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	<title>Crise fiscal &#8211; Darcy Francisco</title>
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		<title>Socorro aos Estados: um alerta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Dec 2016 10:34:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Leitura rápida]]></category>
		<category><![CDATA[Crise fiscal]]></category>
		<category><![CDATA[Finanças públicas]]></category>
		<category><![CDATA[ICMS]]></category>
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					<description><![CDATA[A literatura das finanças públicas está repleta de exemplos de momentos de prosperidade econômica que foram o prenúncio de outros de dificuldade financeira. Bem recentemente tivemos o “boom das commodities”, quando os preços dessas mercadorias cresceram 170% em dólar, com grande reflexo no crescimento da arrecadação federal, que possibilitou a geração de despesa que depois [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: right;" align="right"></div>
<div><span style="font-size: 12pt;">A literatura das finanças públicas está repleta de exemplos de momentos de prosperidade econômica que foram o prenúncio de outros de dificuldade financeira. Bem recentemente tivemos o “boom das commodities”, quando os preços dessas mercadorias cresceram 170% em dólar, com grande reflexo no crescimento da arrecadação federal, que possibilitou a geração de despesa que depois não tiveram mais suporte financeiro, transformando-se numa das causas da crise atual. Em nosso Estado o dinheiro fácil e finito dos depósitos judiciais produziu efeitos semelhantes.</span></div>
<div><span style="font-size: 12pt;"> </span></div>
<div style="text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt;">A proposta de socorro aos Estados em calamidade, aprovada pelo Senado, que suspende o pagamento das prestações da dívida por três anos, até 2019, pode gerar uma vã sensação de bonança, de que tudo está resolvido, quando apenas houve um alívio financeiro para o atual o governo e para o seguinte, em seu primeiro ano. Um alívio muito importante. </span></div>
<div style="text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt;"> </span></div>
<div style="text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt;">Mas ela impõe o cumprimento de um conjunto de medidas de ajuste fiscal, muitas das quais o atual governo já fez ou está tentando aprovação legislativa. </span></div>
<div style="text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt;"> </span></div>
<div style="text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt;">A principal exigência e, ao mesmo tempo a mais difícil de cumprir, é a que determina a redução do crescimento automático da folha de salários, em decorrência dos reajustes salariais concedidos no governo passado, que vão até novembro de 2018, e da necessidade de reposição dos servidores que se aposentam. Essa última impõe uma reforma da previdência, que terá que ser feita em nível federal, para atender também  outra exigência, a das pensões. </span></div>
<div style="text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt;"> </span></div>
<div style="text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt;">Mesmo que o projeto preveja penalidades pelo não cumprimento de  suas exigências, temo que não sejam aprovados os ajustes necessários, pelas razões expostas. </span></div>
<div style="text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt;"> </span></div>
<div style="text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt;"> Com isso, estaremos transferindo para o futuro um problema agravado, porque os descontos da dívida cessam em 2019, voltando depois a prestação que dever ficar um pouco maior, porque esses descontos não são de graça. </span></div>
<div style="text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt;"> </span></div>
<div style="text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt;">Se o governo estadual não fizer os ajustes necessários, não adiantará nem prorrogar o período de majoração das alíquotas do ICMS aprovado em 2015. Poderá a emenda ficar pior do que o soneto. </span></div>
<div style="text-indent: 21.3pt;"></div>
<div style="text-indent: 21.3pt;"></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt;">Publicado na Zero Hora de 19/12/2016.</span></div>
<div style="text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt;">Para ler o artigo na Zero Hora, clique<a href="https://www.blogger.com/Socorro%20aos%20estados:%20um%20alerta!%20%20Darcy%20Francisco%20Carvalho%20dos%20Santos%20Economista%20%20%20%20A%20literatura%20das%20finan%C3%A7as%20p%C3%BAblicas%20est%C3%A1%20repleta%20de%20exemplos%20de%20momentos%20de%20prosperidade%20econ%C3%B4mica%20que%20foram%20o%20pren%C3%BAncio%20de%20outros%20de%20dificuldade%20financeira.%20Bem%20recentemente%20tivemos%20o%20%E2%80%9Cboom%20das%20commodities%E2%80%9D,%20quando%20os%20pre%C3%A7os%20dessas%20mercadorias%20cresceram%20170%25%20em%20d%C3%B3lar,%20com%20grande%20reflexo%20no%20crescimento%20da%20arrecada%C3%A7%C3%A3o%20federal,%20que%20possibilitou%20a%20gera%C3%A7%C3%A3o%20de%20despesa%20que%20depois%20n%C3%A3o%20tiveram%20mais%20suporte%20financeiro,%20transformando-se%20numa%20das%20causas%20da%20crise%20atual.%20Em%20nosso%20Estado%20o%20dinheiro%20f%C3%A1cil%20e%20finito%20dos%20dep%C3%B3sitos%20judiciais%20produziu%20efeitos%20semelhantes.%20A%20proposta%20de%20socorro%20aos%20Estados%20em%20calamidade,%20aprovada%20pelo%20Senado,%20que%20suspende%20o%20pagamento%20das%20presta%C3%A7%C3%B5es%20da%20d%C3%ADvida%20por%20tr%C3%AAs%20anos,%20at%C3%A9%202019,%20pode%20gerar%20uma%20v%C3%A3%20sensa%C3%A7%C3%A3o%20de%20bonan%C3%A7a,%20de%20que%20tudo%20est%C3%A1%20resolvido,%20quando%20apenas%20houve%20um%20al%C3%ADvio%20financeiro%20para%20o%20atual%20o%20governo%20e%20para%20o%20seguinte,%20em%20seu%20primeiro%20ano.%20Um%20al%C3%ADvio%20muito%20importante.%20%20Mas%20ela%20imp%C3%B5e%20o%20cumprimento%20de%20um%20conjunto%20de%20medidas%20de%20ajuste%20fiscal,%20muitas%20das%20quais%20o%20atual%20governo%20j%C3%A1%20fez%20ou%20est%C3%A1%20tentando%20aprova%C3%A7%C3%A3o%20legislativa.%20%20A%20principal%20exig%C3%AAncia%20e,%20ao%20mesmo%20tempo%20a%20mais%20dif%C3%ADcil%20de%20cumprir,%20%C3%A9%20a%20que%20determina%20a%20redu%C3%A7%C3%A3o%20do%20crescimento%20autom%C3%A1tico%20da%20folha%20de%20sal%C3%A1rios,%20em%20decorr%C3%AAncia%20dos%20reajustes%20salariais%20concedidos%20no%20governo%20passado,%20que%20v%C3%A3o%20at%C3%A9%20novembro%20de%202018,%20e%20da%20necessidade%20de%20reposi%C3%A7%C3%A3o%20dos%20servidores%20que%20se%20aposentam.%20Essa%20%C3%BAltima%20imp%C3%B5e%20uma%20reforma%20da%20previd%C3%AAncia,%20que%20ter%C3%A1%20que%20ser%20feita%20em%20n%C3%ADvel%20federal,%20para%20atender%20tamb%C3%A9m%20%20outra%20exig%C3%AAncia,%20a%20das%20pens%C3%B5es.%20%20Mesmo%20que%20o%20projeto%20preveja%20penalidades%20pelo%20n%C3%A3o%20cumprimento%20de%20%20suas%20exig%C3%AAncias,%20temo%20que%20n%C3%A3o%20sejam%20aprovados%20os%20ajustes%20necess%C3%A1rios,%20pelas%20raz%C3%B5es%20expostas.%20%20%20Com%20isso,%20estaremos%20transferindo%20para%20o%20futuro%20um%20problema%20agravado,%20porque%20os%20descontos%20da%20d%C3%ADvida%20cessam%20em%202019,%20voltando%20depois%20a%20presta%C3%A7%C3%A3o%20que%20dever%20ficar%20um%20pouco%20maior,%20porque%20esses%20descontos%20n%C3%A3o%20s%C3%A3o%20de%20gra%C3%A7a.%20%20Se%20o%20governo%20estadual%20n%C3%A3o%20fizer%20os%20ajustes%20necess%C3%A1rios,%20n%C3%A3o%20adiantar%C3%A1%20nem%20prorrogar%20o%20per%C3%ADodo%20de%20majora%C3%A7%C3%A3o%20das%20al%C3%ADquotas%20do%20ICMS%20aprovado%20em%202015.%20Poder%C3%A1%20a%20emenda%20ficar%20pior%20do%20que%20o%20soneto.%20%20%20%20Publicado%20na%20Zero%20Hora%20de%2019/12/2016."> aqui.</a></span></div>
