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	<title>Livros &#8211; Darcy Francisco</title>
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		<title>Por que umas nações são ricas e outras, pobres?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 12:21:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
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					<description><![CDATA[A teoria predominante sobre a existência de nações ricas e pobres é a DAS INSTITUIÇÕES, o que nunca me convenceu completamente. Lendo o livro Armas, Germes e Aço, de autoria da Jared Diamon, encontrei no posfácio uma teoria que me convenceu mais, ainda, com alguns questionamentos. Por isso, resolvi fazer um resumo e publicar, porque [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A teoria predominante sobre a existência de nações ricas e pobres é a <strong>DAS INSTITUIÇÕES</strong>, o que nunca me convenceu completamente. Lendo o livro <strong>Armas, Germes e Aço</strong>, de autoria da Jared Diamon, encontrei no <strong>posfácio</strong> uma teoria que me convenceu mais, ainda, com alguns questionamentos. Por isso, resolvi fazer um resumo e publicar, porque muitos estudiosos se interessam pelo assunto. Vamos lá.&nbsp;</p>



<p>Começa ele destacando que <strong>UM DOS PROBLEMAS CENTRAIS DA ECONOMIA DIZ RESPEITO À POBREZA e À RIQUEZA NAS NAÇÕES. </strong>Nos países ricos, como Estados Unidos e Noruega, a renda anual per-capita é quatrocentas vezes mais alta que a dos países pobres, como a Tanzânia e o Iêmen. Por que alguns países são ricos e outros, pobres?</p>



<p>Inicialmente, o autor fez uma comparação entre a Holanda e a Zâmbia, país africano. Diz ele, se um extraterrestre tivesse visitado a Holanda, diria “<em>Que país desafortunado! Só tem desvantagens!”</em></p>



<p>A Holanda tem um inverno longo e um verão curto, de modo que os fazendeiros só podem fazer um plantio ao ano. Não possui recursos minerais valiosos. É baixa e plana, não possuindo represas ou poder hidrelétrico e tem que importar carvão e petróleo. E, ainda, faz fronteira com a Alemanha que a invadiu em 1940. Um terço das terras holandesas está abaixo do nível do mar e corre o risco de ser inundado. Por isso o extraterrestre pôde concluir que a Holanda era uma país muito pobre.</p>



<p>Dirigindo-se à Zâmbia, o extraterrestre constatou que, ao contrário da Holanda, Zâmbia não precisa comprar petróleo ou carvão para gerar energia, porque possui energia elétrica abundante, gerada por grandes represas, é muito rica em minerais, especialmente em cobre. O clima é quente e permite várias colheitas por ano. Não há lutas entre tribos. Nunca foi invadida por um país vizinho. Possui eleições livres e valoriza a educação.</p>



<p>Então, quem teria a renda média mais alta: a Holanda ou a Zâmbia?</p>



<p>A renda média da Holanda é 33 vezes mais alta que a da Zâmbia. Além das diversas diferenças na vida entre um holandês e um zambiano, este tem uma expectativa de vida de 41 anos e o primeiro, o holandês, de 78 anos.</p>



<p>Se os recursos naturais não bastam para tornar um país rico e outro pobre, o que é preciso, então?</p>



<p>Alguns economistas atribuem às <strong>INSTITUIÇÕES HUMANAS,</strong> leis, códigos de comportamento, governos locais, entre outras razões.</p>



<p>A razões convincentes sobre as importâncias das instituições de que são exemplos países que antes eram únicos e se separaram e hoje gozam de muitas diferenças quanto ao desenvolvimento: Coreia do Norte e Coréia do Sul. Alemanha, mesmo unificada depois, ainda mantém diferenças. Também na ilha de São Domingos, no Caribe, há duas nações, em que uma, a República Dominicana, mesmo sem ser um país rico, é seis vezes mais próspero do que o outro país, o Haiti.</p>



<p>Em resumo, as instituições que motivam as pessoas a trabalhar, de modo a elevarem a riqueza nacional são as seguintes: “<em>ausência de barreiras comerciais, ausência de corrupção, baixo risco de assassinato, controle da inflação, cumprimento de contratos, efetividade do governo, estado de direito, incentivos e oportunidades de investimento de capital, livre fluxo de capital, livre troca de moedas, oportunidades educacionais e proteção dos direitos individuais e de propriedade.”</em></p>



<p>De fato, as instituições citadas propiciam o desenvolvimento. Muitos economistas consideram que a explicação baseada nas instituições não está errada, mas não é completa, <strong>em dois aspectos</strong>.</p>



<p><strong>Dois aspectos que faltam na tese das instituições</strong></p>



<ol style="list-style-type:lower-alpha" class="wp-block-list">
<li><strong>Primeiro aspecto</strong></li>
</ol>



