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	<title>Banrisul &#8211; Darcy Francisco</title>
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		<title>Margem para investimento atesta a grande piora das finanças estaduais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 21 Feb 2016 17:00:00 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Banrisul]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[&#160; A margem para investimentos é o resultado da diferença entre a receita corrente líquida e as despesas totais, exceto os investimentos. É o que resta para investir depois de deduzidas todas as demais despesas, inclusive o serviço da dívida.   Em minha opinião, a margem para investimentos é o melhor dos indicadores, pela distorção [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<div style="line-height: 150%;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">A margem para investimentos </span><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">é o resultado da diferença entre a receita corrente líquida e as despesas totais, exceto os investimentos. É o que resta para investir depois de deduzidas todas as demais despesas, inclusive o serviço da dívida. </span></div>
<div style="line-height: 150%;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"> </span></div>
<div style="line-height: 150%; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">Em minha opinião, a </span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">margem para investimentos </span><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">é o melhor dos indicadores, pela distorção que pode ocorrer nos outros. Por exemplo, o resultado orçamentário pode estar mascarado pelas operações de crédito, como ocorreu em 2014,  ou pelas receitas de alienação de bens e direitos, como ocorreu em 2007, como “IPO”  do Banrisul. </span></div>
<div style="line-height: 150%; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"> </span></div>
<div style="line-height: 150%; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">O resultado primário, além de não conter as operações da dívida, ele pode estar mascarado pelos investimentos, que é uma variável de ajuste dos governos. </span></div>
<div style="line-height: 150%; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"> </span></div>
<div style="line-height: 150%; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">Pela </span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">margem para investimentos</span><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">,  constata-se que o Estado vinha se ajustando, ao ponto de em quatro anos ela ser positiva, embora o último o ano de 2011 ela fosse de apenas 1%. Em 2010 ela foi de 8,8%.</span></div>
<div style="line-height: 150%; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"> </span></div>
<div style="line-height: 150%; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">A partir de 2011 a margem para investimentos  apresentou sensível queda, atingindo &#8211; 6,7% em 2014 e -13,1% em 2015. No ano de 2014 ela seria bem menor, caso não tivesse sido lançado no ativo financeiro, em vez de na despesa, R$ 1,3 bilhão, a maioria decorrente de decisões judiciais. </span><br />
<span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"><br />
</span><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">Em 2015, embora o governo atual tenha feito grande ajuste fiscal, não conseguiu evitar que a despesa com pessoal crescesse R$ 2,4 bilhões, quando a receita corrente cresceu nominalmente 4,2% ou decresceu 4,4% em termos reais. A receita total decresceu 0,4 nominalmente ou -,8,6 em termos reais. O crescimento da despesa com pessoal deve-se ao crescimento vegetativo da folha e, principalmente, aos reajustes concedidos no governo anterior que vão até 2018.</span></div>
<div style="line-height: 150%; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"> </span></div>
<div style="line-height: 150%; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">A arrecadação corrente do Estado deve ser suficiente para cobrir todo o custeio (incluindo juros) mais a amortização da dívida e “sobrar” uma parcela para investimentos. </span></div>
<div style="line-height: 150%; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"> </span></div>
<div style="line-height: 150%; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">I</span><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; text-indent: 21.3pt;">sso, com exceção de, praticamente, três anos (2008-2010) não ocorreu. Os investimentos sempre foram feitos com recurso de operações de crédito ou do caixa único, incluindo os depósitos judiciais.</span></div>
<div style="line-height: 150%; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; text-indent: 21.3pt;"> </span></div>