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		<title>Irresponsabilidade fiscal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Nov 2016 17:01:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Leitura rápida]]></category>
		<category><![CDATA[Crise fiscal]]></category>
		<category><![CDATA[Finanças públicas]]></category>
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					<description><![CDATA[&#160; Estamos todos acompanhando a  crise fiscal dos estados, com destaque para   Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, entre outros.   Como o país atravessa grande recessão econômica, com a consequente queda na arrecadação tributária, fica fácil atribuir a causa a ela, o inimigo externo, sempre o escolhido quando se quer fugir [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<div style="line-height: 150%; text-align: right;" align="right"></div>
<div><span style="font-size: 12pt;">Estamos todos acompanhando a  crise fiscal dos estados, com destaque para   Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, entre outros. </span></div>
<div><span style="font-size: 12pt;"> </span></div>
<div><span style="font-size: 12pt;">Como o país atravessa grande recessão econômica, com a consequente queda na arrecadação tributária, fica fácil atribuir a causa a ela, o inimigo externo, sempre o escolhido quando se quer fugir da responsabilidade.</span></div>
<div><span style="font-size: 12pt;"> </span></div>
<div style="text-indent: 1.0cm;"><span style="font-size: 12pt;">Recentemente, o Ministério da Fazenda divulgou um documento denominado “Nota Técnica”, onde mostra que os gastos com pessoal dos estados passou de 4,85% do PIB em 2009 para 5,38% em 2015. </span></div>
<div style="text-indent: 1.0cm;"><span style="font-size: 12pt;"> </span></div>
<div style="text-indent: 1.0cm;"><span style="font-size: 12pt;">Nesse período, o Estado do Rio de Janeiro, o de maior crise, aumentou sua despesa com pessoal numa média anual de 16,2% ou 9,2% reais, quando o crescimento da receita líquida no período foi pífio, de apenas 1,1%. O Estado do Rio Grande do Sul, outro que está em calamidade financeira, no mesmo período, aumentou a citada despesa numa taxa nominal de 12,5% ou 5,7% reais, quando a receita cresceu 2,5% ao ano. E, quando se examina só período 2011-2014, o crescimento real anual da despesa com pessoal foi de 6,1% e o da receita, apenas 2,4%. </span></div>
<div style="text-indent: 1.0cm;"><span style="font-size: 12pt;"> </span></div>
<div style="text-indent: 1.0cm;"><span style="font-size: 12pt;">Faço essa consideração para entrar diretamente no assunto, objeto deste artigo, que trata de matéria divulgada na página da Rosane de Oliveira no dia 24/11/2016 sobre duas propostas de aumento da despesa com pessoal,  encaminhada pelo atual prefeito, que está deixando uma Prefeitura que, segundo ele, fez de tudo para não atrasar salários em 2015 e, agora, vai antecipar o IPTU, concedendo altos descontos, para pagar o 13° salário. </span></div>
<div style="text-indent: 1.0cm;"><span style="font-size: 12pt;"> </span></div>
<div style="text-indent: 1.0cm;"><span style="font-size: 12pt;">Mesmo sem conhecer o conteúdo das propostas, à primeira vista me parecem totalmente descabidas, porque não é momento de propor aumento de teto salarial e nem de criar honorários para as carreiras jurídicas, geralmente, as melhor aquinhoadas. As propostas, além de injustas, são intempestivas.</span></div>
<div style="text-indent: 1.0cm;"><span style="font-size: 12pt;"> </span></div>
<div style="text-indent: 1.0cm;"><span style="font-size: 12pt;">Por fim cabe perguntar ao prefeito, se essas medidas eram tão importantes para os servidores, porque ele não as encaminhou bem antes, repartindo o ônus, já que ele ficará com o bônus de concedente das vantagens?</span></div>
<div style="text-indent: 1.0cm;"><span style="font-size: 12pt;"> </span></div>
<div style="text-indent: 1.0cm;"><span style="font-size: 12pt;">Finalizando, afirmo que isso  tem um nome: irresponsabilidade fiscal!</span></div>
<div>
Publicado na Zero Hora de 25/11/2016.</div>
<p>&nbsp;</p>
<div><span style="font-size: 12pt;"> Para ler o texto na Zero Hora, clique <a href="https://www.blogger.com/Estamos%20todos%20acompanhando%20a%20%20crise%20fiscal%20dos%20estados,%20com%20destaque%20para%20%20%20Rio%20de%20Janeiro,%20Rio%20Grande%20do%20Sul,%20Minas%20Gerais,%20entre%20outros.%20%20Como%20o%20pa%C3%ADs%20atravessa%20grande%20recess%C3%A3o%20econ%C3%B4mica,%20com%20a%20consequente%20queda%20na%20arrecada%C3%A7%C3%A3o%20tribut%C3%A1ria,%20fica%20f%C3%A1cil%20atribuir%20a%20causa%20a%20ela,%20o%20inimigo%20externo,%20sempre%20o%20escolhido%20quando%20se%20quer%20fugir%20da%20responsabilidade.%20Recentemente,%20o%20Minist%C3%A9rio%20da%20Fazenda%20divulgou%20um%20documento%20denominado%20%E2%80%9CNota%20T%C3%A9cnica%E2%80%9D,%20onde%20mostra%20que%20os%20gastos%20com%20pessoal%20dos%20estados%20passou%20de%204,85%25%20do%20PIB%20em%202009%20para%205,38%25%20em%202015.%20%20Nesse%20per%C3%ADodo,%20o%20Estado%20do%20Rio%20de%20Janeiro,%20o%20de%20maior%20crise,%20aumentou%20sua%20despesa%20com%20pessoal%20numa%20m%C3%A9dia%20anual%20de%2016,2%25%20ou%209,2%25%20reais,%20quando%20o%20crescimento%20da%20receita%20l%C3%ADquida%20no%20per%C3%ADodo%20foi%20p%C3%ADfio,%20de%20apenas%201,1%25.%20O%20Estado%20do%20Rio%20Grande%20do%20Sul,%20outro%20que%20est%C3%A1%20em%20calamidade%20financeira,%20no%20mesmo%20per%C3%ADodo,%20aumentou%20a%20citada%20despesa%20numa%20taxa%20nominal%20de%2012,5%25%20ou%205,7%25%20reais,%20quando%20a%20receita%20cresceu%202,5%25%20ao%20ano.%20E,%20quando%20se%20examina%20s%C3%B3%20per%C3%ADodo%202011-2014,%20o%20crescimento%20real%20anual%20da%20despesa%20com%20pessoal%20foi%20de%206,1%25%20e%20o%20da%20receita,%20apenas%202,4%25.%20%20Fa%C3%A7o%20essa%20considera%C3%A7%C3%A3o%20para%20entrar%20diretamente%20no%20assunto,%20objeto%20deste%20artigo,%20que%20trata%20de%20mat%C3%A9ria%20divulgada%20na%20p%C3%A1gina%20da%20Rosane%20de%20Oliveira%20no%20dia%2024/11/2016%20sobre%20duas%20propostas%20de%20aumento%20da%20despesa%20com%20pessoal,%20%20encaminhada%20pelo%20atual%20prefeito,%20que%20est%C3%A1%20deixando%20uma%20Prefeitura%20que,%20segundo%20ele,%20fez%20de%20tudo%20para%20n%C3%A3o%20atrasar%20sal%C3%A1rios%20em%202015%20e,%20agora,%20vai%20antecipar%20o%20IPTU,%20concedendo%20altos%20descontos,%20para%20pagar%20o%2013%C2%B0%20sal%C3%A1rio.%20%20Mesmo%20sem%20conhecer%20o%20conte%C3%BAdo%20das%20propostas,%20%C3%A0%20primeira%20vista%20me%20parecem%20totalmente%20descabidas,%20porque%20n%C3%A3o%20%C3%A9%20momento%20de%20propor%20aumento%20de%20teto%20salarial%20e%20nem%20de%20criar%20honor%C3%A1rios%20para%20as%20carreiras%20jur%C3%ADdicas,%20geralmente,%20as%20melhor%20aquinhoadas.%20As%20propostas,%20al%C3%A9m%20de%20injustas,%20s%C3%A3o%20intempestivas.%20Por%20fim%20cabe%20perguntar%20ao%20prefeito,%20se%20essas%20medidas%20eram%20t%C3%A3o%20importantes%20para%20os%20servidores,%20porque%20ele%20n%C3%A3o%20as%20encaminhou%20bem%20antes,%20repartindo%20o%20%C3%B4nus,%20j%C3%A1%20que%20ele%20ficar%C3%A1%20com%20o%20b%C3%B4nus%20de%20concedente%20das%20vantagens?%20Finalizando,%20afirmo%20que%20isso%20%20tem%20um%20nome:%20irresponsabilidade%20fiscal!">aqui.</a></span></div>