<p>O primeiro aspecto são os fatores geográficos. O autor cita como exemplo a África, dividindo-a entre os países tropicais e as áreas temperadas. O segundo fator é se tem acesso ao mar ou a rio navegável que vá até o oceano.</p>



<p>Diz o autor que a conclusão salta aos olhos: dos 38 países tropicais, 37 são mais pobres que qualquer um país de clima temperado. Somente o Gabão tem riqueza comparável.&nbsp; Em ambos os conjuntos, tropical ou temperado, os países costeiros são, em média, 50% mais ricos que aqueles que não têm acesso ao mar.</p>



<p>O autor pergunta porque a geografia tem efeito tão intenso sobre a riqueza nacional. Ele mesmo responde que as doenças são mais prováveis nos trópicos que nos climas temperados, sejam doenças infecciosas, como a malária, ou a dengue, sejam doenças causadas por parasitas.&nbsp; Os habitantes passam tempo sem trabalhar e morrem mais cedo, o que se reflete na produção. &nbsp;A agricultura tropical tem produtividade menor, em razão dos solos inférteis e a maior abundância de pragas e doenças veterinárias. <strong>Minha opinião: o centro-oeste brasileiro desmente um pouco essa teoria</strong>.</p>



<p>Diz o autor que as desvantagens de ausência de litoral é que o transporte por via terrestre é cerca de sete vezes mais caro do que o transporte por mar ou rio navegável. <strong>Minha opinião</strong>: <strong>uma pena que o Brasil dispõe desse recurso e usufrui pouco.</strong></p>



<p>Quanto à ligação com o mar, cita a Bolívia como o país mais pobre da América do Sul, é tropical e sem acesso ao mar. Os países de clima temperado, Argentina, Chile e Uruguai são os mais ricos do que qualquer um dos noves países tropicais. Esses efeitos geográficos frequentemente superam os efeitos das instituições más. A Argentina é um exemplo disso.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Segundo aspecto</strong></li>
</ul>



<p>Porque alguns países possuem boas instituições e outros não? Por que a Holanda possui instituições que promovem o crescimento nacional mais efetivamente que as instituições da Zâmbia? Foi apenas um acidente aleatório e imprevisível?</p>



<p>Sobre as causas, ele defende a tese de que não podemos pegar apenas <strong>as causas próximas, devemos buscar as causas últimas </strong>(valor evolutivo, o porquê), como se fosse um tratamento psicoterápico, quando cita uma passagem de sua esposa, psicóloga clínica, com um paciente.</p>



<p>Voltando ao assunto em questão, para buscar as origens das instituições boas, precisamos pesquisar as profundas <strong>origens</strong> <strong>das instituições complexas</strong>, boas ou ruins, em qualquer sociedade humana.</p>



<p><strong>Origens das instituições complexas</strong></p>



<p>Há 13.000 anos os homens viviam como caçadores-coletores e não como fazendeiros ou criadores de gado, não estocavam alimentos, os buscavam no dia a dia para o consumo imediato<strong>. </strong>Não havia instituições complexas. Como elas surgiram nos últimos 13.000 anos?</p>



<p>As <strong>instituições complexas</strong> surgiram do desenvolvimento de sociedades sedentárias e densamente povoadas, com excedentes estocáveis de alimentos (milho, queijo, batatas, por exemplo) tornados possíveis pela<strong> agricultura</strong>. A causa última das instituições complexas é a agricultura e a causa última <a href="#_edn1" id="_ednref1">[i]</a>mais próxima são as sociedades sedentárias densamente povoadas e os excedentes estocáveis de comida resultantes da agricultura.</p>



<p>Continua o autor: Excedentes podem ser usados para alimentar especialistas não produtores de alimentos, como reis, banqueiros, escritores e professores. Assim, a agricultura foi um pré-requisito para o desenvolvimento de instituições complexas das sociedades modernas: feudos e estados, burocracia, governo centralizado e tudo mais que dispomos numa sociedade moderna. Isso não seria possível com caçadores-coletores, que eram nômades.</p>



<p>Porque a Nigéria não desenvolveu instituições complexas como na Noruega? Pela bastante desigual distribuição pelo mundo de plantas e animais selvagens, porém domesticáveis, que se concentravam em cerca de nove regiões, as quais se tornaram pátrias de agricultura independente. Dessas pátrias, a agricultura se expandiu para outras áreas, mais rapidamente nos eixos Leste-Oeste do que nos eixos Norte-Sul. Desde de 4 mil anos existiu estado e seus subprodutos na China, mas apenas 30 anos na Nova Guiné.</p>



<p>A Holanda pratica a agricultura há 7.500 anos; a Zâmbia, há apenas 2 mil. A Holanda possui escrita há 2 mil anos; a Zâmbia, há quarenta. A Holanda possui governo independente há 500 anos; Zâmbia há apenas quarenta.</p>