<div style="line-height: 150%; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">Conforme se observa no gráfico no final, no ano de 2014 a curva vermelha é maior que a azul, o que indica que as operações de crédito foram maiores que os investimentos, sendo a diferença aplicada no custeio, procedimento nada recomendável. </span></div>
<div style="line-height: 150%; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"> </span></div>
<div style="line-height: 150%; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">Em 2007 houve receita de capital maior que os investimentos, o que foi compensado com 2010, que o efeito foi o contrário.  Isso se deve à utilização em estradas de uma parte do dinheiro da operação Banrisul que havia sido destinada originalmente para a previdência. </span></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="line-height: 150%; text-indent: 21.3pt;"></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="https://3.bp.blogspot.com/-edBr9530n3U/VsntKzvq42I/AAAAAAAAAv0/KnXRV6BSuTE/s1600/Margem.PNG"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://3.bp.blogspot.com/-edBr9530n3U/VsntKzvq42I/AAAAAAAAAv0/KnXRV6BSuTE/s320/Margem.PNG" width="320" height="173" border="0" /></a></div>
<div style="line-height: 150%; text-indent: 21.3pt;"></div>
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		<title>O empréstimo do Banrisul para pagamento do 13º salário</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Dec 2015 10:54:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Leitura rápida]]></category>
		<category><![CDATA[Banrisul]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Finanças públicas]]></category>
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					<description><![CDATA[Este texto visa esclarecer, sob meu ponto de vista, a dúvida que vem sendo colocada nas redes sociais sobre o pagamento ou não pelo Estado do empréstimo para pagar o 13° salário dos servidores.   A imprensa tem colocado sistematicamente entrevista com o Secretário da Fazenda, sobre o assunto, o que tem deixado os servidores [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="line-height: 150%;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">Este texto visa esclarecer, sob meu ponto de vista, a dúvida que vem sendo colocada nas redes sociais sobre o pagamento ou não pelo Estado do empréstimo para pagar o 13° salário dos servidores. </span></div>
<div style="line-height: 150%;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"> </span></div>
<div style="line-height: 150%; text-indent: 1.0cm;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">A imprensa tem colocado sistematicamente entrevista com o Secretário da Fazenda, sobre o assunto, o que tem deixado os servidores muito preocupados, o que não é para menos. </span></div>
<div style="line-height: 150%; text-indent: 1.0cm;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"> </span></div>
<div style="line-height: 150%; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">Não queria estar na situação do Secretário neste caso, porque se ele afirma que o Estado vai pagar o empréstimo (caso em que dá autoria do empréstimo ao Estado), ele estará contrariando a lei de responsabilidade fiscal (Lei 101/2000), em artigo 36, que assim se expressa:</span></div>
<div style="line-height: 150%; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"> </span></div>
<div style="margin-left: 1.0cm; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto;"><i>    <a href="https://www.blogger.com/null" name="art36"></a>Art. 36.</i><i> É proibida a operação de crédito entre uma instituição financeira estatal e o ente da Federação que a controle, na qualidade de beneficiário do empréstimo</i>.</div>
<div style="margin-left: 1.0cm; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto;"></div>
<div style="line-height: 150%; text-indent: 1.0cm;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">Por outro lado, se afirma que o Estado nada tem a ver com a operação, ele fica mal com os servidores, que têm medo de terem que arcar com o pagamento do empréstimo que está em seu nome. </span></div>
<div style="line-height: 150%; text-indent: 1.0cm;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"> </span></div>
<div style="line-height: 150%; text-indent: 1.0cm;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">Conforme o artigo acima transcrito, o Estado não pode aparecer nessa operação. Por isso, o Secretário tem titubeado em responder esta questão, quando indagado se o Estado se responsabilizará pelo empréstimo. </span></div>
<div style="line-height: 150%; text-indent: 1.0cm;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"> </span></div>
<div style="line-height: 150%; text-indent: 1.0cm;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">Essa operação não é a primeira vez que o Estado faz, já aconteceu isso no governo Rigotto e as cláusulas contratuais eram iguais. E o Estado pagou, sem problema nenhum. </span><br />