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		<title>O que está acontecendo com as finanças estaduais?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 26 Sep 2015 13:14:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Leitura rápida]]></category>
		<category><![CDATA[Crise fiscal]]></category>
		<category><![CDATA[Depósitos judiciais]]></category>
		<category><![CDATA[Finanças públicas]]></category>
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					<description><![CDATA[Para entendermos melhor o que está acontecendo com o Estado, imaginemos um trabalhador que há muito tempo venha gastando mais do que ganha, mas que vinha reduzindo essa diferença com o &#160;tempo. &#160; Nosso trabalhador imaginário também administrava uma poupança de terceiros, de onde podia fazer algumas retiradas, mas tendo &#160;o cuidado de não sacar [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: right;" align="right"></div>
<div></div>
<div><span style="font-size: 12pt;">Para entendermos melhor o que está acontecendo com o Estado, imaginemos um trabalhador que há muito tempo venha gastando mais do que ganha, mas que vinha reduzindo essa diferença com o &nbsp;tempo. </span></div>
<div><span style="font-size: 12pt;">&nbsp;</span></div>
<div style="text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt;">Nosso trabalhador imaginário também administrava uma poupança de terceiros, de onde podia fazer algumas retiradas, mas tendo &nbsp;o cuidado de não sacar demais. </span></div>
<div style="text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt;">&nbsp;</span></div>
<div style="text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt;">Mas, não resistindo à tentação, &nbsp;comprou uma casa bem melhor da que residia, pagando as primeiras prestações com o dinheiro dessa poupança, que foi esgotada. Só que &nbsp;as prestações continuaram e, ainda, aumentaram, porque o contrato assim estabelecia. </span></div>
<div style="text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt;">&nbsp;</span></div>
<div style="text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt;">E para complicar, a reduzida margem de crédito que possuía se esgotou, porque os credores entenderam que ele devia demais para o tamanho de seus ganhos. A situação agravou-se ainda mais, quando seu patrão, em crise, reduziu seu salário. </span></div>
<div style="text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt;">&nbsp;</span></div>
<div style="text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt;">Essa historinha simples explica o que está acontecendo com nosso Estado, que vem de uma crise histórica, mas que vinha se ajustando a partir de 1999. Uma prova disso foi o superávit primário acumulado&nbsp; no período 2007-2010, &nbsp;&nbsp;de R$ 8,5 bilhões, quando tal indicador foi &nbsp;negativo em meio bilhão em 2014. </span><br />
<span style="font-size: 12pt;"><br />
</span></div>
<div style="text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt;">Isso porque, no último período governamental, foram concedidos reajustes parcelados a contar de 2013, com índices maiores em 2014, estendendo-se até 2018, em percentuais muito superiores ao do aumento da receita. No período citado, a despesa de pessoal foi aumentada em 61%, enquanto a receita cresceu 40%. Para cada R$ 2 de aumento de receita foram aumentados R$ 3 na folha de pagamentos.</span></div>
<div style="text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt;">&nbsp;</span></div>
<div style="text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt;">E esses reajustes só foram possíveis, porque foram sacados R$ 5,7 bilhões dos depósitos judiciais e realizados empréstimos, que se esgotaram, mas grande parte das despesas viabilizadas por eles permaneceu. Foram criadas despesas de caráter continuado contando com receitas finitas. </span></div>
<div style="text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt;">&nbsp;</span></div>
<div style="text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt;">&nbsp;E para piorar a situação, não há como fazer novos empréstimos, porque o &nbsp;endividamento foi utilizado até superar o limite legal. </span></div>
<div style="text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt;">&nbsp;</span></div>
<div style="text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt;">E como agravante, a arrecadação está crescendo abaixo da inflação, em decorrência da crise econômica. </span></div>
<div style="text-indent: 21.3pt;"></div>
<div style="text-indent: 21.3pt;"></div>
<div style="text-indent: 21.3pt;"><i><span style="font-size: 12.0pt;">Publicado na Zero Hora de 26/09/2015. Par ler no jornal, clique<a href="http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/opiniao/noticia/2015/09/darcy-francisco-carvalho-dos-santos-o-que-esta-acontecendo-com-as-financas-estaduais-4856337.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer"> aqui.</a></span></i></div>
<p>&nbsp;</p>
<div><!-- [if !supportFootnotes]--><br clear="all"></p>
<hr align="left" size="1" width="33%">
<p><!--[endif]--></p>
<div></div>
</div>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Minha visão do Rio Grande</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Sep 2015 14:07:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Leitura rápida]]></category>
		<category><![CDATA[Arrecadação tributária]]></category>
		<category><![CDATA[Crise fiscal]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Finanças públicas]]></category>
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					<description><![CDATA[Sob este título a  Zero Hora vem publicando uma série de artigos em que são expressas opiniões de lideranças políticas, empresariais e sindicais, respondendo a pergunta “O Rio Grande tem saída? Como?. Coincidentemente o título da pergunta é igual ao do livro que lancei no ano passado, contando com a participação de  mais três colegas. Como [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center;" align="center"></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 0cm;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">Sob este título a  </span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">Zero Hora vem publicando uma série de artigos </span><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">em que são expressas opiniões de lideranças políticas, empresariais e sindicais, respondendo a pergunta “O Rio Grande tem saída? Como?. Coincidentemente o título da pergunta é igual ao do livro que lancei no ano passado, contando com a participação de  mais três colegas. Como não pertenço a nenhuma das categorias citadas, razão por que não serei convidado a opinar, resolvi deixar nesta página minha opinião. </span></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 0cm;"></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 0cm;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">Apesar do Estado do RS ter uma economia sólida,  35% maior que as economias da Bolívia, Paraguai e Uruguai, somadas, atravessa grande crise em suas finanças públicas.