de 52,5%, o que corresponde uma variação média de 15% ao ano. &nbsp;</p>



<p>Apesar das despesas da União, Estados e Municípios ocorrerem, em reais, elas têm nos combustíveis uma fonte indexada ao dólar o que não faz nenhum sentido. O projeto aprovado na Câmara em out/21 transforma em valor fixo por litro o ICMS: a inflação logo ali adiante o defasará penalizando os estados e municípios. E, os governadores, através do CONFAZ, congelaram <strong>temporariamente</strong> o preço-pauta dos combustíveis (produto sujeito à substituição tributária).</p>



<p>A nosso ver seria mais simples a substituição da redação do § 4º do art. 8º da Lei complementar n° 87 de 13 de setembro de 1996, abaixo transcrito:</p>



<p>&nbsp;§ 4º A margem a que se refere a alínea c do inciso II do caput será estabelecida com base em preços usualmente praticados no mercado considerado, obtidos por levantamento, ainda que por amostragem ou através de informações e outros elementos fornecidos por entidades representativas dos respectivos setores, adotando-se a média ponderada dos preços coletados, devendo os critérios para sua fixação ser previstos em lei.</p>



<p>Que passará para a ter a seguinte redação (com a inclusão no texto em negrito):</p>



<p>§ 4º A margem a que se refere a alínea c do inciso II do caput será estabelecida com base em preços usualmente praticados no mercado considerado, obtidos por levantamento, ainda que por amostragem ou através de informações e outros elementos fornecidos por entidades representativas dos respectivos setores, adotando-se a média ponderada dos preços coletados, <strong>limitada (a média ponderada) &nbsp;à variação do IPCA, ou de outro índice que venha a substituí-lo,&nbsp; no período considerado</strong>, devendo os critérios para sua fixação ser previstos em lei.</p>



<p>Procedendo assim, os estados não deixarão de receber a variação da inflação nessa parte de sua receita, e os consumidores estarão livres desse sobre preço.</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p><a href="#_ftnref1">[1]</a> Economista, bacharel em Ciências Contábeis com curso de especialização em comércio internacional e integração econômica, contemplado em três oportunidade pelo Prêmio do Tesouro Nacional.</p>



<p><a href="#_ftnref2">[2]</a> Engenheiro, economista, mestre em economia, contemplado em três oportunidades pelo Prêmio do Tesouro Nacional e uma vez pelo IPEA.</p>



<p></p>



<ul class="wp-block-list"><li>Artigo <a href="https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2022/02/icms-sobre-combustiveis-pode-ter-solucao-facil.shtml" data-type="URL" data-id="https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2022/02/icms-sobre-combustiveis-pode-ter-solucao-facil.shtml" target="_blank" rel="noreferrer noopener">publicado na Folha de São Paulo</a> em 07/02/2022.</li></ul>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://darcyfrancisco.com.br/2022/02/07/o-icms-sobre-os-combustiveis-pode-ter-uma-solucao-facil/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Lei Kandir, mais uma ilusão gaúcha</title>
		<link>https://darcyfrancisco.com.br/2020/02/27/lei-kandir-mais-uma-ilusao-gaucha/</link>
					<comments>https://darcyfrancisco.com.br/2020/02/27/lei-kandir-mais-uma-ilusao-gaucha/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Feb 2020 10:35:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Leitura rápida]]></category>
		<category><![CDATA[ICMS]]></category>
		<category><![CDATA[Lei Kandir]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://financasrs.com.br/?p=9113</guid>

