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	<title>Copa do Mundo &#8211; Darcy Francisco</title>
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		<title>A copa e a saúde pública</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Jun 2014 15:13:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Constantemente ouvimos reclamações contra a realização da copa no Brasil, sob a alegação de que estão reduzindo com isso os recursos que poderiam ser destinados à educação e à saúde. Não há dúvida de que os bilhões aplicados em estádios poderiam ser melhor utilizados na construção de hospitais, escolas, presídios, estradas, etc. Também não era [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;">Constantemente ouvimos reclamações contra a realização da copa no Brasil, sob a alegação de que estão reduzindo com isso os recursos que poderiam ser destinados à educação e à saúde.</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;">Não há dúvida de que os bilhões aplicados em estádios poderiam ser melhor utilizados na construção de hospitais, escolas, presídios, estradas, etc. Também não era necessária a escolha de doze sedes para os jogos. Bastavam oito,  como era a intenção inicial da FIFA. Com isso, foram construídos estádios que se transformarão em verdadeiros elefantes brancos, porque não existem clubes locais que possam fazer uso deles posteriormente.</div>
<div style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"></div>
<div style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;">Entretanto, na análise desse tema temos que fazer uma distinção entre investimentos, que são dispêndios eventuais e os gastos correntes, de manutenção dos serviços, que são permanentes, onde está a grande dificuldade do poder público. Com certeza, muitos Estados que receberam estádios não poderiam, nem gostariam de receber hospitais desde que tivessem o compromisso de mantê-los para sempre.</div>
<div style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"></div>
<div style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;">O que reduz os recursos da saúde e da educação não são os gastos eventuais, quaisquer que sejam, mas os altos gastos correntes em certas finalidades, como na previdência. Nos estádios da copa o Brasil despenderá menos de 0,5% do PIB, de uma única vez, enquanto que em previdência despende 12% todos os anos. Com 6% da população com 65 ou mais anos, gasta o mesmo que países como a Espanha, Holanda e Reino Unido,  que têm  mais do que o dobro da população nessa faixa etária. Em pensões por morte despendemos mais de 3% do PIB, enquanto os países ricos despendem menos de 1%.</div>
<div style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"></div>
<div style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;">No Estado do RS, por exemplo, 87% dos servidores aposentam-se com 25 ou 30 anos de contribuição ou serviço, uma parte com idade mínima de 50 anos e outra nem isso é exigido. As altas remunerações acima do teto salarial também levam os recursos da saúde e da educação.</div>
<div style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"></div>
<div style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;">A hora de ser contra a realização da copa já passou. Agora é fato consumado.  Ser contra agora não trará mais recursos para a educação e  saúde e  nenhum outro benefício. Só servirá para denegrir a imagem de nosso País no exterior.</div>
<div style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"></div>
<div style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;">Publicado na Zero Hora de 17/06/2014. <a href="http://wp.clicrbs.com.br/opiniaozh/2014/06/17/artigo-a-copa-e-a-saude-publica/?topo=13,1,1,,,13" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Ver aqui.</a></div>
<div style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"></div>
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		<title>O oba-oba com o dinheiro público</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Jul 2011 01:03:00 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Copa do Mundo]]></category>