</span></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 0cm;"></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">Essa crise vem, no mínimo, de quatro décadas, mas a partir do acordo da dívida de 1998, o Estado passou a  se ajustar. No período governamental de 2007-2010 os déficits foram quase zerados, fruto da combinação de  contenção de despesa com o aumento da receita, especialmente a do ICMS. Esse aumento teve origem no crescimento econômico da época _ que decorreu basicamente do “boom das commodities” _ e da expansão do mecanismo da substituição tributária. </span></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">No entanto, no governo passado foram criadas despesas que superaram em muito a capacidade financeira do Estado em atendê-las. Foram concedidos reajustes salariais parceladamente, desde 2013,  com os maiores percentuais a vigorar a partir de novembro de 2014, com reflexos no período  governamental seguinte. Muito desses reajustes foram estendidos até novembro de 2018. </span></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">Tendo caído a receita ordinária, ele a compensou com receitas eventuais, como depósitos judiciais, caixa único e empréstimos, esgotando a margem de endividamento, de 15%,  que recebera no início de seu período. Também esgotou o estoque de  depósitos judiciais e o caixa único, com que pagou as parcelas relativas a seu período dos reajustes citados.  Com isso, criou  </span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">despesas de caráter continuado sem que existisse recursos com essa natureza, </span><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">transferindo para o governo seguinte  despesa sem  receita para seu custeio, formando um déficit crescente,  superior a R$ 5 bilhões. Tudo isso</span> <span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"> em  desacordo com o  artigo  21, combinado com os artigos 16 e 17 da lei de responsabilidade fiscal. </span></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">E para piorar a situação, a arrecadação não está crescendo, em virtude da crise econômica nacional. Então, o Estado enfrenta uma tríplice e nefasta combinação de  </span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">causas históricas, política salarial equivocada do governo anterior e crise econômica</span><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">. </span></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">Mesmo que fossem beneficiadas categorias que precisavam ser melhor remuneradas, os reajustes concedidos e a adoção do sistema de subsídios com a alta dispersão salarial nos planos de carreira serão insuportáveis para as finanças estaduais. </span></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">O PIB do RS vem crescendo menos que o do País. Nos últimos quinze anos, a taxa média foi de 2,7% para 3,3%, respectivamente. Nem por isso o ICMS deixou de crescer entre 1999 e 2014   5,3% ao ano,  superando a inflação do período em  116%  e em 46% a variação do PIB estadual respectivo. A RCL que é formada  também por outras receitas, entre elas as transferências federais, cresceu menos, mas num percentual real anual significativo, de 4,6%. </span></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">Então, parece que a causa da crise não está na arrecadação. O grande problema estadual é a  folha de pagamento e nem tanto pelos servidores ativos, que ganham pouco na sua maioria, embora haja uma casta muito bem remunerada, tanto de ativos como de inativos e pensionistas.</span></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">O grande problema estrutural do Estado é a previdência pública, com um dispêndio líquido de R$ 9,6 bilhões, 31% da receita corrente líquida, quase um terço.  Além disso, sua evolução é alta e crescente, quanto mais se reduzem os períodos de comparação: 5,6% (2004-2014), 6,2% (2010-2014) e 6,3% (2013-2014). </span></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">E a causa principal disso são as aposentadorias precoces em que 87% dos servidores aposentam-se com 25 ou 30 anos de contribuição/serviço, a metade com idade mínima de 50 anos e uma quarta parte sem essa exigência,  e também a permissividade das regras das pensões. Além disso, há a integralidade e a paridade, que só deixarão de existir para os servidores que ingressaram a partir de 2004. </span></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">Quais as saídas, então?</span></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">Muitos falam do combate à sonegação. O fato de o ICMS com exceção  do relativo às cem maiores empresas ter crescido 12,7% reais entre 2006 e 2013, mostra que isso já vem sendo feito.   </span></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">Outra saída apontada é a  cobrança da dívida ativa. O fato de em doze anos (2003-2014)  ela ter correspondido a apenas 1,8% do estoque do início do exercício, numa média inferior a meio milhão anual, mostra que não dá para ir muito além disso. Se fosse possível aumentar tanto a cobrança, outros governos  teriam feito. </span></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">Também tem sido apontado o excesso de desonerações fiscais, em torno de 35% do ICMS potencial, onde mais de 1/3 desse percentual decorre das exportações, cuja isenção é determinada pela Constituição federal. O restante que está a cargo do Estado pode sofrer alguma redução, mas não em sua totalidade como afirmam,  a considerar o valor que dizem resultar dessa medida. </span></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">Pelo lado da receita,  um novo pacto federativo poderia aumentá-la, mas é inviável diante da difícil situação financeira do governo federal, que deve perdurar  por muito tempo. O governo federal nos últimos quinze anos conseguiu pagar apenas a metade dos juros devidos, incorporando-se a outra metade ao estoque da dívida. E em 2014 todos os juros se incorporaram à dívida, porque o resultado primário foi negativo, situação essa que deve se repetir no atual exercício. </span></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">Pelo lado da despesa, um novo </span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">acordo da dívida</span><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">, dependendo das condições pactuadas poderia ajudar muito, mas também  encontra a barreira da situação federal. </span></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">Diante do exposto, restam algumas  soluções básicas para o Estado, umas de curto prazo e outras   de médio e longo prazo.  Uma das mais importantes  de curto prazo o governo já está providenciando, que é </span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">a contenção de despesa</span><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">, com destaque para  o estabelecimento de apenas 3% para o aumento da folha de pagamento, para atender o crescimento vegetativo, e a lei de responsabilidade fiscal estadual. </span></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">A principal medida de médio e longo prazo é a </span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">reforma da previdência</span><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">, dilatando os prazos mínimos de aposentadorias para 60 anos e corrigindo as regras permissivas das pensões. Com isso, dispensaria o pagamento por dez anos ou mais, em média, da  gratificação de permanência ou a reposição de novos servidores. O crescimento vegetativo da folha ficaria por metade ou até menos. Mas isso depende de mudança em nível federal. </span></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">Outra medida é implementar  um</span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;"> planejamento estratégico</span><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">, estabelecendo grandes metas que devem ser buscadas por todos os governos, não interessando a ideologia que professem ou o partido político a que pertençam. No livro “</span><i><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">O Rio Grande tem saída</span></i><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">?, p. 300 a 303</span><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">, há uma série de sugestões que podem se implementadas</span></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">Com essas medidas, com o crescimento natural da arrecadação, com o passar dos tempos, o Estado acaba saindo da crise, se atitudes irresponsáveis de governos não forem repetidas. Se no decorrer desse tempo houver um bom crescimento econômico, a situação fica facilitada.  O problema está na transição, que pode ser vencida com arrecadação adicional ou com grande atraso no pagamento da folha, conjugado com o corte de alguns ganhos excessivos. </span><br />
