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	<title>Finanças Públicas &#8211; Darcy Francisco</title>
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		<title>RS &#8211; um estado condenado ao fracasso</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Aug 2026 14:29:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Finanças Públicas]]></category>
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					<description><![CDATA[Darcy Francisco Carvalho dos Santos e Júlio Francisco Gregory BrunetEconomistas. Nosso Estado, como se não chegasse os problemas climáticos que, por secas ou enchentes, prejudicam nossa principal atividade econômica, a agricultura, existem os negacionistas do desenvolvimento econômico. Esses negacionistas fazem de tudo para inviabilizar os investimentos produtivos. Foi assim com a Ford, há mais de [&#8230;]]]></description>
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<p class="has-text-align-right"><em>Darcy Francisco Carvalho dos Santos e Júlio Francisco Gregory Brunet</em><br>Economistas.</p>



<p>Nosso Estado, como se não chegasse os problemas climáticos que, por secas ou enchentes, prejudicam nossa principal atividade econômica, a agricultura, existem os negacionistas do desenvolvimento econômico.</p>



<p>Esses negacionistas fazem de tudo para inviabilizar os investimentos produtivos. Foi assim com a Ford, há mais de 25 anos e agora querem impedir um investimento, só equivalente à GM, que modificou totalmente para melhor a cidade de Gravataí, gerando empregos, desenvolvendo outros ramos da atividade econômica, aumentando a arrecadação de impostos, quando passou a ocupar o 4º lugar no ICMS, ficando só atrás de Porto Alegre, Canoas e Caxias do Sul. Refiro à fábrica da CMPC em Barra do Ribeiro, que poderia seguir o exemplo de Guaíba, onde igual&nbsp; fábrica fez com que o município ocupe &nbsp;a 5ª posição na arrecadação do ICMS.</p>



<p>Como se isso não bastasse, há problemas na aprovação do projeto de construção do Porto de Arroio do Sal, que fica no norte do Estado, porto esse que reduzirá o custo de logística da principal região produtora, evitando que levasse os produtos até o sul do Estado, com todos os problemas de decorrentes do transporte, tais como custo, tempo, poluição e o risco de acidentes. Santa Catarina, com 1/3 da área do RS tem oito portos e nós não podemos ter dois.</p>



<p>Não existem problemas ambientais com a CMPC. Se existissem, eles teriam ocorrido em Guaíba. Para autorizar tem que ouvir 86 associações quilombolas, os indígenas de todo o Estado, inclusive os que residem nas regiões distantes. Tem que ouvir sete mil pescadores de diversas localidades. Dizem que é a lei, mas então outros estados brasileiros possuem leis diferentes? Nada disso, o que está ocorrendo é falta de vontade de aprovar esses projetos.</p>



<p> Estado do RS tem uma participação dos inativos e pensionistas de 60% da folha de pagamentos e uma alta dívida. Essas e outras despesas são incomprimíveis. Só existe uma solução, que é o aumento da arrecadação, que em hipótese algumas pode vir de aumento de impostos. Precisa vir do desenvolvimento econômico. E para suprir as necessidades do Estado, precisa um nível de investimentos que só pode ser alcançado com aumento real de 20% na arrecadação.  </p>



<p>Nosso Estado era a quarta economia do País, hoje somos a quinta, ficando atrás do Paraná e logo em seguida ficaremos atrás de Santa Catarina. Para isso, basta continuar esses negacionismos.</p>
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		<title>A inequação orçamentária do Estado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Aug 2026 23:34:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Finanças Públicas]]></category>
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					<description><![CDATA[Quem faz as leis para estados e municípios cumprirem não conhece o funcionamento das finanças púbicas desses entes. Nem todos eles são iguais, mas todos passam por situações semelhantes. Tomo o Estado do RS que, apesar de reformas feitas, a soma de suas despesas ultrapassa em muito 100% da receita. Em 2020, foi editada a [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Quem faz as leis para estados e municípios cumprirem não conhece o funcionamento das finanças púbicas desses entes. Nem todos eles são iguais, mas todos passam por situações semelhantes. Tomo o Estado do RS que, apesar de reformas feitas, a soma de suas despesas ultrapassa em muito 100% da receita.</p>