					<description><![CDATA[Historicamente, não podendo fazer as reformas que agora estão sendo feitas, o Estado do RS sempre atribuiu as causas de sua crise a fatores externos, o que é verdade apenas em parte. E, em decorrência, esperava sempre a solução por parte do governo federal. Quem não lembra do ressarcimento das estradas federais, que sempre constavam [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>
<p>Historicamente, não podendo fazer as reformas que agora estão sendo feitas, o Estado do RS sempre atribuiu as causas de sua crise a fatores externos, o que é verdade apenas em parte. E, em decorrência, esperava sempre a solução por parte do governo federal.</p>
<p>Quem não lembra do ressarcimento das estradas federais, que sempre constavam dos orçamentos, como a panaceia que equilibraria as contas do exercício? Pois, depois de incansáveis cobranças, o governo estadual acabou recebendo seu pagamento (R$ 258 milhões à época), que serviu para pagar o 13° salário do ano de 2002., para o que não dispunha de recursos.</p>
<p>De alguns anos para cá, a escolhida é a Lei Kandir e não é só por nosso Estado, mas por todos. Para quem não sabe, essa lei, cujos postulados foram constitucionalizados em 2003, isenta do ICMS a exportação de mercadorias, o que inclui produtos primários e semielaborados. Antes eram isentos somente os industrializados.</p>
<p>Para a maioria, isso passou ser a causa da crise dos Estados. O Estado do RS, entre 1970 e 1998, formou um déficit médio anual de 15%, sendo a causa primária do atual endividamento. A Lei Kandir é do final de 1996, portanto, sua influência foi de dois em 28 anos.</p>
<p>Embora pareça que os recursos estão concentrados da União, 67% de sua receita líquida é vinculada à Seguridade Social, onde foram despendidos 81% em 2018, alcançando todos os estados. Então, o que resta para atender mais de 30 ministérios e todos os demais órgãos, é apenas 19%.</p>
<p>Mas não é só isso, o País necessita formar superávit primário para pagar nem que seja uma parte dos juros, sem o que a dívida pública explode. Em 2019, o déficit primário foi de 79 bilhões, depois de ter sido R 160 bilhões em 2016. O déficit fiscal chegou a R$ 515 bilhões em 2015, está em R$ 388 bilhões.</p>
<p>Por isso, a União não tem como ressarcir os estados. E se o fizer, será mediante criação de mais impostos. Então, se precisa de mais impostos que os estados o façam e recebam as consequências resultantes, boas ou más. Afinal, não querem mais Brasil e menos Brasília?</p>
<p>Isso não é uma apologia à criação de impostos. Quero apenas mostrar que essa reivindicação como vem sendo feita é impossível. E que temos que ter em mente que como gaúchos ou de qualquer outro estado, somos também brasileiros. E a ninguém interessa o desequilíbrio federal.</p>
<p>Publicado no Jornal do Comércio de 27/02/2020.</p>
<p>Per ler no jornal, clique <a href="https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/opiniao/2020/02/726707-lei-kandir-mais-uma-ilusao-gaucha.html">aqui.</a></p>
</div>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://darcyfrancisco.com.br/2020/02/27/lei-kandir-mais-uma-ilusao-gaucha/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>ICMS é uma vigarice do RS?</title>
		<link>https://darcyfrancisco.com.br/2020/02/08/icms-e-uma-vigarice-do-rs/</link>
					<comments>https://darcyfrancisco.com.br/2020/02/08/icms-e-uma-vigarice-do-rs/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Feb 2020 15:09:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Leitura rápida]]></category>
		<category><![CDATA[ICMS]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://financasrs.com.br/?p=9100</guid>