<span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"><br />
</span></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">Um fator negativo pode ajudar no enfrentamento da crise, que é a inflação, se ela não vir acompanhada de retração da economia. A inflação gera um descompasso entre receita e despesa, possibilitando o aumento maior da primeira. </span></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">Precisamos acima de tudo deixar de acreditar que nossas façanhas servem de exemplo a toda Terra, </span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">deixando de culpar os outros</span><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"> por tudo que acontece e assumirmos nossos próprios erros. Enquanto não fizermos isso e permanecermos no auto-engano de sempre, a situação não se modificará.</span></div>
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		<title>Causa recente do desequilíbrio do Estado</title>
		<link>https://darcyfrancisco.com.br/2015/09/02/causa-recente-do-desequilibrio-do-estado/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Sep 2015 13:54:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Leitura rápida]]></category>
		<category><![CDATA[Banrisul]]></category>
		<category><![CDATA[Crise fiscal]]></category>
		<category><![CDATA[Depósitos judiciais]]></category>
		<category><![CDATA[Finanças públicas]]></category>
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					<description><![CDATA[Seria desonestidade  intelectual de minha parte se dissesse que a crise atual  do Estado se deve somente ao governo passado. Ela vem de décadas e sempre os governos encontraram uma maneira de enfrentá-la, como endividamento, inflação, uso do Banrisul e Caixa Estadual, o que resultou num empréstimo do Proes de R$ 11,5 bilhões, em valores [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 0cm;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">Seria desonestidade  intelectual de minha parte se dissesse que a crise atual  do Estado se deve somente ao governo passado. Ela vem de décadas e sempre os governos encontraram uma maneira de enfrentá-la, como endividamento, inflação, uso do Banrisul e Caixa Estadual, o que resultou num empréstimo do Proes de R$ 11,5 bilhões, em valores de hoje, para fechar um dos bancos e manter o outro. </span></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 0cm;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"> </span></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">Além disso,  vendemos patrimônio, esgotamos o caixa único (recursos carimbados e de outros órgãos) e, finalmente, utilizamos 85% dos depósitos judiciais, sendo 62,5% no governo passado (73,5% do utilizado por todos os governos). Agora vamos usar mais 10%, atingindo 95% do total de um dinheiro que não pertence ao Estado, que é apenas (in) fiel depositário. </span></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"> </span></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">Mas se o governo passado não é o responsável por tudo, ele colocou muita lenha numa fogueira que vinha se apagando. Isso porque o Estado vinha se ajustando a partir de 1999, em decorrência do ajuste fiscal assumido com o contrato da dívida em 1998.  É verdade que não vinham sendo cumpridas integralmente as vinculações com educação e saúde, como não foram cumpridas também no período 2011 a 2014, embora houvesse aumento de recursos aplicados. </span></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"> </span></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">Mas esse aumento de aplicação deveu-se ao grande saque dos depósitos judiciais, que também possibilitaram enormes reajustes salariais, que permaneceram como despesa, enquanto se esgotaram  os recursos que permitiram seu custeio durante o período do governo que os concedeu. Houve formação de  despesa permanente com recursos finitos. E não foi outra coisa que disse o Ministro Levy, conforme Jornal Valor Econômico de 01/09/2005:</span></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"> </span></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 42.55pt; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><i><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">“O Rio Grande do Sul vem usando suas reservas, além da tomada de empréstimos, para financiar gastos permanentes”.</span></i></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><i><br />
</i><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">Mas no governo passado, enquanto a receita corrente líquida (RCL) cresceu 39,8% (a inflação 27%), a despesa com pessoal cresceu 61%, ao passar de R$ 13,432 bilhões em 2010 para R$ 21,611 bilhões em 2014. E o pior é que os maiores reajustes foram concedidos em novembro/2014, com reflexos em 2015 e nos anos seguintes. Além disso, muitos reajustes foram concedidos a partir de 2015 e até 2018 para categorias representativas da despesa com pessoal. </span></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">Tudo isso se observa na tabela abaixo, onde se constata que a maioria dos reajustes foram superiores em muito o índice de crescimento da receita, que ainda caiu em nos primeiros meses de 2015. Por isso, embora o ex-governador Tarso não tenha gostado, o problema se agravou no governo passado, como disse o governador Sartori. Mas numa coisa o ex-governador tem razão: houve aprovação unânime do Legislativo estadual, embora isso não o exima da culpa, porque foi ele quem encaminhou os projetos de aumento para a Assembleia Legislativa. </span></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;">
<div style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://1.bp.blogspot.com/-8ai-y0ufjV0/VecAZkzAkwI/AAAAAAAAArE/cZZ43jhkzKM/s1600/Reajustes%2BTarso.PNG"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="http://1.bp.blogspot.com/-8ai-y0ufjV0/VecAZkzAkwI/AAAAAAAAArE/cZZ43jhkzKM/s400/Reajustes%2BTarso.PNG" width="256" height="400" border="0" /></a></div>
<p><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"><br />
</span></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">Para ler a tabela em alta definição, em PDF, clique <a href="http://financasrs.com.br/arquivos/ReajustesTarso.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer">aqui</a>.</span></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"><br />
</span><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"><b>Observação:</b></span><br />
<span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">Na tabela acima não constam os Outros Poderes, porque a fonte, a Casa Civil, só forneceu dados do Poder Executivo. Mas em 2014, os outros Poderes propiciaram grande aumento da despesas com pessoal, criando grande quantidade  de cargos, pagando a conversão de URV para Real (R$ 127,2 milhões) e auxílio moradia. </span></div>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