<p>Em 2020, foi editada a Emenda Constitucional n°108, que vedou a utilização da despesa com inativos e pensionistas na comprovação da manutenção e desenvolvimento do ensino (MDE), cujo mínimo deveria ser 25% da receita líquida de impostos e transferências (RLIT). Impediu, como isso, a utilização da maior despesa do Estado, que corresponde a 60% da folha de pagamentos.</p>



<p>Senão, vejamos:</p>



<p>Tomamos o ano de 2025 (último balanço). Nesse ano foi aplicado em MDE 29,58% da RLIT, mas somente 18,34% não continha a despesa que fora vedada seu uso. A diferença de 11,24% (29,58%-18,34%) continuará sendo paga, mais o acréscimo de 6,66% para completar os 25% de despesa vinculada, que era de 18,34%. Com isso, o total da despesa com educação em relação à referida RLIT será de 36,24%.</p>



<p>Da mesma forma, a despesa com saúde, que alcançou 12,53%, mas somente 9,83% estavam dentro dos critérios estabelecidos; faltaram 2,7%, que tem que ser acrescidos aos 12,53%, somando 15,23%.&nbsp; A principal causa dessa vedação foi a utilização das despesas com o IPE-Saúde, que não tem atendimento universal.</p>



<p>Com isso, a despesa com essas duas funções passará para 51,47% da RLIT (36,24%+15,23%). Precisa ser destacado que o principal responsável pelo aumento de despesa é a vinculação da receita e o alto gasto com previdência que, ainda, não é considerado despesa para efeito de vinculação.</p>



<p>Deve ser destacado que os acréscimos acima referidos, mediante acordo em que fez parte o Ministério Púbico RS, terão prazo para serem cumpridos integralmente. Mas, dia chegará que terão que ser cumpridos.</p>



<p>Não é que sejamos contra a aplicação de recursos em educação e saúde, pelo contrário, são funções que necessitam de recursos. Os problemas que existem são de duas ordens.</p>



<p>Um deles é que a despesa não deve decorrer de aumento de receita, mas das necessidades a serem atendidas.</p>



<p>O outro é que, somando todas as vinculações de receita mais as despesas que independem de vinculação mais um nível mínimo de investimentos, o total vai muito além de 100% da receita, conforme citado no início. Daí a inequação orçamentária.</p>



<p>Publicado no Jornal do Comércio, em 19/08/2026.</p>



<p></p>
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		<title>Quanto custa perder a CMPC?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 12:27:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Finanças Públicas]]></category>
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					<description><![CDATA[Foi publicado neste jornal um artigo do Presidente da Agapan, onde se posicionou contrário à implantação da CMPC, porque, em vez de aumentar a arrecadação de ICMS, daria prejuízo ao Estado, citando a Lei Kandir. A baixa arrecadação do ICMS é verdade, é uma das causas da crise das finanças do Estado, mas ela não [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="704" height="617" src="https://darcyfrancisco.com.br/wp-content/uploads/2026/07/darcy.jpeg" alt="" class="wp-image-25793" style="width:423px;height:auto"/></figure></div>


<p>Foi publicado neste jornal um artigo do Presidente da Agapan, onde se posicionou contrário à implantação da CMPC, porque, em vez de aumentar a arrecadação de ICMS, daria prejuízo ao Estado, citando a Lei Kandir.</p>



<p>A baixa arrecadação do ICMS é verdade, é uma das causas da crise das finanças do Estado, mas ela não está na Lei Kandir, que só reduziu a arrecadação nos quatro anos seguintes a sua edição (1996 a 1999), quando a arrecadação perdeu participação no PIB. Ademais, com a reforma tributária, não haverá mais tributação na exportação, porque a nesma se dará no destino.</p>