					<description><![CDATA[O Presidente da República acusa dos estados de não repassarem as reduções dos preços dos combustíveis nas refinarias para o preço final dos produtos, compartilhando a explicação do jornalista Gustavo Victorino em programa na Rede Pampa, em que acusa o governo do Estado do RS de praticar uma vigarice em relação à cobrança do ICMS [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Presidente da República acusa dos estados de não repassarem as reduções dos preços dos combustíveis nas refinarias para o preço final dos produtos, compartilhando a explicação do jornalista Gustavo Victorino em programa na Rede Pampa, em que acusa o governo do Estado do RS de praticar uma <strong><em>vigarice</em></strong> em relação à cobrança do ICMS sobre a gasolina.</p>
<p>Concordo com o jornalista no que conserne ao excesso de tributação da gasolina. No entanto, não concordo com o termo <em>vigarice</em> e nem pelo fato de ser só no RS, pelas razões a seguir expostas. Concordo que o procedimento citado <strong>deva ser modificado</strong> e o momento adequado é a reforma tributária que está por vir. Vou tentar explicar isso tecnicamente.</p>
<p>O ICMS, Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços, de competência dos estados, é o tributo de maior arrecadação no País, tendo alcançado 20,5% da carga tributária nacional em 2018, seguido do Imposto de Renda (16%) e da contribuição previdenciária (15,4%). O ICMS representa mais de 60% da receita líquida do Estado do RS, com uma grande participação na receita dos municípios para onde são transferidos 25% de sua arrecadação. Na média nacional cai um pouco, porque os estados do Norte, Nordeste e Centro Oeste recebem muito do Fundo de Participação dos Estados (FPE), com origem no Imposto de Renda e IPI.</p>
<p>Até 1965 havia o Imposto sobre Vendas e Consignações (desde 1934), que foi substituído pelo Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICM) que, a partir de 1988, teve sua base tributária aumentada, com a inclusão em sua competência de serviços de comunicação, energia elétrica e transportes, passando a ser Imposto de Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS).</p>
<p>Para explicar o assunto tomo os dados do próprio jornalista, quando diz que a gasolina sai da refinaria por R$ 2,03 e o preço sobre o qual o Estado do RS cobra o tributo (preço-pauta) é R$ 4,68, cujos 30% dá R$ 1,4, que corresponde a 70% sobre o preço que sai da bomba. Isso é verdade.</p>
<p>O valor r$ 4,68 é o <strong>preço de pauta, </strong>que existe pelo fato de a gasolina ser um produto cujo pagamento é por <strong>substituição tributária</strong>, quando sai da refinaria, isto é, na fonte do produto. Como o imposto incide sobre o preço de venda que ainda não existe, é adotado o chamado preço-pauta, calculado pela média do mercado. A substituição tributária é um procedimento adotado para simplificar a cobrança e evitar a sonegação, embora tenha suas inconveniências pelo lado do contribuinte. .</p>
<p>A incidência do tributo sobre o <strong>preço de venda</strong> é um procedimento adotado <strong>não só no RS,</strong> mas em todo os estados. A diferença do RS está na alíquota, que é 30%, enquanto na maioria dos estados é 25%. Corroborando com que diz o jornalista, uma alíquota de 25% por dentro equivale a uma alíquota efetiva de 33% (25/75) e uma de 30% a 42,86% (30/70).</p>
<p>Ao contrário do IPI, por exemplo, em que o imposto incide por fora, no ICMS a incidência é <strong>por dentro</strong>, sobre o preço final do produto, o que acaba incidindo o <strong>sobre si mesmo</strong>. E isso tem sido questionado na justiça.</p>
<p>Trata-se de um procedimento que ocorre com todos os produtos e não é só com a gasolina, embora nos combustíveis fique mais evidente, porque as alíquotas são maiores. É um critério que leva a essa cobrança excessiva.</p>
<p><strong>Como se processa a formação do preço</strong></p>
<p>O preço final da gasolina pode ser expresso pela seguinte equação:</p>
<p>PV = CD + i. PV,</p>
<p>Onde:</p>
<p>PV = preço de venda</p>
<p>CD = custo direto (gasolina, álcool anidro e custo de transporte)</p>
<p>‘i = taxa de incidência sobre o preço de venda.</p>
<p>Substituindo as variáveis pelos valores citados pelo jornalista, temos:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>4,68 = 2,03 + 4,68i</p>
<p>Resolvendo a equação temos:</p>
<p>‘i = ( 4,68 – 2,03)/4,68 = 0,5662 ou 56,62%.</p>
<p>Então, o acréscimo sobre as vendas é 56,62%, dos quais 30% são cobrados pelo Estado, ficando os demais para tributos federais e margem de revenda.</p>
<p>Finalizando, concordo que há um excesso de tributação na gasolina e nos demais combustíveis, mas tirando o fato de que o Estado do RS cobrar uma alíquota maior (30%, para 25% na maioria), trata-se de uma problema nacional, de como o produto é cobrado, com incidência sobre ele mesmo e até sobre o IPI.</p>
<p>Volto a dizer que se trata de um assunto para reforma tributária, mas diante da crise financeira dos entes federados muita coisa não poderá ser feita. Mesmo com a parte federal, cuja maioria é destinada à Seguridade Social, que também apresenta uma situação deficitária alta e crescente. .</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://darcyfrancisco.com.br/2020/02/08/icms-e-uma-vigarice-do-rs/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O grande impasse estadual</title>
		<link>https://darcyfrancisco.com.br/2018/12/05/o-grande-impasse-estadual/</link>
					<comments>https://darcyfrancisco.com.br/2018/12/05/o-grande-impasse-estadual/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Dec 2018 12:06:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Leitura rápida]]></category>
		<category><![CDATA[ICMS]]></category>
		<category><![CDATA[Previdência social]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://financasrs.com.br/?p=8821</guid>