<span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"><br />
</span></div>
<div style="line-height: 150%; text-indent: 1.0cm;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">O que é diferente hoje é a situação financeira do Estado, que é muito pior. Em 2016 faltarão para o Estado R$ 400 milhões, em média por mês, durante seis meses, e R$ 600,00 também por mês durante os outros seis meses, quando terá que se pago o 13° de 2015, diretamente ou o empréstimo em causa. </span><br />
<span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"><br />
</span></div>
<div style="line-height: 150%; text-indent: 1.0cm;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">E para piorar a situação, a receita está caindo mês a mês. Em outubro cresceu nominalmente apenas 1% sobre igual mês do ano passado. Quando retirada a inflação, houve um decréscimo de 8%. Em novembro, pela tendência, haverá decréscimo nominal, mesmo sem retirar a inflação. </span></div>
<div style="line-height: 150%; text-indent: 1.0cm;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"> </span></div>
<div style="line-height: 150%; text-indent: 1.0cm;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">Em minha opinião, o governo atrasará tudo, mas não deixará de pagar o empréstimo do Banrisul, até porque causaria profundos problemas para o Banco. E, além disso, se complicaria com o Banco Central, que exerce uma fiscalização muito forte sobre as instituições financeiras. </span></div>
<div style="line-height: 150%; text-indent: 1.0cm;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"> </span></div>
<div style="line-height: 150%; text-indent: 1.0cm;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">Se me perguntassem se vai atrasar a folha em alguns meses, eu responderia que sim, com certeza. O que poderia amenizar isso seria o crescimento econômico, a renegociação da dívida e novos empréstimos, embora seja vedado pela constituição tomar empréstimos para custear despesas correntes. </span><br />
<span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"><br />
</span></div>
<div style="line-height: 150%; text-indent: 1.0cm;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">Crescimento econômico não ocorre uma hora para outra, ainda mais com toda essa incerteza que existe em Brasília; a mesma coisa pode ser dito da renegociação da dívida. E quanto ao endividamento, estamos devendo muito mais que o limite, a menos que este seja dilatado, o que depende de lei. </span></div>
<div style="line-height: 150%; text-indent: 1.0cm;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"> </span></div>
<div style="line-height: 150%; text-indent: 1.0cm;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">Tudo isso, poderia amenizar a situação, mas não há o que evite a grande crise fiscal que vem se agravando, apesar nos enormes cortes de custeio que o governo vem fazendo. </span></div>
<div style="line-height: 150%; text-indent: 1.0cm;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"> </span></div>
<div style="line-height: 150%; text-indent: 1.0cm;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">Lamento dizer isso, mas é a verdade, pelo menos na minha visão. Como não há verdade absoluta, posso estar errado. No meu erro reside a esperança de nós todos. </span></div>
<div style="line-height: 150%; text-indent: 1.0cm;"></div>
<div style="line-height: 150%;"></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="text-align: center;" align="center"><span style="font-size: 12pt;">Porto Alegre, 23/12/2015.</span></div>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Governo estadual de saia justa (v.2)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Dec 2015 16:44:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Leitura rápida]]></category>
		<category><![CDATA[Banrisul]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Finanças públicas]]></category>
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					<description><![CDATA[O orçamento  do Estado do Rio Grande do Sul para 2016, recentemente aprovado pela Assembleia Legislativa,  traz um déficit de R$ 4,6 bilhões. Há uma corrente de opinião que afirma que o orçamento foi elaborado de forma pessimista. Isso decorre da comparação feita  com o orçamento de 2015. Nessa comparação, a receita total está orçada com [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div></div>
<div style="line-height: 150%; text-align: center; text-indent: 21.3pt;" align="center">
<div style="line-height: 18.0pt; text-align: left;" align="left">
<div style="line-height: 18pt;" align="left"><span style="font-size: 12pt;">O orçamento  do Estado do Rio Grande do Sul para 2016, recentemente aprovado pela Assembleia Legislativa,  traz um déficit de R$ 4,6 bilhões.</span></div>