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		<title>Resposta à pergunta que todos fazem: O que Tarso faria?</title>
		<link>https://darcyfrancisco.com.br/2015/02/23/resposta-a-pergunta-que-todos-fazem-o-que-tarso-faria/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Feb 2015 16:40:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Leitura rápida]]></category>
		<category><![CDATA[Crise fiscal]]></category>
		<category><![CDATA[Finanças públicas]]></category>
		<category><![CDATA[União]]></category>
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					<description><![CDATA[A pergunta que todos fazem é qual o plano que o governador Tarso tinha para o segundo mandato,  caso ele se reelegesse, tendo em vista que ele lutou intensamente para isso. Então, não dá para dizer que ele preparou uma bomba-relógio para o próximo governador, até mesmo porque acreditamos que ele não seria capaz de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">A pergunta que todos fazem é qual o plano que o governador Tarso tinha para o segundo mandato,  caso ele se reelegesse, tendo em vista que ele lutou intensamente para isso. Então, não dá para dizer que ele preparou uma bomba-relógio para o próximo governador, até mesmo porque acreditamos que ele não seria capaz de uma atitude dessas. </span></div>
<div style="line-height: 150%; text-align: justify;"></div>
<div style="line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">Como também nos questionamos muito a respeito desse fato, procuramos  buscar essa resposta em um artigo de autoria do governador publicado na Zero Hora de 02/11/2014, p.27, logo depois das eleições,  sob o título “Dívida e Saída da Crise”. </span></div>
<div style="line-height: 150%; text-align: justify;"></div>
<div style="line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">Inicialmente, depois de reconhecer democraticamente como legítima a vitória do adversário,  faz uma <b>apologia aos gastos</b> <b>e uma crítica às medidas de austeridade</b>, cujos dois parágrafos transcrevemos:</span></div>
<div style="line-height: 150%; text-align: justify;"></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 42.55pt; text-align: justify;"><i><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">A proposta, para resolver o impasse, acolhida pela maioria eleitoral, está baseada na “redução de gastos”. É uma visão originária do pensamento econômico predominante, hoje, na Europa já afastada da social-democracia. </span></i></div>
<div style="line-height: 150%; text-align: justify;"></div>
<div style="line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">Mais adiante  diz o seguinte:</span></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 42.55pt; text-align: justify;"><i><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">O projeto vencedor não especificou como enfrentaria o desafio, mas não sonegou a informação principal: adotará políticas de “austeridade”  no Estado, análogas às políticas aplicadas na Espanha, em Portugal e na Grécia, que hoje tem gerado recessão econômica e taxas de desemprego que alcançam até 45% entre a juventude. </span></i></div>
<div style="line-height: 150%; text-align: justify;"></div>
<div style="line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">Antes de continuar na análise do artigo, cabe fazer a seguinte consideração:  Governo nenhum deixa de aplicar recursos se dispor deles, porque é na aplicação de recursos que ele concretiza suas realizações, pelo menos, a maioria delas. Ninguém agrada a população com austeridade orçamentária, mas sim com gastos. O povo é imediatista, não importam as consequências. </span></div>
<div style="line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;"> No caso do Rio Grande,  com um déficit superior a R$ 5 bilhões, com todos os recursos extras esgotados,  como também a margem para contrair novos empréstimos, como o governo vai continuar gastando? Nem que queira, não poderá fazer. </span></div>
<div style="line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">O próprio governador Tarso sabe  disso, pois só conseguiu governar e conceder altos  reajustes salariais  porque dispôs de R$ 7,1 bilhões do caixa único (sendo R$ 5,7 bilhões dos depósitos judiciais) e mais de R$ 4 bilhões de empréstimos e ainda concedeu os maiores índices desses reajustes em novembro/2014, com os maiores  reflexos no  período governamental seguinte. </span></div>
<div style="line-height: 150%; text-align: justify;"></div>
<div style="line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">Esses reajustes concedidos no final do governo anterior e ainda parcelados até 2018 geraram e gerarão despesas permanentes porque são cumulativos, e os recursos que a viabilizaram no período anterior estão esgotados, inclusive o limite de endividamento.  </span></div>
<div style="line-height: 150%; text-align: justify;"></div>
<div style="line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">Depois de dizer que não concorda com a redução de gastos e que o Estado do RS tem servidores a menos principalmente nas áreas de segurança e educação, com o que concordamos  quanto ao primeiro caso,  faz uma afirmativa com o que também concordamos, especialmente, quando à previdência, que transcrevemos a seguir:</span></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 42.55pt; text-align: justify;"><i><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">O Rio Grande tem, na verdade, servidores de menos, principalmente nas áreas de segurança e educação e os valores que pesam nas contas públicas são as custosas aposentadorias da alta burocracia estatal, consideradas “direitos adquiridos” com valores para os quais os beneficiários não contribuíram proporcionalmente.</span></i></div>
<div style="line-height: 150%; text-align: justify;"></div>
<div style="line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">Depois de citar uma série de realizações, muitas delas questionáveis e que deixamos de abordar para não nos alongarmos muito, o governador  passa a dar as sugestões para o período de transição, após se expressar da seguinte forma: </span></div>
<div style="line-height: 150%; text-align: justify;"></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 35.45pt; text-align: justify;"><i><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">Eis o sumário do nosso “programa de transição” que só poderia (ou poderá) dar certo com uma conexão direta com o governo federal.</span></i><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">..</span></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 35.45pt; text-align: justify;"></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 35.45pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">Não vamos transcrever na íntegra por economia de espaço.</span></div>