					<description><![CDATA[Diante das últimas notícias, parece que ficou difícil a adesão ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF) que zera as prestações da dívida por três anos, prorrogável por mais três, neste caso com pagamentos escalonados e crescentes, recompondo a prestação no 36º mês. A adesão ao RRF é a condição para eliminar um déficit superior a [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Diante das últimas notícias, parece que ficou difícil a adesão ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF) que zera as prestações da dívida por três anos, prorrogável por mais três, neste caso com pagamentos escalonados e crescentes, recompondo a prestação no 36º mês.</p>
<p>A adesão ao RRF é a condição para eliminar um déficit superior a R$ 6 bilhões nos próximos anos.</p>
<p>No entanto, só a adesão a ele não basta, até porque no final as prestações da dívida serão maiores, devido aos vários anos de pagamentos zerados ou reduzidos.</p>
<p>Além disso, precisa que volte o crescimento econômico, para que aumente a receita, o que não elimina a necessidade de renovar as atuais alíquotas do ICMS por um prazo dilatado. Mas isso também não basta, porque só o aumento de receita não tira o Estado da crise. .</p>
<p>Isso porque, depois da redução dos déficits históricos, três fatores os fizeram recrudescer, que foram: os altos reajustes salariais concedidos no período 2011-2014, o crescimento da despesa previdenciária e a recessão econômica atual.</p>
<p>A folha de pagamentos mais do que dobrou entre 2011 e 2017, quando passou de R$ 13,5 bilhões em 2010 para R$ 27 bilhões (102%), quando o índice de inflação foi 56% e o crescimento da receita, 72%. Mais de R$ 5 bilhões desse acréscimo ocorreu no governo atual, sem que nada decorresse de sua decisão.</p>
<p>O alto valor da folha, com grande participação de inativos e pensionistas, gera um crescimento vegetativo igual ao do crescimento real da receita, anulando seu efeito. Isso só pode ser enfrentado com baixa reposição física dos servidores que se aposentam e a não concessão de reajustes salariais, mesmo que nominais. Somente alguns reajustes pontuais poderão ser concedidos.</p>
<p>As demais despesas também deverão ter reajustes abaixo do índice de inflação para que quando findar os seis anos do Regime de Recuperação Fiscal os déficits  tenham sido gradativamente eliminados.</p>
<p>. Se não atentarmos para isso, mesmo que consigamos aderir ao referido Regime, podemos chegar a seu final pior do que estamos hoje.</p>
<p>Eis o grande impasse estadual, talvez o maior de todos os tempos!</p>
<p><em>Publicado no Jornal do Comércio de 05/12/2018</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://darcyfrancisco.com.br/2018/12/05/o-grande-impasse-estadual/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Perdas da Lei Kandir, o falso diagnóstico</title>
		<link>https://darcyfrancisco.com.br/2018/07/06/perdas-da-lei-kandir-o-falso-diagnostico/</link>
					<comments>https://darcyfrancisco.com.br/2018/07/06/perdas-da-lei-kandir-o-falso-diagnostico/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Jul 2018 22:57:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Leitura rápida]]></category>
		<category><![CDATA[ICMS]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://financasrs.com.br/?p=8730</guid>

					<description><![CDATA[Os Estados, &#160;de um modo geral, &#160;atribuem às denominadas perdas da Lei Kandir a culpa por todas suas mazelas financeiras. De fato, as transferências federais vêm caindo e perdendo&#160; importância no contexto das receitas correntes estaduais. No Estado do RS, por exemplo, as transferências federais eram 13,7% das receitas correntes em 2000 e em 2017 [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os Estados, &nbsp;de um modo geral, &nbsp;atribuem às denominadas perdas da Lei Kandir a culpa por todas suas mazelas financeiras. De fato, as transferências federais vêm caindo e perdendo&nbsp; importância no contexto das receitas correntes estaduais. No Estado do RS, por exemplo, as transferências federais eram 13,7% das receitas correntes em 2000 e em 2017 são apenas 8,7%, descendo para 5,7% quando se lhe retiram as perdas do Fundeb. Estas últimas, no entanto, são canalizadas para os municípios do próprio Estado e aplicadas na educação básica.</p>
<p>De fato, as transferências da Lei Kandir vêm caindo sistematicamente em termos reais, mas a queda das transferências federais foi generalizada e especialmente, de 2012 para cá. A causa principal dessa queda foram <strong>as desonerações fiscais</strong> indiscriminadas, feitas pelo governo federal da época.</p>
<p>A transferência que caiu menos no caso do RS foi o Fundo de Participação dos Estados, mas que passará a cair de agora em diante, porque o índice do Estado, que já era baixo (2,35), &nbsp;passará para 1,35 nas parcelas incrementais, uma queda de 35%. Aliás, as regiões Sul e Sudeste, com maior população que as demais recebiam apenas 15%, devendo passar para 15,83% sobre as parcelas incrementais, com a última alteração. O Estado do RS foi o grande perdedor, como vimos acima.</p>
<p>Mas a grande causa dessa queda das transferências, pelo menos das não obrigatórias, &nbsp;está nos altos déficits do Governo Central, que também se acentuaram nos últimos anos.</p>
<p>Por isso e pelas razões adiante expostas que é que entendemos que atribuir à Lei Kandir as mazelas dos Estados é um falso diagnóstico.</p>
<p>Por outro lado, os Estados, ao longo do tempo, sempre procuraram empurrar para a União a obrigação de financiar suas<strong> gastanças</strong>, especialmente para cobrir os rombos decorrentes da concessão excessiva de vantagens a pessoal, visando vantagens eleitorais.</p>
<p>Em nosso entendimento, a lei de responsabilidade fiscal teria solução para isso, mas deixou de ser cumprida, conforme vemos adiante. . Ao atribuir &nbsp;&nbsp;&nbsp;às perdas da Lei Kandir a razão pela a crise e apostar no ressarcimento delas como&nbsp; solução do problema &nbsp;é crer num falso diagnóstico e refugiar-se no autoengano. É o que passamos a tratar.</p>
<p>Para ler o texto completo em PDF, com planilhas e gráficos, clique abaixo.</p>
<p><a href="http://financasrs.com.br/wp-content/uploads/2018/07/Perdas-da-Lei-Kandir-o-falso-diagnóstico.pdf">Perdas da Lei Kandir o falso diagnóstico</a></p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://darcyfrancisco.com.br/2018/07/06/perdas-da-lei-kandir-o-falso-diagnostico/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Que venha a CPI dos parcelamentos!</title>
		<link>https://darcyfrancisco.com.br/2017/09/28/que-venha-a-cpi-dos-parcelamentos/</link>
					<comments>https://darcyfrancisco.com.br/2017/09/28/que-venha-a-cpi-dos-parcelamentos/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Sep 2017 11:52:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Leitura rápida]]></category>
		<category><![CDATA[ICMS]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://financasrs.com.br/?p=8438</guid>