<div style="line-height: 18pt;" align="left"></div>
<div style="line-height: 18pt; text-indent: 21.3pt;" align="left"><span style="font-size: 12pt;">Há uma corrente de opinião que afirma que o orçamento foi elaborado de forma pessimista. Isso decorre da comparação feita  com o orçamento de 2015. Nessa comparação, a receita total está orçada com um crescimento nominal de 9,2% ou 3% reais, mesmo contando com o aumento das alíquotas do ICMS. Nessa mesma comparação, o ICMS está previsto com um crescimento de 8,5% nominais ou 2,4% reais.</span></div>
<div style="line-height: 18pt; text-indent: 21.3pt;" align="left"></div>
<div style="line-height: 18pt; text-indent: 21.3pt;" align="left"><span style="font-size: 12pt;">Deve ser destacado, no entanto, que o orçamento de 2015 foi inflado por receitas superestimadas e despesas subestimadas, não servindo de base de comparação, que deve ser feita com os valores reestimados.   </span></div>
<div style="line-height: 18pt; text-indent: 21.3pt;" align="left"></div>
<div style="line-height: 18pt; text-indent: 21.3pt;" align="left"><span style="font-size: 12pt;">Então, quando a comparação é feita com a receita reestimada para  2015,  a receita corrente para 2016 está orçada com um incremento  nominal de 16%, sendo 18% para  o ICMS,  Esses percentuais são bastante significativos, diante da crise por que passamos.</span></div>
<div style="line-height: 18pt; text-indent: 21.3pt;" align="left"></div>
<div style="line-height: 18pt; text-indent: 21.3pt;" align="left"><span style="font-size: 12pt;">Mesmo que tenha sido fixado um crescimento máximo de 3%, a despesa com pessoal dever crescer nominalmente 9,1% e, se agregarmos a reserva de contingência que acaba tendo essa destinação, </span><span style="font-size: 12pt;">o crescimento passa para 12,6%.</span><span style="font-size: 12pt;"> Isso decorre dos reajustes concedidos no governo anterior, do crescimento vegetativo da folha e do aumento da despesa previdenciária. Para a folha da segurança está previsto um crescimento nominal de 18%, tudo concedido no governo passado.</span></div>
<div style="line-height: 18pt; text-indent: 21.3pt;" align="left"></div>
<div style="line-height: 18pt; text-indent: 21.3pt;" align="left"><span style="font-size: 12pt;">Além disso, há uma tendência para que a despesa com pessoal cresça mais que o previsto. Isto porque os Outros Poderes estão propondo mais 8% de reajuste, quando a maioria deles o aumento previsto no orçamento é muito inferior a esse percentual (Assembleia, 2,8%; TCE, 3% e Ministério Público, 2,9%).</span></div>
<div style="line-height: 18pt; text-indent: 21.3pt;" align="left"></div>
<div style="line-height: 18pt; text-indent: 21.3pt;" align="left"><span style="font-size: 12pt;">E para complicar mais a situação, o pessoal da Secretaria de Educação está com uma previsão de apenas 3,4% a mais, quando o IPCA deve variar mais de 10%.</span></div>
<div style="line-height: 18pt; text-indent: 21.3pt;" align="left"></div>
<div style="line-height: 18pt; text-indent: 21.3pt;" align="left"><span style="font-size: 12pt;">No final do corrente exercício deverão ficar  pendentes de pagamento  para 2016 R$ 2 bilhões, sendo R$ 1 bilhão do 13° salário, que deve ser financiado pelo Banrisul.</span></div>
<div style="line-height: 18pt; text-indent: 21.3pt;" align="left"></div>
<div style="line-height: 18pt; text-indent: 21.3pt;" align="left"><span style="font-size: 12pt;">Em 2016, o déficit orçamentário será em torno </span><span style="font-size: 12pt;">de R$ 4,6 bil</span><span style="font-size: 12pt;">hões, desconsiderando as ressalvas  feitas nas linhas anteriores, numa média de<b> R$ 400 milhões por mês.</b></span></div>
<div style="line-height: 18pt; text-indent: 21.3pt;" align="left"></div>
<div style="line-height: 18pt; text-indent: 21.3pt;" align="left"><span style="font-size: 12pt;">Como o pagamento do 13° salário se verifica no final do ano, esse valor pode ser reduzido  para R$ 300 milhões no decorrer ano, que acrescido da despesa que restou de 2015, passa para </span><span style="font-size: 12pt;">R$ 400 milhões mês</span><span style="font-size: 12pt;">, mais ou menos, </span><span style="font-size: 12pt;">sem inclu</span><span style="font-size: 12pt;">ir o 13° de 2015..</span></div>
<div style="line-height: 18pt; text-indent: 21.3pt;" align="left"></div>
<div style="line-height: 18pt; text-indent: 21.3pt;" align="left"><span style="font-size: 12pt;"><b>13° salário</b></span></div>
<div style="line-height: 18pt; text-indent: 21.3pt;" align="left"><span style="font-size: 12pt;">O governo não poderá pagar o 13° salário com recursos próprios neste exercício. Para isso, deverá financiá-lo através do Banrisul, em seis parcelas,  entre maio e novembro, pagando diretamente aos servidores ou o financiamento. </span></div>