<div style="line-height: 150%; text-align: justify;"></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 36.0pt; mso-list: l0 level1 lfo1; text-align: justify; text-indent: -18.0pt;"><!-- [if !supportLists]--><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; mso-fareast-font-family: Arial;">1)<span style="font-size: 7pt; font-stretch: normal; line-height: normal;">    </span></span><!--[endif]--><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">Promover aqui um crescimento econômico para o próximo período de, em média, 4% ao ano para fazer subir a arrecadação. </span></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 36.0pt; mso-list: l0 level1 lfo1; text-align: justify; text-indent: -18.0pt;"><!-- [if !supportLists]--><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; mso-fareast-font-family: Arial;">2)<span style="font-size: 7pt; font-stretch: normal; line-height: normal;">    </span></span><!--[endif]--><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">Votar o PLC 99/2014, abatendo R$ 15 bilhões do estoque da dívida, obtendo US$ 1 bilhão para investimentos em infraestrutura.</span></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 36.0pt; mso-list: l0 level1 lfo1; text-align: justify; text-indent: -18.0pt;"><!-- [if !supportLists]--><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; mso-fareast-font-family: Arial;">3)<span style="font-size: 7pt; font-stretch: normal; line-height: normal;">    </span></span><!--[endif]--><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">Em janeiro de 2015 construir com o governo federal um rebaixamento nas prestações da dívida, em torno de R$ 800 milhões anuais.</span></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 36.0pt; mso-list: l0 level1 lfo1; text-align: justify; text-indent: -18.0pt;"><!-- [if !supportLists]--><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; mso-fareast-font-family: Arial;">4)<span style="font-size: 7pt; font-stretch: normal; line-height: normal;">    </span></span><!--[endif]--><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">Usar os excedentes dos depósitos judiciais para aplicar os 12% em saúde.</span></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 36.0pt; mso-list: l0 level1 lfo1; text-align: justify; text-indent: -18.0pt;"><!-- [if !supportLists]--><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; mso-fareast-font-family: Arial;">5)<span style="font-size: 7pt; font-stretch: normal; line-height: normal;">    </span></span><!--[endif]--><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">Receber da União o valor de R$ 146 milhões do fundo de incentivo às exportações devido ao Estado.</span></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 36.0pt; mso-list: l0 level1 lfo1; text-align: justify; text-indent: -18.0pt;"><!-- [if !supportLists]--><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; mso-fareast-font-family: Arial;">6)<span style="font-size: 7pt; font-stretch: normal; line-height: normal;">    </span></span><!--[endif]--><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">Buscar no fundo de compensação previdenciária R$ 1 bilhão, devido pela União ao Estado.</span></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 36.0pt; mso-list: l0 level1 lfo1; text-align: justify; text-indent: -18.0pt;"><!-- [if !supportLists]--><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; mso-fareast-font-family: Arial;">7)<span style="font-size: 7pt; font-stretch: normal; line-height: normal;">    </span></span><!--[endif]--><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">Receber da União uma demanda antiga de R$ 1 bilhão, decorrentes de investimentos em estradas federais.</span></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 36.0pt; mso-list: l0 level1 lfo1; text-align: justify; text-indent: -18.0pt;"><!-- [if !supportLists]--><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; mso-fareast-font-family: Arial;">8)<span style="font-size: 7pt; font-stretch: normal; line-height: normal;">    </span></span><!--[endif]--><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">Créditos tributários de R$ 1,5 bilhão, que podem ser antecipados.</span></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 36.0pt; text-align: justify;"></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 36.0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">Analisemos sinteticamente caso a caso:</span></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 36.0pt; text-align: justify;"></div>
<ol style="margin-top: 0cm;" start="1" type="1">
<li style="line-height: 150%; mso-list: l1 level1 lfo2; text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">Segundo as previsões dos institutos especializados e dos principais  economistas nacionais, o crescimento do PIB  de 2015 será negativo e o de 2016 muito baixo, talvez menos de 1%. E a média histórica do R$ nos últimos 15 anos foi de 2,7%, mesmo que nesse período tenha ocorrido o “boom das commodities”. </span></li>
<li style="line-height: 150%; mso-list: l1 level1 lfo2; text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">O PLC da dívida foi votado e transformado em lei,  mas até agora não foi regulamentada e  deverá demorar,  devido à nova orientação do Ministério da Fazenda. Além disso, até 2016, o limite de endividamento, se existir, será muito baixo, pelas razões já analisadas em diversos textos nossos.</span></li>
<li style="line-height: 150%; mso-list: l1 level1 lfo2; text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">A redução da prestação da dívida, que é muito importante para o Estado, mas pela mesma razão do item anterior, dificilmente sairá  nos próximos anos, devido à grande crise fiscal por que passa o setor público brasileiro,   que apresentou no ano passado um déficit nominal de 6,7% do PIB,  um dos mais altos do mundo, dobrando em relação ao ano anterior.</span></li>
<li style="line-height: 150%; mso-list: l1 level1 lfo2; text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">Os excedentes dos depósitos judiciais serão insuficientes  para pagar os encargos  calculados com base na Selic  (11,75%) sobre um saldo aproximado de R$ 10 bilhões dos quais R$ 7,7 bilhões já foram gastos pelo Estado, sendo 73%  pelo governo passado. O valor não gasto é relativo à reserva técnica de 15% e um reduzido saldo em torno de R$ 300 milhões. </span></li>
<li style="line-height: 150%; mso-list: l1 level1 lfo2; text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">Receber R$ 146 milhões do incentivo às exportações. Pelo valor,  trata-se da Lei Kandir, que costuma vir todos os anos,  embora sem atualização. </span></li>
<li style="line-height: 150%; mso-list: l1 level1 lfo2; text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">Quanto ao fundo de compensação previdenciária, é pouco  provável, para não dizer impossível,  que vá ingressar R$ 1 bilhão, quando  a média recebida nos últimos dez anos tenha ficado inferior a R$ 50 milhões anuais, em valores atualizados.</span></li>
<li style="line-height: 150%; mso-list: l1 level1 lfo2; text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">Quanto à indenização pela execução de estradas federais é uma antiga reivindicação que vem desde o  governo Simon e, nos últimos anos, tem servido para inflar os orçamentos sem que nunca tenha ingressado um centavo. </span></li>
<li style="line-height: 150%; mso-list: l1 level1 lfo2; text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">Créditos tributários na ordem de R$ 1,5 bilhão, que podem ser antecipados. Não sabemos do que se trata. </span></li>
</ol>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 36.0pt; text-align: justify;"></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 36.0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">Concluindo, se as soluções eram essas, não havia solução, apenas desejos e  intenções. </span></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="line-height: 150%; text-align: justify;"></div>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Difícil trajetória</title>
		<link>https://darcyfrancisco.com.br/2013/04/13/dificil-trajetoria/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Apr 2013 13:07:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Leitura rápida]]></category>
		<category><![CDATA[Crise fiscal]]></category>
		<category><![CDATA[Finanças públicas]]></category>