					<description><![CDATA[A oposição quer uma CPI para entender as causas dos parcelamentos salariais, o que não há nenhum sentido, porque  parcelamento salarial é tão ruim aos servidores e tão desgastante ao governo que, podendo pagar em dia, só um governante camicase o faria. A penúria das finanças estaduais é conhecida de todos e se agravou muito [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A oposição quer uma CPI para entender as causas dos parcelamentos salariais, o que não há nenhum sentido, porque  parcelamento salarial é tão ruim aos servidores e tão desgastante ao governo que, podendo pagar em dia, só um governante camicase o faria.</p>
<p>A penúria das finanças estaduais é conhecida de todos e se agravou muito nos últimos anos. Mas, vamos aos fatos:</p>
<p>Com o fim da hiperinflação em 1994, restou ao governo do Sr. Antônio Britto (1995-1998) financiar os déficits por meio de privatização. O governo Olívio, que lhe sucedeu, além dos excedentes de privatização recebidos, sacou do caixa único R$ 4,9 bilhões, em valores de hoje, sem posterior devolução, o que se tornou regra daí em diante.</p>
<p>O governo seguinte, do Sr. Germano Rigotto, aumentou alíquotas do ICMS e sacou do caixa único, em montante atualizado R$ 2,9 bilhões. A seu favor pode ser dito que enfrentou as duas maiores secas das últimas décadas. Iniciou a renegociação da dívida extralimite, completada no governo seguinte, com grandes vantagens ao Estado.</p>
<p>Seguiu-se o governo da Sra. Yeda Crusius, que utilizou R$ 2,5 bilhões do caixa único, somente em seu primeiro ano, para compensar a redução das alíquotas de ICMS, cuja manutenção lhe foi negada, além de ter contado com o produto da venda das ações do Banrisul. Com uma administração financeira séria e responsável e contando com o crescimento da arrecadação, decorrente do “boom das commodities”, praticamente eliminou os déficits.</p>
<p>O governo seguinte, do Sr. Tarso Genro, recebeu o Estado praticamente sem déficit, com R$ 4 bilhões em depósitos judiciais e com 15% de margem de endividamento. Sacou do caixa único em valores de hoje R$ 8,9 bilhões, ultrapassou a margem de endividamento, ao contrair R$ 5 bilhões de empréstimos, e propiciou um crescimento da folha de pagamento de R$ 8,2 bilhões em valores da época, cujo percentual foi de 2,3 vezes o da inflação e 1,5 vezes o do crescimento da receita.</p>
<p>Concedeu, ainda,  reajustes salariais generalizados, muitos em altos percentuais até 2018, sem receita permanente para sua cobertura, conforme determina a lei de responsabilidade fiscal. A seu favor deve ser dito que fez tudo com aprovação unânime do parlamento.</p>
<p>O atual governo recebeu o Estado com um déficit de R$ 5,4 bilhões, com um encargo previdenciário de 32% da RCL, em que 57,3% da folha são inativos e pensionistas. Vem se mantendo como a utilização de R$ 3,8 bilhões do caixa único, da cessão das contas dos servidores ao Banrisul, que lhe rendeu R$ 1,3 bilhão, e diversos outros ajustes, além da redução do serviço da dívida em 2016 (R$ 2,3 bilhões) e sua posterior eliminação, por liminar. Mas isso não é suficiente.</p>
<p>Precisa aderir ao Plano de Recuperação Fiscal, que ainda não será a solução, mas é a única forma capaz de reduzir um déficit de R$ 6,9 bilhões para 2018, cuja receita necessária para cobri-lo  chega a R$ 11 bilhões, devido às vinculações.</p>
<p>O Estado é um doente em estado terminal. Sem o remédio,  morre irremediavelmente. Com o remédio pode, a muito custo, se salvar. Não quero nem pensar na hipótese da não adesão ao plano federal, porque serão os que ganham menos os que mais sofrerão.</p>
<p>Mas se há dúvida a respeito, então, que venha a CPI!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://darcyfrancisco.com.br/2017/09/28/que-venha-a-cpi-dos-parcelamentos/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>2</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Socorro aos Estados: um alerta</title>
		<link>https://darcyfrancisco.com.br/2016/12/19/socorro-aos-estados-um-alerta/</link>
					<comments>https://darcyfrancisco.com.br/2016/12/19/socorro-aos-estados-um-alerta/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Dec 2016 10:34:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Leitura rápida]]></category>
		<category><![CDATA[Crise fiscal]]></category>
		<category><![CDATA[Finanças públicas]]></category>
		<category><![CDATA[ICMS]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://financasrs.com.br/2016/12/19/socorro-aos-estados-um-alerta/</guid>