<div style="line-height: 18pt; text-indent: 21.3pt;" align="left"><span style="font-size: 12pt;"><b>Então, faltarão R$ 400 milhões por mês para o Estado em seis meses do ano e nos outros seis meses faltarão R$ 600 milhões, também  por mês.</b></span><span style="font-size: 12pt;"> </span></div>
<div style="line-height: 18pt; text-indent: 21.3pt;" align="left"><span style="font-size: 12pt;">Para 2016,  no entanto, se a economia não voltar a crescer, <b>o 13º salário não poderá mais ser pago</b>, devido à grande queda da arrecadação, somada à crise existente. (Em novembro/2015 sobre igual mês do ano anterior, o ICMS caiu 8% em termos reais).</span></div>
<div style="line-height: 18pt; text-indent: 21.3pt;" align="left"><span style="font-size: 12pt;">Faço essa afirmação com grande sentimento, até porque também sou servidor público. E entendo que <b>o </b></span><span style="font-size: 12pt;"><b>governo deveria fazer essa comunicação</b></span><span style="font-size: 12pt;"><b> desde j</b>á, até para evitar fossem feitos empréstimos bancários por servidores, contando pagar com o recebimento dessa remuneração.</span></div>
<div style="background: white; line-height: 18pt; text-indent: 21.3pt;" align="left"><span style="color: #333333; font-size: 12pt;">Por tudo isso é que o governo está numa saia justa. Se não pagasse o 13° salário deste ano criaria  um enorme problema social. Ao financiá-lo pelo Banrisul criou outro problema:  terá muita dificuldade de saldar esse débito em 2016.</span></div>
<div style="line-height: 18pt; text-indent: 21.3pt;" align="left"></div>
<div style="line-height: 18pt; text-indent: 21.3pt;" align="left"><span style="font-size: 12pt;"><b>Conclusão</b></span></div>
<div style="line-height: 18pt; text-indent: 21.3pt;" align="left"><span style="font-size: 12pt;">A situação financeira do Estado é gravíssima, porque a crise por que estamos passando é um agregado de três grandes causas, que são: a crise histórica de quatro  décadas, a criação de despesas continuadas pelo governo anterior, muitas delas até 2018, sem que o Estado dispusesse de recursos permanentes para seu custeio, e a atual crise econômica, que está derrubando a arrecadação. Os recursos extras, como os depósitos judiciais, foram praticamente esgotados no governo anterior, só restando o diferencial do que entra e sai em cada ano. </span></div>
<div style="line-height: 18pt; text-indent: 21.3pt;" align="left"><span style="font-size: 12pt;">Mas, por outro lado, há um encargo financeiro incidente sobre  R$ 10 bilhões (depósitos judiciais: saldo e retiradas), em que, no mínimo, será equivalente ao rendimento da poupança a ser pago aos depositantes. Esse gasto, no entanto, já está englobado no déficit citado.</span></div>
<div style="line-height: 18pt; text-indent: 21.3pt;" align="left"></div>
<div style="line-height: 18pt; text-indent: 21.3pt;" align="left"><span style="font-size: 12pt;">Além disso, o grau  de endividamento está em 216,6% da receita corrente líquida e o limite legal será de 200% em 2016, o que impede novos financiamentos. Uma revisão da dívida que reduza o serviço da dívida seria uma grande saída, mas encontra barreira na difícil situação financeira porque também passa a União, porque teria que estender aos demais Estados o que fosse concedido ao RS.</span></div>
<div style="line-height: 18pt; text-indent: 21.3pt;" align="left"></div>
<div style="line-height: 18.0pt; text-align: center; text-indent: 21.3pt;" align="center"><span style="font-size: 12pt;">Porto Alegre, 3 de dezembro de 2015.</span></div>
<div align="left"></div>
<div></div>
</div>
</div>
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		<title>Causa recente do desequilíbrio do Estado</title>
		<link>https://darcyfrancisco.com.br/2015/09/02/causa-recente-do-desequilibrio-do-estado/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Sep 2015 13:54:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Leitura rápida]]></category>
		<category><![CDATA[Banrisul]]></category>
		<category><![CDATA[Crise fiscal]]></category>
		<category><![CDATA[Depósitos judiciais]]></category>
		<category><![CDATA[Finanças públicas]]></category>