<p>É claro que precisamos defender o meio-ambiente. Sem ele não teremos vida no planeta. No entanto, não podemos virar as costas ao progresso e ao desenvolvimento. Temos que conjugar as duas coisas. O impacto do investimento dessa empresa equivale a 3,5% do PIB estadual, semelhante à GM, segundo cálculos.</p>



<p>Os altos déficits têm origem também na reduzida receita, que vai piorar, se impedirmos a instalação de empreendimentos no Estado. &nbsp;</p>



<p>O Estado, necessita aumentar muito a arrecadação para enfrentar os seguintes compromissos:</p>



<p>Volta do pagamento da dívida que, embora com os benefícios do programa Propag, superará R$ 4 bilhões anuais.</p>



<p>A alta despesa com previdência, cujo regime de repartição adotado sobre&nbsp; a integralidadade das remunerações até 2016 tornou-se totalmente inviável ao longo do tempo. Em 1970 havia 76 servidores ativos pra 24 inativos e pensionistas, numa razão 3/1, hoje tem 40 ativos para 60 inativos e pensionistas, numa razão de 0,67/1.</p>



<p>Além disso, em função da Emenda Constitucional n° 108/2020, o Estado não poderá mais usar a despesa com inativos e pensionistas no mínimo de 25%, que devem ser aplicados no ensino. Terá que complementar ao longo de 15 anos, quando atingirá R$ 3,6 bilhões anuais.</p>



<p>Também para cumprir vinculações constitucionais, terá que aumentar sua contribuição para a saúde, que não pode mais fazer uso dos recursos aplicados no IPE, o que em seguida ultrapassará R$ 1 bilhão e continuará a crescer. Valor semelhante, o Estado terá que despender com precatórios judiciais.</p>



<p>Ao contrário do que cita o referido artigo, um empreendimento como a CMPC vai gerar emprego e renda para essa população tão desassistida, além do aumento da arrecadação.</p>



<p>Não podemos continuar nesse negacionismo para todo o empreendimento que pretende se instalar no Estado. Por isso, Paraná já nos passou e, em seguida, será vez de Santa Catarina.</p>



<p></p>
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		<title>O Estado, os clubes de futebol e os déficits</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 19:00:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Finanças Públicas]]></category>
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					<description><![CDATA[O Estado do Paraná, com 71% da área do Rio Grande do Sul e com população levemente maior, tem um PIB 6% maior; Santa Catarina, com um terço da área e 73% da população, tem o equivalente a 80% do PIB do RS. Esses estados têm climas semelhantes, quando conjugamos latitude e altitude, todos têm [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O Estado do Paraná, com 71% da área do Rio Grande do Sul e com população levemente maior, tem um PIB 6% maior; Santa Catarina, com um terço da área e 73% da população, tem o equivalente a 80% do PIB do RS.</p>



<p>Esses estados têm climas semelhantes, quando conjugamos latitude e altitude, todos têm excelente produção agrícola, industrial e turística. Por que, então, o Estado do RS, que era a quarta economia do País, foi superado pelo Estado do PR e continua correndo atrás?</p>



<p>Se as condições acima citadas não explicam as razões dessa queda, há duas outras que devem explicá-las.</p>



<p>O Estado do RS financiou déficits por endividamento  durante várias décadas e formou uma dívida líquida que alcança 174% de sua receita corrente líquida (RCL). Já em Santa Catarina, a dívida líquida é de 23,3% da RCL e Paraná nem possui dívida líquida. É credor líquido, na ordem de 4,9%.</p>



<p>Os aportes previdenciários para cobrir os déficits são de 14,5% da RCL no RS; de 9,2% em SC e de 8,8% no PR.</p>



<p>É claro que os problemas climáticos, principalmente as secas, têm prejudicado muito o Estado do RS. Mas esses problemas poderiam ser amenizados por várias alternativas, mas que demandam recursos financeiros, que um estado endividado e com grandes déficits não os possui.</p>



<p>Fazendo uma comparação com o futebol, que está em evidência, em época de Copa do Mundo, tomamos os nossos dois principais clubes, Grêmio e Inter, eles que anos atrás disputavam títulos ou as primeiras colocações em certames nacionais, hoje estão lutando para não cair para a segunda divisão, para o que precisam ficar entre os quatro últimos da tabela de classificação.</p>