					<description><![CDATA[A literatura das finanças públicas está repleta de exemplos de momentos de prosperidade econômica que foram o prenúncio de outros de dificuldade financeira. Bem recentemente tivemos o “boom das commodities”, quando os preços dessas mercadorias cresceram 170% em dólar, com grande reflexo no crescimento da arrecadação federal, que possibilitou a geração de despesa que depois [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: right;" align="right"></div>
<div><span style="font-size: 12pt;">A literatura das finanças públicas está repleta de exemplos de momentos de prosperidade econômica que foram o prenúncio de outros de dificuldade financeira. Bem recentemente tivemos o “boom das commodities”, quando os preços dessas mercadorias cresceram 170% em dólar, com grande reflexo no crescimento da arrecadação federal, que possibilitou a geração de despesa que depois não tiveram mais suporte financeiro, transformando-se numa das causas da crise atual. Em nosso Estado o dinheiro fácil e finito dos depósitos judiciais produziu efeitos semelhantes.</span></div>
<div><span style="font-size: 12pt;"> </span></div>
<div style="text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt;">A proposta de socorro aos Estados em calamidade, aprovada pelo Senado, que suspende o pagamento das prestações da dívida por três anos, até 2019, pode gerar uma vã sensação de bonança, de que tudo está resolvido, quando apenas houve um alívio financeiro para o atual o governo e para o seguinte, em seu primeiro ano. Um alívio muito importante. </span></div>
<div style="text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt;"> </span></div>
<div style="text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt;">Mas ela impõe o cumprimento de um conjunto de medidas de ajuste fiscal, muitas das quais o atual governo já fez ou está tentando aprovação legislativa. </span></div>
<div style="text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt;"> </span></div>
<div style="text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt;">A principal exigência e, ao mesmo tempo a mais difícil de cumprir, é a que determina a redução do crescimento automático da folha de salários, em decorrência dos reajustes salariais concedidos no governo passado, que vão até novembro de 2018, e da necessidade de reposição dos servidores que se aposentam. Essa última impõe uma reforma da previdência, que terá que ser feita em nível federal, para atender também  outra exigência, a das pensões. </span></div>
<div style="text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt;"> </span></div>
<div style="text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt;">Mesmo que o projeto preveja penalidades pelo não cumprimento de  suas exigências, temo que não sejam aprovados os ajustes necessários, pelas razões expostas. </span></div>
<div style="text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt;"> </span></div>
<div style="text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt;"> Com isso, estaremos transferindo para o futuro um problema agravado, porque os descontos da dívida cessam em 2019, voltando depois a prestação que dever ficar um pouco maior, porque esses descontos não são de graça. </span></div>
<div style="text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt;"> </span></div>
<div style="text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt;">Se o governo estadual não fizer os ajustes necessários, não adiantará nem prorrogar o período de majoração das alíquotas do ICMS aprovado em 2015. Poderá a emenda ficar pior do que o soneto. </span></div>
<div style="text-indent: 21.3pt;"></div>
<div style="text-indent: 21.3pt;"></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt;">Publicado na Zero Hora de 19/12/2016.</span></div>