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					<description><![CDATA[Seria desonestidade  intelectual de minha parte se dissesse que a crise atual  do Estado se deve somente ao governo passado. Ela vem de décadas e sempre os governos encontraram uma maneira de enfrentá-la, como endividamento, inflação, uso do Banrisul e Caixa Estadual, o que resultou num empréstimo do Proes de R$ 11,5 bilhões, em valores [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 0cm;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">Seria desonestidade  intelectual de minha parte se dissesse que a crise atual  do Estado se deve somente ao governo passado. Ela vem de décadas e sempre os governos encontraram uma maneira de enfrentá-la, como endividamento, inflação, uso do Banrisul e Caixa Estadual, o que resultou num empréstimo do Proes de R$ 11,5 bilhões, em valores de hoje, para fechar um dos bancos e manter o outro. </span></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 0cm;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"> </span></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">Além disso,  vendemos patrimônio, esgotamos o caixa único (recursos carimbados e de outros órgãos) e, finalmente, utilizamos 85% dos depósitos judiciais, sendo 62,5% no governo passado (73,5% do utilizado por todos os governos). Agora vamos usar mais 10%, atingindo 95% do total de um dinheiro que não pertence ao Estado, que é apenas (in) fiel depositário. </span></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"> </span></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">Mas se o governo passado não é o responsável por tudo, ele colocou muita lenha numa fogueira que vinha se apagando. Isso porque o Estado vinha se ajustando a partir de 1999, em decorrência do ajuste fiscal assumido com o contrato da dívida em 1998.  É verdade que não vinham sendo cumpridas integralmente as vinculações com educação e saúde, como não foram cumpridas também no período 2011 a 2014, embora houvesse aumento de recursos aplicados. </span></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"> </span></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">Mas esse aumento de aplicação deveu-se ao grande saque dos depósitos judiciais, que também possibilitaram enormes reajustes salariais, que permaneceram como despesa, enquanto se esgotaram  os recursos que permitiram seu custeio durante o período do governo que os concedeu. Houve formação de  despesa permanente com recursos finitos. E não foi outra coisa que disse o Ministro Levy, conforme Jornal Valor Econômico de 01/09/2005:</span></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"> </span></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 42.55pt; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><i><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">“O Rio Grande do Sul vem usando suas reservas, além da tomada de empréstimos, para financiar gastos permanentes”.</span></i></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><i><br />
</i><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">Mas no governo passado, enquanto a receita corrente líquida (RCL) cresceu 39,8% (a inflação 27%), a despesa com pessoal cresceu 61%, ao passar de R$ 13,432 bilhões em 2010 para R$ 21,611 bilhões em 2014. E o pior é que os maiores reajustes foram concedidos em novembro/2014, com reflexos em 2015 e nos anos seguintes. Além disso, muitos reajustes foram concedidos a partir de 2015 e até 2018 para categorias representativas da despesa com pessoal. </span></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">Tudo isso se observa na tabela abaixo, onde se constata que a maioria dos reajustes foram superiores em muito o índice de crescimento da receita, que ainda caiu em nos primeiros meses de 2015. Por isso, embora o ex-governador Tarso não tenha gostado, o problema se agravou no governo passado, como disse o governador Sartori. Mas numa coisa o ex-governador tem razão: houve aprovação unânime do Legislativo estadual, embora isso não o exima da culpa, porque foi ele quem encaminhou os projetos de aumento para a Assembleia Legislativa. </span></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;">
<div style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://1.bp.blogspot.com/-8ai-y0ufjV0/VecAZkzAkwI/AAAAAAAAArE/cZZ43jhkzKM/s1600/Reajustes%2BTarso.PNG"><img decoding="async" src="http://1.bp.blogspot.com/-8ai-y0ufjV0/VecAZkzAkwI/AAAAAAAAArE/cZZ43jhkzKM/s400/Reajustes%2BTarso.PNG" width="256" height="400" border="0" /></a></div>
<p><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"><br />
</span></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">Para ler a tabela em alta definição, em PDF, clique <a href="http://financasrs.com.br/arquivos/ReajustesTarso.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer">aqui</a>.</span></div>
<div style="line-height: 150%; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"><br />
</span><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"><b>Observação:</b></span><br />
<span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;">Na tabela acima não constam os Outros Poderes, porque a fonte, a Casa Civil, só forneceu dados do Poder Executivo. Mas em 2014, os outros Poderes propiciaram grande aumento da despesas com pessoal, criando grande quantidade  de cargos, pagando a conversão de URV para Real (R$ 127,2 milhões) e auxílio moradia. </span></div>