<p>É verdade que dois ou três clubes destacam-se em relação aos demais, por arrecadarem mais. Se ficássemos abaixo só desses a situação estaria explicada. Mas estamos abaixo de quase todos. O que está acontecendo com nossos clubes?</p>



<p>A resposta a isso é a mesma que cabe ao Estado: Déficits altos e sucessivos. Moral da história: nenhuma entidade, seja comercial, industrial, esportiva ou qualquer outra atividade, se mantém gastando mais do que arrecada.</p>



<p>Para o serviço público foi criada a lei de responsabilidade fiscal, que tantos tentam descumpri-la para continuarem fazendo déficits. Nas demais atividades, mesmo sem lei, deveria ser uma prática inseparável da administração. Fora disso, não há salvação.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>As distorções do FPE e o pagamento da dívida</title>
		<link>https://darcyfrancisco.com.br/2026/05/28/as-distorcoes-do-fpe-e-o-pagamento-da-divida/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 18:53:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Finanças Públicas]]></category>
		<category><![CDATA[Distribuição do FPE]]></category>
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					<description><![CDATA[O Estado do RS é o maior prejudicado entre todos os demais estados na distribuição do FPE – Fundo de Participação dos Estados. Vejamos: A Lei Complementar n° 62, de 1989, criou o fundo em causa, com origem em 21,5% do produto da arrecadação do Imposto de Renda e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O Estado do RS é o maior prejudicado entre todos os demais estados na distribuição do FPE – Fundo de Participação dos Estados. Vejamos:</p>



<p>A Lei Complementar n° 62, de 1989, criou o fundo em causa, com origem em 21,5% do produto da arrecadação do Imposto de Renda e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que seria dividido na seguinte proporção: 85% para as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste e, pasmem, 15% para as regiões Sul e Sudeste, embora essas últimas tenham 56% da população e 80% da arrecadação desses tributos. &nbsp;</p>



<p>Com base nessa divisão do fundo foram criados índices de participação de cada Estado, com enormes prejuízos a alguns entes federados. Visando corrigir essa distorção, quatro estados, entre eles o RS, ingressaram na justiça para alteração dos critérios em causa.</p>



<p>Atendendo a essa demanda, o STF determinou a edição de nova lei, dando origem a LC 143/2013, que fez com o Estado do RS, que detinha 2,35% do fundo antes da mudança, baixasse para 1,52% com os critérios nela adicionados, que reduziram ainda mais essa participação para 1,26% em 2024, quando a perda em relação ao índice antes da mudança foi de 46,3%. &nbsp;Os critérios são PIB, população, que crescem menos que no País e o inverso da renda per-capita, em que a do RS está na quarta posição.</p>



<p>Para termos uma ideia da injustiça referida após a mudança, citamos alguns exemplos: o Estado da Bahia que, com 133% da população do RS, detinha um índice 5,5 vezes maior; Maranhão, com 63% da população, tinha um índice 4,6 vezes maior; Acre, com 8% da população recebe 2,6 vezes o que recebe o RS; e Amapá, com 7% de população, recebe 2,4 vezes.</p>



<p>Alguns anos os índices do RS são melhores, como 2025 e 2027, assim como outros, em maior quantidade, &nbsp;são piores.</p>



<p>Recentemente surgiu outro problema, que ocorre com a distribuição dos recursos do FEF – Fundo de Equalização Federativa, que é uma condição para aderir ao Propag, programa de renegociação das dívidas, porque 80% da sua distribuição será em de acordo com o índice de FPE, com todas as distorções nele constantes.</p>



<p>Considerando que os demais Estados não vão concordar em reduzir sua participação,&nbsp; a União poderia compensar essa perda ao RS por ter sido o Estado mais prejudicado pelos critérios do FPE, diante de sua necessidade, através de <strong>&nbsp;desconto na prestação da dívida.</strong>&nbsp;</p>