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					<description><![CDATA[No longo prazo todos estaremos mortos. John Maynard Keynes Nos últimos dias foram publicados neste jornal dois artigos de importantes secretários do governo estadual, exaltando o que está sendo feito e mostrando que no longo prazo o Estado sairá da crise. É evidente que daqui a três décadas poderemos vencer a crise previdenciária, fruto de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: right;" align="right"><span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"><span style="font-size: x-small;"><span style="font-family: Arial;">No longo prazo todos estaremos mortos. John Maynard Keynes</span></span></span></div>
<div style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: left;" align="right"><span style="font-size: 12pt;">Nos últimos dias foram publicados neste jornal dois artigos de importantes secretários do governo estadual, exaltando o que está sendo feito e mostrando que no longo prazo o Estado sairá da crise. </span></div>
<div style="line-height: normal; margin: 1em 0px; text-indent: 21.3pt; text-align: left;"><span style="font-size: 12pt;">É evidente que daqui a três décadas poderemos vencer a crise previdenciária, fruto de um déficit <span style="mso-spacerun: yes;"> </span>que está em R$ 6 bilhões e que se eleva a R$ 7,6 bilhões com a contribuição patronal. </span></div>
<div style="line-height: normal; margin: 1em 0px; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt;">Mas, para isso, é necessário alterar a idade mínima para a aposentadoria, porque 87% dos servidores estaduais inativam-se com 25 ou 30 anos de contribuição, boa parte sem idade mínima. O governo estadual criou acertadamente um fundo previdenciário, mas que ficou capenga, porque não<span style="mso-spacerun: yes;">  </span>instituiu a previdência complementar. Nada foi feito para corrigir as distorções nas pensões, que cresceram 120% em valores reais nos últimos 16 anos. </span></div>
<div style="line-height: normal; margin: 1em 0px; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt;">Quanto à dívida, a proposta do governo federal é boa no tocante à eliminação do saldo devedor no final do contrato, mas não há redução do fluxo anual de pagamentos, o que só vai ocorrer a partir de 2027. </span></div>
<div style="line-height: normal; margin: 1em 0px; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt;">A tudo isso se soma a queda das transferências federais em decorrência das contínuas desonerações de tributos, devendo se agravar com a provável redução do índice no Fundo de Participação dos Estados. </span></div>
<div style="line-height: normal; margin: 1em 0px; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt;">E mesmo que se façam as reformas necessárias para o longo prazo, não podemos nos esquecer dos déficits de R$ 6 bilhões que se acumularão neste governo e dos 12 bilhões do próximo período governamental. </span></div>
<p><span style="font-size: 12pt;">Toda essa previsão considera que os reajustes do magistério continuarão sendo feitos de acordo com a atual sistemática, com reajuste pelo INPC, porque se for pagar o piso nacional na atual carreira o déficit será muito maior. <span style="mso-spacerun: yes;"> </span>Os percentuais da saúde continuarão não sendo cumpridos, especialmente agora que, na prática, foram para 15%. </span></p>
<div style="line-height: normal; margin: 1em 0px; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt;">Com todos esses déficits previstos, a pergunta que cabe é de onde sairão os recursos para financiá-los. Não temos mais limite de endividamento, porque a reduzida margem que havia se formado foi utilizada no atual governo. E o crescimento econômico não ocorre de uma hora para outra. </span></div>
<div style="line-height: normal; margin: 1em 0px; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt;">Teremos depósitos judiciais suficientes para financiar essa trajetória? Ou estamos esperando que volte a inflação que está dando seus primeiros e indesejáveis sinais?</span></div>
<div style="line-height: normal; margin: 1em 0px; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt;">Se não mudarmos a trajetória <span style="mso-spacerun: yes;"> </span>presente, nosso destino no longo prazo poderá ser o expresso na frase em epígrafe. </span></p>
<p><i>Publicado na Zero Hora de 13/04/2013</i>.</div>
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		<title>O Brasil e a crise financeira internacional</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Dec 2008 18:14:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Leitura rápida]]></category>
		<category><![CDATA[Crise fiscal]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[O crescimento da economia brasileira, de quase 9% ao ano na década de 70, baixou para perto de 2% nas duas décadas seguintes. Nos oito anos do Governo Fernando Henrique, a taxa média situou-se em apenas 2,3%. No Governo Lula, a taxa de crescimento do PIB foi de 3,8%, sendo de 5,4% em 2007, o [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O crescimento da economia brasileira, de quase 9% ao ano na década de 70, baixou para perto de 2% nas duas décadas seguintes. Nos oito anos do Governo Fernando Henrique, a taxa média situou-se em apenas 2,3%.</p>
<p>No Governo Lula, a taxa de crescimento do PIB foi de 3,8%, sendo de 5,4% em 2007, o que deve se repetir em 2008. As alterações nos critérios de cálculo do produto contribuíram um pouco para a elevação das últimas taxas de crescimento. Com a crise financeira internacional, essas taxas deverão cair bastante. Mas onde está a explicação para o excelente desempenho da economia no atual governo?</p>
<p>A primeira explicação está na continuidade de uma política econômica que não apresentou os mesmos resultados no governo que a instituiu, pela ocorrência de inúmeras crises internacionais, como a do México, da Rússia, da Ásia e, principalmente, da Argentina, grande parceiro comercial. E, assim mesmo, não fosse a escassez de energia ocorrida em 2001, os resultados teriam sido bem melhores.</p>
<p>O atual governo adotou os mesmos fundamentos básicos na economia do governo anterior, que são superávit primário, câmbio flutuante e metas de inflação, propiciando sua estabilidade.<br />
A formação de superávit primário é condição inafastável para todo o devedor, pois quem deve precisa formar uma reserva para pagar, pelo menos, parte da dívida, sob pena caminhar para uma situação insustentável.</p>
<p>A segunda explicação para o desempenho em causa está na mudança do centro dinâmico do mundo para Ásia, com o aumento da demanda por produtos de que o Brasil é grande fornecedor. Esses produtos tiveram grande expansão de preços, de tal forma que o excelente desempenho da balança comercial brasileira deve-se muito mais ao aumento dos preços das chamadas “commodities” agrícolas e metálicas do que propriamente do aumento das quantidades exportadas em geral.</p>
<p>O crescimento econômico também foi favorecido pelo crédito abundante, situação essa que foi modificada pela crise atual, que é uma crise de confiança, acima de tudo.<br />
Da mesma forma que o setor externo impulsionou o crescimento econômico, agora, com as reduções da demanda, dos preços dos produtos exportados e do crédito, age em sentido contrário. E a salvação do Brasil está na continuidade dos fundamentos básicos citados, ao contrário do que alguns falsos arautos estão afirmando.</p>
<p><em>Publicado na Gazeta de Caçapava de 26/12/2008.</em></p>
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