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		<title>Mais dívida não é a melhor solução</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Nov 2011 10:33:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Leitura rápida]]></category>
		<category><![CDATA[Banrisul]]></category>
		<category><![CDATA[Finanças públicas]]></category>
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					<description><![CDATA[Em tudo na vida sempre há os dois lados. Essa assertiva cabe muito bem quando se trata da necessidade de o Estado investir e da possibilidade de concretizar esse objetivo por meio de financiamentos. A obtenção de financiamentos é uma necessidade e até um dever, quando não se dispõem dos recursos para os investimentos necessários [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><!-- [if gte mso 9]><xml>  <w:worddocument>   <w:view>Normal</w:View>   <w:zoom>0</w:Zoom>   <w:hyphenationzone>21</w:HyphenationZone>   <w:punctuationkerning/>   <w:validateagainstschemas/>   <w:saveifxmlinval>false</w:SaveIfXMLInvalid>   <w:ignoremixedcontent>false</w:IgnoreMixedContent>   <w:alwaysshowplaceholdertext>false</w:AlwaysShowPlaceholderText>   <w:compatibility>    <w:breakwrappedtables/>    <w:snaptogridincell/>    <w:wraptextwithpunct/>    <w:useasianbreakrules/>    <w:dontgrowautofit/>   </w:Compatibility>   <w:browserlevel>MicrosoftInternetExplorer4</w:BrowserLevel>  </w:WordDocument> </xml><![endif]--><!-- [if gte mso 9]><xml>  <w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156">  </w:LatentStyles> </xml><![endif]--><!-- [if gte mso 10]>  <![endif]--></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: Arial;">Em tudo na vida sempre há os dois lados. Essa assertiva cabe muito bem quando se trata da necessidade de o Estado investir e da possibilidade de concretizar esse objetivo por meio de financiamentos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: Arial;">A obtenção de financiamentos é uma necessidade e até um dever, quando não se dispõem dos recursos para os investimentos necessários ao desenvolvimento e quando se quer distribuir no tempo o pagamento de um gasto que será usufruído também em longo prazo. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: Arial;">Ocorre que nosso Estado é um caso à parte. De todos os estados da federação, é o único que deve mais de duas vezes a receita corrente líquida. Em 1999 eram seis estados. E o acordo da dívida que fizemos com a União em 1998 foi igual aos dos demais estados. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: Arial;">Entretanto, na ocasião do acordo, devíamos tanto, que a prestação dele resultante mais as da operação Proes, somadas às de cinco negociações anteriores, formaram uma importância impagável para o Estado. A operação Proes foi utilizada no saneamento financeiro do Banrisul e no fechamento da antiga Caixa Estadual (R$ 10 bilhões em valores atuais), vítimas que foram dos déficits recorrentes. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: Arial;">E para tornar pagável a prestação foi estabelecido um limite em função da receita, resultando sem pagar grande parte do valor da prestação, que, passados doze anos, ainda ficam 20% como resíduo. Isso, conjugado com um indexador que ficou inadequado,<a name="_GoBack"></a> vem tornando insustentável o endividamento estadual. E chegamos a esse endividamento, porque empilhamos déficits em cima de déficits. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: Arial;">Sem desconhecer a dificuldade financeira por que passa o governo estadual, que precisa também atender as reivindicações (justas) de muitas categorias de servidores, o problema é que, ao contrair novos empréstimos, está criando mais passivo e mais dificuldade para o futuro, porque o aumento do dispêndio anual com a dívida com essas novas operações poderá ficar próximo a R$ 300 milhões. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: Arial;">A pergunta que cabe é se não havia outra solução na busca de recursos para investimentos. Em 2010 foram investidos R$ 2 bilhões sem a utilização de recursos de empréstimos. Os créditos junto ao governo federal oriundos da CEEE, que segundo a imprensa supera R$ 2 bilhões, não seriam uma saída?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: Arial;">O grande paradoxo que ocorre com a dívida é que ela é muito boa na hora em que se toma, porque na hora do pagamento é aquela dificuldade e choradeira que todos conhecem. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><i><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: Arial;">Publicado na Zero Hora de 16/11/2011.</span></i></p>
<div>
<hr align="left" size="1" width="33%" />
<div>
<p><a title="" href="http://darcyfrancisco.blogspot.com/#_ftnref1" name="_ftn1"><span style="font-family: Calibri;"><span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: Calibri;">[1]</span></span></a> Economista.</p>
</div>
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