<p><strong>Alguns estados e os reflexos das alterações introduzidas pelas mudanças no FPE em 2013</strong></p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img decoding="async" width="886" height="337" src="https://darcyfrancisco.com.br/wp-content/uploads/2026/05/image-1.png" alt="" class="wp-image-25758" style="width:664px;height:auto"/></figure></div>


<p>Veja a tabela completa no link abaixo:</p>



<p><a href="https://darcyfrancisco.com.br/wp-content/uploads/2026/05/FPE-distribuicao-por-Estado-e-populacao.xlsx">https://darcyfrancisco.com.br/wp-content/uploads/2026/05/FPE-distribuicao-por-Estado-e-populacao.xlsx</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>O colapso das contas federais em 2027</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Dec 2025 14:37:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Finanças Públicas]]></category>
		<category><![CDATA[Finanças públicas]]></category>
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					<description><![CDATA[Como o próprio nome indica, despesas obrigatórias são aquelas cuja obrigação de pagamento não decorre de decisões momentâneas do administrador, mas de condições pré-estabelecidas em leis, decretos, acordos, contratos, entre outras. As discricionárias são as que dependem do alvedrio do administrador. À medida que vão crescendo as despesas obrigatórias, restam menos recursos para as despesas [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Como o próprio nome indica, despesas obrigatórias são aquelas cuja obrigação de pagamento não decorre de decisões momentâneas do administrador, mas de condições pré-estabelecidas em leis, decretos, acordos, contratos, entre outras. As discricionárias são as que dependem do alvedrio do administrador.</p>



<p>À medida que vão crescendo as despesas obrigatórias, restam menos recursos para as despesas discricionárias. Por exemplo, de janeiro a outubro do corrente, os benefícios previdenciários cresceram em termos reais 4%; pessoal e encargos sociais, 3,8%;&nbsp;&nbsp; outras despesas obrigatórias, 5,5%,&nbsp; e os benefícios de prestação continuadas, 9,7%. E a causa maior disso está no crescimento real do salário-mínimo a que está vinculada mais da metade dos itens citados. Outras causas importantes são a vinculação à receita da despesa com educação e saúde e o crescimento vegetativo das variáveis envolvidas.</p>



<p>O arcabouço fiscal fixou um limite de crescimento real da despesa em 2,5%. E, como se vê, a maioria dos itens obrigatórios cresceram muito acima disso.&nbsp;</p>



<p>As despesas discricionárias corresponderam a 19,7% em 2017 e 20,6% do total em 2018; caíram para 8,3%, em 2024 e 7,9% em 2025 (até outubro). As despesas obrigatórias representam 91% do total da despesa.</p>



<p>O Gráfico 1, com dados do Ministério do Planejamento, mostra que em 2026 a parcela do orçamento livre para aplicar em despesas discricionárias é de R$ 83,1 bilhões, decrescendo para -R$ 10,9 bilhões em 2027, quando começa o colapso das contas públicas, que se acentuará em 2028 e 2029, alcançando, respectivamente, -R$ 87,3 e&nbsp; &#8211; R$ 154,2, numa evolução de R$ 79 bilhões anuais, se nada for feito para modificar essa situação. Precisa de grande ajuste fiscal, o que dificilmente será feito.</p>



<p>As despesas obrigatórias com saúde, educação, pessoal, previdência, entre outras, absorverão todo o orçamento da União, não restando recursos para manter em funcionamento vários serviços, como energia dos prédios públicos, alimentação, etc. Isso se processará de forma gradual e já começou com a falta de combustíveis para aviões da FAB e outros cortes.</p>