<p>A longa história da agricultura e das instituições complexas que ela tornou possível é parte das razões pelas quais a Holanda é muito mais rica que Zâmbia. A outra parte dessas razões é que a Holanda está situada no litoral de uma zona temperada e a Zâmbia tem clima tropical e isolada do mar.</p>



<p>Nos anos 1960, Coreia do Sul, Gana e Filipinas eram países pobres. Apesar das apostas erradas dos diplomatas americanos, 60 anos depois, a Coreia do Sul, localizada numa zona temperada, gosa de uma prosperidade de primeiro mundo; Gana e Filipinas, países tropicais, permanecem pobres. Na Coreia do Norte o governo opressivo desperdiçou essa vantagem histórica.</p>



<p><strong>CONCLUSÃO</strong></p>



<p>A teoria de que são as <strong>INSTITUIÇÕES</strong> que explicam as razões porque existem nações desenvolvidas, ricas, e nações subdesenvolvidas, pobres, é aceita, mas como uma <strong>verdade parcial</strong> para as razões que justificam a situação atual das nações. Para explicar esse fato é preciso acrescer <strong>mais dois aspectos, que são os fatores geográficos e as origens das instituições complexas</strong>.</p>



<p>Quanto aos fatores geográficos, o autor destaca a localização dos países, na zona tropical e na temperada. E entre eles, se têm ou não acesso ao mar ou a rio navegável que vá até o oceano. E dá diversos exemplos tomando a África e a América do Sul, como referência, para justificar sua assertiva.</p>



<p>Quanto às instituições, ele destaca a agricultura como a origem das instituições complexas, sedentárias, em substituição ao comportamento nômade dos catadores-coletores, que buscavam apenas o alimento necessário para a subsistência diária.</p>



<p>Já a agricultura permitiu a formação de estoque de alimentos e, com isso, a geração de organizações sedentárias. Esses excedentes puderam ser usados para alimentar especialistas não produtores de alimentos, como reis, banqueiros, escritores e professores. Assim, a agricultura foi um pré-requisito para o desenvolvimento das instituições complexas das sociedades modernas: feudos e estados, burocracia, governo centralizado e tudo mais que dispomos numa sociedade moderna. Isso não seria possível com caçadores-coletores, que eram, na maioria, nômades.</p>



<p>Diz o autor que alguns economistas citam a Revolução Gloriosa ocorrida na Inglaterra em 1688 como causa das instituições que propiciaram o crescimento econômico da Grã-Bretanha, o país mais rico do mundo durante muito tempo. Será que ela é a causa do crescimento da Grã-Bretanha moderna? A revolução demitiu o rei James e colocou em seu lugar o rei William, enfraquecendo o poder real e aumentando o poder parlamentar. No entanto, atribuir esse fato à riqueza da Grã-Bretanha é cair na armadilha de focar nas causas próximas e ignorar as causas últimas (os porquês).</p>



<p>Não é essa a causa do desenvolvimento da Inglaterra. Se a revolução tivesse ocorrido em Zâmbia, seria ela rica e a Grã-Bretanha pobre hoje? Claro que não. Isso porque a agricultura chegou a Grã-Bretanha há 5.500 anos e a Zâmbia há apenas 2.000. A Grã-Bretanha foi unificada sob o Império Romano por volta dos anos 80 e Zâmbia, sob o Império Britânico nos anos 1890.</p>



<p>Além do mais, a Grã-Bretanha possui terras férteis, tem clima temperado e tem acesso ao mar, até porque é uma ilha. A Zâmbia é tropical, não tem terras férteis, nem acesso ao mar.</p>



<p>&nbsp;As razões que explicam esse fato são muitas, que não estão citadas por se tratar de um resumo. Quem se interessar pelo assunto mais aprofundado deve buscar as informações junto à fonte citada.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p><a href="#_ednref1" id="_edn1">[i]</a> <strong>Causas próximas </strong>são os fatores diretos ou mecanismos imediatos que desencadeiam um evento (o &#8220;como&#8221; acontece). <strong>Causas últimas</strong> são os motivos profundos, as razões evolutivas ou de propósito que explicam por que aquele evento existe (o &#8220;porquê&#8221;). [<a href="https://www.passeidireto.com/pergunta/194096465/o-que-distingue-causas-proximais-de-causas-ultimas">1</a>]</p>



<p><strong>FONTE: GOOGLE</strong></p>



<p><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p><strong>DIAMOND</strong> – Jared – Armas, Germes e Aço. Editora Record. Rio de Janeiro – São Paulo. 2025.</p>



<p><strong>Epílogo</strong> – Futuro da História Humana como uma Ciência</p>



<p><strong>Posfácio.2017</strong> – Países Pobres e Ricos à luz de Armas, Germes e Aço.</p>



<p></p>
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