<div style="text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt;">Para ler o artigo na Zero Hora, clique<a href="https://www.blogger.com/Socorro%20aos%20estados:%20um%20alerta!%20%20Darcy%20Francisco%20Carvalho%20dos%20Santos%20Economista%20%20%20%20A%20literatura%20das%20finan%C3%A7as%20p%C3%BAblicas%20est%C3%A1%20repleta%20de%20exemplos%20de%20momentos%20de%20prosperidade%20econ%C3%B4mica%20que%20foram%20o%20pren%C3%BAncio%20de%20outros%20de%20dificuldade%20financeira.%20Bem%20recentemente%20tivemos%20o%20%E2%80%9Cboom%20das%20commodities%E2%80%9D,%20quando%20os%20pre%C3%A7os%20dessas%20mercadorias%20cresceram%20170%25%20em%20d%C3%B3lar,%20com%20grande%20reflexo%20no%20crescimento%20da%20arrecada%C3%A7%C3%A3o%20federal,%20que%20possibilitou%20a%20gera%C3%A7%C3%A3o%20de%20despesa%20que%20depois%20n%C3%A3o%20tiveram%20mais%20suporte%20financeiro,%20transformando-se%20numa%20das%20causas%20da%20crise%20atual.%20Em%20nosso%20Estado%20o%20dinheiro%20f%C3%A1cil%20e%20finito%20dos%20dep%C3%B3sitos%20judiciais%20produziu%20efeitos%20semelhantes.%20A%20proposta%20de%20socorro%20aos%20Estados%20em%20calamidade,%20aprovada%20pelo%20Senado,%20que%20suspende%20o%20pagamento%20das%20presta%C3%A7%C3%B5es%20da%20d%C3%ADvida%20por%20tr%C3%AAs%20anos,%20at%C3%A9%202019,%20pode%20gerar%20uma%20v%C3%A3%20sensa%C3%A7%C3%A3o%20de%20bonan%C3%A7a,%20de%20que%20tudo%20est%C3%A1%20resolvido,%20quando%20apenas%20houve%20um%20al%C3%ADvio%20financeiro%20para%20o%20atual%20o%20governo%20e%20para%20o%20seguinte,%20em%20seu%20primeiro%20ano.%20Um%20al%C3%ADvio%20muito%20importante.%20%20Mas%20ela%20imp%C3%B5e%20o%20cumprimento%20de%20um%20conjunto%20de%20medidas%20de%20ajuste%20fiscal,%20muitas%20das%20quais%20o%20atual%20governo%20j%C3%A1%20fez%20ou%20est%C3%A1%20tentando%20aprova%C3%A7%C3%A3o%20legislativa.%20%20A%20principal%20exig%C3%AAncia%20e,%20ao%20mesmo%20tempo%20a%20mais%20dif%C3%ADcil%20de%20cumprir,%20%C3%A9%20a%20que%20determina%20a%20redu%C3%A7%C3%A3o%20do%20crescimento%20autom%C3%A1tico%20da%20folha%20de%20sal%C3%A1rios,%20em%20decorr%C3%AAncia%20dos%20reajustes%20salariais%20concedidos%20no%20governo%20passado,%20que%20v%C3%A3o%20at%C3%A9%20novembro%20de%202018,%20e%20da%20necessidade%20de%20reposi%C3%A7%C3%A3o%20dos%20servidores%20que%20se%20aposentam.%20Essa%20%C3%BAltima%20imp%C3%B5e%20uma%20reforma%20da%20previd%C3%AAncia,%20que%20ter%C3%A1%20que%20ser%20feita%20em%20n%C3%ADvel%20federal,%20para%20atender%20tamb%C3%A9m%20%20outra%20exig%C3%AAncia,%20a%20das%20pens%C3%B5es.%20%20Mesmo%20que%20o%20projeto%20preveja%20penalidades%20pelo%20n%C3%A3o%20cumprimento%20de%20%20suas%20exig%C3%AAncias,%20temo%20que%20n%C3%A3o%20sejam%20aprovados%20os%20ajustes%20necess%C3%A1rios,%20pelas%20raz%C3%B5es%20expostas.%20%20%20Com%20isso,%20estaremos%20transferindo%20para%20o%20futuro%20um%20problema%20agravado,%20porque%20os%20descontos%20da%20d%C3%ADvida%20cessam%20em%202019,%20voltando%20depois%20a%20presta%C3%A7%C3%A3o%20que%20dever%20ficar%20um%20pouco%20maior,%20porque%20esses%20descontos%20n%C3%A3o%20s%C3%A3o%20de%20gra%C3%A7a.%20%20Se%20o%20governo%20estadual%20n%C3%A3o%20fizer%20os%20ajustes%20necess%C3%A1rios,%20n%C3%A3o%20adiantar%C3%A1%20nem%20prorrogar%20o%20per%C3%ADodo%20de%20majora%C3%A7%C3%A3o%20das%20al%C3%ADquotas%20do%20ICMS%20aprovado%20em%202015.%20Poder%C3%A1%20a%20emenda%20ficar%20pior%20do%20que%20o%20soneto.%20%20%20%20Publicado%20na%20Zero%20Hora%20de%2019/12/2016."> aqui.</a></span></div>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://darcyfrancisco.com.br/2016/12/19/socorro-aos-estados-um-alerta/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>5</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Gastos em demasia, a grande causa</title>
		<link>https://darcyfrancisco.com.br/2016/08/22/gastos-em-demasia-a-grande-causa/</link>
					<comments>https://darcyfrancisco.com.br/2016/08/22/gastos-em-demasia-a-grande-causa/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Aug 2016 10:16:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Leitura rápida]]></category>
		<category><![CDATA[Finanças públicas]]></category>
		<category><![CDATA[ICMS]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://financasrs.com.br/2016/08/22/gastos-em-demasia-a-grande-causa/</guid>