<p>No Brasil, há décadas, os gastos primários sobem acima do PIB, estabilizando apenas no período 2017-2019, devido ao teto de gastos. Após essa data, além da retomada, essa tendência foi incrementada, devido à enorme sanha populista e gastadora do atual governo.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><img decoding="async" width="1024" height="649" src="https://darcyfrancisco.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-1024x649.png" alt="" class="wp-image-25688" style="width:459px;height:auto"/></figure></div>]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Populismo: “como nunca antes na história deste País”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Oct 2025 13:19:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Finanças Públicas]]></category>
		<category><![CDATA[Finanças públicas]]></category>
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					<description><![CDATA[A maioria da população não tem noção do rumo a que está indo o País. A expansão razoável do PIB não é o resultado de um programa consistente de crescimento, que não existe, mas dá a impressão de que o País está bem. A redução do desemprego deve-se mais às mudanças na legislção ocorrida no [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A maioria da população não tem noção do rumo a que está indo o País. A expansão razoável do PIB não é o resultado de um programa consistente de crescimento, que não existe, mas dá a impressão de que o País está bem. A redução do desemprego deve-se mais às mudanças na legislção ocorrida no goverrno Temer, boas para aumentar o nível de emprego, mas não tão boas para os empregados. Há um crescimento da ocupação que está sendo chamado de “uberização”.</p>



<p>O setor público brasileiro está acumulando ao saldo devedor da dívida quase um trilhão de juros anualmente. Acumulando, porque são pagos mediante novas dívidas. A dívida bruta está em R$ 9,5 trilhões ou 77,6% do PIB. Outro grande problema é o déficit das estatais, que acumula R$ 18,5 bilhões desde 31/12/2022.</p>



<p>A seguridade social (previdência, saúde e assistência social), alcança cerca de 85% da receita líquida do governo e cresceu a um taxa de 8,5% acima da inflação no período 2010-2023, mesmo com as enormes carências na área da saúde. &nbsp;Para 2027 está previsto &nbsp;um “shutdown”, situação em que faltam recursos para atender as necessidades básicas para o funcionamento na máquina pública. &nbsp;</p>



<p>E, apesar desse cenário assustador, o governo vem criando uma série de benesses, com os olhos na próxima eleição. &nbsp;&nbsp;</p>



<p>Não é que essa políticas sejam nocivas à sociedade, pelo contrário, são positivas, num País de tanta pobreza. O problema é o crescimento dos déficits, cuja consequência é o aumento da dívida e dos juros, que já atingem patamares insustentáveis, conforme citado acima.  Além disso, sem recursos orçamentários, sendo usados para tal recursos de outros fundos.</p>



<p>Alguns dos populismos citados: Programa pé-de-meia, para manter o aluno na escola; gás para todos; luz de graça para um enorme contingente de pessoas; nova linha de crédito para a classe média adquirir casa própria; linha de crédito também para construir um banheiro ou uma garagem; promessa da passagem urbana grátis; isenção do Imposto de Renda a quem ganha menos de R$5.000,00 com redução até R$ 7.350,00.</p>



<p>Repetindo, poucos seriam contra a esses benefícios, desde que existissem recursos e não estivéssemos à véspera de um colapso das contas públicas. Isso parece muito bom, mas no longo prazo, nem tão longo assim, teremos a volta da  inflação, endividamento insuportável e aumento de impostos. É dar com uma mão e tirar com a outra.</p>
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		<title>Rombo dos Correios, mais uma dívida para o contribuinte pagar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Oct 2025 12:03:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Finanças Públicas]]></category>
		<category><![CDATA[Estatais; Correios]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A imprensa do centro do País tem denunciado o déficit sem precedentes das estatais federais _ exceto a Petrobras que não entra nesta conta_ na ordem de R$ 8,9 bilhões nos 12 meses contados até agosto do corrente.  O mais alarmante, no entanto, é o déficit  dos Correios, de R$ 4,3 bilhões só  no  1º semestre deste ano. Os déficits dessa Autarquia crescem a cada ano, totalizando desde 2023 R$ 7,5 bilhões.  E isso não fica só no déficit, a União, já deficitária,  tem que repassar subvenções para cobrir essa defasagem.</p>



<p>A receita despencou. Segundo a informação da Autarquia, a principal queda decorreu das encomendas internacionais, cuja arrecadação caiu, &nbsp;impactada pelo caso das “blusinhas”, porque o governo passou a tributar compras estrangeiras de até US$ 50, reduzindo, com isso, &nbsp;o volume de postagens vindas do exterior. Atribuem também ao governo anterior, no que não se vê muita lógica.</p>