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					<description><![CDATA[Segundo informações da imprensa, o total das obras da Copa 2014 está em R$ 24,5 bilhões. Desse total, estão previstos para serem realizados com dinheiro público R$ 20 bilhões, devendo o restante ser executado pelo setor privado ou por parcerias público-privadas (Tabela). Na realidade, as obras de mobilidade urbana e os aeroportos são necessários independentemente [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://1.bp.blogspot.com/-j_mYQSsaA04/Ti4SokbGFfI/AAAAAAAAATo/nXJ3QZYBnME/s1600/Obras%2Bda%2BCopa.png"><img decoding="async" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5633460672068457970" style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 200px; height: 105px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-j_mYQSsaA04/Ti4SokbGFfI/AAAAAAAAATo/nXJ3QZYBnME/s200/Obras%2Bda%2BCopa.png" alt="" border="0" /></a>Segundo informações da imprensa, o total das obras da Copa 2014 está em R$ 24,5 bilhões. Desse total, estão previstos para serem realizados com dinheiro público R$ 20 bilhões, devendo o restante ser executado pelo setor privado ou por parcerias público-privadas (Tabela).</p>
<p style="text-align: justify; line-height: 150%;"><!-- [if !mso]>  <![endif]--><!-- [if gte mso 9]><xml>  <w:worddocument>   <w:view>Normal</w:View>   <w:zoom>0</w:Zoom>   <w:hyphenationzone>21</w:HyphenationZone>   <w:punctuationkerning/>   <w:validateagainstschemas/>   <w:saveifxmlinval>false</w:SaveIfXMLInvalid>   <w:ignoremixedcontent>false</w:IgnoreMixedContent>   <w:alwaysshowplaceholdertext>false</w:AlwaysShowPlaceholderText>   <w:compatibility>    <w:breakwrappedtables/>    <w:snaptogridincell/>    <w:wraptextwithpunct/>    <w:useasianbreakrules/>    <w:dontgrowautofit/>   </w:Compatibility>   <w:browserlevel>MicrosoftInternetExplorer4</w:BrowserLevel>  </w:WordDocument> </xml><![endif]--><!-- [if gte mso 9]><xml>  <w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156">  </w:LatentStyles> </xml><![endif]--><!-- [if gte mso 10]>  <![endif]--></p>
<p style="line-height: 150%;">Na realidade, as obras de mobilidade urbana e os aeroportos são necessários independentemente da Copa. O problema está na pressa para a realização dessas obras, o que obrigou a edição uma nova lei de licitações em que foram abandonados controles e alterados procedimentos que deixaram mais fácil a prática de ilícitos, tão comuns nessa área.</p>
<p style="text-align: justify; text-indent: 18pt; line-height: 150%;">Com todas as facilidades criadas, certamente esses valores dobrarão ou mais do que isso, o que resultará em mais endividamento ao setor público brasileiro, cujos juros devidos nos últimos doze meses atingiram a extraordinária cifra de R$ 220 bilhões, ficando a descoberto, após o superávit primário, a importância de R$ 93 bilhões, que se agregou à dívida.</p>
<p style="text-align: justify; text-indent: 18pt; line-height: 150%;">O impressionante nisso tudo é que o Corinthians receberá um estádio novo para 48.000 lugares, com mais de 50% de recurso público e o restante financiado a juros módicos pelo BNDES, talvez por menos da metade do que o governo paga para captar os recursos através da taxa Selic. Além disso, o estádio pode ser aumentado em 17.000 lugares, tudo suportado pelo Governo de São Paulo, que antes havia dito que não colocaria nenhum tostão.</p>
<p style="text-align: justify; text-indent: 18pt; line-height: 150%;">No Rio de Janeiro todo o custo da obra de reforma do Maracanã será com dinheiro público e, certamente, será o dobro do valor inicialmente previsto de R$ 932 bilhões.</p>
<p style="text-align: justify; text-indent: 18pt; line-height: 150%;">Em Brasília será construído novo estádio no lugar do atual e não se sabe o que será feito dele após a Copa, pois a capital federal não apresenta demanda futebolística para um estádio da dimensão do que está sendo construído!</p>
<p style="text-align: justify; text-indent: 18pt; line-height: 150%;">Da mesma forma, não se sabe qual o destino a ser dado ao estádio que será construído em Manaus, pois os clubes locais não participam sequer da série B do campeonato nacional. O mesmo pode ser dito no tocante a Cuiabá.</p>
<p style="text-align: justify; text-indent: 18pt; line-height: 150%;">Em Pernambuco, os três clubes existentes dispõem de estádios e mesmo assim está sendo construída uma arena que leva o nome do Estado. O destino após a Copa ainda é desconhecido e mesmo que fique com um dos clubes locais, não deixa de ser um gasto desnecessário.</p>