					<description><![CDATA[Referindo-se ao excesso de gastos praticados pelos governos, Margareth Thatcher disse certa vez que “se o Estado gastar demais, ele só pode fazê-lo tomando da poupança ou cobrando mais tributos. E não adianta pensar que alguém irá pagar. Esse “alguém” é você. Não existe isso que chamam de dinheiro público. Existe apenas o dinheiro de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: right;" align="right"></div>
<div></div>
<div><span style="font-size: 12pt;">Referindo-se ao excesso de gastos praticados pelos governos, Margareth Thatcher disse certa vez que “se o Estado gastar demais, ele só pode fazê-lo tomando da poupança ou cobrando mais tributos. E não adianta pensar que alguém irá pagar. Esse “alguém” é você. Não existe isso que chamam de dinheiro público. Existe apenas o dinheiro de quem paga impostos”</span></div>
<div><span style="font-size: 12pt;"> </span></div>
<div style="text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt;"> O governo do Estado, como uma das medidas para enfrentar a crise financeira, aumentou, a partir de 2016, várias alíquotas do ICMS, tornando mais dispendiosos a já cara conta de energia elétrica, os combustíveis, a telefonia, entre outros itens. </span></div>
<div style="text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt;"> </span></div>
<div style="text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt;">Como o Estado vem de uma crise histórica e a economia do País atravessa grande recessão, a crença popular e até de certos escalões governamentais é de que esses fatos são os únicos </span><span style="font-size: 12pt; text-indent: 21.3pt;">responsáveis pela situação calamitosa das finanças estaduais, que leva o governo a atrasar salários e desatender outros compromissos.</span></div>
<div style="text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt; text-indent: 21.3pt;"> </span></div>
<div style="text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt;">No entanto, além desses fatos, há uma causa recente, que foi a dissonância entre o crescimento da receita e o aumento dos gastos com pessoal nos últimos cinco anos, o que vou tentar explicar, mesmo com as limitações que o espaço me impõe.</span></div>
<div style="text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt;"> </span></div>
<div style="text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt;">O ICMS, principal item de arrecadação, destina uma parcela aos municípios, restando para o Estado um líquido. Pois, com esse líquido em 2010 era possível pagar toda a despesa com pessoal e, ainda, restavam R$ 837 milhões (7%). A partir de 2011, a situação inverteu-se. Em 2014, com esses recursos, passaram a faltar R$ 2,2 bilhões para completar a folha e, em 2015, R$ 3,6 bilhões (-15%). Nesses cinco anos, o crescimento nominal do tributo citado foi de 51% e a despesa com pessoal, 90% (9,5% e 38% acima da inflação, respectivamente). Deve ser destacado que esse crescimento ocorreu a despeito de grande ajuste feito em 2015. </span></div>
<div style="text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt;"> </span></div>
<div style="text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt;">Enquanto não evitarmos esses excessos de gastos, teremos aumentos de impostos e carência de recursos para aplicar em saúde, educação e segurança pública. Por isso, não basta gritar contra a falta de serviços básicos. Antes, temos que exigir responsabilidade fiscal dos governos. </span></div>
<div style="text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt;"> </span></div>
<div style="text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt;">Texto publicado na Zero Hora de 22/08/2016. Para ler no jornal, clique <a href="http://zh.clicrbs.com.br/rs/opiniao/noticia/2016/08/darcy-francisco-carvalho-dos-santos-gastos-em-demasia-a-grande-causa-7311138.html">aqui.</a></span></p>
<p><b>Para ler o texto completo, com tabelas e gráficos, clique <a href="http://financasrs.com.br/arquivos/ICMS_pessoal">aqui.</a></b></div>
<p>&nbsp;</p>
<div></div>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://darcyfrancisco.com.br/2016/08/22/gastos-em-demasia-a-grande-causa/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>3</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