<p>Mesmo &nbsp;com a essa queda de receita, a &nbsp;despesa &nbsp;continuou crescendo, com reajustes salariais a 55 mil funcionários, &nbsp;precatórios judiciais, &nbsp;pagamento de dívidas trabalhistas e crescimento das despesas administrativas.</p>



<p>Para resolver ou amenizar esse problema os Correios vão contrair R$ 20 bilhões de empréstimos no Banco do Brasil, na Caixa Econômica Federal e em bancos particulares,&nbsp; com garantia do Governo Federal.</p>



<p>Neste última parte é que mora o perigo; quem vai acabar pagando essa conta é o contribuinte, através dos impostos que recolhe ao governo.</p>



<p>Como um órgão que apresenta déficits crescentes desde 2023, de um hora para outra, vai para de zerar seus déficits e &nbsp;formar uma poupança para pagar as prestações dessa dívida?</p>



<p>&nbsp;Isso só seria possível se fosse feito um grande ajuste fiscal, com redução de pessoal e de outras despesas, mas o governo atual é contra a corte de gastos.</p>



<p>Prova disso é que a dívida bruta do setor público, em que a maior parte é da União, cresceu no atual governo, até julho deste ano, R$ 2,3 trilhões, 5,9 pontos percentuais do PIB. Duas causas explicam esse fato, formação de déficit primário, quando deveria ser superávit e altos juros, ambos os fatores decorrentes do excesso de gastos.</p>



<p class="has-medium-font-size">A continuar essa política, o País vai entrar numa situação de muito difícil saída, cujas causas vem sendo escondidas na propaganda oficial e nos “voos de galinha” da economia.</p>
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		<title>ICMS – Ainda estamos abaixo de 2014</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Dec 2024 13:31:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Finanças Públicas]]></category>
		<category><![CDATA[Finanças públicas]]></category>
		<category><![CDATA[ICMS]]></category>
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					<description><![CDATA[O curto prazo é interessante, porque é nele que estamos vivendo, mas nunca devemos esquecer o passado, que é a nossa base de comparação. José Ingenieros já dizia: “La vida humana representa, la mayor parte de las veces, uma equación entre el passado e el futuro”. Quem examina a arrecadação do ICMS DE 2024 tem [&#8230;]]]></description>
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<p>O curto prazo é interessante, porque é nele que estamos vivendo, mas nunca devemos esquecer o passado, que é a nossa base de comparação. José Ingenieros já dizia: “<em>La vida humana representa, la mayor parte de las veces, uma equación entre el passado e el futuro</em>”.</p>



<p>Quem examina a arrecadação do ICMS DE 2024 tem uma surpresa agradável, porque ela cresceu em relação ao exercício anterior 11,4% nominais e 9,5% reais. E, muita gente, com base nisso, já acha que o governo pode atender a todas às reivindicações da sociedade.</p>



<p>E é aí que devemos observar o comportamento do passado, nos últimos dez anos: 2014 a 2023, conforme tabela a seguir:</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" loading="lazy" decoding="async" width="794" height="442" src="https://darcyfrancisco.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image-2.png" alt="" class="wp-image-24999" style="width:594px;height:auto"/></figure></div>


<p>No período 2014-2023, o ICMS <strong>cresceu apenas 2,7%</strong> em valores reais. E se compararmos com 2019, ano anterior à pandemia, houve um <strong>decréscimo real de 1,2%.</strong></p>



<p>Devemos considerar que um ano qualquer não deve ser tomado de forma estática, mas tomá-lo com base sua possível evolução no período.</p>



<p>Consideremos que de 2014 a 2023 o ICMS devesse crescer <strong>um mínimo de 2% reais ao ano</strong>, para compensar o crescimento vegetativo da folha, mesmo que as últimas reformas o tenham reduzido muito. No entanto, além dele, outras despesas sempre tendem a crescer. <em>Gasto público é como unha: cresce todo o dia e precisa ser cortada continuamente</em>.</p>