<p style="text-align: justify; text-indent: 18pt; line-height: 150%;">O futebol é o principal esporte nacional e a paixão dos brasileiros, mas deve ser feito sem recurso público, principalmente quando não se tem dinheiro suficiente para a saúde, para a educação, e para as obras de infraestrutura e, ainda, só se consegue pagar pouco mais da metade dos juros devidos.</p>
<p style="text-align: justify; text-indent: 18pt; line-height: 150%;">Depois de tudo isso, nem dá para estranhar que o Presidente do Santos fale em pedir ajuda a Presidente Dilma para manter o Neymar no Brasil!</p>
<p style="text-align: justify; line-height: 150%;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify; text-indent: 18pt; line-height: 150%;">
<p style="text-align: justify; text-indent: 18pt; line-height: 150%;">
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		<title>Dane-se a Copa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Jun 2011 14:55:00 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Copa do Mundo]]></category>
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					<description><![CDATA[Foi aprovada pela Câmara Federal a Medida Provisória 527 que torna mais flexíveis as regras de licitação para as obras da Copa de 2014 e para as Olimpíadas de 2016. É sabido de todos a corrupção recorrente em obras públicas, que, geralmente, são caras e de má qualidade. Tanto isso é verdade que o TCU [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://4.bp.blogspot.com/-rXcT0fEGS6s/Tf1T1qJSjiI/AAAAAAAAASY/Eu9Qy8aNk2c/s1600/copa_2014.JPG"><img decoding="async" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5619740091339673122" style="margin: 0px 10px 10px 0px; width: 200px; float: left; height: 111px; cursor: hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/-rXcT0fEGS6s/Tf1T1qJSjiI/AAAAAAAAASY/Eu9Qy8aNk2c/s200/copa_2014.JPG" alt="" border="0" /></a> Foi aprovada pela Câmara Federal a Medida Provisória 527 que torna mais flexíveis as regras de licitação para as obras da Copa de 2014 e para as Olimpíadas de 2016.</p>
<p>É sabido de todos a corrupção recorrente em obras públicas, que, geralmente, são caras e de má qualidade. Tanto isso é verdade que o TCU seguidamente determina sua suspensão.</p>
<p>Diante disso o que se esperava do governo eram medidas tendentes a aumentar os controles, no momento em que se realizarão tantas obras. Mas acontece o contrário. As medidas tomadas são voltadas à facilitação da busca dos fins não interessando os meios.</p>
<p>Se fossem hospitais, postos de saúde, estradas, presídios, destinados a atender as maiores carências da população, até se admitiria certas medidas que visassem sua execução mais célere.</p>
<p>Acontece que o governo brasileiro assumiu um compromisso de realizar a Copa do Mundo no Brasil, sem ter certeza que poderia cumpri-lo. E com o medo de pagar “mico”, estão tomando medidas que representarão bilhões de recursos em superfaturamento, na construção de obras, em que muitas delas serão mal feitas e se tornarão dispensáveis ao final do evento.</p>
<p>Vão espalhar “roboneras” por todo o país à custa do aumento da dívida pública, uma vez que o Brasil, apesar da alta carga tributária, dispõe de pouco recurso para investimentos.</p>
<p>A maioria das alterações aprovadas resultará em grande prejuízo ao erário. Por exemplo, à medida que permite que uma única empresa assuma todas as etapas de uma obra, incluindo os projetos, vem contra a um princípio basilar da administração e de controle interno, que é a segregação de funções e o controle por oposição de interesses. Quem impedirá que o projeto inclua itens desnecessários, no atendimento dos interesses da empresa executora?</p>
<p>Outro absurdo, que assume a característica do ridículo, é permitir aditivos ilimitados, de acordo com as exigências da Fifa, uma entidade que há pouco tempo estava envolvida em escândalos, segundo o que noticiou a imprensa. Pois é nos aditivos, mesmo hoje que são limitados a 25% nas obras e 50% nas reformas, onde ocorrem os maiores superfaturamentos.</p>
<p>O sigilo dos preços é um desrespeito ao princípio da publicidade dos atos públicos, como se isso evitasse a corrupção dos detentores do sigilo!</p>
<p><strong>Se para realizar esses eventos precisamos nos submeter a esses procedimentos, que se dane a Copa!</strong></p>
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