<p>Com base nisso, em 10 anos, o ICMS deveria ter crescido 21,90%, caso em que ele seria em 2014 R$ 56.070,6 mil. Com isso, o ICMS de 2024, estimado em R$ 51.552,8 mil, ficaria 8,1% abaixo do primeiro (Tabela 2).</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" loading="lazy" decoding="async" width="678" height="402" src="https://darcyfrancisco.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image-3.png" alt="" class="wp-image-25000" style="width:596px;height:auto"/></figure></div>


<p><strong>Conclusão</strong>: ainda necessitamos crescer muito mais a arrecadação do ICMS, que significa crescer mais nossa economia. A alta a arrecadação do corrente ano é apenas um passo rumo à caminhada maior.</p>
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		<title>Governo federal numa encruzilhada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Darcy Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Nov 2024 15:16:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Finanças Públicas]]></category>
		<category><![CDATA[Finanças públicas]]></category>
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					<description><![CDATA[Faço parte de um grupo de economistas que há muito tempo afirma que o Brasil vem, a cada ano, caminhando para uma situação insustentável nas finanças públicas. A evolução dos gastos primários (antes dos juros) do Governo Geral vem superando gradativamente a expansão do PIB, só estancando esse crescimento no período 2017-2022, com o teto [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Faço parte de um grupo de economistas que há muito tempo afirma que o Brasil vem, a cada ano, caminhando para uma situação insustentável nas finanças públicas. A evolução dos gastos primários (antes dos juros) do Governo Geral vem superando gradativamente a expansão do PIB, só estancando esse crescimento no período 2017-2022, com o teto de gastos.</p>



<p>A mola propulsora desse crescimento é a previdência, basicamente a do Regime Geral (a pública federal é alta e injusta, mas declinante). A previdência do Regime Geral tem como principais causadores de seu aumento o crescimento vegetativo dos beneficiários (3% ao ano) e os aumentos reais do salário-mínimo. Isso somado dá mais de 5% reais anualmente. O déficit do INSS de 2023, de R$ 306 bilhões, deve alcançar R$ 340 bilhões no corrente exercício.</p>



<p>Mas o problema não é só esse; dependem do salário mínimo mais de 50% da despesa federal, incluindo outros benefícios, que acabam crescendo desproporcionalmente, E, isso tudo num contexto de aumento extraordinário da receita, de 13% nominais ou 8,4%, acima da inflação em 2024.</p>



<p>O teto de gastos (2016) eliminou os aumentos reais do salário-mínimo e de tudo o mais, eliminando também o crescimento da despesa, de acordo com a receita, como na educação e na saúde, as conhecidas vinculações. O governo anual revigorou tais aumentos.</p>



<p>A política praticada pelo governo atual seria mais social e mais humana, não fossem as consequências, que advirão do aumento do endividamento e, em decorrência, dos juros, da inflação e da queda do PIB. Esta última, no momento não está ocorrendo, assim como o desemprego, mas, a continuar esse quadro, não sabemos o que ocorrerá.</p>



<p>O arcabouço fiscal sem a eliminação dos aumentos reais sempre se mostrou inviável.</p>



<p>E o pior de tudo é que não basta zerar o déficit primário; tem que ser feito um planejamento anual para &nbsp;desenvolver ações capazes de formar um superávit, até alcançar&nbsp; uma situação sustentável da razão dívida/PIB. &nbsp;Isso leva anos.</p>



<p>Parte do governo argumenta que é melhor manter as ideias partidárias de mais gastos sociais do que cumprir o arcabouço. Mas não é para isso que as despesas devem ser reduzidas. É para caberem na receita.</p>



<p>Diante de tudo isso, o governo está num impasse: deixar como está e a dívida explodir ou achar uma maneira para reduzir gastos, que não seja contabilidade criativa. &nbsp;</p>



<p>Publicao no Jornal do Comércio de 13/11/2024 e no jornal impresso, na semana 14 a 17/11.</p>
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